GCM’s de Ribeirão denunciam viaturas quebradas, falta de combustível e sinalizam por possível greve.

Viaturas da Guarda Civil Municipal estão quebradas, com pneus carecas e sem combustível para atender ocorrências e fazer patrulhamento em Ribeirão Pires

Segundo denúncias feitas por GCMs, cinco veículos que deveriam fazer fiscalização ostensiva pela cidade estão parados por falta de manutenção e até combustível.

“A nossa situação nunca foi boa, mas nos últimos 10 dias ficou ainda pior. Três viaturas da base do centro estão quebradas por diversos motivos, os pneus estão carecas, falta freios e tem outras diversas avarias mecânicas”, disse um GCM ao Caso de Política.

“A viatura que fica em Ouro Fino não sai para o patrulhamento por falta de combustível”.

Todos os servidores ouvidos pelo Caso de Política pediram para não serem identificados por receio de sofrerem represálias.

“Estamos há cerca de duas semanas sem atender ocorrências e fazer patrulhamento ostensivo, que também é nossa função. Rodando só tem ROMU, Canil e motos. No caso do ROMU só patrulham até as 02:00 horas da manhã. A coisa tá feia, todos aquartelados. O não pagamento do dissídio, questão salarial, assédio moral, cobrança de serviço sem condições. Tá feio, estamos sucateados, é abandono total”.

Outro guarda conta que quando vítimas de crimes, ou denunciantes, ligam para a GCM para pedir socorro são aconselhadas a buscar ajuda da PM.

“A gente explica que não tem como atender a ocorrência no momento e indica que a pessoa ligue para o 190 e peça auxílio da PM. As pessoas ficam revoltadas, mas infelizmente não podemos fazer nada”, afirma.

Conforme os guardas, esta não é primeira vez que as viaturas ficam sem combustível. Eles dizem que a administração municipal não deu explicações de porque o problema está ocorrendo.

“Não somos informados de nada do que se passa na administração, simplesmente o comando ou chefia diz que não tem combustível ou que a viatura não dá pra rodar e pronto,” revela outro guarda.

Insatisfeitos por receberem os mais baixos salários da região, falta de equipamentos básicos, itens de higiene no local de trabalho e se sentindo abandonados, alguns do GCM’s já indiciam a possibilidade real de uma paralisação.

“Esse prefeito foi eleito em cima de mentiras. Antes ele falava que iria dar atenção aos Guarda, mas hoje estamos em uma situação difícil. Estamos revoltados, e se não resolverem a nossa situação seremos obrigados a fazer greve,” disse o guarda.

Em março de 2018, o Caso de Política postou matéria em que os Guardas municipais analisavam a possibilidade de paralisação. Clique aqui e leia a reportagem.

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