Kiko será julgado pelo TRE na próxima quinta-feira (16). Processo pede cassação de diploma e perda do cargo de prefeito.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) incluiu para o próximo dia 16 de novembro, o julgamento do processo nº 845-77.2016.6.26.0183 que pede a cassação do diploma do prefeito de Ribeirão Pires, Kiko Teixeira (PSB) e de seu vice Gabriel Roncon (PTB).

No TRE, em sessão ocorrida dia 27 de setembro, o blog Caso de Política se fez presente e realizou registro jornalístico de texto e vídeo com as argumentações de todas as partes envolvidas e que nossos leitores podem conferir clicando aqui.

O julgamento teve solicitação de adiamento a pedido do relator, o Juiz Marcus Elidius Michelli de Almeida após acolher sustentação sólida do Procurador de Justiça Eleitoral, Luiz Carlos dos Santos e do advogado de acusação, Paulo Henrique dos Santos Lucon.

“Em fase de tudo o que foi colocado da Tribuna pelos advogados quanto do senhor representante do ministério público eu vou pedir licença a todos e vou retirar de pauta para reexaminar e rever o voto com calma”, disse o juiz relator na ocasião.

O tema tem tomado conta dos meios políticos e populares na cidade de Ribeirão Pires. Desde em que foi protocolado em 19 de dezembro de 2016 as opiniões tem se dividido entre os que acreditam na condenação de Kiko e Gabriel e os que desacreditam na justiça e acreditam que tudo terminará em pizza (como dizem popularmente que tudo não dará em nada). O fato é que Kiko nunca esteve ao longo de sua carreira política diante de tamanha ameaça. O prefeito de Ribeirão Pires tem a seu desfavor o seu registro de candidatura registrado como “deferido com recurso” e a anulação pela Corte máxima da decisão que ora o permitiu concorrer ao pleito de 2016. De fato, a condição de improbo de Kiko se arrasta desde 2004, onde até os dias atuais ele vem investindo pesado na dita “indústria das liminares” para garantir suas disputas eleitorais ao longo desses últimos 12 anos. Vale ainda rememorar aqui a fala do Procurador de Justiça Eleitoral, Luiz Carlos dos Santos que argumentou: “Se fossemos seguir o formalismo da Lei, esse processo deveria ter sido desprovido e se quer reconhecido. Estamos diante de um fato inédito na justiça eleitoral. Como disse o ministro Edson Fachin: o réu induziu ao erro um ministro do STF. Fato este que chama a atenção neste julgamento”. Luís Carlos Nunes

Deixe uma resposta