Oposição levanta polêmica sobre a nova ponte sobre o Rio Preto. Neo tentou fazer a obra, mas por falta de projeto, recursos federais foram devolvidos

Desde o anúncio da intenção do governo do prefeito Termosires Neto de construir uma nova ponte sobre o Rio Preto, a oposição de Formosa do Rio Preto vem polemizando a questão com o objetivo claro de confundir a opinião pública.

Nas redes sociais textos são distribuídos exaltando a atual ponte de madeira como se a mesma fosse monumento histórico da cidade.

Em texto mais recente divulgado pelos contrários ao projeto e que visa tão somente criar confusão, é dito: “Um  triste cenário de desapropriação assola Formosa do Rio Preto: *O que vai acontecer com a ponte de madeira e com o Labarca?”

Para que fique claro sobre este questionamento a ponte histórica sobre o Rio Preto foi derrubada pelas águas no ano de 1980.

Segundo o Portal “Notas Socialistas” no texto intitulado “Formosa de minha infância” a construção da ponte histórica se deu no ano de 1961 quando o caixeiro viajante da Barra, José Guedes e Isaias Menezes tiveram a ideia da construção de uma ponte sobre o rio Preto… A ponte foi inaugurada em 1962 e Syneu, filho de Pompílio Mendes, foi o primeiro a atravessá-la, correndo a 120 km/h, em sua velha caminhonete”. Clique aqui e leia o texto histórico.

Segundo ainda, no texto sem base que sustente as afirmações que a coloca na condição de Fake News (Notícia Falsa), que viralizou nas redes sociais divulgado pela oposição: “o projeto contém irregularidades jurídicas e falta de esclarecimentos quanto aos impactos ambientais, e não há documentação ou relatórios comprovando que não causará danos às residências próximas às margens do rio”.

Sobre esse ponto é importante salientar que foi destaque na imprensa em 29 de setembro de 2017 a construção de duas novas pontes em Formosa do Rio Preto, sendo uma sobre o Rio Sapão e a outra sobre o Rio Preto.

“O acompanhamento técnico da obra está sendo realizado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e com recursos do Programa para Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro)… Já foram concluídos os serviços de sondagem, topografia e projeto”, o que derruba a tese de que o projeto não é ecologicamente sustentável. Ver matéria clicando aqui.

Outro dado importante é que em 8 de abril de 2019, a prefeitura de Formosa do Rio Preto comunicou oficialmente através de seu portal na internet o início dos trabalhos de sondagem de solo para o projeto da nova ponte. Clique aqui para ver a matéria.

Em 26 de maio de 2013 o Caso de Política fez registro jornalístico por ocasião da reforma realizada na ponte de madeira. Na oportunidade, já alertávamos sobre os riscos à vida que a estrutura apresentava.

“A bem da verdade, não se discute a importância sentimental que a ponte representa aos formosenses! A ponte – ainda que não seja a histórica que teve a sua construção no ano de 1961 – não comporta mais o ritmo e sobrecarga imposta a mesma. Caminhões, motos, tratores e população trafegam sob ela sob risco de uma tragédia . Sua estrutura é antiga e merece o devido cuidado. Pouco vai adiantar, que todos os anos ela receba pintura ou que uma ou outra madeira de sustentação seja reposta ou trocada. Urge a necessidade de uma travessia mais adequada! Uma ponte de concreto, que de a nossa maravilhosa passarela uma função mais adequada, que seja a de passeio para pedestres e atração turística!”. Leia a matéria clicando aqui.

Saiba mais

A má fé e politicagem eleitoreira

Retornando ao texto especulativo e sem base documental (vale ressaltar que 2020 é ano eleitoral) emitido por integrantes da oposição de Formosa do Rio Preto que de forma orquestrada tenta causar comoção nos cidadãos da cidade que anseiam por melhores condições de vida, geração de emprego e respostas positivas por parte do Poder Público, é dito palavras que atentam contra o bom senso e a paz social conclamando e tentando induzir o munícipe a um levante popular: “É necessário levantarmos a nossa voz em descasos como este, pois os valores morais do nosso povo formosense estão a mercê de gestores que estão ridicularizando o respeito pelo direito alheio. Foi errôneo “cair nas garras” de políticos desprovidos de conhecimentos,  que não sabem o que é  lutar pelo progresso de um todo  social,  quantas outras NECESSIDADES,  deixando a desejar em áreas obrigatórias, por que tanta atenção voltada somente para a construção do cais?”.

O que na verdade se esconde da população é a incapacidade administrativa de gestões anteriores em tocar projetos de tamanha magnitude.

Para constarmos esse fato inegável, o Portal Caso de Política fez pesquisa junto ao Banco de dados do Portal da Transparência do Governo Federal e verificou que o desejo de construção de uma nova ponte no local não é novo. Recursos foram liberados, mas por pura incompetência administrativa e política, as verbas retornaram aos cofres federais não sendo utilizados em Formosa do Rio Preto.

Os dados dos recursos financeiros que serão apresentados a seguir, tem algumas delas sem destinação específica de local e que poderiam ser alocados em qualquer área ligada a infraestrutura e urbanização na cidade. Antecipando, entre os anos de 2004 à 2012, foram devolvidos – segundo os dados disponíveis no Portal da Transparência do Governo Federal – R$ 4.559.149,27 (quatro milhões, quinhentos e cinqüenta e nove mil reais e vinte e sete centavos). Recursos que deveriam ser utilizados em esgotamento sanitário, infraestrutura urbana, desenvolvimento do turismo local e outros serviços públicos.

Já desde o ano de 2017, segundo aponta o Portal da Transparência do Governo Federal, o atual governo municipal recuperou 5 projetos que juntos somam R$ 2.687.502,38. Se somados aos R$ 3.716.108,39 para a construção da ponte e os R$  2.188.986,08, temos R$ 8.592.596,85 em investimentos na melhoria da qualidade de vida da população e no desenvolvimento da cidade.

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