Ciclistas organizam protesto contra Porto Seco em Paranapiacaba. A concentração será no trevo de Rio Grande da Serra.

Grupos de ciclistas do ABC e da capital paulista estão se articulando para promover um grande protesto contra a construção de um centro logístico (“Porto Seco”) na região de Campo Grande, em Paranapiacaba, no município de Santo André.

A manifestação é mais uma iniciativa do movimento SOS Paranapiacaba em conjunto com a “Bicicletada ABC”, que existe desde 2008.

O evento chamado de “Massa Crítica Extraordinária: SOS Paranapiacaba”, está marcado para acontecer no dia 10 de junho, a partir das 09 horas da manhã, com concentração no trevo de Rio Grande da Serra, de onde partirão rumo a parte alta da vila.

A expectativa dos organizadores do protesto é mobilizar centenas de ciclistas que já frequentam a região da vila andreense e que são contra o “Porto Seco”. Os ciclistas também afirmam que se sentem ameaçados com a possível “invasão” de milhares de caminhões naquele trecho rodoviário.

Segundo uma carta do movimento divulgada: “A rodovia SP 122 é caminho utilizado por mais de 90% dos visitantes. Ali circulam pedestres, atletas, ciclistas, ônibus de linha, veículos particulares de famílias a passeio; mas que, com o Porto Seco, passará a receber veículos pesados, 68 caminhões a cada hora, 24 horas por dia. Dar novos usos inesperados, sem planejamento pela municipalidade, implicará em conflitos e possíveis danos para o tráfego da SP 122, onde caminhões pesados dividirão espaço com pedestres, atletas, ciclistas, famílias em veículos pequenos e ônibus de linha, oferecendo grandes riscos de acidentes fatais. Fato esse já comprovado, quando um empreendimento irregular operou por um período, permitindo que caminhões-cegonha circulassem pela SP 122, o que gerou acidentes com vítimas fatais”.

O primeiro protesto do movimento SOS Paranapiacaba foi realizado do último dia 22 de abril na estação Campo Grande, na entrada da parte baixa da Vila e reuniu centenas de moradores, ambientalistas, pesquisadores, profissionais liberais, estudantes etc. para dar um abraço simbólico na Vila e dizer não a empresa que pretende devastas enorme área na serra do mar para instalar centro logístico na região. Depois do abraço, o movimento SOS Paranapiacaba visitou a área ameaçada de devastação, os campos, córregos, rios, e por fim, terminou o ato lendo a “Carta de Paranapiacaba” em frente ao mercado da vila.

A Massa Crítica: Um carro a menos

Segundo a Wikipedia “a Massa Crítica (do inglês Critical Mass) ou Bicicletada é um evento que ocorre tradicionalmente na última sexta-feira do mês em muitas cidades pelo mundo, onde ciclistas, skatistas, patinadores e outras pessoas com veículos movidos à propulsão humana, ocupam seu espaço nas ruas. Os principais objetivos são divulgar a bicicleta como um meio de transporte, criar condições favoráveis para o uso deste veículo e tornar mais ecológicos e sustentáveis os sistemas de transporte de pessoas, principalmente no meio urbano.

Não existem líderes ou estatutos, o que leva a variações de postura e comportamento de acordo com os participantes de cada localidade ou evento. As Massas Críticas são passeios auto-organizados e independentes – geralmente apenas o local de encontro, o dia e o horário são definidos. Em algumas cidades, o trajeto, o ponto de chegada e as atividades ao longo do percurso são decididos somente quando o evento já está ocorrendo. Claramente existe um caráter de protesto nesses eventos: os participantes demonstram, se reunindo em público, as vantagens de usar a bicicleta como meio de transporte nas cidades e também alertam para as mudanças necessárias no espaço urbano para melhor acomodar os ciclistas.

Muitas Massas Críticas têm se tornado cada vez mais criativas, como a Massa Crítica da cidade de São Paulo: já há alguns anos, é visível e crescente a tendência de utilizar bom humor e ações mais duradouras para conquistar os motoristas em vez de confrontá-los, mostrando que a bicicleta é um meio de transporte viável, rápido, saudável e prazeroso, além de passar a mensagem de que os ciclistas têm direito a seu espaço nas ruas. Essa nova postura tem mais receptividade com os motorizados e se torna mais interessante à mídia não especializada, resultando em uma exposição maior do movimento e principalmente da ideia da bicicleta como meio de transporte. Em setembro de 2006, a Bicicletada paulistana promoveu, junto com outros movimentos e entidades, várias atividades relacionadas ao Dia Mundial Sem Carros, como o Desafio Intermodal e a Vaga Viva. As iniciativas se repetiram no ano seguinte e continuaram acontecendo nos anos subsequentes.

O maior mote da Massa Crítica é “um carro a menos”, usado principalmente para tentar obter um maior respeito dos veículos motorizados que trafegam nas ruas saturadas das grandes cidades.”

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