Clóvis Volpi diz em vídeo que Taxa de Lixo em Mauá é despreparo de Atila.

Em vídeo distribuído nas redes sociais, o ex-candidato a prefeito de Mauá nas eleições de 2016, Clóvis Volpi fala sobre questões das quais já havia previsto sob a administração de Atila Jacomussi.

Segundo Volpi, “durante a campanha em Mauá, fiz reuniões e debates onde falei sobre as dificuldades que seria governar a cidade. Que o novo gestor teria que entender muito de gestão pública. Deveria muito de saber de como consertar a economia de uma cidade e preparar essa cidade para o crescimento e desenvolvimento. Eu dizia pra governar Mauá diante desta situação somente com muita experiência. Sinto-me orgulhoso de não ter mentido para ninguém”, disse Volpi.

A votação

Por 14 votos a oito, o projeto que autoriza a cobrança de taxa de lixo na cidade foi aprovado na última quarta-feira (20). De autoria do prefeito Atila Jacomussi (PSB), a proposta foi votada em duas sessões extraordinárias e deverá ser sancionada esta semana.

Votaram pela aprovação da medida, nas duas sessões: Ivan e Chiquinho do Zaíra (ambos do Avante); Fernando Rubinelli e Cincinato Freire (PDT); Sinvaldo Carteiro e Professor Betinho (PSDC); Pastor José e Jotão (PSDB). Completam o bloco Melão (PPS), Jair da Farmácia (PMDB), Manoel Lopes (DEM), Gil Miranda (PRB), Severino do MSTU (Pros) e Ricardinho da Enfermagem (PTB). Os vereadores que se manifestaram contra a proposta foram: Bodinho (PRP), Adelto Cachorrão (Avante), Betinho Dragões (PR), Samuel Enfermeiro (PSB), Irmão Ozelito (SD), Neycar (SD), Tchacabum (PRP) e Marcelo Oliveira (PT).

Sob protestos, o presidente da Casa, Admir Jacomussi (PRP), pai de Atila, conduziu a apreciação da matéria. Pela ocupação do cargo, o parlamentar é vetado de votar os requerimentos da Casa. Atila Jacomussi já havia declarado que a criação da taxa de lixo na cidade seria a única medida que permitiria à Prefeitura negociar a dívida no valor de R$ 13,2 bilhões que tem com a Lara Central de Tratamento de Resíduos Ltda., empresa responsável pela coleta e destinação do lixo da cidade.

Segundo o Portal da Transparência, a Prefeitura de Mauá já soma mais de R$ 14 milhões em débitos atrasados com a empresa, que por sua vez notificou o Paço sob ameaça de paralisar os serviços. A estimativa da gestão Atila é que, a partir do próximo ano, Mauá gere R$ 1,8 milhão por mês com a taxa, valor que serviria para compensar parte dos R$ 2,6 milhões mensais de serviços prestados pela Lara.

O governo acredita que os proprietários de residências devam pagar em média R$ 8 mensais pela taxa do lixo. Segundo a redação, a Prefeitura de Mauá oferecerá subsídio de 20% para quem consumir até 20m³ (metros cúbicos) de resíduos sólidos. A proposta estabelece faixas e diferentes valores para casas, estabelecimentos comerciais e áreas industriais.

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