O PIB negativo e o reflexo nas prefeituras. por Clóvis Volpi

O PIB negativo anunciado pelo governo Federal e uma das piores notícias para os prefeitos que iniciaram seus mandatos a 70 dias.

Todos tínhamos a esperança que a recuperação da economia poderia iniciar seu crescimento no segundo semestre de 2017 e os prefeitos ganhariam fôlego para fazer investimentos a partir dali e ter, pelo menos, 18 meses para cumprir seus compromissos de campanha e seus planos de governo. Não, isso não é mais possível.

A economia vai demorar pelo menos 3 longos anos para iniciar o processo de recuperação consolidada.

Os recursos para investimentos com origem nos Estados e na União serão congelados, contingenciados, o que significa dizer que o contrato assinado em 2017 somente será repassado aos municípios, na sua plenitude, em 2019/2020, já no fim dos mandatos.

Essa situação exigirá dos prefeitos cada vez mais a racionalização de seus orçamentos e com isso cortes não desejáveis de serem feitos.

Quem viver verá as dificuldades que terão os atuais prefeitos de recompor seus orçamentos para adequar à realidade.

Os reflexos de um PIB negativo arrebenta com o tesouro nacional mas a ponta mais frágil são os municípios, principalmente os que dependem rigorosamente de recursos repassados pelos Estados e União.

A queda do PIB tem reflexos nos tributos municipais (IPTU, ISS, IPVA) pois economia negativa não há emprego na indústria, comércio e o setor de serviços não produz como deveria.

Esse não é um texto que gostaria de estar escrevendo mas essa é a realidade.

Cada um de nós pode, ainda, imaginar outros reflexos que surgirão causados pelo caos que passaremos.

Esse cenário real é o reflexo da política implementada pelo PT em seus 13 anos de governo com a conivência inescrupulosa da câmara federal e do senado.

Deixe uma resposta