Advogada agredida por PM em Formosa do Rio Preto vai à justiça. Tenente Sulivan já é investigado.

Agredida pelo tenente da Polícia Militar (PM) Sulivan no último domingo (20), enquanto acompanhava um cliente no Hospital Municipal de Formosa do Rio Preto, a advogada Verônica Lisboa alega que foi tratada como criminosa enquanto exercia sua atividade profissional.

“Sofri agressões morais e físicas o que ocasionou hematomas na região do pescoço devido a uma gravata e também nos mesmos superiores”

Documentação obtida através de uma fonte, dá conta que a agressão aconteceu quando a advogada Verônica Lisboa foi ao hospital Altino Lemos Santiago para prestar assistência a um filho de uma conhecida que a requisitou, autuado por posse ilegal de arma.

“Logo após o médico iniciar o procedimento de sutura, a senhora Verônica adentrou na sala e se identificou para o policial ali presente como advogada de Cledson, dando-se início um diálogo entre Verônica e o seu cliente. O médico pediu para que aguardasse o término do procedimento pois o Cledson começou a gesticular e assim vindo a atrapalhar o procedimento. A advogada pediu ao cliente que ficasse calado até terminar, mas que ela ficaria esperando o exame de corpo de delito. Em seguida o policial conhecido por Sulivan pediu para que Verônica aguardasse fora da sala e a mesma disse que por direito ia acompanhar o seu cliente. Em seguida Cledson falou que tinha sido agredido pelos policiais na delegacia e conduzido até ali. Verônica solicitou que fosse realizado um exame de corpo de delito. Sulivan pediu para Verônica se retirar novamente da sala ou ele mesmo iria tirar em uso de força. Verônica se negou a sair e em seguida o policial pegou bruscamente no seu pescoço e a puxou para fora, dando voz de prisão ela afirmou que não sairia e que continuaria a acompanhar o cliente, momento em que foi pega com um golpe de gravata e conduzida até a viatura que aguardava na parte exterior no hospital foi finalizado o procedimento no paciente, medicado e liberado o paciente saiu deambulando escoltado pelos policiais”, diz trecho. 

A advogada, vítima de agressão, apresenta diversos hematomas no braço e no pescoço após receber uma gravata (enforcamento)

A advogada realizou exame de corpo de delito que constatou diversos hematomas. Boletim de ocorrência foi aberto em desfavor do tenente Sulivan e a corregedoria da polícia militar já atua no caso.

Outra fonte, nos afirma que imagens de vídeo contendo toda a agressão foi registrado e está sob posse da OAB.

O caso de violência contra a mulher, a advogada Verônica Lisboa, ultrapassou a território baiano. OAB de Barreiras, OAB estadual e Nacional já se manifestaram em repúdio contra o atentado às prerrogativas do exercício da profissão de advogado. Outro manifesto de repúdio, foi externado pelo prefeito de Formosa do Rio Preto, Termosires Neto.

Segundo um jurista consultado “o exercício do advogado deve ser respeitado e a advogada em questão, exerceu em ato ético exercendo a advocacia em caso que inspirava perigo ao detido que se encontrava com lesão constatada e evidente, alegando ter sido vítima de agressão. Existem aqueles que argumentam – sem conhecimento de causa – que Verônica não poderia atuar nesse caso. O fato é que em sendo advogada, num caso de urgência em pleno domingo, será que ela deveria se omitir em atender em pleno domingo?”. 

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Sub- seção Barreiras, Alessandro Brandão esteve em Formosa do Rio Preto ficou estarrecido pelo que aconteceu com a Advogada Verônica e disse que o Tenente Sulivan tem um histórico de não respeitar a prerrogativa dos advogados e que ele já tinha feito o mesmo ato com outra advogada. O Presidente da Ordem disse que todas as providencias estão sendo tomadas tanto pela OAB Bahia como a OAB Brasil.

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