O dia em que Barreiras parou

Da redação Nova Fronteira – Eduardo Lena
Enquanto Raul Seixas cantava em versos e prosa “O Dia em que a Terra Parou”, os barreirenses que atenderam os chamados das redes sociais, promoveram “O Dia em que Barreiras Parou”.

Assim que os manifestantes deixaram a praça Castro Alves, e seguiram pela BR 242, artéria que corta Barreiras de Norte a Sul, o intenso tráfego de carretas e bitrens que cruza pela cidade tornou-se um verdadeiro caos. Informações extras oficiais indicam que o congestionamento chegou até o povoado de Riachinho, saída para Salvador e até próximo ao 4º BEC, sentido Brasília.

A cada metro que avançava, o movimento engrossava e dava demonstração que os barreirenses também estão indignados com os acontecimentos e desmandos que os nossos representantes têm impostos ao povo. Embora a polícia tenha estimado em 2.500 pessoas, eu arriscaria, sem medo de errar, que mais de 5 mil pessoas tomaram as ruas em Barreiras.
Apolítico, o movimento, assim como em outras cidades do Brasil, reivindicava de nossos governantes uma série de mudanças, no caso de Barreiras, as promessas de campanhas não implementadas pelo atual gestor, entre elas integração dos bairros no transporte coletivo através do uso do azulzinho, micro ônibus que percorreria localidades não atendidas pelo transporte público.
No semblante das pessoas o sentimento de vitória, de desabafo, de que é possível exigir de nossos representantes um Brasil melhor. Agora basta seguir com esse mesmo espírito cívico na hora de escolher àqueles que defenderão os interesses dos cidadãos nas prefeituras, Câmaras de vereadores, no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto.

Policiamento: Para dar segurança ao movimento, uma equipe da polícia militar comandada pelo Major Uzêda, esteve na vanguarda da passeata, tentando organizar o trânsito. Por várias vezes o comandante da tropa tentou arguir com lideranças do movimento no intuito liberar as vias laterais da BR 242, mas não obteve sucesso. Um dos pontos negativo foi ver policiais de pistolas com munição letal em punho, como se estivessem preparados para a guerra. Felizmente o movimento seguiu ordeiro e pacífico e não ocorreram enfrentamentos.
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