Governo de SP corta transporte de 2 mil alunos de escolas de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Santo André.

Estudantes precisam passar por vias sem calçada e estradas de terra onde serviço não é mais oferecido. Secretaria diz que resultado da licitação do transporte escolar em Santo André foi contestado na Justiça.

A Secretaria Estadual de Educação suspendeu o transporte escolar para quem mora a menos de 2 km da escola – e não enfrenta barreiras pelo caminho – em Santo André e outras duas cidades próximas. Até o ano anterior, os mesmos alunos tinham direito ao serviço.

Em Santo André, são 1.265 alunos que perderam o transporte. Em uma escola do bairro de Cidade Recreio da Borda do Campo, a reportagem constatou que os alunos precisam passar por vias sem calçada para chegar à escola. Na volta, muitos estudantes dependem de ônibus – o ponto também não é pavimentado.

Na cidade de Rio Grande da Serra, perto da região do ABC, mais alunos também não podem mais contar com o transporte. Sem ter com quem deixar os filhos, mães e pais precisam levá-los até a porta da escola.

“Por duas vezes nós montamos uma comissão de pais e fomos até a Diretoria de Ensino. Faz mais de 15 dias e não temos nenhuma resposta”, diz o aposentado Romildo Aparecido de Souza, em frente à Escola Estadual Giuseppe Pisoni. Na frente do local, crianças seguravam cartazes pedindo a volta do serviço.

Na Escola Estadual Marli Raia Reis, no município vizinho de Ribeirão Pires, os pais contam que todos os alunos da unidade estão sem transporte. A reportagem constatou que muitos alunos voltam de ônibus sozinhos.

“Eu acho que eles não querem ver as crianças na escola”, diz a dona de casa Katia Lemos da Costa, que leva os seus filhos e os de alguns vizinhos para a escola na cidade, numa caminhada cuja ida dura 25 minutos.

Outro lado

A Secretaria de Educação do Estado diz que a Diretoria de Ensino de Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires pode retomar o transporte escolar dependendo da situação de cada aluno.

Em Santo André, o resultado da licitação do transporte escolar foi contestado na Justiça, mas a previsão é que o problema seja resolvido no curto prazo. Do G1

Deixe uma resposta