Exclusivo: Terreno em Caieiras que sedia Ocean e Atlantic é de propriedade de Gilberto Alves Ponte Belo, ex-diretor da GAMP

Documento registrado em cartório comprova que terreno o qual está sediado empresas contratadas pelo prefeito de Mauá, Atila Jacomussi é de Gilberto Alves Ponte Belo, proibido de contratar com o poder público e que responde por desvio de mais de R$ 1 bilhão em recursos da saúde quando era diretor da GAMP

O Blog Caso de Política conseguiu com exclusividade documento particular de compra e venda registrado no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Franco da Rocha que comprova a propriedade de Gilberto Alves Ponte Belo – ver documento ao final da matéria – , ex-diretor do Grupo de Apoio a Medicina de Apoio a Medicina Preventiva e a Saúde Pública (GAMP) que segundo o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), a empresa GAMP teria desviado mais de R$ 1 bilhão em contratos da saúde em municípios daquele estado.

Segundo o documento que tem força de escritura pública e firmado em 8 de dezembro de 2010, o terreno medindo 312 m²  foi avaliado na época em R$ 322.230,00.

Conforme noticiou o Caso de Política no dia de ontem (28), o juiz João Veríssimo, – autor da denúncia – o documento cartorial foi encaminhou ao Ministério Público representado em Mauá. Ver aqui.

Segundo o MP-RS, o Gamp e outras 15 empresas tiveram decretada a suspensão da contratação com o poder público. Ver matéria completa com base em informações da justiça do Estado do Rio Grande do Sul clicando aqui.

Na ocasião, foram cumpridos, 70 mandados de busca e apreensão em cinco estados: no RS, em Canoas (incluindo a Prefeitura e as sedes do Gamp), Porto Alegre, Gravataí e São Francisco de Paula. Em Santa Catarina, no Balneário Camboriú. Em São Paulo, os mandados foram cumpridos na capital, em Cotia, Itatiba, São José dos Campos, Caieiras, Santa Isabel e Santo André. No Rio de Janeiro, os mandados foram cumpridos na capital e, no Pará, nas cidades de Belém e Altamira.

Em Mauá, o Ministério Público do Estado de São Paulo anunciou nesta terça-feira (28) em sua página oficial na internet  que vai investigar contratos relacionados ao hospital de campanha da cidade, conforme noticiou o Portal Repórter ABC. Ver aqui.

Na mira do MP Paulista estão além de supostos superfaturamentos, o endereço  – rua Portugal, 141 – sala B, no jardim Santo Antonio na região central da cidade de Caieiras – ao qual consta a instalação das empresas Ocean Serviços Médicos e a empresa Atlantic – Transparência e Apoio a Saúde Pública (ATPN), esta última tem em seu quadro diretivo a senhora Jéssica Alves Ponte Belo com o mesmo sobrenome do senhor Gilberto, que foi condenado pela justiça por não comparecer ao trabalho como médico concursado nas cidades de Jandira, Barueri, Itapevi e Osasco.

A ATPN celebrou contrato com a prefeitura de Mauá para gerir o recém inaugurado Hospital de Campanha da cidade por R$ 3.239.700,00 pelo período de três meses para administrar os 30 leitos do Hospital de Campanha na cidade.

O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi apresenta o doutor Gilberto Alves Ponte Belo (sem máscara) como integrante da equipe de combate ao coronavírus na cidade. Gilberto está impedido judicialmente de firmar contratos com o poder público e é investigado de ter desviado mais de R$ 1 bilhão de reais da saúde – Imagem extraído da Live realizada em 9 de abril de 2020

Na noite da quinta-feira, 9 de abril do corrente ano, o prefeito Atila Jacomussi em live em suas redes sociais tinha entre os seus convidados para esclarecimentos sobre a luta contra o coronavírus, o doutor Gilberto Alves Ponte Belo, que se apresentou como médico e diretor da empresa Ocean Serviços Médicos. Ver matéria clicando aqui.

Nesta quarta-feira, 29 de abril, após matéria jornalística dada em primeira mão pelo Blog Caso de Política, a Rede Globo de Televisão exibiu matéria sobre as possíveis irregularidade nos contratos firmados com as empresas Pilar Organizações e Festas Ltda contratada para a implantação de 30 leitos hospitalares pelo valor mensal de R$ 221.900,00 e a empresa Atlantic – Transparência e Apoio a Saúde Pública (ATPN) contratada para gerir o Hospital de Campanha por R$ 3.239.700,00 pelo período de três meses. Segundo a emissora de televisão, as empresas citadas não responderam as solicitações de esclarecimentos.

R$ 1.079.000,00 foram antecipados a Atlantic – Transparência e Apoio à Saúde (ATPN) mesmo antes da apresentação de plano de trabalho e sem o Hospital de Campanha estar em funcionamento

A 5ª Turma do Ministério Público investiga denúncias de superfaturamento na construção de 30 leitos do Hospital de Campanha de Mauá por R$ 3.239.700,00. Em Santo André, 126 leitos custaram R$ 315.000,00 durante três meses

Em 9 de abril, a ATPN  recebeu R$ 1.079.000,00 de antecipação mesmo antes da apresentação de plano de trabalho e sem o Hospital de Campanha – hoje denominado de Centro Especializado de Combate ao Coronavírus (CECCO) – estar em funcionamento.

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