Maranhão diz não se arrepender de apoio à França e que Rio Grande está em primeiro lugar.

O prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (sem partido), afirmou que não se arrepende da declaração de apoio a reeleição do governador Márcio França. A fala aconteceu na última na última segunda-feira (1º de maio) durante Sessão Solene da Câmara municipal da cidade que ocorreu no Teatro municipal da comuna.

“Estou aqui para dizer que o meu partido é a cidade de Rio Grande da Serra, porque a população me deu, pela segunda vez, a honra de eu estar aqui administrando. Tenham certeza que até o meu último dia do mandato vou colocar os interesses de Rio Grande a frente, mesmo que isso venha ferir a minha história política”, discursou o prefeito, reafirmando o apoio ao governador Márcio França.

Em outro trecho Maranhão disse que foi critica por algumas pessoas, quando em 2014 apoiou a reeleição da presidente Dilma Roussef.

“Fui muito criticado por ter apoiado a reeleição da Dilma. Mas o meu compromisso é com Rio Grande da Serra. Foi graças ao apoio que dei a ex-presidente que hoje a cidade recebe diversos recursos do PAC através do Governo Federal,” argumentou.

Conforme publicado aqui no Caso de Política (ver aqui) o prefeito Gabriel Maranhão foi expulso pelo Presidente Estadual do PSDB, Pedro Tobias, após a sua declaração de apoio a reeleição do governador Márcio França.

O prefeito recorreu da decisão em Instância Nacional da agremiação, acusando Pedro Tobias de ter agido de forma ilícita e violando o Estatuto do PSDB ao determinar a expulsão sumária do recorrente, sem concessão do imprescindível direito de defesa.

Ainda em sua defesa enviada ao Presidente Nacional do partido, Geraldo Alckmin, Gabriel Maranhão pede a anulação imediata da expulsão e o afastamento da Direção Estadual da sigla. Isso porque sua conduta, ao determinar a expulsão de diversos filiados sem conceder sequer o constitucional direito à ampla defesa e usurpando poderes da comissão de ética e de diretórios municipais, assim como do próprio Diretório Regional, demonstra o perigo a democracia interna em nosso Partido.

Seguindo a defesa, é dito que “apenas após definição em convenção partidária é que surgiria o dever de apoiar o candidato escolhido pelo órgão competente, razão pela qual o Presidente do PSDB/SP cerceou a verdadeira organização e mobilização partidária. ‘Prévia’ não garante o direito legal ou estatutário de qualquer filiado ser candidato. Prévia não é Convenção, não obtendo a mesma extensão legal por não ter a mesma natureza jurídica”.

O vereador Bibinho (PSDB), presente a sessão Solene, em solidariedade ao alcaide. “Se expulsaram o prefeito por ele ter apoiado o governador Marcio França (PSB), terão que me expulsar também. A política tem que ser feito com seriedade e antes de tomarem essa atitude absurda, deveriam antes ter aberto o diálogo”, afirmou o tucano.

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