443 deputados implicados na farra das passagens. Vão devolver o dinheiro?

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O número de denunciados – 443 ex-deputados – mostra que eram uma prática comum os fatos descritos pelo Ministério Público Federal na investigação sobre a “farra das passagens” ocorrida na Câmara entre 2007 e 2009.

A preços que, na época, chegaram a R$ 70 milhões, foram pagos pela Casa cerca de 160 mil bilhetes aéreos, usados indevidamente em viagens internacionais, muitos deles negociados num esquema criminoso envolvendo assessores e parlamentares.

Um dos implicados é o próprio presidente Michel Temer, que se defendeu com a afirmação de que “não havia regras claras” sobre o uso de passagens. Fernando Gabeira, que embarcou parentes para o exterior, achava que “a definição era cada um gerir sua cota”.

Estão ainda na lista do MPF três políticos que hoje são governadores: Rodrigo Rollemberg (PSB), do Distrito Federal, Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, e Suely Campos (PP), de Roraima.

Confira os 25 paulistas que foram denunciados

Por ordem alfabética, são estes os 25 parlamentares de São Paulo, muitos deles hoje sem mandato, ocupando suplência ou outros cargos apontados como participantes da “farra das passagens”:

Antônio Adolpho Lobbe Neto, Antônio Carlos de Mendes Thame, Antônio Carlos Martins de Bulhões, Antônio Duarte Nogueira Junior, Arlindo Chignalia Júnior, Arnaldo Calil Pereira Jardim, Carlos Alberto Rolim Zaratni, Carlos Henrique Focesi Sampaio, Celso Ubirajara Russomanno, Ivan Valente, Jefferson Alves de Campos, Jorge Tadeu Mudalen, José Aníbal Peres de Pontes, José Mentor Guilherme de Mello Neto, José Ricardo Alvarenga Trípoli, Luíza Erundina de Sousa, Milton Antônio Casquel Monti, Paulo Pereira da Silva, Paulo Roberto Gomes Mansur, Paulo Salim Maluf, Roberto João Pereira Freire, Sílvio Franca Torres, Vanderlei Macris, Vicente Paulo da Silva, Vinícius Rapozo de Carvalho.

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