Polêmica que envolve Kiko é mera disputa de espaço político.

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Ribeirão Pires ficou abatida por uma grande polêmica envolvendo o nome do pré-candidato a prefeito Kiko Teixeira (PSB), após uma matéria realizada pelo jornalista investigativo Márcio Prado “Peninha” onde o mesmo aponta domicilio do pré-candidato Kiko não ser em Ribeirão Pires.

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Imagem extraída do Blog do Márcio Prado

Na matéria intitulada Câmera escondida e fotos apontam que Kiko mora em São Paulo e pode ter fraudado domicílio eleitoral, Peninha descreve que: “Imagens e gravações feitas em um endereço do bairro de Moema, em São Paulo, podem comprovar que Adler Kiko Teixeira teria fraudado seu domicílio eleitoral, utilizando o endereço de Ribeirão Pires apenas como “escritório para reuniões políticas”. E também que: “As constantes denúncias sobre o pré-candidato à prefeito de Ribeirão Pires fez com que apurássemos o caso, mas, após o surgimento de um documento, que nos levou à Alameda Graúna, 379, apartamento 92, pudemos constatar, durante mais de um mês de acompanhamento, fotos e câmera escondida, que a rotina de Kiko neste local era a rotina de quem reside de fato em Moema”.

Com toda isenção que este Blog Caso de Política tem, até mesmo por ter por diversas vezes apresentado aos leitores duros questionamentos e “textos apurados”, “sérios” e “racionais” pouco favoráveis a Kiko, podemos afirmar que não a nada de novo e tão pouco delito ou má fé por parte do pré-candidato.

Ainda em meados de 2015 questionamos o fato de Kiko se demorar para fazer sua mudança eleitoral. O mesmo espaço foi disponibilizado para apresentar a devida alteração de domicilio eleitoral.

De fato, a mudança de domicilio e da consequente zona e seção eleitoral foram aceitas e homologadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (ver imagem abaixo)

domicilio eleitoralOutro ponto que deve ser destacado é sobre o imóvel da Alameda Graúna no bairro de Moema em São Paulo.

Em rápida consulta ao Sistema de divulgação de candidaturas (Divulgacand), página da internet administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), verifica-se que Kiko Teixeira é sim proprietário de um imóvel na capital paulista avaliado em R$ 185.000,00 (cento e oitenta e cinco mil reais). Fato público e disponível para todo cidadão interessado em acompanhar candidatos a cargos eletivos. (ver legislação clicando aqui e ver imagem abaixo)

prestação 2014

Sobre critérios para registro de candidatura, em nova busca na página do TSE é expresso:

“O artigo 9º da Lei das Eleições determina que os cidadãos que pretendem se candidatar no ano que vem tenham domicílio eleitoral na circunscrição na qual pretendem concorrer. Ou seja, o político deve transferir seu título de eleitor para a localidade na qual deseja disputar a eleição. As informações de domicílio eleitoral com um ano de antecedência devem ser apresentadas no momento do pedido de registro da candidatura e serão avaliadas pelo juiz eleitoral. A não comprovação dessa obrigação pode levar ao indeferimento do pedido registro.”

O polêmica parece que não se findou. Em contato com um assessor do pré- candidato Kiko Teixeira, fomos informados de que “o Kiko ficou muito chateado com a notícia difamatória e inverídica, sentindo-se invadido em sua privacidade e que processo judicial foi aberto contra os responsáveis pela publicação.

Acompanhem abaixo, dois clássicos exemplos de mudança de domicilio eleitoral. Vale ressaltar que ambos os nomes apresentados abaixo, ainda que residentes em território paulista, mantem laços e contatos em suas terras de origem tendo inclusive votação em Ribeirão Pires.

Roberto Freire

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É o presidente nacional do PPS. Político pernambucano que iniciou sua careira em 1962 e que em 2014 trocou seu domicilio eleitoral para São Paulo onde atualmente exerce cargo de deputado Federal pelo PPS.

Leci Brandão

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Sambista carioca que no ano de 2010 trocou seu domicílio eleitoral para São Paulo, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e candidatou-se ao cargo de Deputada Estadual pelo estado de São Paulo, tendo sido eleita com mais de 85 mil votos. Leci Brandão firmou sua atuação no Legislativo paulista em projetos de inclusão de negros nas universidades, no respeito à Lei Maria da Penha, defesa dos professores, no combate à intolerância religiosa e à homofobia.

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