Corpos encontrados em matagal em Mogi das Cruzes são de jovens desaparecidos.

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Os cinco corpos encontrados na zona rural de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, são dos jovens desaparecidos há mais de duas semanas, na zona leste da capital, segundo apontam as investigações. De acordo com o ouvidor da Policia de São Paulo, Julio Cesar das Neves, dois corpos foram reconhecidos pelos familiares por causa de uma prótese na tíbia e de uma cirurgia na coluna.

SÃO PAULO, SP, 07.11.2016: VIOLÊNCIA-SP - Familiares chegam ao IML central para reconhecimento dos cinco corpos que foram encontrados, neste domingo (6) na região de Mogi das Cruzes (SP). Cinco jovens estão desaparecidos desde 21 de outubro. (Foto: Marcelo Goncalves/Sigmapress/Folhapress)

A mãe de um dos jovens confirmou que o filho tinha essa prótese. A outra evidência, na coluna, aponta que se trata do corpo de outro rapaz, que era cadeirante.

Neves confirmou ainda que os cinco jovens foram executados, por causa das marcas de bala na cabeça e porque uma das vítimas estava com os braços para trás, amarrados com lacre plástico. Ainda não é possível saber a autoria dos crimes.

Tortura

Segundo Luiz Carlos dos Santos, vice-presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), as mãos de Robson estavam presas por “enforca gato”, uma espécie de lacre de plástico. “O cadeirante tinha sinais de execução, com a mão amarrada com o enforca gato e sinais de tortura. A cabeça não foi encontrada”, declarou.

O reconhecimento também foi possível no corpo de Caique Henrique Machado Silva, de 18 anos. A mãe do jovem disse que ele tem prótese na tíbia, osso da perna, o que confere com o corpo encontrado. O condutor do veículo, Jonas Ferreira Januário, de 30 anos, foi identificado por familiares por meio de cirurgias e tatuagens.

Luiz Carlos disse que os outros dois corpos, que podem ser Jonathan Moreira Ferreira, 18 anos, e César Augusto Gomes Silva, 20 anos, estão irreconhecíveis. “Os familiares estão indo ao hospital fazer a coleta de saliva e cabelo para fazer o exame de DNA. Amanhã, a polícia vai colher mais depoimentos, tem uma série de depoimentos”, disse ele.

O caso

No dia 21 de outubro, Jonathan Moreira Ferreira, Caique Machado Silva, Cesar Augusto Gomes, Jonas Ferreira Januario e Robson Donato de Paula, com idades entre 18 e 30 anos, desapareceram quando a caminho de uma chácara para participar de um churrasco.

O último contato com uma das vítimas aconteceu na tarde do dia 21, pelo aplicativo WhatsApp. Segundo testemunhas, Jonathan teria enviado uma mensagem de voz para uma amiga afirmando que tinham sido parados em uma blitz policial.

Secretaria de Segurança Pública

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa, afirmou que não há indícios da participação de policiais no desaparecimento dos cinco jovens.

O caso é acompanhado pela Corregedoria da PM e pela Ouvidoria das Polícias devido às suspeitas do envolvimento de policiais no desaparecimento. Robson ficou paraplégico ao ser baleado em confronto com a polícia, o que poderia ter motivado vingança dos policiais.

A investigação segue pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

O carro que era usado pelo grupo foi localizado dois dias após o sumiço, abandonado no Rodoanel. De acordo com parentes, o ultimo contato dos jovens foi feito justamente do local.

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