Kiko é acionado na justiça sobre o seu domicilio eleitoral e acusado de crime de falsidade ideológica.

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Em novo capítulo que envolve o seu nome na justiça, Kiko Teixeira (PSB) protagoniza mais uma polêmica. Desta vez o pré-candidato a prefeito em Ribeirão Pires foi acionado na justiça para provar seu domicilio eleitoral em Ribeirão Pires.

Os partidos: PDT, PTN, PTdoB, PSC e PMDB protocolaram na tarde desta segunda-feira (09), junto à Procuradoria Eleitoral de Ribeirão Pires, representação contra Kiko Teixeira (PSB) solicitando o enquadramento do político por falsidade ideológica conforme preceitua o Código Eleitoral em seu artigo 350.

Na denúncia assinada pelos presidentes das siglas partidárias e assinada pelo escritório causídico ‘Alberto Rollo’, Kiko “declarou falsamente a Justiça Eleitoral, quando da transferência de seu domicílio de Rio Grande da Serra para Ribeirão Pires, que reside na rua José Pinto Novais Júnior… Todavia, conforme comprovam os anexos documentos, na verdade o representado reside na cidade de São Paulo, no bairro Moema, Alameda Graúna, 379…”

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Presidentes partidários denunciam Kiko por crime de falsidade ideológica

Na argumentação, os advogados afirmam que o endereço em Ribeirão Pires é utilizado somente como escritório político.

A representação tem como base a reportagem do Blog do Peninha, que em 28 de abril publicou reportagem questionando o domicílio eleitoral de Kiko Teixeira. Nela são apresentadas imagens e gravações feitas na Alameda Graúna, 379, apartamento 92, bairro de Moema, em São Paulo, que segundo a matéria, “podem comprovar que Adler Kiko Teixeira teria fraudado seu domicílio eleitoral, utilizando o endereço de Ribeirão Pires apenas como escritório para reuniões políticas”. Uma conta telefônica demonstra que seu endereço de cobrança não fica em Ribeirão Pires.

Kiko é ex-prefeito de Rio Grande da Serra por dois mandatos consecutivos. No ano de 2014, com o objetivo de disputar eleições daquele ano postulando cargo de deputado federal migrou para a cidade de Santo André (sempre possuindo o imóvel da Alameda Graúna, 379). Matéria publicada pelo periódico regional “Repórter Diário” informou:

Kiko está morando no edifício Residencial Ventura, perto do Shopping Grand Plaza e da Prefeitura. O ex-prefeito deixou o PSDB, partido pelo qual se elegeu prefeito duas vezes em Rio Grande da Serra, sendo até indicado para presidir o Consórcio Intermunicipal Grande ABC, de prefeitos, para ingressar no PSC justamente para ter êxito na empreitada por uma cadeira na Câmara dos Deputados. 

A chamada linha de corte, ou necessidade de votos para se eleger, é menor no PSC. Porém, o ex-prefeito tem ciência que mesmo uma boa votação na cidade que o projetou politicamente não garantirá a vitória. “Em Rio Grande temos cerca de 40 mil eleitores. Preciso buscar votos em outras cidades do ABC e em alguns da região metropolitana para alcançarmos nosso objetivo”, diz. 

Além de duas vezes prefeito, Adler Kiko Teixeira também foi vereador por três mandatos em Rio Grande da Serra e chegou, inclusive, a presidir o Legislativo do município. 

Ribeirão em 2016

Como havia antecipado ao RDTV, Adler Kiko diz que a postura na corrida eleitoral de 2016 dependerá do resultado de 2014. “Estou focado em ser deputado federal”, afirma. Porém, segundo fontes de bastidor, Kiko tem se articulado no intuito de ampliar o grupo para tentar concorrer à Prefeitura de Ribeirão Pires.

Kiko sempre teve laços fortes com Ribeirão, cidade onde almoça, no mínimo, duas vezes por semana. Segundo os bastidores, se Kiko se eleger deputado federal na eleição de outubro deste ano e o seu sucessor em Rio Grande, Gabriel Maranhão, seguir com boa avaliação do eleitorado, o caminho natural será a candidatura a prefeito em 2016 na cidade vizinha. 

Kiko que já foi agraciado com o prêmio Tucano de Ouro nos tempos da “caneta grossa” de Rio Grande da Serra, migrou para o tímido PSC para disputar cadeira da Câmara Federal, galgando o posto de segundo suplente. De pula pula, de troca-troca, como veiculado pelo “Repórter Diário” em 10/05/2014 (ver aqui), seus objetivos sempre foram cargos executivos, a cadeira de deputado possivelmente seria trampolim. O tema “domicilio eleitoral” que envolve Alfredinho Kiko Teixeira, a cada dia ganha corpo e agilidade típica de “notícia ruim” com todos as mídias e veículos locais e regionais “manchetando” com relevante destaque. A briga é de poder e espaço, e pelo visto oposicionistas ao seu nome não lhe darão trégua. De fato, a sua transferência eleitoral está homologada na cidade! Resta agora comprovar sua morada nas terras da Pérola, ato que foi posto em dúvida por meticulosa reportagem investigativa e agora afrontada por partidos políticos que defendem tese desfavorável a Kiko Teixeira. Luís Carlos Nunes

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