Juiz João quer apuração de contratos e Átila registra queixa crime por se sentir atacado em sua honra

Juiz João Veríssimo e Atila Jacomussi protagonizam debate sobre ética e troca de acusações na justiça

Da Redação Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi registrou queixa crime ao final da última quinta-feira (16)  no Fórum de Mauá contra João Veríssimo Fernandes por se sentir atacado em sua honra.

Na ação, a qual Atila Jacomussi é representado pelos advogados Carlos Eduardo Gomes Callado Moraes e Leandro Petrin, é solicitado providências quanto aos fatos.

“Em razão de sua notoriedade é constante alvo de críticas e ataques na rede mundial de computadores pelos mais diversos segmentos da sociedade e, em razão do ano eleitoral, por pré-candidatos e demais políticos de oposição ao governo, ataques esses que vêm se intensificando, passando do campo das críticas de cunho político para ofensas a honra do Querelante”, é registrado em trecho inicial da peça apresentada.

Segundo ainda a denúncia formulada,

“Os ataques infundados e criminosos tiveram início quando da contratação de empresas para a realização do Hospital de Campanha de Mauá, que visa o atendimento de pessoas acometidas pelo mal causado pelo Corona Vírus”… “Valendo-se de reportagem de jornal local, passou a realizar sua propaganda eleitoral irregular, sempre com o ataque como pano de fundo”. 

Entre prints de reportagens de veículos de comunicação regional, ainda no documento, é grafado o texto postado pelo denunciado nas redes sociais:

“INDIGNADO, ATÉ QUANDO?!
Como se não bastasse toda falta de planejamento do prefeito para lidar com a pandemia do Coronavírus, agora fomos surpreendidos com esse superfaturamento na estrutura do Hospital de Campanha, que só vai oferecer 30 leitos para a população. Além de não ser suficiente para atender o povo, ainda custa um absurdo! É muita vergonha! Novamente somos vítimas do desrespeito deste governo. Funcionários de saúde trabalham sem os equipamentos de saúde necessários para se protegerem – luvas, máscaras e álcool gel – enquanto a população segue sendo mal atendida nas UBSs e UPAs. Na propaganda é tudo muito bonito, mas na prática é só incompetência!”

No estrito dever da defesa da honra de seu contratante, os advogados cravam no documento a significativa repercussão de tais publicações em redes sociais.

“A publicação, conforme extraído da página do Facebook alcançou um total de 1.315 (mil, trezentos e quinze) usuários, além de ter recebido 711 (setecentos e onze) comentários e 686 (seiscentos e oitenta e seis) compartilhamentos. Em sua primeira ofensiva, o Querelado acusa o Chefe do Executivo de superfaturamento na contratação de serviços, sem nenhuma prova, documento ou qualquer outro embasamento, o faz apenas para conseguir holofotes e dar início a perseguição intentada. Vejamos. Aos 10/04/2020 valendo-se de texto e vídeo gravados, o Querelado permaneceu seus infundados ataques à honra do Querelante, publicação que contou com mais de 7.400 (sete mil e quatrocentas) curtidas, 1.600 (mil e seiscentos) comentários e 7.600 (sete mil e seiscentos) compartilhamentos”…

Uma das referidas publicações questionadas e constantes na denúncia trata de fala de João Veríssimo, onde o mesmo anuncia que entraria na justiça com pedido de investigação junto ao  Ministério Público Estadual e no GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado)

MAUÁ NÃO VAI ENGOLIR MAIS ESSA!
Entro hoje no Ministério Público Estadual e no GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) com pedidos de apuração sobre a contratação emergencial da ONG ATLANTIC por mais de R$ 3 milhões para gerenciar os 30 leitos, por três meses, do Hospital de Campanha criado em Mauá para atendimento dos casos suspeitos do novo coronavírus (Covid-19). Fora o absurdo do valor, que se vê logo de cara que está superfaturado, em uma breve pesquisa encontrei diversas irregularidades dessa empresa. Uma delas: o endereço que consta no CNPJ é um canteiro de obra abandonado em Caieiras, o qual por coincidência é o mesmo endereço da Empresa OCEAN. Fiz questão de ir ontem à noite até esse local e lá só existe a placa de uma empresa chamada OCEAN. Me causou estranheza ao ver ontem na live do prefeito Átila a presença do Dr. Gilberto Alves Ponte Belo, que se apresentou como médico e diretor da empresa OCEAN. Justamente o Sr. Gilberto foi diretor da Empresa GAMP que foi denunciada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por suspeita de desvio de um contrato de 1 BILHÃO de reais de recursos públicos da saúde. Esse grupo usava parentes como laranjas e superfaturava em até 17.000% o preço de remédios. Me causa também estranheza que a ATLANTIC tenha como diretora uma mulher com o mesmo sobrenome do senhor Gilberto, que fique claro que também foi CONDENADO por NÃO COMPARECER ao trabalho como médico concursado nas cidades de Jandira, Barueri, Itapevi e Osasco. O prefeito tem muita coisa para explicar nessa contratação para o povo e para as autoridades competentes. EU NÃO VOU ME CALAR! Quero Mauá nas mãos de quem quer o melhor para Mauá. 

No documento, questionamento são apresentados pela acusação: “Aqui alguns questionamentos se fazem necessários: onde estão as provas do alegado? Qual a relação existente entre o alegado criminosamente pelo QUERELADO como sendo superfaturamento e a localização física da empresa contratada? Qual a relação da contratação com a alegação de que os sócios da empresa teriam qualquer outro problema em outros municípios?”, argumentam os causídicos.

Em 12 de abril do corrente ano, o Repórter ABC com base em informações expostas nas redes sociais publicou a matéria intitulada “Atila Jacomussi é denunciado ao GAECO por contratações suspeitas e suposto superfaturamento”ver aqui – e em 13 de abril do mesmo ano, “MP acolhe denúncia de suposto superfaturamento e contratações suspeitas feitas por Atila em Mauá”. Ver aqui.

Já no dia em 0 de abril foi publicada matéria jornalística que teve como base de dados, informações do Ministério público do Estado do Rio Grande do Sul, vídeo onde o médico Gilberto Alves Ponte Belo (ex-diretor da GaMP) se apresenta como diretor médico da Ocean Saúde e  como membro da equipe de combate ao coronavírus em Mauá.

Doutor Gilberto Alves Ponte Belo, atual diretor da Ocean Saúde foi diretor da Empresa GAMP, denunciada pelo MP/RS por suspeita de desvio de R$ 1 bilhão de recursos da saúde. A Atlantic – Transparência e Apoio a Saúde Pública (ATPN), tem como diretora a senhora Jéssica Alves Ponte Belo, mesmo sobrenome do médico Gilberto Alves Ponte Belo

Segundo levantamento, o doutor Gilberto Alves Ponte Belo foi diretor da Empresa GAMP que foi denunciada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por suspeita de desvio de um contrato de R$ 1 bilhão de reais de recursos públicos da saúde. Fato que chama a atenção é que a O.S. Atlantic – Transparência e Apoio a Saúde Pública (ATPN), tem como sua diretora a senhora Jéssica Alves Ponte Belo com o mesmo sobrenome do médico Gilberto Alves Ponte Belo.

Para ler a matéria, clique aqui.

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