Decisão da Justiça faz revira volta na política de Riachão das Neves


O cenário político em Riachão das Neves, no Oeste da Bahia, sofreu uma grande reviravolta nesta sexta-feira, 23, quando a Juiza eleitoral do município Marlise Freire Alvarenga, reconheceu como legítimo o pedido de impugnação e indeferimento do registro de candidatura do advogado Hamilton Santana de Lima (PDT/PMDB/PTC), formulado pelos advogados do candidato a prefeito Miguel Crisóstomo (PSC).

Os autos recebidos da juíza eleitoral foram publicados no site do Tribunal Superior Eleitoral. Com essa decisão, o segundo colocado nas eleições municipais em 07 de outubro de 2012, Miguel Crisóstomo, da coligação ‘Juntos, por um Riachão justo e mais humano’, assumirá o cargo de prefeito.

De acordo com um dos seus advogados, qualquer recurso que Hamilton vier a interpor contra essa decisão, tem efeito meramente devolutivo, ou seja, não suspende a determinação da juíza, deste modo, o candidato do PSC, que teve 24,53% da preferência eleitoral, com 3.327 dos votos, será diplomado e tomará posse no dia 1º de janeiro.

Com o resultado, muitas pessoas estão em festa na cidade, os eleitores e simpatizantes da candidatura de Miguel que aguardavam ansiosos pelo resultado, saíram em passeata pelas ruas comemorando a decisão judicial.

Entenda o caso do Impasse judicial nas eleições de Riachão das Neves

A artimanha de trocar de candidatos de última hora nas eleições parece que no município de Riachão das Neves não deu certo. A Juíza Eleitoral, Marlise Freire Alvarenga, da Comarca de Riachão das Neves, sentenciou procedente a impugnação e indeferimento do registro de candidatura do Sr. Hamilton Santana de Lima.

O fato foi que faltando poucas horas para as eleições, o ex-prefeito Antônio Américo (PDT), 84 anos, no dia (05), renunciou a sua candidatura a prefeito no município e colocou o seu filho Hamilton no seu lugar, sendo o mesmo eleito. Tanto o candidato a prefeito como o vice são filhos do renunciante da Coligação “Riachão nas Mãos de Quem Trabalha”, composta pelos partidos PDT, PMDB e PTC.

A manobra astuciosa, nunca antes conhecida na região, foi inusitada porque com tal procedimento é premeditado para não haver mais tempo hábil para inserir nas urnas eletrônicas o nome e foto do novo candidato, os eleitores farão a opção de voto num nome, mas votarão noutro.

Somente no estado de São Paulo, há seis outros casos semelhantes que deverão ter o mesmo destino.

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