Mudança de nomes virou “coqueluche” entre os partidos políticos.

O desgaste político e partidário pelo qual tem passado lideranças políticas tem feito com que muitos partidos troquem de nomes.

Nos últimos anos, o Brasil tem observado um movimento de mudanças estruturais nos nomes de alguns partidos políticos. Eles não apenas mudaram suas nomenclaturas. Trocaram as siglas por palavras e se desvincularam da letra “P”, que abreviava a palavra partido.

Tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) três pedidos de partidos políticos que desejam mudar de nome e sigla. O Partido Social Democrata Cristão (PSDC) quer se chamar Democracia Cristã (DC). O Partido Ecológico Nacional (PEN) quer mudar para Patriota (PATRI) e o Partido Progressista (PP) quer trocar para Progressistas, mantendo a sigla PP.

Ainda em 2017, o Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) obteve no TSE a mudança de nome para Avante. Nesse mesmo ano o TSE havia aprovado em sessão administrativa a troca do nome do Partido Trabalhista Nacional (PTN) para Podemos (PODE).

Apesar de todos os partidos negarem, essa mudança pode estar embasada em uma estratégia pensada para esconder ou se desvincular do passado. Parece uma estratégia de marketing, mudando um nome desgastado para algo que o eleitor não associe. Os partidos além de excluírem o ‘P’, adotam nomes que passam uma ideia de movimento, que é um tipo de representação política que não tem acesso à eleição. Um claro exemplo disse é o Movimento Brasil Livre (MBL) que se auto afirma não político e não partidário mas atua e se movimenta como uma legítima sigla partidária galgando cargos em administrações públicas e sempre proferindo ideia e pensamentos.

Não é à toa que essas agremiações tentem se desvincular do passado. Essa ideia ganha força se levarmos em consideração o momento histórico do país, em que a maior parte da população demonstra imensa insatisfação com a política.

Vivemos diante a dois fenômenos. O primeiro é o enorme desgaste da representação política onde os mandatários eleitos têm sido muito cobrados pela incapacidade de entregar o que prometem. O segundo é a perspectiva de que a política se tornou uma atividade para espíritos pouco nobres. O cidadão comum passou a achar que a política é lugar de criminoso.

O fenômeno de se fugir da identidade política conforme me recordo agora começou a ser cunhado pelo político carreirista Paulo Salim Maluf. Ainda que o termo faça “meia boca”, foi em 1996 que Maluf se utilizou do termo “tecnolítico” ao se referir a seu apadrinhado Celso Pita. Parece que o negócio deu certo. Celso Pita venceu as eleições daquele ano.

Conforme publicamos aqui no blog Caso de Política, no dia 17 de janeiro, a juíza eleitoral Ana Cláudia Veloso Magalhães, da 132.ª Zona Eleitoral de Goiás, autorizou em caráter liminar, candidaturas avulsas – possibilidade de uma pessoa não filiada a um partido se candidatar – nas eleições deste ano. A decisão da magistrada atendeu pleito do advogado Mauro Junqueira e da União dos Juízes Federais (Unajufe). Para ler a íntegra da matéria clique aqui. por Luís Carlos Nunes

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