Haikai – Pequena poesia japonesa.

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Fato talvez desconhecido por muitos, ou mesmo incompreensível pela maioria dos visitantes que circulam no Jardim japonês, no centro de Ribeirão Pires, ao lado do Paço municipal é a “misteriosa pedra com ideogramas”.

Segundo informou o senhor Luís Nakano, essa pedra encontrava-se originalmente no Eldorado na cidade de Diadema onde havia uma comunidade japonesa. Com a mudança de algumas integrantes para Ribeirão Pires e região, resolveu-se trazer a pedra e no final da década de 1970 o prefeito da época a trouxe para o município encontrando-se desde então na Praça Jardim Oriental.

Na pedra encontra-se um Haikai (俳諧), um estilo de poesia, surgida no século XVI, difundida no Japão e que vem se espalhando por todo o mundo ao longo do tempo. O Haikan valoriza a concisão e a objetividade, muitos de seus poetas foram mestres Zen-budistas, que expressaram muito de seus pensamentos na forma de mitos, símbolos, paradoxos e imagens poéticas. Os poemas Haikai são escritos em três linhas horizontais que expressam não só a delicada sensibilidade oriental, mas as reações humanas ao mundo que os cercam. É a arte de dizer o máximo com o mínimo, que capta um momento de experiência, um instante em que o simples subitamente revela a sua natureza interior e nos faz olhar de novo o observado, a natureza humana, a vida…

O haikai é chamado de poesia “incompleta” por requerer que o leitor termine o texto com o próprio coração. O hokku, ou verso inicial, das colaborações renga indicava a estação e também continha uma palavra de corte. O haikai desse estilo continua a seguir sua tradição.

Haijin (俳人) é o nome dado aos poetas do Haikan. Os haikai são tão simples que atualmente qualquer um pode ser um Haijin, até mesmo uma criança. Poetas contemporâneos do haikai podem escrever poemas que são apenas um curto fragmento com três ou menos palavras. Mas claro que ao longo da história do Japão tivemos vários nomes que moldaram o Haikai e sua historia, dentre eles o mais famoso é o Matsuo Basho.

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