Prefeitura cria revolta entre Professores que reclamam de proibição de consumo de merenda em Ribeirão Pires.

Professores das escolas municipais de Ribeirão Pires ficaram insatisfeitos com a decisão da prefeitura de Ribeirão Pires em cumprir uma lei federal que proíbe o consumo da merenda escolar.  Desde 2009 a lei federal número 11.947 (ver aqui) determina que professores de escolas municipais e estaduais não consumam a merenda escolar. A medida não era seguida na cidade.

A determinação da prefeitura em começar a seguir a lei foi posta em prática após a “Rede nº 13” de 20 de fevereiro de 2017 e gerou polêmica entre os professores.

Educadores que entraram em contato com o blog Caso de Política ressaltaram que entendem que a merenda deve ser exclusiva aos estudantes, no entanto, ressalta que a proibição gera transtornos.

“A gente sabe que há a lei que proíbe os professores de comerem a merenda escolar. Mas a gente pensa pelo lado dos professores que em função de baixos salários, ausência de auxilio alimentação muitas vezes ficam impedidas de levar comida de casa e ainda não se disponibiliza de tempo reservado para se alimentar”, comentou uma docente.

Outra professora não satisfeita com a decisão da prefeitura em pôr em prática a lei federal disse que para ela, a determinação prejudica os profissionais.

“A gente concorda que a merenda escolar é só para os alunos, mas tem muitos professores que saem de casa às 6h e só retornam às 18h. Nas escolas faltam geladeiras e micro-ondas e a notícia sobre o corte chegou de última hora para nós”.

Ribeirão Pires tem 33 escolas municipais com quadro de cerca de 1.661 profissionais. Dados mais recentes do Qedu (2015), apontam para o mesmo período, 7.581 alunos matriculados na rede.

No Plano Legislativo Federal a celeuma pode ser resolvida caso o PL 457/15 (ver íntegra do projeto clicando aqui) for ratificado. Aprovado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o Projeto tramita em caráter conclusivo, garante em seu texto alimentação ao profissional em educação em atividade, durante o período letivo, nas creches, pré-escolas e escolas da educação básica públicas, bem como nas escolas filantrópicas e comunitárias conveniadas com entes federados.

Enquete foi aberta por este blog às 9:33 desta manhã e encerrada as 18 horas, demonstra significativo apoio ao pleito dos professores municipais.

É preciso criar meios para que os profissionais da rede escolar possam se alimentar digna e adequadamente durante a sua jornada de trabalho. Porém, apesar de ser legal (dentro da Lei) a proibição, a decisão não deixa de ser injusta quando se trata de trabalhadores desse importante e valoroso ofício. Bom senso e sensibilidade devem ser o ingrediente principal para esta grave situação. Sobre a questão pedagógica, atrevo-me a dizer que a criança aprende também observando, quem sabe não se alimentariam melhor sentados na mesma mesa, lado a lado com seus professores. Luís Carlos Nunes

You can leave a response, or trackback from your own site.

Leave a Reply