Formosa: Instituto Census confirma que não fez pesquisa para prefeito na cidade. Responsável pode pagar multa e ser preso

Uma pesquisa Fake (falsa) está amplamente sendo divulgada em Formosa do Rio Preto via aplicativo Whatsapp  onde segundo os dados exposto, adversários do atual prefeito lideram o levantamento que segundo o Instituto Census, em nota desmentiu que teria realizado qualquer sondagem em Formosa do Rio Preto neste ano de 2020.

A pesquisa não está registrada na página da Justiça eleitoral o que confirma a afirmação do Instituto Census de que a pesquisa não é autentica

“O INSTITUTO CENSUS DE PESQUISAS vem através da sua página oficial esclarecer sobre o FAKE NEWS divulgado na cidade de Formosa do Rio Preto-BA através das redes sociais no tocante ao resultado de pesquisa eleitoral. Deixamos claro que NÃO realizamos nenhuma pesquisa no Estado da Bahia em 2020”.

Segundo ainda o Instituto Census, providências necessárias em busca da responsabilização dos autores já estão sendo tomadas.

“Diante dos fatos narrados acima, desde o momento em que tomou-se ciência da suposta publicação de resultados fraudulentos , já teve início a apuração dos fatos e tomaremos as providências necessárias em busca da responsabilização dos autores que estão publicando nas redes sociais a devida reparação do dano causado nas esferas cível, penal e eleitoral, haja vista que a adulteração e publicação de pesquisa fraudulenta  é considerada violação aos artigos 33 e 34 da lei 9504/97, passível de multa pecuniária, dentre outras medidas”.

Clique aqui para ler a íntegra da nota de esclarecimentos.

Segundo material recebido pela redação do Caso de Politica, o autor da disseminação da notícia falsa utiliza o aplicativo de Whatsapp onde com número de celular de nº 7196576028 e pré-nome de Geremias conforme se verifica abaixo.

Os dados falsos foram ocultados para que não se reproduzam ainda mais um crime de divulgação de notícia falsa e que se confunda a opinião pública

Nos dados apresentados pela pesquisa fake há erros crassos na redação onde é digitado graficamente o nome errado de possível candidato, além de tecnicamente não serem possíveis a aplicação da margem de erro com o índice de acerto em razão do número de entrevistados.

Outro erro grave que só reafirma o ato criminoso amador, é o fato de que pesquisas eleitorais só podem ser divulgadas com obrigatório no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), em até 5 (cinco) dias antes da divulgação.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através da Resolução TSE 23.600/2019 “Os responsáveis pela divulgação de pesquisa sem o prévio registro na Justiça Eleitoral estão sujeitos à aplicação de multa no valor de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00 (Lei nº 9.504/1997, arts. 33, § 3º, e 105, § 2º). A divulgação de pesquisa fraudulenta (falsa) constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa.”

Por envolver eleições, o crime pode ser investigado pela Polícia Federal caso haja denúncia, e com as mais modernas ferramentas de rastreamento disponíveis, quebra de sigilo do suposto número demonstrado, e solicitação de histórico de compartilhamentos junto ao Whatsapp é possível identificar o autor e elos do crime que atenta contra a sociedade e a democracia.

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