Em Brasília, dois ministérios são incendiados e manifestante fica gravemente ferido.

Foto: Jornalistas Livres

Os prédios da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foram evacuados após um incêndio no lado externo dos ministério da Agricultura e da Fazenda. Um ato contra o presidente Michel Temer e por eleições diretas foi reprimido com bombas de gás lacrimogêneo pela PM do Distrito Federal, e ao menos um manifestante ficou gravemente ferido.
Segundo o portal UOL, a repressão teria começado quando manifestantes tentaram furar uma barreira que impedia que as pessoa chegassem perto do Congresso Nacional. Organizado por centrais sindicais e movimentos sociais, a mobilização se concentrou na parte da manhã nos arredores do estádio Mané Garrincha e depois foi para a Esplanada dos Ministérios.
A estimativa da Secretaria da Segurança Pública do DF é que 25 mil pessoas participaram da marcha. A pasta também diz que os manifestantes não poderiam chegar até a praça dos Três Poderes. Já os organizadores falam em 150 mil pessoas.
Segundo a Agência Brasil, um grupo de 50 pessoas com máscaras “promoveu um quebra-quebra” em meio ao ato, com depredação de vidraças de pelo menos cinco ministérios.

Manifestante perde a mão durante protesto em Brasília

Um manifestante de Santa Catarina perdeu parte da mão nesta quarta-feira 24 durante manifestação em Brasília contra as reformas do governo Temer e em defesa de eleições diretas. O acidente aconteceu enquanto o homem tentava explodir um rojão. Ele foi socorrido por outras pessoas que estavam no protesto e levado ao hospital, onde passa por cirurgia.

O ato teve manifestantes de todo o País, que chegaram a Brasília em cerca de 500 ônibus. O protesto foi fortemente reprimido pelo Choque da Polícia Militar do Distrito Federal. Um grupo criou uma barricada nos ministérios e também atirava pedras e coquetéis molotov contra os policiais.

Ministro Marco Aurélio interrompe sessão do STF ao saber da ditadura Temer

do 247 – “Espero que seja mentira”, disse o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, ao saber que Michel Temer convocou as Forças Armadas por uma semana, praticamente decretando estado de sítio na capital federal. Temer, o primeiro “presidente” da história do Brasil a ser investigado por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, chamou o Exército depois que 100 mil pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios para protestar contra as reformas de seu governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar. No decreto assinado por Temer, rejeitado por 92% dos brasileiros, e pelo general Sergio Etchegoyen, o Exército foi chamado para garantir a lei e a ordem; no entanto, a Ordem dos Advogados do Brasil considera Temer criminoso e pede seu impeachment – iniciativa que tem o apoio da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil.

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