Isenção: Conversa pra boi dormir

Ligue para a redação de algum veículo de comunicação e pergunte: “a sua publicação é  isenta?” O camarada do outro lado vai jurar de pés juntos que SIM, e, para prová-lo, vai dizer: “Expressamos nossa isenção publicando textos das mais diferentes correntes ideológicas.” Pronto. Segundo o cara, o veículo onde trabalha é isenta porque publica opiniões muito diferentes entre si. Em nome da pluralidade, é certo. Massss…Vocês acreditam nisso? Será que não há uma linha editoral ndirecionando um cert olhar? 
Ou seja, não será que, independentemente dos textos, o veículo de comunicação, por si só, não tem uma opinião muito própria, ainda que se proponha totalmente imparcial e isento?
Estou afirmando que desconfio muito desse papo de isenção. Isso simplesmente não existe. Querer maquear a linha editorial é um recurso questionável, porque esconde algo que deveria ser explícito. Pensem bem. Vocês acham legal ler um jornal (impresso ou on-line) para descobrir após vários meses que, no fundo, o jornal tem sim opinião e toma partido sim senhor?
Não é muito mais honesto que o veículo se apresente simplesmente como seu dono quer que ele seja? Da forma como vejo, trata-se de questão de honestidade. Se um meio de comunicação não é honesto com seus leitores, com quem mais ele o será? Ou seja, se um veículo oculta que possui sim linha editorial e ideológica é de se imaginar o mau-caratismo com que é gerido. O melhor é ser simplesmente honesto: “Aqui no veículo X trabalhamos segundo a ideologia da direita, pois assim manda o patrão, e eu, que sou empregado, simplesmente obedeço porque preciso do emprego para pagar minhas contas.”
Simples, verdadeiro, honesto e objetivo, como todo veículo de comunicação social deveria ser.

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