Reviravolta na Operação Prato Feito: Polícia Federal acusa Donisete Braga de desvios de verba na merenda escolar

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-prefeito de Mauá Donisete Braga (Pros) pelo crime de superfaturar a compra de merenda escolar no âmbito da “Operação Prato Feito”. A delegada Melissa Maximino Pastor, da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros, na Superintendência Regional de São Paulo, acusa Donisete Braga, – que governou a cidade entre os anos de 2013 e 2016 -, em razão de indícios de ter recebido pagamentos de propinas das empresas “Le Garçon Alimentação e Serviços” e “A Melhor Alimentação e Eventos Eireli EPP”, contratadas na administração da época.

O relatório da Polícia Federal descartou envolvimento do atual prefeito Atila Jacomussi (PSB), com o esquema de superfaturamento de merendas instalado na gestão de Donisete Braga.

Com a conclusão do inquérito pela PF, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) – procedimento que durou aproximadamente 16 meses – foi encaminhado à Justiça. A investigação denuncia que Fábio Favaretto teria custeado viagem de Donisete, sua mulher e filhos para Orlando, nos Estados Unidos, em 2015, no valor de US$ 30 mil, além de vinhos caros, celulares e tênis.

A propina teria sido admitida pelo empresário em diálogos interceptados pela PF no transcorrer da apuração. Citada como fraudadora de contratos de merenda em diversas prefeituras, a Le Garçon manteve vínculo com Mauá durante o mandato de Donisete Braga.

No inquérito, a Unidade de Inteligência da Polícia Federal organizou um diagrama que demonstra as competências dos empresários acusados juntos às prefeituras.

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