Caso Celso Daniel é reaberto com prisões no ABC Paulista.

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No despacho em que justifica os mandados da nova fase da Lava Jato, batizada como Carbono 14, o juiz Sergio Moro tratou do assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André (SP), e vinculou o caso às investigações que ele conduz, sobre desvios na Petrobras.
Morou traçou esse vínculo ao falar da prisão (ver aqui) de Ronan Maria Pinto, dono do Diário do Grande ABC, que é acusado de chantagear o PT para omitir fatos relacionados à morte do ex-prefeito:

“Já Ronan Maria Pinto foi, como adiantado, condenado criminalmente, sem trânsito em julgado, por sentença da 1ª Vara Criminal de Santo André no processo 00587-80.2002.8.26.0554, por crimes de extorsão e corrupção ativa, em continuidade delitiva, no aludido esquema de corrupção e extorsão na Prefeitura de Santo André (evento 7, comp39). É  ainda possível que este esquema criminoso tenha alguma relação com o homicídio, em janeiro de 2002, do então Prefeito de Santo André, Celso Daniel, o que é ainda mais grave.

Se confirmado o depoimento de Marcos Valério, de que os valores lhe foram destinados em extorsão de dirigentes do Partido dos Trabalhadores, a conduta é ainda mais grave, pois, além da ousadia na extorsão de na época autoridades da elevada Administração Pública, o fato contribuiu para a obstrução da Justiça e completa apuração dos crimes havidos no âmbito da Prefeitura de Santo André”.

Nesta sexta-feira, parlamentares do PT e do PC do B representaram contra Moro no Conselho Nacional de Justiça.

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