MEC esvazia pseudo “Ideologia de Gênero” na base curricular e mistura tema com religião.

Documento que vai nortear currículo das escolas foi encaminhado ao Conselho Nacional de Educação para aprovação

O Ministério da Educação excluiu menções ao combate à discriminação de gênero na nova versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), encaminhada ao Conselho Nacional de Educação na semana passada. Segundo o ocorrido, o tema “gênero” aparece na parte de ensino religioso, para que se discuta nas escolas concepções de gênero e sexualidade seguindo as tradições religiosas.

A texto passa agora por uma análise do conselho, que deve votar na próxima quinta-feira (7) a versão final. A base define o que o estudante deve aprender a cada ano na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. A parte do Ensino Médio ainda não foi concluída pelo governo.

A proposta que vai nortear os currículos das escolas tem recebido sugestões de emendas dos conselheiros em todas as áreas. Caso seja aprovada amanhã, a base vai ser homologada pelo MEC e terá um prazo de um ano para implementação nas escolas públicas e privadas.

A Folha de S.Paulo que teve acesso ao documento nem sua íntegra, identificou pelo menos dez trechos sobre gênero e orientação sexual suprimidos pela equipe do MEC. Na introdução, por exemplo, o texto que elencava as dez competências da base apontava que as escolas deveriam valorizar a diversidade “sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa”. Na versão apresentada ao CNE na semana passada, só se fala em “preconceitos de qualquer natureza”.

Em nota, o ministério disse apenas que “aguarda o término das discussões para comentar”.

Entre outras coisas, um vereador deve zelar pelo respeito e a paz social, independentemente de suas convicções pessoais. Deve agir para o bem comum

Em Ribeirão Pires, uma senhora convidada pelo vereador Pastor Silvino de Castro (PRB), no uso da tribuna desferiu dura fala desproposita mostrando desconhecimento sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) atribuindo a ideologia de gênero ora suprimida do documento como questão sexual. O vereador Edson Banha rebatendo as argumentações chamou a referida senhora de irresponsável e intolerante recebendo apoio de maior parte dos edis da Casa bem como da plateia que se fazia presente. (Ver matéria aqui).

Ao final do evento, o vereador Pastor Silvino de Castro, indagado pelo blog Caso de Política, na tentativa de justificar o convite, visivelmente constrangido pelo ocorrido, tentava abrir texto da internet onde possivelmente justificava o posicionamento apresentado pela mulher.

O vereador ao defender tal pensamento que se quer consta no documento – conforme noticiamos em reportagem – deveria ter um comportamento mais cauteloso e respeitoso com a população. O referido edil pelo posto a qual ocupa feriu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde é previsto que não deve haver discriminação por raça, cor, gênero, idioma, nacionalidade, opinião ou outro motivo.

A diversidade e as diferenças existem e é uma das maiores riquezas do ser humano no planeta e a existência de indivíduos diferentes numa cidade, num país, com suas diferentes culturas, etnias e gerações fazem com que o mundo se torne mais completo.

Mas essa convivência só se torna possível se as diferenças forem respeitadas. O artigo 2º da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, diz que não deve haver, em nenhum momento, discriminação por raça, cor, gênero, idioma, nacionalidade, opinião ou qualquer outro motivo.

Diferentemente de uma tese que é parte fundamental para a existência de um texto argumentativo, a ideologia (seja qual for) é tão somente uma ideia ou possibilidade, nunca uma afirmação palpável sobre determinado tema,

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