Paulo Skaf faz reunião em Rio Grande e pede apoio a sua candidatura ao governo de São Paulo

Reunião contou com cerca de 30 pessoas

O pré-candidato ao governo do Estado, Paulo Skaf (MDB), esteve no final da tarde desta quarta-feira (20) em Rio Grande da Serra onde participou de reunião com lideranças.

No evento organizado pela pré-candidata a deputada federal, Dayana Franco (MDB), Skaf pediu apoio a sua candidatura e discorreu sobre desenvolvimento regional.

“Temos que abandonar esse modelo enferrujado de administração pública. Vivemos no mundo já da inteligência artificial e a máquina pública continua arcaica. O setor público tem que se modernizar e essa é a nossa proposta”.

Skaf é legítimo daqueles que apoiam a retiradas de políticas sociais e amplos programas de educação pública por parte das três esferas de governo no país.

Justiça investiga Paulo Skaf e o polêmico Pato Amarelo

Paulo Skaf, presidente licenciado da Fiesp, aliado do presidente Michel Temer (MDB), está sob a mira de investigações do Ministério Público Estadual que apura se o pré-candidato se utilizou indevidamente de recursos públicos do chamado sistema “S” para autopromoção em desrespeito a legislação eleitoral.

Pelas regras estabelecidas, para as próximas eleições, atos de campanha só são permitidos a partir de agosto.

Em meio às manifestações a favor do impeachment de Dilma Rousseff em 2016, solidificou-se na Avenida Paulista uma peregrinação de fazer inveja aos fiéis muçulmanos que se dirigem anualmente a Meca.

Antes de bater panelas, soprar apitos e erguer cartazes em defesa da intervenção militar, milhares de fervorosos seguidores do “Pato Amarelo”, vestidos de verde-amarelo curvavam-se diante da imponente imagem de um Pato entronizado na entrada do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Foi o auge da adoração ao deus Pato, protetor da integridade e do patrimônio dos homens de bem. Trata-se da versão moderna do bezerro de ouro.

Aliado e correligionário do presidente Michel Temer, Paulo Skaf se silenciou diante projetos que prejudicam a população do país. Foram aprovados projeto que congela por 20 anos investimentos nas áreas da educação e saúde, além de cortes em diversos programas sociais. Skaf também se silenciou diante a reforma trabalhista que retirou direito sociais e garantias dos trabalhadores.

“O marqueteiro Renato Pereira, ligado ao MDB, delatou a justiça que a campanha do pato da Fiesp foi uma fraude e que Paulo Skaf, direcionou a licitação para beneficiar a produtora de Pereira. O publicitário teria ainda recebido dinheiro do Sistema S, mantido com fundos públicos, para promover a imagem de Skaf, postulante ao cargo de governador de São Paulo”.

Odebrecht deu R$ 6 milhões para Skaf. Esquema foi denunciado na Operação Lava Jato

Michel Temer e Paulo Skaf, ao Fundo Eliseu Padilha

Skaf é o homem do pato de borracha — plagiado, aliás, de um artista holandês — que misturou a campanha pelo impeachment à campanha contra impostos enquanto embolsava a grana da Odebrecht.

O dinheiro financiou a campanha mal sucedida dele (Skaf) ao governo de São Paulo, em 2014.

Em resumo: ele (Paulo Skaf) recebeu propina, perdeu a eleição regional e descaradamente foi às ruas lutar contra a suposta “corrupção” dos outros.

Eliseu Padilha (ministro de Temer) recebeu outros R$ 4 milhões em dinheiro vivo, que tratou de “rachar” com o homem do impeachment na Câmara, Eduardo Cunha, e o amigaço e conselheiro de Temer, José Yunes.

Desrespeitando a imprensa regional

Antes do evento, estava marcada uma entrevista coletiva com a imprensa, ato que sem prévio comunicado foi desmarcado, com Paulo Skaf seguindo direto para a reunião com os seus apoiadores. Jornalistas descontentes, em bloco decidiram não acompanhar o ato político onde Skaf pediu apoio para cerca de 30 pessoas presentes.

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