Quatro anos de indefinições. Por Thiago Auricchio

Em 2014, após a desilusão da Copa do Mundo, durante a campanha eleitoral, surgiram as primeiras denúncias de corrupção que desencadearam uma série de operações da PF e revelações de ilegalidades que perduram até hoje. Neste período de quase 4 anos, o termo política foi massacrado, os poderes executivo,
legislativo e judiciário postos em xeque e todos os políticos foram rebaixados à vala comum devido às práticas condenáveis de alguns representantes do povo.
Com a economia em recessão e as finanças públicas desequilibradas e deficitárias, programas sociais foram suspensos ou reduzidos em oferta, aumentou o índice de desemprego, as transferências de recursos federais para estados e municípios foram comprometidos, a população foi penalizada e a desigualdade social mostrou seu lado mais contundente.
Enfim, são 4 anos de caos e de recuperação lenta com grande dívida social. Vejo esse déficit da presença ativa do governo federal em todos os municípios que visito, na falta de investimentos que supram a fila de moradia popular, que construam novas unidades de saúde e escolares, que possibilitem a abertura de equipamentos culturais, esportivos e de lazer, que ampliem programas de assistência social, de segurança pública e de preparação e capacitação dos jovens para o mercado de trabalho, entre outras demandas a serem atendidas.
Porisso sou otimista e acredito que depois desta tempestade virá um período fértil de renovação e de consciência política, de tolerância, de gestos republicanos que vão retomar políticas públicas de inclusão e de respeito aos cidadãos.

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