Mauá: Ex-funcionários da Fundação ABC ocupam Câmara e exigem salários dos demitidos.

Um grupo de manifestantes ocupou a Câmara Municipal de Mauá no final da tarde desta terça-feira (05) para pressionar abertura de diálogo com prefeito Átila Jacomussi (PSB). O objetivo dos manifestantes é cobrar salário e direitos trabalhistas dos funcionários demitidos da Fundação ABC.

Segundo informações levantadas, os Servidores eram terceirizados e foram dispensados sem justa causa e que ainda não receberam as indenizações por conta disso não conseguem dar entrada no seguro-desemprego porque não me pagaram a rescisão.

A estimativa é de que aproximadamente 700 trabalhadores (segundo os manifestantes) estejam nessa mesma situação.

Neste momento enquanto concluíamos essa reportagem, formos informados de que o secretário de saúde para negociar com os manifestantes uma vez que o prefeito Atila Jacomussi não se encontra na cidade.

Em vídeo postado pela manifestante Taty Nunes, os ocupantes lutam por seus direitos e pela qualidade da saúde no município de Mauá e estão dispostos a passarem dias na Casa de Lei caso não tenham as suas reivindicações atendidas.

A polêmica que envolve a Fundação ABC

Reportagem feita pelo blog Caso de Política em 18 de setembro de 2017 (ver aqui), onde o vereador Marcelo Oliveira (PT), se utilizando da Tribuna denunciou o prefeito Átila Jacomussi (PSB) de estar realizando contratações irregulares para o Hospital Nardini utilizando-se da Fundação ABC, localizada na vizinha Santo André.

“Entre janeiro e maio desse ano, Átila contratou quase 200 funcionários na Fundação, gerando gastos de cerca de R$ 1 milhão por mês, em alguns casos para acomodar amigos e parentes. Muitas destas contratações estão em desvio de função. Os funcionários não trabalham no hospital, mas sim, acompanham o prefeito, diretamente”, denunciou o vereador.

Ainda na ocasião, o vereador Marcelo Oliveira entregou ao presidente da Casa de Leis, Admir Jacomussi (pai do prefeito) uma lista (ver aqui) com os nomes dos contratados, função, departamento e salários.

Segundo Marcelo, “o prefeito feriu os artigos 10, 11, e 12 da Lei de Improbidade Administrativa, o que pode gerar sanções ao gestor municipal, com perda do mandato e inelegibilidade por 8 anos”.

Constam na lista de admitidos pela Fundação do ABC o assessor direto do prefeito, o jornalista Gustavo Pinchiaro, com salário de R$ 7.284,69 – sem contar a remuneração que já recebe pelo trabalho no gabinete. Os assessores da Secretaria de Comunicação, Nilton Batista dos Santos e Luiz Roberto Fernandes Mourão recebem da fundação R$ 4.432,72 cada – também acumulados com a remuneração da prefeitura. Outro que figura na lista, é Thiago Rolim Rios, cunhado do prefeito e que recebe remuneração mensal de R$ 9.479,83 exercendo a função de gerente administrativo na Fundação do ABC.

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