Contas de Eduardo Cunha foram encontradas zeradas; soma chegava a R$ 221 milhões.

DF - CUNHA/JORNALISTAS - POLÍTICA - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), concede entrevista aos jornalistas setoristas da Câmara fazendo um balanço do primeiro semestre do ano, em uma café da manhã oferecido no anexo IV na Câmara dos Deputados, em Brasília. 16/07/2015 - Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

A prisão do deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB, tomou conta das redes sociais e dos canais de notícias do Brasil. Entretanto, o episódio ainda reservava uma nova surpresa: as quatro contas bancárias do político, nas quais constavam cerca de R$ 221 milhões, estavam zeradas.

Descobriu-se o desaparecimento do dinheiro após o pedido de bloqueio das contas, enviado pelo juiz Sérgio Moro ao Banco Central. As investigações apontam que a quantia era originária, majoritariamente, de propinas e acordos ilegais firmados pelo ex-deputado.

Um desses acordos, por exemplo, mostra que Cunha teria negociado um campo de petróleo em Benin, no continente africano, para um empresário português por um preço bastante inferior ao de mercado em troca de R$ 5 milhões.

A ação teria sido mediada pela diretoria internacional da Petrobras, sob comando de Jorge Zelada, indicado pelo PMDB ao cargo.

A prisão preventiva de Cunha por Sérgio Moro aponta que o pedido se deve à representação de risco à “instrução do processo”, havendo “possibilidade de fuga em virtude de recursos ocultos no exterior e dupla nacionalidade”.

Possível delação de Cunha pode inaugurar novo surto de crise política

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A prisão do deputado cassado Eduardo Cunha e a possibilidade de que ele venha a contar o que sabe sobre escândalos de corrupção que também envolvem figuras do PMDB ligadas ao governo Michel Temer, seja por meio de delação premiada ou revelações espontâneas, têm capacidade de “causar um estrago enorme” e inaugurar “novo surto de crise política”, no Brasil. É o que diz o cientista político Aldo Fornazieri, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp).

Em entrevista à Rádio Brasil Atual na manhã desta quinta-feira (20), ele diz que uma eventual delação ainda depende de análise de critérios técnicos e jurídicos, além da vontade política dos operadores da Operação Lava Jato, mas ele acredita que Cunha deve ter amplo repertório de novas informações, uma das exigências para a efetuação da delação. Para o professor, novas denúncias podem reforçar o ‘Fora, Temer’ nas ruas. (Caros Amigos)

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