Expedição Billings vai avaliar qualidade da água no fundo da represa.

Grupo de pesquisa começará a coletar amostras a partir da próxima segunda-feira (9)

O grupo de pesquisa da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) começa na próxima segunda-feira (9) o quarto ano da Expedição Billings, iniciativa que avalia a qualidade da água do reservatório. Desta vez, além de amostras da superfície, será avaliada a água no nível profundo do reservatório.

“A análise de profundidade pode dar uma visão completamente diferente do recurso, porque poderemos observar os micro-organismos que se reproduzem e qual a variação disso”, explicou a bióloga e especialista em recursos hídricos, Marta Ângela Marcondes.

O projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos), feito em parceria com a ProMinent, vai coletar água em 162 pontos, sendo 50 deles em níveis de profundidade, durante um período de sete semanas. Os pontos estão localizados em São Bernardo, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e na capital.

As amostras serão obtidas por meio de garrafa desenvolvida especificamente para coletar a água que fica parada em até 30 metros de profundidade no reservatório.

“A partir desse projeto podemos avaliar se os programas implantados estão dando certo e também descobrir o que pode contribuir para a piora da qualidade da água”, afirmou a pesquisadora.

Melhora

De 2016, para o ano passado, a represa apresentou melhora na qualidade da água. A bióloga atribui o resultado a quantidade de chuvas que atingiu a região em 2017. Por isso, os resultados de 2018 podem ser semelhantes aos do ano passado, já que o mês de março foi um dos mais chuvosos dos últimos anos.

“O volume de água aumenta e isso faz com os que poluentes sejam diluídos, melhorando a qualidade. Em contrapartida, as fortes chuvas fazem com que a água do rio Pinheiros seja transferida para a represa, trazendo muita poluição”, explicou.

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