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Jovens de 18 anos devem fazer Alistamento Militar até 30 de junho. Mulheres podem se alistar voluntariamente.

Jovens brasileiros do sexo masculino que nasceram no ano 2000 têm até 30 de junho de 2018 para fazer o Alistamento Militar Obrigatório. O Ministério da Defesa espera que 1,8 milhão de cidadãos façam o alistamento este ano e que cerca de 100 mil sejam incorporados a organizações militares da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica para o serviço militar.

A partir deste ano, quem tiver inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF) poderá fazer o alistamento para o Serviço Militar Obrigatório pela internet, por meio da página www.alistamento.eb.mil.br. Após cumprir essa etapa, os inscritos poderão acompanhar o processo seletivo por meio do site, podendo ser encaminhados à seleção geral ou serem dispensados.

Os rapazes que completam 18 anos em 2018 e que ainda não têm CPF, ou que têm dificuldade de acesso à internet, devem procurar a Junta de Serviço Militar (JSM) mais próxima de sua residência. É preciso apresentar os originais de um documento de identificação (certidão de nascimento ou carteira de identidade ou de motorista ou de trabalho), duas fotos 3×4 recentes e comprovante de residência. Os que moram no exterior devem procurar consulados ou embaixadas do Brasil para fazer a inscrição.

O Alistamento Militar é obrigatório. Quem não fizer terá que pagar multa, além de ficar impedido de tirar passaporte, ingressar no serviço público, obter carteira profissional, ser matriculado em qualquer estabelecimento de ensino ou receber qualquer prêmio.

Alistamento Militar – Junta de Serviço Militar de Ribeirão Pires:

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 14h

Endereço: Avenida Capitão José Gallo, 55 – Centro (dentro do Posto Atende Fácil)

Mulheres podem se alistar voluntariamente nas Forças Armadas

Lei permite que militares do sexo feminino atuem como combatentes do Exército em áreas antes restritas aos homens. Hoje, 22.208 mulheres fazem parte do efetivo de todas as Forças Armadas
A presença feminina nas Forças Armadas do Brasil cresce a cada ano. Atualmente, elas já são 22.208, ou 6,34% do total do efetivo militar do País, que é composto por 350.304 integrantes. Esse número tende a aumentar em consequência de mudanças ocorridas no sistema de ingresso nas carreiras militares. A Lei nº 12.705, por exemplo, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em agosto de 2012, permite que militares do sexo feminino atuem como combatentes do Exército Brasileiro em áreas antes restritas aos homens.

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Como ingressar na Força Aérea Brasileira

Na Força Aérea Brasileira, as mulheres podem participar de quase todos os concursos e desempenhar um grande número de funções, com exceção de: alistamento militar obrigatório; Curso de Formação de Taifeiros; Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR); Curso de Formação de Oficiais de Infantaria; e, no Curso de Formação de Sargentos, as áreas de Material Bélico, Guarda e Segurança e Mecânica de Aeronaves.

As cerca de 10 mil militares da Aeronáutica ocupam postos de 3° Sargento até Tenente-Coronel, podendo chegar ao maior posto da instituição, de Tenente-Brigadeiro-do-Ar. As militares exercem diversas funções dentro da FAB, entre elas, atividades administrativas, de saúde, de apoio e operacionais, com destaque para as 36 aviadoras que hoje pilotam aeronaves da FAB, inclusive de caça.

Todas elas passam por um treinamento intenso que pode durar de 13 semanas, no caso das oficiais temporários, até quatro anos, no caso das formadas pela Academia da Força Aérea (AFA). As mulheres, ao lado dos homens, recebem instruções militares que incluem uso de armamento e preparação física, além da formação específica para as áreas onde atuarão, o que inclui unidades de combate.

Como ingressar na Marinha

Para ingressar na Marinha do Brasil, é necessário participar de Processos Seletivos (PS) com as mais variadas formações: Ensino Médio, Curso Técnico em uma das áreas de interesse ou Curso Superior, relativo à profissão a que deseja concorrer. O site da Diretoria de Ensino da Marinha disponibiliza os concursos oferecidos, de acordo com a escolaridade de cada candidata.

A participação das mulheres na Marinha do Brasil começou em 1980, quando a legislação permitiu o ingresso feminino na Força. À época, elas integravam um corpo auxiliar e sua participação era restrita a alguns cargos e ao serviço em terra.

Entre os anos de 1995 e 1996, o acesso das oficiais mulheres foi estendido aos corpos de saúde e engenharia. Já em 1997, com o advento da Lei nº 9.519, houve a reestruturação dos quadros de oficiais e praças com uma significativa ampliação da participação das mulheres nas atividades da Força Naval. As oficiais que integram as áreas de intendência, engenharia e saúde podem, segundo a legislação, alcançar até o posto de vice-almirante.

Atualmente, elas ocupam as seguintes áreas (como Praças ou Oficiais): medicina, enfermagem, apoio à saúde, engenharia, arquitetura, construção civil, pedagogia, contabilidade, administração, direito, história, comunicação social, museologia, biblioteconomia, informática, economia, serviço social, psicologia, entre outras. Algumas, decorrentes de seus méritos, chegam a ocupar cargos de Direção e Vice-Direção.

Como ingressar no Exército

Para ser militar de carreira no Exército Brasileiro, a mulher precisa ingressar, após aprovação em concurso público, em um dos seguintes estabelecimentos de ensino:

  • Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), que forma militares do Quadro Complementar de Oficiais nas especialidades: Administração, Ciências Contábeis, Direito, Magistério, Informática, Economia, Psicologia, Estatística,Pedagogia, Veterinária, Enfermagem, Comunicação Social, Odontologia e Farmácia. O curso tem a duração de aproximadamente um ano, e a perspectiva na carreira é de 1º Tenente a Coronel.
  • Escola de Saúde do Exército – EsSEx, responsável pela seleção e formação de oficiais do Quadro de Médicos do Serviço de Saúde do Exército Brasileiro. A perspectiva na carreira é de 1º Tenente a General-de-Divisão.
  • Instituto Militar de Engenharia (IME), que forma militares para o Quadro de Engenheiros Militares, nas seguintes especialidades: cartografia, comunicações, fortificação e construção, eletricidade, eletrônica, mecânica (armamento e automóvel), metalurgia, química e computação. A perspectiva na carreira é de 1º Tenente a General-de-Divisão, independente do tipo de curso de formação.
  • Escola de Sargentos de Logística (EsSlog): responsável pela formação das Sargentos de Saúde. A perspectiva na carreira é de 3º Sargento a Capitão.

A mulher que deseja ingressar no Exército como oficial ou sargento temporário deverá participar da seleção realizada pelas Regiões Militares. O militar temporário não faz carreira no Exército, e sua permanência máxima no serviço ativo é de oito anos.

O acesso ao Sistema do Serviço Militar é realizado pelas Regiões Militares sediadas no território nacional, onde a mulher concorre à seleção nas mesmas condições dos homens. Vale destacar que as funções de Sargentos auxiliares/técnicas de enfermagem são cargos temporários privativos das mulheres.

Fontes: Ministério da Defesa<span class