Após blefe contra o PT, Cachoeira aciona Márcio Tomás Bastos


A declaração de Carlinhos Cachoeira de que seria o “Garganta Profunda do PT” e a promessa de contar quem são os integrantes da CPI que teriam envolvimento em negócios ilícitos com a construtora Delta caíram mal nos meios políticos e uma operação abafa teve de ser deflagrada. Até mesmo o ex-advogado de Cachoeira, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos foi acionado. O bicheiro disparou a frase ao sair da prisão em Aparecida de Goiânia na última terça-feira, 11.

A primeira reação ao blefe de Cachoeira e às potenciais consequências de revelações bombásticas veio do médico que atende ao contraventor. “Nossa recomendação é para que ele não conceda entrevista para não falar bobagem e procurar repousar”, disse o hematologista Cesar Leite.

Agora, Cachoeira foi buscar abrigo e conselho com seus defensores. Primeiro, ele pediu autorização à Justiça para ir a Brasília encontrar-se com o advogado Nabor Bulhões, que tenta convencê-lo a ficar quieto.

O bicheiro também pediu permissão para ir a São Paulo onde se encontraria com Bastos. O ex-ministro foi advogado de Cachoeira pela módica quantia de R$ 15 milhões até julho. Abandonou o caso após a mulher do bicheiro, Andressa Mendonça, ter tentado chantagear o juiz Alderico Rocha. Bastos teria a missão de esfriar os ânimos petistas em relação aos arroubos de coragem do contraventor do cerrado.

A ideia de Cachoeira era se encontrar com MTB na sexta-feira, mas, aparentemente, a conversa ainda não ocorreu pessoalmente, já que o contraventor não se deslocou até São Paulo. Questionado pelo jornal O Globo, Bastos não confirmou nem desmentiu o contato com Cachoeira. Já Bulhões disse ao Globo que a declaração de seu cliente tinha como alvo os petistas. “Quando ele falou isso, estava mandando um recado para os parlamentares do PT que estão explorando a imagem dele na CPI”.

O advogado afirmou não saber quais informações de Cachoeira poderiam comprometer parlamentares da comissão.

Também ameaçada, a CPI se manifestou através do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Ele disse que não estar preocupado em nada com as declarações. Miro também afirmou que as ameaças de Cachoeira não vão mudar o relatório final elaborado pelo deputado petista Odair Cunha (PT-MG). (247 Brasil)

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