Mães denunciam falta de pediatras. Conselho Tutelar promete providências.

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Pais de crianças de Ribeirão Pires se queixam da falta de médicos pediatras na rede pública municipal de saúde. Não é de hoje que o problema se agrava levando ao desespero todo aquele que necessita de cuidados médicos. Recebemos e-mails de pessoas desesperadas que sem atendimento na cidade são obrigadas a se dirigirem para municípios vizinhos em busca de atendimento para seus filhos, muitas vezes bebês.

“Me sinto preocupada, nesse período de frio é comum as crianças terem virose, resfriado, febre e outras doenças da época. Não suporto mais o descaso e o desrespeito”, disse uma mãe desabafando em contato com o Repórter ABC.

Na justiça, acumulam-se pilhas de liminares que obrigam o executivo municipal fornecer medicamentos e tratamentos. Levando em consideração o grande número de denúncias envolver crianças e também haver questionamentos sobre o posicionamento do Conselho Tutelar (CT), nossa reportagem procurou o órgão responsável pela garantia dos direitos da Criança e do Adolescente.

Segundo informaram os Conselheiros Tutelares de Ribeirão Pires, a gravidade da falta de médicos pediatras já é de conhecimento da entidade.

“Recebemos por diversos meios que dispomos e também anonimamente diversos relatos sobre a falta de médicos, sendo que muitos são obrigados a recorrem a outras cidades para conseguirem o atendimento do especialista. Desde que assumimos essa gestão em 10 de janeiro desse ano estamos fazendo um trabalho forte para a garantia dos direitos fundamentais das crianças”.

Conforme informaram um ofício foi encaminhado ao secretário de saúde, Gerson Constantino no dia 14 de setembro e que aguardam uma resposta.

“Temos poderes limitados para atuar, mas não deixaremos de cobrar e denunciar desvios e a falta de atenção aos menores. Não é de agora que estamos cobrando, mas quem executa é o executivo”, disseram.

Questionados ainda, sobre outras providencias que estão sendo cobrados do poder executivo, os conselheiros disseram que “diversos atendimentos psicológicos foram interrompidos por falta de profissionais.

“Estamos realmente empenhados e fazendo diversos encaminhamentos ao Caps, mas infelizmente existe déficit de servidores e diversos encaminhamentos feitos por este Conselho Tutelar estão sendo interrompidos outros estão aguardando para serem marcados. Isso é um problema grave, pois a situação dessas crianças pode se agravar por não terem acompanhamento adequado”.

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