Justiça suspende campanha da morte de Bolsonaro. No oeste da Bahia entidades de classe querem flexibilizar quarentena

A Justiça Federal suspendeu a campanha de Jair Bolsonaro, intitulada ‘O Brasil não pode parar’, ou qualquer outra “que sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde”

Por determinação da Justiça Federal do Rio de Janeiro, o governo federal deve suspender a veiculação da campanha publicitária “O Brasil não pode parar”, que defende o fim do isolamento social determinado por governadores de diversos estados. A medida liminar atendeu ao pedido apresentado  pelo Ministério Público Federal (MPF) e em descumprimento, o governo deverá pagar multa de R$ 100 mil.

A juíza federal Laura Bastos Carvalho determinou que “a União se abstenha de veicular, por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha ‘O Brasil não pode parar’, ou qualquer outra que sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública”.

CDL’s de Barreiras e LEM pedem flexibilização de quarentena

Em imagem contraditória, dirigentes do CDL Barreiras se utilizando de máscaras de proteção emitiram em 26 de março uma nota ao qual solicitam a prefeitura de Barreiras a  flexibilização do decreto municipal que restringe a abertura do comércio local. A imagem acima com os representantes do CDL Barreiras, denota que os mesmo tem o total conhecimento da existência do coronavírus (COVID-19) que em dados mais atualizados já matou em apenas um mês desde que a doença chegou ao Brasil, 92 pessoas e infectou outra 3.417.

Em trecho da Nota Oficial o CDL diz: “Essa reunião aconteceu pela preocupação com o setor produtivo com a intenção de evitar um colapso econômico e social sem precedentes no município de Barreiras”. Leia a íntegra do documento clicando aqui.

Saiba mais sobre os riscos do coronavírus 9COVID-19)

No mesmo caminho, o CDL de LEM editou no dia 27 de março uma”Carta Aberta” a qual direcionou ao prefeito de Luis Eduardo Magalhães, Oziel Oliveira.

No documento, os dirigentes do CDL LEM argumentam ao alcaide: “Que os prestadores de serviço, tais como oficinas mecânicas, auto elétricas, borracharias, manutenção de computadores, chaveiros, restaurantes , lanchonetes, bares diurnos, e uma gama sem fim de serviços, inclusive academias, possam trabalhar, desde que, respeitadas as exigências do isolamento social.”  Ver íntegra aqui. O documento afronta totalmente as orientações das autoridades de saúde do país e internacionais a exemplo da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Diante ao perigo que representa esse novo vírus (COVID-19), é prudente, salutar e recomendável que se evite sair ás ruas, e ainda que setores comerciais tenham queda de receita e apresentem dificuldades financeiras, o mais importante é que se preserve vidas, vidas acima de tudo.

Vivemos uma plena escalada de notificações de casos e também crescente números de mortes devido a infecções. Recentemente a cidade de Milão na Itália reconheceu o grave erro de ter quebrado o protocola da quarentena o que resultou em mais de 4 mil mortes somente naquela cidade – ver aqui – . Cientistas ligados a respeitada Universidade de Oxford na Inglaterra afirmam através de estudos que somente no Brasil, há expectativas de ao menos 478 mil óbitos em decorrência do coronavírus (COVID-19). Ver matéria no Congresso em Foco clicando aqui.

Em 23 de março, o The Intercept Brasil vazou documento confidencial da Agência Brasileiro de Inteligência datado de 23 de março de 2020 – ver aqui -, onde segundo as informações do órgão ligado ao Ministério da Justiça brasileira aponta que nos próximos dias.

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