Ribeirão Pires: Debate na câmara termina em troca de ofensas e acusações.

Debate no início da noite desta sexta-feira (27) na Câmara de vereadores de Ribeirão Pires extrapolou os limites das argumentações ideológicas e terminou com bate boca e troca de acusações entre defensores e contrários ao tema “Escola sem Partido”.

Foram protagonistas do lamentável episódio a atual secretária de Participação, Acessibilidade e Inclusão, Elza Carlos e o Militante da organização de ultra-direita MBL, Everton Sodario.

A troca de farpas rendeu registro de ocorrência na delegacia da cidade onde Sodario, que é advogado nega ter chamado Elza Carlos de Nega Fedida.

Momentos antes da chegada de sua fala no púlpito, um post sem base de critérios foi feito, como segue abaixo o print.

Durante sua fala em tom incisivo, o militante que se auto denomina como conservador e que prega mudanças no sistema de ensino, acusou os seus opositores de desconhecerem o projeto e que o mesmo tem base legal para ser implementado e queixou-se de que grupos de direita não tem espaço junto a movimentos estudantis.

O jovem advogado ostenta em sua página no Facebook, imagem polêmicas que vão desde fotos com o ator pornô Alexandre Frota e foto com metralhadora em punho onde argumenta “… só para oprimir os meliantes!!!”

Possível candidato ao parlamento estadual nas eleições de 2018, pelo atual Partido Ecológico Nacional (PEN) – prestes a mudar para Patriotas -, esta não é a primeira vez em que Everton Sodario se mete em confusão.

Em sua página pessoal na rede de relacionamentos Facebook, Sodario postou que foi agredido durante ato político o qual participava. Boletim de Ocorrência foi registrado.

Elza Carlos por sua vez, fez post em sua página do Facebook com suas argumentações acerca dos fatos ocorridos.

Vivemos momentos de pura e histeria social com homérico crescimento da intolerante! Segmentos sociais já retiraram direitos trabalhistas já bancaram criminalização de manifestações, estudam abolir direitos previdenciários, o direito a rica cultura alimentar pode não mais existir. Como sempre ao longo da história querem impor o conhecimento a um grupo diminuto e seleto sob a argumentação de que há partidarização esquerdista no ensino. Até o nosso mais importante educador, Paulo Freire pode ser cassado por ser considerado comunista. Nossa educação sempre foi vista como solução e problema, porém nada de concreto é feito para a sua melhoria. Professores são desvalorizados, as estruturas escolares do país são sucateadas e o ambiente são tediosos e desinteressantes. Impor censura ao livre pensamento é no mínimo coisa terrível.

Querer tirar a liberdade de professores de ensinar ou impor o que deve ser ensinado é no mínimo imoral e desrespeitoso.

Tudo não passa de “politiquinha” de gente que quer poder ou se manter dentro nele. A população está alheia a tudo isso e não é e nem nunca foi de esquerda ou de direita. A população é trabalhadora e ocupada demais para se ocupar de tão complexos assuntos que se apresentam.

No Brasil da sopa de letrinhas, onde existem 33 partidos políticos e mais algumas dezenas a espera de reconhecimento legal, de fato e verdade, para o plano político e ideológico bastavam tão somente 3 agremiações políticas com suas teses e ideologias. Nada além de direita, esquerda e centro. Vale expor aqui, que tanto Comunismo, quanto Capitalismo são sistemas econômicos e que não passa de balela que a garantia de direitos civis, sociais e políticos seja coisa de comunista. Se assim o fosse, países do norte Europeu, a exemplo da Dinamarca, Holanda, Alemanha seriam países comunista em função das garantias estendidas aos seus cidadãos. Outro exemplo que vale ressaltar é a Inglaterra que tem como regime político a Monarquia e o chefe de governo é representado atualmente por conservadores.

O debate, no Brasil, lamentavelmente ainda está se arrefecendo e deve realmente ferver nas próximas eleições quando deve ser apresentado dois projetos políticos, um conservador e outro voltado ligado as questões sociais.

Voltando ao tema da escola sem partido, lembro-me que a pelo menos 3 décadas, um professor de história, ferrenho defensor e admirador do ex-governador Mário Covas (PSDB) disse em sala de aula uma definição interessante sobre a matéria a qual lecionava: “A história é uma profeta com os olhos voltados para o passado. Se quisermos entender o presente e prever o futuro estudem história”.

Art. 206 da Constituição Federal de 88

Constituição Federal de 1988

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

III – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

III – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

IV – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

IV – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

IV – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

V – valorização dos profissionais do ensino, garantido, na forma da lei, plano de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União;

V – valorização dos profissionais do ensino, garantido, na forma da lei, plano de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União;

V – valorização dos profissionais do ensino, garantido, na forma da lei, plano de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União;

V – valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

V – valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

V – valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

V – valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

V – valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

V – valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

VI – gestão democrática do ensino público, na forma da lei;

VI – gestão democrática do ensino público, na forma da lei;

VI – gestão democrática do ensino público, na forma da lei;

VII – garantia de padrão de qualidade.

VII – garantia de padrão de qualidade.

VII – garantia de padrão de qualidade.

VIII – piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

VIII – piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

VIII – piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

Essa fala fez e me faz muito sentido, principalmente quando vem à tona o debate de uma reforma drástica no ensino, e me pergunto: “como impor ao professor limitar o conhecimento? Será que a história do direito é desnecessária? Será que conhecer a biografia de Hitler ou Stalin não interessa? E as revoluções industriais? E a política do Welfare State (bem-estar social)? Falar sobre economia e o impacto social da venda de patrimônio mineral, de petróleo deve ser proibido? Será o caminho acabar com aulas de filosofia, história, geografia e outras? Em que se avançará na qualidade do ensino com isso? A pessoa, o cidadão estudante de escola pública terá censo crítico e estarão aptos a analisar e compreender questões relevantes?

Com esses e outros questionamentos que povoam nossas mentes, pegando como parâmetro os países do norte da Europa e a Inglaterra, será que o Brasil está ou já esteve sob regime comunista? As dúvidas e os debates muitas vezes são postos de forma maliciosa com o objetivo de enganar incautos.

O momento nacional é temeroso! Muito longe de fazer aqui uma defesa, uma presidente eleita pelo voto, em processo questionável foi deposta e permite-se a manutenção no poder de um governo de caráter duvidoso e que através de provas robustas, compra deputados com dinheiro público. A imprensa noticia aeronaves carregadas de cocaína e nada se apura. Muitos casos poderiam aqui ser citados, o que não faltam são exemplo de corrupção que escandalizam a nossa República causando constrangimento mundo a fora. 

O Brasil ao invés de estratégia eleitoral, precisa urgentemente de um projeto de nação que valorize as pessoas, que preserve o seu patrimônio material e cultural. O Brasil precisa de menos ambição e mais respeito. 

Uma última análise que julgo pertinente é que nenhum projeto político ou econômico radical em que acompanhamos ao longo da história da humanidade prosperou. A história nos conta que injustiça, morte e miséria sempre foram as suas marcas.

A “estória” é bonitinha, mas carregada de nuvens turvas! Esse radicalismo presente e a raiva social bancada pelas diversas elites do país pode ser um ingrediente perigoso! Luís Carlos Nunes

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