Rubão perdeu a presidência para ele mesmo

Cabe um análise mais abrangente e menos apaixonada sobre a eleição que culminou com Rato Teixeira (PTB) como futuro presidente da Câmara de Ribeirão Pires a partir de 1º de janeiro de 2019.

É preciso que se rememore que Rubão (PSD) eleito em janeiro de 2017 recebeu total apoio do prefeito Kiko Teixeira. Na oportunidade do pleito, o vereador Paixão (PPS) era tido como o favorito, mas numa virada de mesa momentos antes do escrutínio, Rubão Fernandes (que foi eleito vereador em 2016 em chapa de apoio a Kiko Teixeira – PSB), manobrou e reverteu o “score” e angariou a seu favor 16 votos e tendo apenas o voto contrário de Silvino Castro (PRB). Na oportunidade, Silvino alegava estar pronto para votar no nome do vereador Paixão, mas absteve-se em votar em Rubão.

Rubão fez uma gestão à frente da Casa de Leis muito questionada pelos demais parlamentares que o acusam de centralizador por não dividir responsabilidades quanto ao andamento de ações desenvolvidas na Câmara. Outro ponto também questionado, é o fato do atual presidente “não ter realizado processo licitatório para contratação de serviços e reformas optando por carta convite que é quando se indica empresas que forneceram serviços e equipamentos. Não que seja ação ilegal, mas que o seu discurso de transparência não condizia com as suas práticas”.

Posto esses fatos ocorridos, fica justificada a rejeição a reeleição de Rubão que além ser acusado por falta de democracia interna e falta de transparência cometeu ainda algumas trapalhadas, a exemplo das contas dos ex-prefeitos, Clóvis Volpi e Saulo Benevides.

Há aproximadamente uma semana que antecedeu a eleição de Rato Teixeira como próximo presidente da Câmara Municipal, as negociações e articulações se intensificaram. O segundo colocado nas eleições de 2016 para prefeito, Dedé da Folha, presidente municipal do PPS entrou no páreo e declarou apoio a Rubão com o acordo de ter maior espaço na administrativo na Casa de Leis. Comenta-se que Dedé indicaria o nome do futuro Secretário Geral.

Dedé da Folha horas antes do início previsto para a sessão postou um comunicado, como segue abaixo:

Já com o início da sessão, o clima era de guerra e intensos debates. O vereador Amigão D’orto chegou a apresentar o seu nome como alternativa, o que foi inviabilizado diante a falta de apoio. Ao final o resultado foi de 12 votos para Rato Teixeira, quatro para Rubão e um voto para Amigão D’orto. O nome do vereador Edson Banha (PPS) foi suscitado como um nome capaz de apaziguar e unir a Câmara através de um único nome, mas Rubão Fernandes resistiu em retirar o seu nome.

Nas conversas de bastidores, muitos vereadores argumentavam que Rubão Fernandes foi derrotado por ele mesmo, uma vez que o mesmo foi eleito vereador em 2016 e foi alçado como presidente da Câmara como governista e que as suas atitudes no comando do parlamento municipal foram desrespeitosas para com os demais vereadores. Por outro lado, diversos analistas políticos da Estância afirmavam que a eleição de candidato apoiado pelo Paço já era esperada, pois jamais o executivo deixou de eleger presidentes ao qual declarou apoio.

A opinião dos vereadores que andava rachada com relação à sucessão, não conseguiu viabilizar outro nome. Os vereadores então optaram for rejeitar um modelo administrativo em curso.

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