Ribeirão Pires: Conselho Tutelar recebe doação de carro da Justiça Federal.

conselheiros

O Conselho Tutelar da Criança e Adolescente recebeu um automóvel Space Fox através de acordo firmado em uma empresa que devia ao fiscal e o Ministério Público do Trabalho.

O acordo homologado pela juíza do Trabalho, Andrea Longobardi Asquini e proposta pelo Procurado do Trabalho, Ricardo Nino Ballarini conquistou para os órgãos de defesa da criança e adolescente ao todo 14 veículos zero quilometro sendo 3 para Santo André, 3 para São Bernardo, 1 para São Caetano do Sul, 3 para Diadema, 1 para Mauá, 1 para Ribeirão Pires e 2 para Rio Grande da Serra. As negociações foram realizadas diretamente com os Conselhos dos respectivos municípios e segundo a justiça federal, o uso dos automóveis deverá ser de uso exclusivo dos respectivos órgãos. O Space Fox é avaliado em R$ 59.710,00 (cinquenta e nove mil setecentos e dez reais).

space fox

A justiça acordou ainda que a título de compensação por danos morais coletivos R$ 500.000,00 (quinhentos ml reais) serão direcionados ao Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Bernardo do Campo.

deniseAnimada, a presidente do Conselho Municipal de defesa da Criança e do adolescente de Ribeirão Pires, Denise Aparecida Condutta Carlos, disse que a doação chegou em boa hora. “Hoje temos a disposição apenas um Kombi não se encontra em bons estado para utilização, carecendo de reformas e reparos. Espero que isso seja logo feito, pois o Space Fox servirá para deslocamento em diligencias e a Kombi dará suporte para transporte em caso onde seja necessário transportar um número maior de pessoas”, argumentou.

kombi

Segundo ainda falou Denise, no momento esperasse que a prefeitura faça a identificação do veículo com adesivagem e que essa não é a primeira vez que a justiça Federal contempla o Conselho. “Já recebemos também quatro computadores que em muito estão agilizando e facilitando o nosso trabalho”, falou.

“O Conselho Tutelar cumpre horário comercial de segunda a sexta-feira, das 8 as 17 horas. Caso o cidadão precise entrar em contato com a equipe é possível entrar em contato com a Guarda Municipal que os mesmo vão acionar o Conselho em qualquer horário”, concluiu a presidente.

O Conselho tutelar está localizado na rua Domingos Benvenuto, 35 no centro e os telefones de contato são: 4824-8273 e 4824-5447.

O que é o Conselho Tutela? O que ele faz?

O conselho tutelar foi criado conjuntamente ao ECA, instituído pela Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990. Órgão municipal responsável por zelar pelos direitos da criança e do adolescente, deve ser estabelecido por lei municipal que determine seu funcionamento tendo em vista os artigos  131 a 140 do ECA. Formado por membros eleitos pela comunidade para mandato de três anos, o Conselho Tutelar é um órgão permanente (uma vez criado não pode ser extinto), possui autonomia funcional, ou seja, não é subordinado a qualquer outro órgão estatal. A quantidade de conselhos varia de acordo com a necessidade de cada município, mas é obrigatória a existência de, pelo menos, um Conselho Tutelar por cidade, constituído por cinco membros.

Segundo consta no artigo 136 do ECA, são atribuições do Conselho Tutelar e, consequentemente, do conselheiro tutelar, atender não só as crianças e adolescentes, como também atender e aconselhar pais ou responsáveis. O Conselho Tutelar deve ser acionado sempre que se perceba abuso ou situações de risco contra a criança ou o adolescente, como por exemplo, em casos de violência física ou emocional. Cabe ao Conselho Tutelar aplicar medidas que zelem pela proteção dos direitos da criança e do adolescente. Para informações completas das atribuições do Conselho Tutelar, acesse o ECA completo clicando aqui.

Apesar de muitas pessoas acharem o contrário, o Conselho Tutelar não tem competência para aplicar medidas judiciais, ou seja, ele não é jurisdicional e não pode julgar nenhum caso. Exemplificando: quando um adolescente (12 à 18 anos) comete um ato infracional (crime), quem deve ser acionado para o atendimento é a Polícia Militar, e não o conselho tutelar. Este sim deve ser chamado quando o mesmo ato infracional for cometido por uma criança (com até 12 anos de idade incompletos). Por se tratar de um órgão, parte do aparato de segurança pública municipal, não pode agir como órgão correcional. Em resumo, é um órgão ‘zelador’ dos direitos da criança e do adolescente. Não é função do Conselho Tutelar fazer busca e apreensão de crianças e/ou adolescentes, expedir autorização para viagens ou desfiles, determinar a guarda legal da criança.

O conselheiro tutelar deve sempre ouvir e entender as situações que lhe são apresentadas por aquele que procura o Conselho Tutelar. Somente após a análise das situações específicas de cada caso é que o conselheiro deve aplicar as medidas necessárias à proteção dos direitos da criança e/ou adolescente. Cabe ressaltar que, assim como o juiz, o conselheiro aplica medidas, ele não as executa. Portanto, o interessado deve buscar os poderes necessários para execução dessas medidas, ou seja, poder público, famílias e sociedade.

O processo de escolha dos conselheiros tutelares deve ser conduzido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (órgão que deve ser criado e estar funcionando antes do Conselho Tutelar). Para ser conselheiro tutelar é necessário ter 21 anos completos ou mais, morar na cidade onde se localiza o Conselho Tutelar e ser de reconhecida idoneidade moral. Outros requisitos podem e devem ser elaborados pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. É indispensável que o processo de escolha do conselheiro tutelar busque pessoas com um perfil adequado ao desenvolvimento da função, ou seja, alguém com disposição para o trabalho, aptidão para a causa pública, e que já tenha trabalhado com crianças e adolescentes.

É imprescindível que o conselheiro tutelar seja capaz de manter diálogo com pais ou responsáveis legais, comunidade, poder judiciário e executivo e com as crianças e adolescentes. Para isso é de extrema importância que os eleitos para a função de conselheiro tutelar sejam pessoas comunicativas, competentes e com capacidade para mediar conflitos.

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