Ribeirão Pires: vereadores governistas passam o ‘rolo compressor’ na oposição.

Os vereadores Amaury Dias (PV) e Amigão D’orto (PTC), começaram a sentir de forma mais intensa a força do governo na Câmara de Ribeirão Pires. Na sessão desta última quinta-feira (09), a dupla viu todos os seus requerimentos serem ‘esmagados’ em bloco. Solicitações de informações básicas como o planejamento da ronda da GCM e reforma da biblioteca municipal não tiveram acolhida da maioria dos edis.

Segundo a informação de analistas políticos “essa foi a 1ª vez na história política da cidade, em que vereadores tem requerimentos de informações sumariamente rejeitados desta forma”.

No plenário, a população que acompanhava a sessão bradava palavras de ordem pedindo respeito entre vaias e aplausos.

Em entrevista, logo após a sessão, Amaury e Amigão, em discurso afinado, ressaltaram que a atitude é uma retaliação ao trabalho em que vem empreendendo.

“O que aconteceu é lamentável! Estamos exercendo nosso trabalho e colhendo junto à população as suas demandas. Agir assim, não afeta os vereadores, muito pelo contrário, atinge diretamente a população que cobra por uma melhor prestação de serviços”, disseram.

Um fato incontestável é que: seja qual for o parlamento, o conflito e o debate de ideias são salutares e positivos quando o objetivo é a construção de políticas e ações voltadas ao bem comum. A Casa de Lei é por essência um local de conflitos. Vale ressaltar que a quebra de uma relação cordial e respeitosa entre os vereadores em nada acrescenta na sociedade. Pode ser muito prejudicial a todos. Os vereadores na verdade não estão ou são de oposição! Apenas exercem seus papeis com independência ao executivo e como todo “ser político” tem seus anseios e interesses. Querer podar ou triturar o direito pétreo de um parlamentar é ato de censura vergonhosa e descarada. Por outro lado, observando por uma ótica mais fria sobre o nosso sistema democrático, venceu quem teve mais voto. A crise pode se acirrar, fontes afirmam que o quiproquó pode culminar em judicialização e edis tendo que explicar as motivações para negar ação básica e compatível ao cargo de vereador, que é o direito de questionar, fiscalizar, acompanhar ações, execuções e planejamentos do executivo. Luís Carlos Nunes

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