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Bolsonaro deixa presidentes sem reação com provocações e gafes em discurso na Cúpula do Mercosul

A 54ª Cúpula do Mercosul terminou nesta quarta-feira (17) na cidade argentina de Santa Fé com uma série de provocações e gafes que surpreenderam pelo tom jocoso aquilo que deveria ser o momento mais sério da reunião: os discursos de fechamento.

Márcio Resende, enviado especial da RFI a Santa Fé, Argentina, extraído de OExpresso

Após abrir o plenário com um discurso que exaltava a nova fase de prosperidade e dinamismo do Mercosul a partir do recém-fechado acordo com a União Europeia, o presidente argentino Mauricio Macri passou a palavra ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, com uma provocação.

“É a vez agora do Jair Bolsonaro, querido amigo, mas sem falar sobre o VAR porque, disso, não vamos falar”, cutucou.

No dia 2 de julho, por uma das semifinais da Copa América de futebol a seleção argentina foi derrotada pela sua arqui rival brasileira por 2 a 0. Os argentinos acusaram a arbitragem de não marcar dois pênaltis a favor da Argentina e de não recorrer ao Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) para dirimir as dúvidas. O atacante Lionel Messi chegou a acusar a Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) de corrupção por favorecer o Brasil.

O presidente brasileiro, que acusa os líderes de esquerda da região de populistas e de autoritários, surpreendeu ao elogiar o bolivariano presidente da Bolívia, Evo Morales: “Morales, já estava com saudades (de você) depois que eu o vi na minha posse no Brasil”. Foi a primeira vez que Bolsonaro teve palavras cálidas com um líder de esquerda.

Mais adiante, o tratamento afável seria interrompido. Os líderes de esquerda da região usam a expressão “Pátria Grande” para se referirem a uma América Latina unida como se fosse um único país integrado. A expressão é sempre usada por Evo Morales, mas o brasileiro prefere a expressão de Donald Trump, “América Grande”.

“Não queremos na América do Sul uma ‘Pátria Grande’. Queremos que cada país seja autônomo, democrático e grande como diz o Trump na sua ‘América Grande’”, comparou Bolsonaro.

Enquanto o presidente brasileiro discursava, o chileno Sebastián Piñera entrava no plenário sem procurar fazer alarde por chegar atrasado.

Bolsonaro interrompeu o seu discurso para cumprimentar o seu amigo que entrava de fininho: “Bem-vindo, Piñera! Ei, Piñera! Bem-vindo!”, exclamou. Piñera, no entanto, não respondeu.

“O seu problema é com o Peru; não com o Brasil”, disparou Bolsonaro ao presidente chileno, entre risos.

Segundos depois, esclareceu: “Na Copa América, quero deixar bem claro”. Mas a gafe já estava lançada.

Peru e Chile mantém uma longa tensão desde a Guerra do Pacífico, no século XIX, quando o Chile invadiu o Peru, ganhou a guerra e ficou com parte do território peruano.

Mais adiante, Bolsonaro voltaria a chamar o seu colega chileno ao mencionar o Chile. “Cadê o Piñera?”, perguntou.

“Agora está bem localizado”, disse. Piñera novamente nem olhou.

Bolsonaro também comparou a reforma da Previdência que promove no Brasil uma quimioterapia. “Apesar de a reforma ser como uma quimioterapia, é necessária para o corpo sobreviver”, ilustrou.

O tema é politicamente delicado para outros países da região como o Chile que enfrenta críticas pelo seu sistema de capitalização, justamente aquele que Paulo Guedes quer implementar no Brasil.

Também a Argentina, que precisará reformar o seu sistema previdenciário. Por sorte, não havia nenhum líder australiano para ouvir a opinião de Bolsonaro sobre a carne da Austrália.

“Conversando com o primeiro-ministro japonês, eu o convidei ao Brasil para provar o nosso churrasco. Mas até brinquei com ele. Disse que o churrasco da Austrália era genérico perto do nosso. E também perto do da Argentina e perto do do Uruguai, para não deixar os nossos colegas fora disso”, comentou.

Mas talvez “Argentina e Uruguai” tivessem preferido ficar de fora da brincadeira.

Moeda comum

Fora do discurso, uma contradição aconteceu em nível ministerial. O Mercosul fará um estudo para avaliar a possibilidade de adotar uma moeda comum. O tema foi discutido entre ministros da Economia e presidente dos Bancos Centrais dos países que compõem o bloco.

“Vamos fazer um estudo profundo sobre as mudanças e as vantagens potenciais de uma moeda comum”, anunciou o ministro da Economia argentino, Nicolás Dujovne.

Horas antes, o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, tinha relativizado: “Do ponto de vista objetivo, não houve nada ainda. Do nosso ponto de vista, é um horizonte distante”.

Outra contradição do presidente Bolsonaro. No discurso, pregou o “zelo nas indicações às Embaixadas sem viés ideológico”. Mas o viés ideológico só vale quando se trata da esquerda.

Para defender a indicação do seu filho, Eduardo Bolsonaro, como embaixador nos Estados Unidos, o pai Bolsonaro usou como exemplo o tratamento preferencial que daria a líderes da direita.

“Imaginem se o filho do Macri (Mauricio Macri, presidente argentino) fosse embaixador no Brasil e ligasse para mim, querendo falar comigo. Quando vocês acham que ele seria atendido. Amanhã, semana que vem ou imediatamente?”, ilustrou.

Um repórter quis saber, então, se o eventual futuro embaixador Eduardo Bolsonaro receberia também petistas na Embaixada.

“Petista com bandeirinha do PT no peito? Ninguém. Embaixada não é lugar de se fazer política”, sentenciou Bolsonaro.

Lava Jato articulou apoio a Moro diante de tensão com STF, mostram mensagens

Um conjunto de mensagens revelado neste domingo (23) pelo jornal Folha de S. Paulo, em parceria com o site The Intercept, indica que o ex-juiz federal Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança, temia um conflito com o Supremo Tribunal Federal (STF) que levasse a Corte a retirar processos da Lava Jato que estavam sob a tutela de Moro e do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná.

O caso ocorreu no dia 23 de março de 2016. Na véspera, a Polícia Federal (PF) havia anexado a um inquérito sobre a empreiteira Odebrecht, cujo acesso era possível pelo sistema de processo eletrônico da Justiça Federal do Paraná, planilhas com nomes e codinomes de políticos com mandato em andamento, ou seja, detentores do chamado foro privilegiado no STF.

Moro avaliava que, por força daquele vazamento, teria que enviar ao STF um processo sobre o publicitário João Santana, ex-marqueteiro de campanhas dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Dallagnol informou a Moro, logo em seguida, ter “ajustado” com a Procuradoria-geral da República (PGR) em Brasília uma divisão dos processos, para que eles pudessem manter no Paraná as apurações contra Santana e o lobista Zwi Scornicki, que representava o estaleiro Keppel Fels. As investigações contra ambos foram, de fato, separadas de ligações com políticos com foro privilegiado e processadas no Paraná.

Moro voltou a afirmar, por meio de nota, que não confirma a autenticidade das mensagens reveladas. Já o MPF do Paraná não se manifestou até o final da manhã deste domingo.

Leia a reportagem da Folha de são Paulo clicando aqui

Ex-ministros da Justiça e mais de 70 entidades atacam liberação de armas e pacote de Moro

Ministro Sérgio Moro durente abertura da reunião com os os Ssecretário de Segurança dos Estados. BsB, 1902-2019. Foto: Sérgio Lima/PODER 360

O pacote anticrime de Sergio Moro e os decretos que facilitam o acesso às armas de fogo são alvos de manifesto de 11 ex-ministros da Justiça dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer e de um ato organizado por mais de 70 entidades nesta terça-feira (4), no Largo São Francisco, em São Paulo. O principal argumento é que a flexibilização da posse e do porte de armas de fogo deve estimular o crescimento da violência, em vez de diminuí-la.

Entre as entidades da sociedade civil envolvidas no ato, estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e a Associação dos Defensores Públicos do Estado do Rio de Janeiro. O protesto está previsto para o início da noite na tradicional faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

O ato faz parte da campanha “Pacote Anticrime, uma solução fake”, lançada em março no Congresso, que classifica o projeto de Moro como uma falácia que não traz solução para o problema da segurança pública, contraria a Constituição e aprofunda o encarceramento em massa. “Deste modo, ao invés de promover segurança, o pacote, se aprovado, proverá na prática um aumento da violência e da insegurança pública, com graves efeitos financeiros sobre os estados federados e fortalecimento das organizações criminosas que agem de dentro do sistema prisional”, afirmam os organizadores.

Já o manifesto assinado por ex-ministros das gestões do PSDB, do PT e do MDB destaca que, apesar das diferenças de orientação de cada um, todos trabalharam para reduzir o número de armas em circulação. Eles contestam a facilitação no acesso a armas e munição, prevista em três decretos do presidente Jair Bolsonaro.

“Atuamos para fortalecer as capacidades nacionais de controle e fiscalização, reduzindo as armas em circulação. Também trabalhamos para enfrentar desvios e o tráfico de armas e munições. Resistimos às pressões de grupos no Congresso e de categorias que buscavam flexibilizar as condições de posse e as restrições ao porte de arma de fogo”, diz trecho do documento.

“Precisamos aperfeiçoar, por exemplo, os mecanismos de marcação de armas e munições e a qualidade das informações necessárias para permitir o rastreamento de armas desviadas para a ilegalidade e utilizadas na criminalidade, o que contribuirá para o esclarecimento de delitos”, defendem.

Assinam o texto os ex-ministros Aloysio Nunes Ferreira, Eugênio Aragão, José Carlos Dias, José Eduardo Cardozo, José Gregori, Luiz Paulo Barreto, Miguel Reale Jr., Milton Seligman, Raul Jungmann, Tarso Genro e Torquato Jardim.

Apresentado por Moro em 4 de fevereiro, o Projeto de Lei Anticrime promove alterações em 14 leis, que vão desde o Código Penal e o Código Processual Penal até legislações pouco conhecidas, como a Lei 12.037/2009 (que trata da identificação de criminosos pelo Estado) e a Lei 13.608/2018 (que regula o recebimento de denúncias e o oferecimento de recompensas). As mudanças, segundo Moro, foram organizadas em 19 objetivos, que visam atacar três questões centrais: a corrupção, o crime organizado e os crimes violentos. Para o ex-juiz federal, os três problemas estão interligados.

Veja a íntegra da nota dos ex-ministros da Justiça:

“Nós, ex-ministros da Justiça e da Segurança Pública, que em diferentes momentos da história fomos responsáveis por conduzir a política de segurança pública no âmbito federal, demonstramos nossa profunda preocupação com os retrocessos no controle de armas e munições e com o impacto dos decretos federais no desmantelamento dos principais pilares desta agenda.

A efetividade das políticas públicas depende de sua continuidade, monitoramento e avaliação constantes para que possamos aperfeiçoá-las e dar respostas a seus novos desafios. O controle de armas e munições no Brasil é uma agenda central para o enfrentamento do crime organizado e para a redução dos homicídios. Por essas razões, seus ganhos não podem ser colocados em risco. Precisamos trabalhar para o seu fortalecimento, impedindo retrocessos.

No período em que exercemos nossas funções de ministro, cada um de nós trabalhou para que fosse estabelecida no país uma política de regulação responsável de armas e munições. Em 2003, o Congresso aprovou o Estatuto do Desarmamento, um importante passo nesta trajetória. Resultado de mobilização entre diferentes partidos, organizações da sociedade civil e lideranças de diversos setores da sociedade, além de quase um ano de debates no Congresso, o estatuto definiu alguns dos pilares centrais desta regulação: proibição do porte civil, restrições à posse e o estabelecimento de mecanismos de controle de produção, circulação e comercialização de armas e munições.

Atuamos para fortalecer as capacidades nacionais de controle e fiscalização, reduzindo as armas em circulação. Também trabalhamos para enfrentar desvios e o tráfico de armas e munições. Resistimos às pressões de grupos no Congresso e de categorias que buscavam flexibilizar as condições da posse e as restrições ao porte de arma de fogo.

Independentemente dos partidos que estavam no poder e da orientação dos governos dos quais fazíamos parte, nosso compromisso sempre foi o de fortalecer avanços que consolidassem o Brasil como uma referência de regulação responsável de armas e munições para a América Latina e para o mundo.

Conquistamos avanços importantíssimos, incluindo a queda da taxa de crescimento de homicídios nos primeiros anos da legislação em vigor e a desaceleração no crescimento de mortes por armas de fogo nos anos posteriores. De acordo com o Mapa da Violência, na década seguinte à sua aprovação, o Estatuto do Desarmamento ajudou a salvar a vida de cerca de 133 mil brasileiros. Apesar desses avanços, agora se articula o desmantelamento de uma lei largamente discutida, democraticamente votada e universalmente executada por diferentes governos.

A consolidação de uma regulação responsável de armas e munições no país é uma ação de longo prazo e é preciso orientar todos os esforços para superar os desafios com os quais ainda somos confrontados. Tais esforços precisam ser feitos em contínua colaboração com os estados e quadros técnicos e profissionais que se dedicam ao enfrentamento dos desvios e tráfico ilegal de armas e munições, à redução da criminalidade e à prevenção da violência no país.

Neste sentido, precisamos aperfeiçoar, por exemplo, os mecanismos de marcação de armas e munições e a qualidade das informações necessárias para permitir o rastreamento de armas desviadas para a ilegalidade e utilizadas na criminalidade, o que contribuirá para o esclarecimento de delitos.

Como ex-ministros e cidadãos, estamos convencidos de que ampliar o acesso às armas e o número de cidadãos armados nas ruas, propostas centrais dos decretos publicados pelo Executivo federal, não é a solução para a garantia de nossa segurança, de nosso desenvolvimento e de nossa democracia.

Ao invés de flexibilizar os principais pilares do controle de armas e munições de nosso país, precisamos proteger o legado das conquistas que protagonizamos e concentrar nossos esforços na função primordial do Estado: garantir o direito à vida e a segurança para todos.”

>> Pacote anticrime de Moro ponto a ponto: veja como a lei é hoje e o que pode mudar

Bolsonaro pode virar pó caso fracasse seu ato marcado para domingo (26). Janaína diz que PT vai voltar

Por Luís Carlos Nunes, imagens da Web com montagem do Repórter ABC

Fazendo a leitura de jornais através de seus portais ao longo desta semana, além de uma rápida olhada nas redes sociais, deixa claro que o governo Jair Bolsonaro pode estar a caminho de seu fim. Pode virar pó.

Com sua base parlamentar de sustentação política desarticulada, após perder o apoio do mercado financeiro e das mídias sociais, o capitão de pijamas (reformado) decidiu partir para o ataque com as instituições e seus sectários.

No desespero, publica seguidas mensagens para incendiar os ânimos de seus seguidores contra o Congresso Nacional e o STF no ato marcado para este domingo, 26 de maio pelas milícias do Whatsapp.

O ex-presidente e atual Senador Fernando Collor de Melo em 1992, pouco antes de ser retirado do cargo através de um impeachment, ao convocar a população para ir às ruas de verde amarelo em defesa do seu governo viveu situação inversa ao esperado.

Convocados para o ato em defesa de seu governo, o povo compareceu às ruas, e ao invés das cores verde e amarela, trajavam a cor do luto. Vestiam preto em protesto ao seu governo.

Foi lido na grande imprensa que o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem pra Rua – protagonistas das manifestações populares que apoiaram a impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016 – não devem comparecer e nem apoiar as manifestações a favor do governo Bolsonaro convocadas para o próximo domingo (26).

No Twitter, temas ligados à manifestação a favor do governo Bolsonaro esteve entre os assuntos mais comentados nesta última sexta-feira (24).

Integrantes da rachada bancada do PSL se empenham em promover as manifestações pró-Bolsonaro. O deputado Nicoletti (PSL-RR) usou a rede para convidar “a todos a participarem do grande ato em apoio ao nosso presidente Jair Bolsonaro”.

Além disso, nos últimos dias, internautas brasileiros depararam-se com dezenas de mensagens compartilhadas pelo aplicativo de mensagens WhatsApp convidando as pessoas a comparecer à manifestação.

Segundo disse a líder nacional e porta-voz do movimento Vem Pra Rua, Adelaide de Oliveira  ao Portal Congresso em Foco, “os atos tomaram um caráter bastante personalista a favor do presidente… Não defendemos partidos, nem políticos, nem governos… Então preferimos o distanciamento para não ser confundido com apoio político”.

Já o advogado Rubinho Nunes, coordenador nacional do MBL, firmou que a mobilização popular neste momento pode atrapalhar o andamento da reforma da Previdência e o governo pode sair enfraquecido.

“A gente está focado em apoiar e fazer o possível para aprovar a reforma da Previdência, porque sem ela o país não anda. A gente não é governista, não temos cargos, apoiamos pautas que são importantes, como a Previdência, que é pauta muito cara para a gente e o MBL defende desde 2017. Nós apoiamos o ministro Paulo Guedes”.

O governador de São Paulo, João Doria, disse que é contrário às manifestações pró-Bolsonaro marcadas para este domingo (26). Para ele, o foco dos apoiadores do presidente deve ser a reforma da Previdência e o bom entendimento entre os Poderes.

A declaração foi feita em entrevista à imprensa neste sábado (25) durante o encontro do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste), fórum que reúne governadores do Sul e do Sudeste, e matéria coberta pelo Portal UOL.

“O povo já foi à rua, já manifestou as suas posições. Consideramos como algo inútil, inadequado, e estabelecendo o potencial de confronto que não é o momento”, disse Dória.

O governador paulista disse ainda que o Brasil precisa de paz e equilíbrio para que possa existir um bom entendimento entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Outra manifestação contrária, foi da deputada estadual por São Paulo, Janaína Paschoal que chamou Bolsonaristas de burros, disse que o PT vai voltar ao poder e é atacada. Acompanhem ao final do texto os debates acontecidos no Twitter.

Uma das lideranças à frente da convocação é o Movimento Avança Brasil. Em sua página na internet, nesta sexta-feira (24), a informação era de que em diversas cidades do Brasil devem ocorrer manifestações. De acordo com a postagem, o previsão tem como base um levantamento foi feito em parceira com o ZapBolsonaro, articulação virtual que afirma reunir mais de 300 mil acessos e mais de 100 grupos de Whatsapp em apoio ao presidente.

Quem também está convocando ativamente as manifestações pelas redes sociais é o empresário Luciano Hang, da Havan.

É imprevisível o que poderá acontecer domingo, mas uma coisa é certa: Bolsonaro já perdeu as condições mínimas para continuar à frente do governo.

O experiente jornalista e escritor Ricardo Kotscho apresentou provocativo artigo no Correio Brasiliense ao qual extraímos trechos. 

“O que Bolsonaro está buscando é a anarquia de que falava o general Mourão na campanha, ao justificar a possibilidade de um autogolpe. Se os “protestos a favor”, algo como um carnaval fora de época, forem um fracasso, será a pá de cal no governo. Afinal, quem costuma protestar é a oposição. Governo serve para governar”, disse o escritor com vasta experiência em cobertura política.

Um fato inconteste é que se as manifestações pró-Bolsonaro e contra o Judiciário e o Legislativo forem um grande sucesso, mobilizarão ainda mais os que são contra o governo, com novos protestos já marcados e uma greve geral anunciada para 14 de junho.

O cenário ficará ainda mais radicalizado nas ruas e no parlamento, com o país dividido ao meio e a economia afundando cada vez mais.

Bolsonaro não deve se esquecer que seus seguidores mais fieis nunca passaram de 20% nas pesquisas quando Lula ainda era candidato e tinha o dobro de intenções de votos, antes da facada de Juiz de Fora.

Num eleitorado total de 140 milhões aptos a votar, ele teve pouco mais de um terço dos votos (57 milhões).

Nem todos os que votaram nele, no entanto, concordam com suas políticas para liberar as armas, destruir o meio ambiente e os direitos sociais, rifar a soberania nacional e fazer do Brasil uma servil colônia americana.

Ao criminalizar toda a classe política e os partidos, ficou isolado no Palácio do Planalto com seus três filhos, porque até a tropa de generais de pijama à sua volta está agora observando um obsequioso silêncio.

A propósito, a ex-presidente Dilma Roussef caiu devido a falta de diálogo com os 594 que compunham o Congresso Nacional durante o seu mandato.

Sem ter até agora apresentado um programa de governo ou qualquer política pública para pelo menos minorar o drama do desemprego, que não para de crescer, o que ainda se pode esperar de Bolsonaro?

O debate agora é como será a desfecho, salvaguardando as instituições e a democracia.

Perto dele, o vice, general Hamilton Mourão já é apresentado como uma opção mais razoável.

E tem gente crendo que melhor seria os dois pedirem logo o boné ou serem convidados a sair para que o presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia assumisse e convocasse novas eleições e colocasse em prática o regime parlamentarista.

O momento é dos mais delicados e requer muita atenção da sociedade, pois não dá para continuar tudo como está. O Brasil não aguenta mais.

Um novo impeachment seria angustiante, porém; muito pior é corrermos o risco de um novo golpe militar.

Convocar manifestação popular em apoio ao governo Bolsonaro, a essa altura, é mais do que um tiro no pé. Pode ser um tiro na testa.

Artigo: quem for fazer o ENEM estude Bolsonaro, por que ele vai cair

Artigo de Paulo José Cunha, no Congresso em Foco

“Sem apoio e sem base articulada, Bolsonaro em pouco tempo já exibe sinais claros de isolamento”, avalia Paulo José Cunha.

Até umas duas semanas atrás a possibilidade de Jair Bolsonaro não concluir o mandato era tratada nas altas e nas baixas rodas de Brasília à boca pequena, de maneira disfarçada, como quem duvida da própria especulação.

De uma hora pra outra o assunto meteu o pé na porta e mostrou a cara.

Ninguém esconde mais nada, ninguém disfarça mais nada. A saída do capitão daquela cadeira do Palácio do Planalto – senão de direito, mas na prática – deixou de ser uma possibilidade e é tratada como certa.

O que se discute agora são dois aspectos: o prazo e a forma.

Ou seja: que ele não cumprirá o mandato até o final é dado como favas contadas, na opinião da maioria dos analistas e observadores da cena política, desde parlamentares de todos os matizes ideológicos, inclusive os que podem ser enquadrados no espectro da direita que Bolsonaro representa, até cientistas políticos e jornalistas.

O próprio governo, que monitora as redes sociais com lupa grossa, já percebeu a intensificação do trânsito de informações neste sentido.

Palavras como “impeachment”, “golpe”, “renúncia”, “parlamentarismo branco”, entre outras, correm soltas e já se converteram em hashtags de alta voltagem.

E não se trata, como o próprio Bolsonaro vem insinuando, de um complô articulado entre setores influentes dos três poderes, inconformados com a “nova política” trazida pelo seu governo. “Nova política” que estaria impedindo negociatas e conchavos, sem os quais, como afirma Paulo Portinho, autor do texto que Bolsonaro subscreveu, o Brasil é ingovernável.

Os militares estão caindo fora

Claro que o abortamento de qualquer governo é assunto delicado e seríssimo, pelos riscos de ruptura institucional que pode acarretar, embora o Brasil tenha realizado dois impeachments sem maiores traumas. Como também pelas consequências dramáticas e imprevisíveis para uma população que já enfrenta dificuldades de toda ordem em sua vida diária, e não vislumbra no horizonte qualquer notícia alentadora. A percepção geral para os analistas, não é a de que exista um desejo consolidado de que Bolsonaro deixe o governo. Mas simplesmente a constatação de que a absoluta falta de rumos e de projetos consistentes, passados cinco meses desde a posse, exige mudanças imediatas e profundas.

A insatisfação, que começou tímida, contaminou setores até então considerados infensos a qualquer tentativa de radicalização. É o caso dos militares, que já não escondem o desconforto com um governo que teve o aval deles desde o primeiro movimento, mas que até agora não foi capaz de oferecer respostas concretas para os problemas estruturais do país. Os sinais que chegam dos quartéis é a de que os militares não estão dispostos a ter sua imagem manchada pela associação a um governo errático e apequenado pela concentração de ações periféricas voltadas exclusivamente à intolerância ideológica e à pauta conservadora de costumes.

Até aqui Bolsonaro não tem nada a apresentar

Até aqui, fora a proposta de reforma da previdência de Paulo Guedes e o projeto da nova segurança de Moro, o governo Bolsonaro não tem rigorosamente nada a exibir em qualquer outra área. Nada.

Em compensação, sobram cabeçadas dentro do próprio governo, entre o presidente e a imprensa, entre o presidente e o Congresso, entre os filhos do presidente e o vice, entre o guru do presidente e os militares, entre os líderes do governo no Congresso, entre o guru e o vice, entre os ministros, entre… todos.

Um quadro tão estranho que outro dia, numa roda com alguns parlamentares do PT, do PSOL, da Rede, do PC do B e de outras legendas à esquerda eu não resisti e brinquei:

“Escuta, por que vocês não vão descansar na praia e deixam a oposição trabalhar?” Sim, porque nunca se viu tanto fogo amigo – amigo? – como no atual governo. Pra que oposição?

Junto aos parlamentares cujos partidos se dispuseram a dar apoio ao novo governo já se percebe nitidamente um recuo.

Sintonize as TVs Câmara e Senado e observe o tom dos discursos. O entusiasmo – por vezes até exagerado – que havia no início deu lugar a um apoio de conveniência.

Ênfase na defesa do governo se vê, embora já bem fraca, apenas entre os líderes que o fazem por dever de ofício. Poucos dos antes aguerridos direitistas têm dado a cara a tapa. Sem apoio e sem base articulada, Bolsonaro em pouco tempo já exibe sinais claros de isolamento.

A saída do capitão virou até piada

Não à toa, o governo vem sofrendo derrotas sucessivas, articuladas inclusive pelos integrantes de sua, digamos, “base de apoio”, se é que isto existe. Foi assim na votação da reforma da estrutura do governo na comissão especial, com a retirada do Coaf das mãos de Moro.

Ora, se não consegue aprovar um projeto estratégico como este, para ficar num único exemplo, como é que pretende seguir adiante?

A possibilidade de saída de Bolsonaro já entrou até no anedotário. Foi lançado até um aplicativo que faz a contagem regressiva para a saída. As piadas se multiplicam, como: “Quem for fazer o Enem estude o Bolsonaro porque ele vai cair”.

E não por outra razão já se articula ostensivamente pelos corredores do Congresso a adoção de um “Parlamentarismo branco”, situação hegemônica que o Legislativo assume quando fica evidente a fragilidade do Executivo.

A articulação escancarou-se desde a aprovação do orçamento impositivo, que retirou enorme quinhão de poder do capitão. E está crescendo em velocidade acelerada, com líderes que até outro dia tentavam ajudar na articulação política do governo trabalhando para emplacar uma proposta alternativa de reforma da previdência em consonância com uma reforma tributária capaz de oferecer uma resposta concreta aos desafios de crescimento.

Torna-se claro o deslocamento do poder, com o esvaziamento do Executivo. Pode ser um disfarce, como alguns analistas observam, para um afastamento de fato de Bolsonaro.

Pode ser uma tentativa de retirar o poder real do presidente, que viraria uma rainha da Inglaterra. Solução menos traumática, é claro, do que um impeachment.

O povo já foi pra rua

Na história recente do país não há governo que nem bem tenha chegado aos primeiros cinco meses e já enfrente manifestações gigantes pelas ruas, como ocorreu no último dia 15 contra o bloqueio de verbas da educação.

E na expectativa de outras, como as dos policiais e dos caminhoneiros, que já se anunciam. Nem há governo que em tão pouco tempo já esteja sendo escanteado pelas principais forças políticas, inclusive as que lhe deram apoio.

Líderes das duas casas do legislativo, diante do vácuo de poder, da incapacidade do governo de pilotar as reformas que o país exige, parecem mesmo dispostos a botar o bloco do Congresso na rua, com a adoção do parlamentarismo branco, agora já sem aspas.

E largar Bolsonaro pra lá.

Manifestantes vão às ruas contra cortes na educação. Uma coisa é estar presidente, outra é se comportar como tal

Bolsonaro chama manifestantes contra cortes na educação de ‘idiotas úteis’ e ‘massa de manobra’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) chamou de “idiotas úteis” e “massa de manobra” manifestantes que organizam uma série de protestos contra os cortes do governo na educação básica e no ensino superior nesta quarta-feira, 15. O presidente classificou os protestos como algo “natural” e disse que “a maioria ali (na manifestação) é militante”.

“Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”, disse Bolsonaro ao chegar em Dallas, nos Estados Unidos. Ele foi recebido por apoiadores ao chegar no hotel onde se hospedará na cidade americana.

Em capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, os atos contra os bloqueios do Ministério da Educação (MEC) começaram pela manhã, embora a maior parte esteja marcada para o período da tarde. Além das manifestações, algumas universidades e escolas cancelaram as aulas.

O presidente disse ainda que não gostaria que houvesse cortes na educação e disse que não teve saída. “Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e se não tiver esse contingenciamento eu simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal”, afirmou o presidente. “Mas eu gostaria que nada fosse contigenciado, em especial na educação.” Por Beatriz Bulla, do Estadão,editado por Repórter ABC

Bolsonaro e os filhos ainda se arrependeram pelo pavio curto e pelas asneiras que proferem a todo instante, toda hora, todos os dias, sempre e quando querem. Bolsonaro mantém erguido o estandarte da estupidez e do dissenso porque de fato seu Governo não tem nenhum projeto para tirar o País da profunda crise em que se encontra. Então, melhor criar polêmicas e ofender quem não o apoia, entre estes os militares que formam o grosso da tropa de seu Governo, do que deixar transparecer a ineficácia de sua gestão. Luís Carlos Nunes

Clique aqui e confira fotos e mais informações sobre os atos em outras cidades. Abaixo, vídeos dos protestos que repercutiram nas redes sociais:

Professores do ABC paralisam atividades contra a reforma da previdência

As sete cidades do ABC Paulista amanheceu nesta quarta-feira sem aulas. Na região, professores e demais profissionais da Educação cruzaram os braços em protesto contra a reforma da previdência proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. O ato é uma preparação para uma greve nacional prevista para o dia 14 de julho.

Nas redes sociais, o Sindicato dos Professores de Ribeirão Pires publicou a seguinte nota:

“Acerca da Paralisação Nacional dos Trabalhadores na Educação, prevista para amanhã ( 15/05/19), informamos que o ponto de encontro será no MASP às 14 hs. Estaremos com o estandarte do Sineduc e próximos à bandeira do SIPROEM ( Sindicato dos Professores). Enviamos ofício à Sra Secretaria de Educação discorrendo sobre a gravidade das medidas tomadas por Bolsonaro, que impactarão não só aos trabalhadores como também à Prefeitura que terá severo corte em seu orçamento, particularmente do Fundeb e solicitamos que autorize o posterior pagamento ou compensação do dia aos que Paralisarem as atividades. Ainda não obtivemos resposta, mas entendemos que a gravidade da situação que colocará em risco até mesmo nossos salários supera a situação da perda de um dia de trabalho. Aos que pretendem aderir, solicitamos que informem à direção da escola para que esta possa informar aos pais. Como se trata de um movimento paredista de apenas 01 dia, se descontado será apenas uma falta comum”.

Globo demite 40 jornalistas e âncora dispara: ‘Bolsonaro é o caralho’

A Rede Bahia, uma das principais afiliadas da Globo no Nordeste, demitiu nesta segunda-feira (6) cerca de 40 pessoas de seus canais, como da TV Oeste e da TV São Francisco. Uma das demitidas desta última emissora foi a jornalista Priscila Guedes, que vinha atuando, até então, como âncora da ‘BATV’, principal telejornal local do canal.

Chamou a atenção nas redes sociais o fato de que Priscila aproveitou a demissão para se posicionar politicamente, algo que é proibido entre funcionários da Globo e de suas afiliadas. Na noite do mesmo dia da demissão, a jornalista usou sua conta do Instagram para postar uma foto do ex-presidente Lula e fazer, em anos, sua primeira manifestação política. “Lula livre”, escreveu.

Horas depois, pelo ‘stories’ da rede social, Priscila foi além e disparou contra o presidente Jair Bolsonaro. “Bolsonaro é o caralho. Lula livre, porra”, postou.

Boa parte dos seguidores apoiaram a atitude da jornalista, mas alguns a criticaram. Priscila, no entanto, não caiu em provocações. “Vá se lascar”, escreveu como resposta a inúmeros comentários ofensivos.

Veja também:  Diretor de Teatro Antunes Filho morre aos 89 anos em São Paulo

Nesta terça-feira (7), um dia após a demissão, a jornalista postou uma foto em um estúdio da emissora com uma mensagem de despedida. Na postagem, ela agradeceu aos colegas pelos anos de trabalho, sem deixar de criticar as dificuldades pelas quais passou.

“Foi uma escola. Tive grandes profissionais, grandes amigos e companheiros do dia a dia, dos perrengues… E que perrengues! A gente devia ganhar por insalubridade”, ponderou.

Confira.

Para 72% dos ouvidos em pesquisa, segurança não aumenta se pessoas estiverem armadas

O Instituto Datafolha consultou a população sobre os principais pontos que integram o pacote anticrimes do ministro da Justiça, Sérgio Moro, enviado ao Congresso no final de janeiro. A proposta prevê a alteração de 14 leis, como Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal e Lei de Crimes Hediondos. O Datafolha ouvi 2.806 pessoas em 130 municípios do país entre os dias 2 e 3 de abril. Veja a seguir alguns dos resultados apontados pela pesquisa.

Para 72% dos entrevistados, a sociedade não fica mais segura com as pessoas armadas para se proteger e, para 64%, a posse de armas deve ser proibida. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira. O entendimento de que a posse de armas deveria ser proibida porque representa ameaça à vida das pessoas é mais alto entre mulheres (74%), jovens de 16 a 24 anos (69%) e pessoas com renda até dois salários mínimos. A facilitação da posse de armas foi uma bandeira de campanha do agora presidente Jair Bolsonaro e já foi implantada, por meio de decreto presidencial, em 15 de janeiro.

Quando perguntados sobre a atuação dos policiais, 81% responderam que a polícia não pode ter liberdade para atirar em suspeitos porque ela pode atingir inocentes e 82% responderam que o agente de segurança que atira em alguém por estar muito nervoso deve ser punido. A proposta de mudança nas leis apresentada pelo ministro Sérgio Moro prevê que os juízes poderão reduzir pela metade a até não aplicar pena em casos de mortes causadas por policiais em legítima defesa se o investigado argumentar que estava sob excesso de medo, surpresa ou violenta emoção.
A imagem da polícia também foi medida pela pesquisa e o resultado aponta que 51% sentem mais medo do que confiança na polícia, enquanto 47% do entrevistados confiam nas polícias mais do que as temem.
Apenas 29% dos entrevistados admitem que o extermínio de criminosos é uma espécie de política de segurança pública. Esse modelo de política têm sido defendida principalmente pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Pelas redes sociais, o presidente Bolsonaro também tem apoiado tais medidas.

Embaixada Americana deve R$134 milhões à Previdência

Informações do Jornal OExpresso

Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília deve à Previdência R$ 134 milhões. No total, as empresas inscritas na Dívida Pública da União (DPU) ultrapassam os R$ 450 bilhões. A lista conta desde empresas já falidas até a organizações em plena atividade comercial.

O valor preciso da dívida da Embaixada com a Fazenda é de R$ 134.810.948,99.

Os valores arrecadados por meio desses tributos vão para o orçamento da Seguridade Social, que abrange a Previdência, a saúde e a assistência social. Esses recursos ajudam a financiar programas como seguro-desemprego, abono salarial e o Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta quarta (13/03), a Câmara instalou a comissão que vai iniciar o debate para mudar regras de acesso à aposentadoria sem que haja, até o momento, iniciativa para cobrar os grandes devedores da Previdência.

O Presidente da República também não sabia disso? Não sabe quem eram os seus vizinhos mais próximos; não sabe o paradeiro do seu companheiro de pescaria; não sabe quem mandou matar Marielle e não sabe que os americanos também não pagam previdência, assim como grande parte de empresários, seus apoiadores de campanha, que esperam o próximo REFIS. 

Não precisa tirar o déficit da previdência do couro das costas dos mais humildes. É só mandar o cabo e o soldado, aqueles que iam fechar o STF, cobrar dessa companheirada.

E mandar a turma do Paulo Guedes, com carnezinho na mão, vender previdência privada nas rodoviárias e pontos de ônibus de todo o País.

Saúde de Bolsonaro é mais grave e alta é adiada

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde o presidente Jair Bolsonaro está internado após uma cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia, divulgou às 17h um boletim informando que Bolsonaro ficou febril na noite deste domingo 3 e apresentou alterações de alguns exames. Ele está tomando antibiótico e fez uma punção para retirar líquidos que estavam ao lado do intestino. A previsão de alta foi adiada.

Por outro lado, nesta segunda teve dois episódios de evacuação, sinais positivos de recuperação. Pelo Twitter, Bolsonaro afirma que suas funções estão voltando à normalidade após a cirurgia. Ele também publicou um vídeo em que ele aparece realizando exercícios de fisioterapia.

Leia mais: O Brasil tem o direito de saber a verdade sobre a saúde de Bolsonaro

Mais informações abaixo na reportagem da Agência Brasil. Confira também a íntegra do boletim desta segunda-feira 4 ao final:

Bolsonaro tem previsão de alta adiada e terá que tomar antibióticos

Por Camila Boehm – O presidente Jair Bolsonaro foi submetido a tratamento com antibióticos de amplo espectro após apresentar elevação da temperatura – 37,3 °C – e alteração de alguns exames laboratoriais, com aumento de leucócitos, na noite de ontem. Esse aumento pode indicar processo infeccioso, segundo o porta-voz da presidência Otavio do Rêgo Barros.

Devido a isso, a previsão de alta foi adiada. Como os antibióticos devem ser ministrados por sete dias, ele deve permanecer no hospital por mais este período, segundo o porta-voz.

Exames de imagem mostraram uma “coleção líquida” ao lado do intestino na região da antiga colostomia, segundo boletim médico divulgado há pouco. Ele foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local.

O presidente está internado em unidade de cuidados semi-intensivos do Hospital Israelita Albert Einstein e, no momento, está sem dor e sem febre. Ele permanece em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição parenteral (endovenosa) exclusiva.

Uma evolução nos movimentos intestinais foi citada no boletim médico, que informou dois episódios de evacuação do presidente.

Bolsonaro segue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular no quarto. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas, ele está acompanhando da esposa Michelle e do filho Carlos Bolsonaro.

O presidente continua em descanso e tem sido evitados despachos, de acordo com Barros. Nos próximos dias, não estão agendados compromissos oficiais. Por enquanto, não há estudos sobre afastamento de Bolsonaro da presidência, deixando o vice na função.

Bolsonaro convidará Sérgio Moro para o Ministério da Justiça

Na primeira entrevista que concedeu à imprensa depois de eleito presidente, Jair Bolsonaro (PSL) demonstrou desejo de ter o juiz Sérgio Moro integrando a sua equipe de governo, no comando do Ministério da Justiça.

“Pretendo sim (convidar Sergio Moro), não só para o Supremo, quem sabe até chamá-lo para o Ministério da Justiça. Pretendo conversar com ele, saber se há interesse dele nesse sentido também”, afirmou Bolsonaro à TV Record.

Sérgio Moro desejou ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ‘que faça um bom governo’. Após o fim da apuração, Moro declarou  que ‘encerradas as eleições, cabe congratular o presidente eleito’. Ele pede reformas ‘com diálogo e tolerância’: “são importantes, com diálogo e tolerância, reformas para recuperar a economia e a integridade da Administração Pública”. Moro é apontado como virtual ministro da Justiça e, posteriormente, do STF.

Bolsonaro detona Imprensa no Jornal Nacional e volta a falar em Kit Gay

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) atacou a Folha de S. Paulo nesta segunda-feira, 29, em entrevista ao Jornal Nacional. Bolsonaro disse que a Folha “não tem prestígio nenhum” e que “só espalha fake news”. Bolsonaro disse também que a Folha não terá verba de publicidade do governo federal a partir do próximo ano.

Em um furo de reportagem da jornalista Patricia Campos Mello, a Folha denunciou o esquema de disseminação em massa de fake news contra Fernando Haddad (PT), pelo Whatsapp, financiada por empresas apoiadoras da campanha de Bolsonaro.

Apesar de criticar a Folha de fabricar “fake news”, Bolsonaro voltou a falar sobre o Kit gay, uma das fake news mais disseminadas contra Haddad na campanha.

“Notável o esforço de Bonner e Renata em tentar ‘normalizar’ Bolsonaro. Deram-lhe todas as chances. Ele dispensou algumas: insistiu com a fake news do kit gay e ameaçou a Folha de S. Paulo”, disse o jornalista Ricardo Noblat sobre a entrevista.

Bolsonaro teve 39% dos votos. Haddad 32%. Nulos, brancos e abstenções somaram 29%

O deputado federal e capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL-RJ) recebeu neste domingo (28) o aval dos eleitores para tomar posse, em 1º de janeiro, como o 38º presidente do país.

Com 100% da apuração concluída, Bolsonaro somou 57,8 milhões de votos, contra 47 milhões do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). Em termos de votos válidos, os percentuais de cada um são 55% e 45%.

Levando em conta os votos totais, no entanto, os números indicam que Jair Bolsonaro teve o voto de menos de 40% dos 147,3 milhões de eleitores aptos. Mais de 21% se abstiveram de votar. Votos nulos e brancos somaram, respectivamente, 5,8% e 1,7%.

Veja os números exatos:

Resultado final da eleição

Bolsonaro: 57.797.466 (39,3%)
Haddad: 47.040.859 (31,9%)
Abstenções: 31.373.290 (21,3%)
Nulos: 8.608.088 (5,8%)
Brancos: 2.486.591 (1,7%)
Apesar disso, Bolsonaro superou amplamente o adversário. Venceu em quatro das cinco regiões do país. Em termos proporcionais, sua maior vantagem foi registrada no Sul e no Centro-Oeste, onde teve 68% e 67% dos votos válidos. Haddad ganhou somente nos nove estados do Nordeste, no Pará e em Tocantins. No Nordeste, única região em que venceu, Haddad ampliou a vitória obtida no primeiro turno e chegou a 70% dos votos válidos, com vantagem de 40 pontos sobre o adversário. Enquanto Bolsonaro superou o petista com folga nas grandes cidades, o ex-ministro da Educação saiu-se melhor nos pequenos municípios. Foi o mais votado em 2.810 cidades, ante 2.760 de Bolsonaro.

Presidente eleito, Bolsonaro leu discurso em que assumiu o compromisso de cumprir a Constituição Federal e diminuir o tamanho do Estado. “O governo dará um passo atrás, reduzindo sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios para que as pessoas possam dar muitos passos à frente”, anunciou (veja abaixo a íntegra do discurso em vídeo e texto).

Naquela que foi certamente a mais acirrada e violenta campanha presidencial realizada no Brasil desde a Constituição Federal de 1988, Jair Bolsonaro alcançou a vitória com o apoio de setores bastante heterogêneos da sociedade. Entre eles, o agronegócio, a maior parte das igrejas evangélicas, o mercado financeiro, movimentos contra a corrupção e integrantes das Forças Armadas e das polícias civil, federal e militar.

Juramento a Deus

“Fizemos uma campanha como deveria ser feita”, disse Bolsonaro na noite deste domingo (28), pouco depois de confirmada a sua vitória. Sentado diante de uma mesa com vários livros e ladeado pela terceira esposa, Michele, e por uma tradutora de Libras, ele levantou uma obra do inglês Winston Churchill para afirmar que vai se inspirar no “exemplo dos estadistas”.

Disse que foi buscar na Bíblia os “fundamentos” de sua pregação eleitoral, que têm na “verdade” o seu eixo central. Também criticou o “extremismo da esquerda”. Ainda na mesa, um exemplar da Constituição Federal e uma obra do filósofo Olavo de Carvalho, filósofo de extrema-direita conhecido pela virulência com que investe contra os que pensam diferente dele.

Em seguida, enquanto uma multidão comemorava o resultado da eleição presidencial em frente à sua residência na Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Jair Bolsonaro, a família e vários políticos fizeram uma oração de agradecimento a Deus pela graça alcançada. O senador Magno Malta (PR-ES), derrotado no último dia 7 na tentativa de se reeleger, foi encarregado de fazer a oração.

Brasília-DF 28 10 2018 os eleitores do candidato eleito à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), concentram a comemoração pela vitória na Esplanada dos Ministérios.Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

Somente depois disso, leu o discurso oficial de celebração da vitória, iniciado por um famoso ensinamento bíblico (“conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”). Agradeceu as orações contra a “ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem”. Prometeu defender a Constituição, a democracia e a liberdade. E acrescentou: Isso é uma promessa não de um partido,  não é a palavra de homem, é um juramento a Deus”.

Para Bolsonaro, “o que ocorreu hoje nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade”. Além de prometer diminui o Estado brasileiro, ressaltou o compromisso com o trinômio “emprego, renda e equilíbrio fiscal”: “Quebraremos o ciclo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo ciclo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit, esse é o nosso propósito”.

Disse ainda que o Brasil reconquistará o “respeito internacional” e se livrará do “viés ideológico” na condução da política externa (veja abaixo a íntegra do discurso).

Rejeição ao PT

Deputado conhecido por seu perfil de extrema-direita, Jair Bolsonaro conquistou a vitória explorando a rejeição contra o partido do seu adversário. Os erros econômicos cometidos pelo PT no poder e, sobretudo, o envolvimento do ex-presidente Lula e de outras figuras importantes do petismo com a corrupção foram intensamente explorados pelo deputado.

Sua competente campanha eleitoral também procurou suavizar atos e afirmações que sempre o levaram a ser tratado como alguém que, enquanto congressista, era ou encarado como uma espécie de piada de mau gosto – que, portanto, não merecia ser levado muito a sério – ou como um perigoso radical de direita. O caminho para o poder foi facilitado por dois episódios: a inelegibilidade do ex-presidente Lula, que liderava todas as pesquisas de intenção de voto mesmo preso desde 7 de abril, por imposição da Operação Lava Jato; e o atentado a faca que ele sofreu em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro, que quase o levou à morte e, por efeito colateral, acabou por vitimizá-lo a despertar a compaixão em parcela do eleitorado.

Em Brasília, os eleitores do candidato eleito á  presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), concentram a comemoração pela vitória na Esplanada dos Ministérios.

Ingrediente decisivo de sua escalada para o Palácio do Planalto foi o uso das redes sociais para a comunicação direta com a população. Com frequência as redes dos seguidores de Bolsonaro foram acusadas de transmitir informações falsas – as famosas fake news – sobre outros candidatos. Mesmo eleito, Bolsonaro responderá a processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), movido pelo PT, com base em reportagem do jornal Folha de S.Paulo. Segundo a matéria assinada pela repórter especial Patrícia Campos Mello, o deputado foi beneficiado por um esquema de difusão massiva de mensagens via WhatsApp, com conteúdo contrário a Haddad, bancado por empresários. A lei veda as doações de empresas.

Mistificado pelos seguidores, que sintomaticamente adoram chamá-lo de “mito”, Jair Bolsonaro teve trajetória marcada por polêmicas e confusões com seus pares no Parlamento. Foi alvo de diversos processos judiciais por quebra de decoro parlamentar. Também foi réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime de estupro e injúria.

Problemas com a Justiça o perseguem desde que foi acusado, ainda na década de 1980, de idealizar um plano para explodir bomba em instalações militares como forma de protestar contra os baixos soldos. Ficou preso por 15 dias, mas o Superior Tribunal Militar (STM) reformou decisão da Comissão de Notificação, que havia deliberado por unanimidade pela sua expulsão do Exército.

Quase todos os principais veículos da mídia internacional – incluindo publicações conservadoras como o francês Le Figaro, a revista inglesa The Economist e os dois principais jornais econômicos do mundo, The Wall Street Journal e Financial Times – manifestaram preocupações com a possibilidade de ascensão de Bolsonaro ao poder. Além das ideias extremistas do capitão, tais veículos temem o seu temperamento explosivo, a sua total inexperiência administrativa e a inabilidade para administrar conflitos.

Assista o pronunciamento da vitória:

Íntegra do discurso da vitória de Bolsonaro:

Conhecereis a verdade e a verdade os libertará. Nunca estive sozinho, sempre senti a presença de Deus e a força do povo brasileiro, orações de homens, mulheres, crianças, famílias inteiras, que diante da ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem, colocaram o Brasil acima de tudo. Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido não é a palavra de homem, é um juramento a Deus. A verdade vai liberar esse grande país e vai nos transformar em uma grande nação. A verdade foi o farol que nos guiou até aqui e vai seguir iluminando nosso caminho.

O que ocorreu hoje nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade. O compromisso que assumimos com os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o país e o nosso povo e eu garanto que assim o será. Nosso governo será formado por pessoas que tenham o mesmo propósito de cada um que me ouve nesse momento, o propósito de transformar o Brasil em uma grande, livre e próspera nação.

Podem ter certeza de que nós trabalharemos dia e noite para isso. Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, andar nas ruas em todos os lugares desse país, liberdade de empreender, liberdade política e religiosa, liberdade de fazer, formar e ter opinião, liberdade de escolhas e ser respeitado por elas. Esse é um país de todos nós, brasileiros natos ou de coração. Um Brasil de diversas opiniões, cores e orientações.

Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda, proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, assim será o nosso governo constitucional e democrático: acredito na capacidade do povo brasileiro que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos, governo e sociedade, construir um futuro melhor. Esse futuro de que falo e acredito passa por um governo que crie condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo dará um passo atrás, reduzindo sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios para que as pessoas possam dar muitos passos à frente.

Nosso governo vai quebrar paradigmas, vamos confiar nas pessoas, vamos desburocratizar, simplificar, desburocratizar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha menos dificuldades para criar e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil.

Outro paradigma que vamos quebrar: o governo respeitará de verdade a federação, as pessoas vivem nos municípios, portanto os recursos irão para os estados e municípios. colocaremos de pé a federação brasileira. Nesse sentido, repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília. Muito do que estamos fundando no presente trará conquistas no futuro. As sementes serão lançadas e regadas para que a prosperidade seja o desígnio dos brasileiros do presente e do futuro.

Esse não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas, as reformas que nos propomos são para criar um novo futuro para os brasileiros. E quando digo isso falo com uma mão voltada ao seringueiro no coração da selva amazônica e a outra para o empreendedor suando para criar e desenvolver sua empresa. Porque não existem brasileiros do sul e do norte, somos todos um só país, uma só nação, uma nação democrática.

O Estado democrático de direito tem como um dos seus pilares o direito à propriedade. Reafirmamos aqui o respeito e a defesa desse princípio constitucional e fundador das principais nações democráticas do mundo. Emprego, renda e equilíbrio fiscal é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos.

Quebraremos o ciclo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo ciclo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit, esse é o nosso propósito.

Aos jovens, palavra do fundo do meu coração: vocês têm vivido um período de incerteza e estagnação econômica, vocês foram e estão sendo testados a provar sua capacidade de resistir. Prometo que isso vai mudar, essa é a nossa missão. Governaremos com os olhos nas futuras gerações e não na próxima eleição.

Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que fomos submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas, buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil.

Durante a nossa caminhada de quatro anos pelo Brasil, uma frase se repetiu muitas vezes: ‘Bolsonaro, você é a nossa esperança’. Cada abraço, cada aperto de mão, cada palavra ou manifestação de estímulo que recebemos nessa caminhada fortaleceram o nosso propósito de colocar o Brasil no lugar que merece.

Nesse projeto que construímos cabem todos aqueles que têm o mesmo objetivo que o nosso. Mesmo no momento mais difícil dessa caminhada, quando, por obra de Deus e da equipe médica de Juiz de Fora e do Albert Einstein, ganhei uma nossa certidão de nascimento, não perdemos a convicção de que juntos poderíamos chegar à vitória.

É com essa mesma convicção que afirmo: ofereceremos a vocês um governo decente, que trabalhará verdadeiramente por todos os brasileiros. Somos um grande país e agora vamos, juntos, transformar esse país em uma grande nação, uma nação livre, democrática e próspera. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

Bolsonaro e Haddad se enfrentarão no segundo turno

Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL), 63 anos, e Fernando Haddad (PT), 55, disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no dia 28 de outubro. Com 99% das urnas apuradas, o capitão reformado do Exército somava 46,07% dos votos válidos, contra 29,22% do petista.

Desde que oficializou a candidatura em substituição ao ex-presidente Lula, em 11 de setembro, Haddad subiu nas pesquisas e passou a disputar com Bolsonaro a preferência do eleitorado, mantendo-se isolado no segundo lugar. Ciro Gomes (PDT) chegou em terceiro lugar nesta reta final eleitoral, com 12,47%.

Sempre referindo-se ao ex-presidente Lula (PT) como preso político, Haddad disse já ter recebido contato dos principais candidatos posicionados mais à esquerda do espectro político – além de Ciro, Guilherme Boulos (Psol) e Marina Silva (Rede). Acompanhado de sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), o petista aproveitou para alfinetar seu rival no segundo turno. “Não andamos armados.”

Recuperando-se da faca que quase o matou em 6 de setembro, Bolsonaro veiculou um vídeo ao vivo em suas redes sociais e, lendo um texto escrito para a ocasião, disse que se cercaria de nomes técnicos em seu eventual governo. O deputado disse ainda que a troca de favores e o loteamento de cargos não terá vez caso seja eleito presidente.

Pesquisa Brasilis/Genial revela como os eleitores avaliam seus candidatos

Uma pesquisa das intenções de votos à Presidência da República, feita pelo Instituto Brasilis e contratada pela Genial Investimentos, divulgada nesta quinta-feira (27), inova ao traçar o perfil dos candidatos na visão do eleitorado brasileiro.
É a segunda pesquisa divulgada pelo Instituto, que ouviu 1 mil pessoas, feita por telefones fixo e móvel, de modo aleatório, entre os dias 25 e 26 de setembro, com uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Mas o que difere o levantamento de outros foi a pergunta relacionada aos “atributos dos candidatos”. Tratam-se de palavras-chave que indicam o que motivam os votos dos eleitores, também chamados de “key-drivers do voto”.
Nesse quesito, foram testados seis atributos de imagem: “combater a corrupção”, “ser pulso forte”, “tomar de volta o Brasil das mãos dos ricos”, “entender o problema dos pobres”, “ser gente como a gente”, e “fazer as pessoas comprarem e consumirem mais”.
De acordo com o cientista político e sócio-diretor do Instituto Brasilis, Alberto Carlos Almeida, a pesquisa detectou que cada candidato se caracteriza da seguinte maneira para o eleitorado:
Bolsonaro: o candidato que tem pulso forte para combater a corrupção;
Haddad: o candidato do social, tem o mesmo perfil de Lula em 2002 e 2006 e Dilma em 2010 e 2014;
Alckmin: os eleitores que ficaram com ele o valorizam mais por seu perfil social e, por isso, no segundo turno a maioria deles opta por Haddad;
Ciro: é o candidato que tem pulso forte para aumentar o poder de compra da população, e a proposta do SPC foi importante para formar esse perfil;
Marina: é a candidata que está ao lado do povo, mas não está associada à resolução de problemas, tal como a corrupção e o consumo da população.
De acordo com Almeida, duas características de Bolsonaro são a marca forte do candidato, uma vez que os números escolhidos para estas expressões (34,3% para “combater a corrupção” e 36,6% para “ser pulso forte”) se distanciam muito da média geral do presidenciável, que é de 27,9%.
Da mesma forma, isso revela, na visão do cientista político, “que seus eleitores têm poucos motivos destacados para votar nele”.
Já aqueles que votam em Marina Silva, Ciro Gomes e aqueles eleitores que restaram com Alckmin “têm características semelhantes aos eleitores de Haddad”, voltadas ao social.
Na visão de Almeida, a mudança no perfil de Alckmin, que até então não eram associados a medidas sociais, para o povo, ocorre porque o tucano perdeu os eleitores de centro-direita.
As características que os eleitores de Geraldo Alckmin assinalam é reveladora, demonstrando que ele “perdeu o eleitor típico do PSDB para o Bolsonaro, em particular por causa da característica ‘ter pulso forte, decidido’ que nas eleições anteriores esteve sempre exclusivamente associada ao candidato tucano”, apontou.
Assim, o diretor do Instituto Brasilis, responsável pela pesquisa, conclui que “o PSDB foi esvaziado pelo Bolsonaro”, e que, por isso, Alckmin não tem mais chances na corrida eleitoral: “ele já não consegue trazer para si o eleitor de centro direita”.
A pesquisa também registra o crescimento consistente da candidatura de Fernando Haddad (PT) e a queda de intenções de voto de Jair Bolsonaro (PSL).
No levantamento, Haddad teve um aumento de quatro pontos percentuais, atingindo 22% das intenções registradas, e Bolsonaro aparece com 27%, uma diminuição de três pontos percentuais em comparação ao levantamento anterior, divulgado no dia 21 de setembro.
Na simulação de segundo turno, Haddad vence com 44% das intenções de voto, contra 36% de Jair Bolsonaro, uma inversão na vitória de Haddad, em comparação à semana anterior, quando o candidato da extrema direita ganhava por 43% contra 39% do petista.
No relatório divulgado pela Genial Investimentos, Alberto Almeida também aponta que o aumento das intenções de voto do candidato do PT ocorre “em ritmo mais lento”, ainda que “sem sinais de reversão da tendência de fortalecimento”.
Enquanto que o enfraquecimento de Bolsonaro estaria, em sua visão, associado a ausência do candidato nos debates e atividades de campanha, além dos ataques da equipe de campanha do PSDB e à reação negativa de parte da sociedade, principalmente o eleitorado feminino.
Por fim, Almeida acredita que o resultado de Bolsonaro versus Haddad em um segundo turno já está definido: “Para que um dos demais candidatos se torne capaz de ir ao segundo turno, deslocando ou Bolsonaro ou Haddad, é preciso retirar para si, ao menos, 0,8 ponto percentual por dia dos candidatos favoritos a se qualificarem para o segundo turno. Não há sinais consistentes de que isso possa ocorrer”, concluiu.
Leia a íntegra do relatório da pesquisa abaixo ou clique aqui para download do arquivo

Mourão pode ter sepultado Bolsonaro ao defender o fim do 13º salário

Mourão afirmou que 13º e adicional de férias são “mochila nas costas de todo empresário”

O candidato a vice-presidente na chapa do deputado presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Hamilton Mourão, em campanha no sul do país, criticou o direito a férias e o pagamento de 13º salário a trabalhadores. Bolsonaro desautorizou o vice pelo Twitter e afirmou que, ao criticar o 13º, Mourão faz “uma ofensa a quem trabalha” e “confessa desconhecer a Constituição”.

Para Mourão, os direitos previstos aos trabalhadores são “jabuticabas” – ou seja, só ocorrem no Brasil – e “mochila nas costas de todo empresário”. “E temos algumas jabuticabas que a gente sabe que é uma mochila nas costas de todo empresário” (sic), diz Mourão, que prossegue citando o 13º salário como um das “jabuticabas”.

“Se a gente arrecada 12 [meses] e pagamos 13? E [o país] é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais”, disse o general da reserva.

Analistas afirmam que a medida em que os trabalhadores tomem conhecimento da determinação isso traga prejuízos a candidatura de Jair Bolsonaro.

Acompanhe abaixo o vídeo

Em debate do SBT, Cabo Daciolo enquadra Ciro e Meirelles e Alckmin se enrola com escândalo da merenda

Cabo Daciolo

O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, disse que o seu adversário do PDT, Ciro Gomes, queria uma chapa “dream team” (equipe dos sonhos, em tradução livre) que incluísse o petista como candidato a vice. Disse ainda que Ciro o convidou para o posto. A revelação foi feita em debate no SBT realizado nesta quarta-feira (26), em parceria com o jornal Folha de S.Paulo e o portal UOL.

O assunto veio à tona quando Ciro Gomes, dirigindo-se a Marina, disse que o PT não teria vez em uma eventual gestão pedetista (“Neste momento, o PT representa uma coisa muito grave para o país”, disse). Em seguida, no trecho do debate em que profissionais de imprensa fizeram perguntas aos candidatos, o jornalista Fernando Canzian (Folha) quis saber se Haddad, um dos advogados inscritos para visitar Lula na cadeia em Curitiba (PR), onde o ex-presidente cumpre pena desde 7 de abril, continuaria a fazê-lo depois de eleito – o jornalista perguntou se Haddad não seria um “candidato teleguiado” que, uma vez no poder, manteria “uma ponte-aérea entre Brasília e Curitiba”.

“Ele está injustamente preso. A sentença que o condenou não para em pé. Não apresentaram uma única prova contra ele e eu não vou descansar enquanto ele não tiver um julgamento justo. Inclusive no exterior, porque na Organização das Nações Unidas [ONU] já se prevê um julgamento de mérito, no primeiro semestre do ano que vem, pela perseguição que ele vem sofrendo”, reclamou Haddad, afastando em seguida a insinuação de que governaria com Lula.

Fernando Haddad disse que recebeu convite de Ciro para ser o seu vice de chapa

“Não é assim que funciona um governo. Um governo é composto por várias forças políticas que assinam um compromisso com o programa aprovado nas urnas. Acabo de ver o Ciro Gomes dizer que não pretende governar com o PT, mas poucos meses atrás me convidava para vice-presidente na sua chapa, e chamava essa chapa de ‘dream team’, o time dos sonhos. Não é assim que se faz política, demonizando quem está com junto você circunstancialmente”, reclamou Haddad.

Assista à íntegra do debate:

Antes dessa discussão, Ciro já havia questionado os planos do petista para obras de infraestrutura e de desenvolvimento regional, acrescentando que a tarefa requer experiência. “O Brasil precisa de fato de um presidente que entenda a democracia de seu país”, disse Ciro Gomes, que citou obras paradas como herança dos governos petistas e, depois do impeachment de Dilma Rousseff (PT), de Michel Temer (MDB).

Haddad rebateu a declaração e disse que todas as obras estão paradas em razão das restrições impostas pela Emenda Constitucional 95, uma das primeiras medidas do governo Temer, que congelou teto de gastos para investimentos por 20 anos.

Oito presidenciáveis participaram do debate – além de Haddad e Ciro, foram ao estúdio do SBT Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (Psol), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). O único candidato ausente foi o líder nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro (PSL), que está desde 6 de outubro, quando foi esfaqueado, internado no Hospital Albert Einstein, fora de risco de morte.

Daciolo de volta

“O senhor ficou doente e correu para o Sírio-Libanês. E o povo? O povo corre pra onde? Por que o senhor não foi para um hospital público?”

O debate no SBT, mediado pelo âncora Carlos Nascimento, marcou a volta do candidato Cabo Daciolo aos debates televisivos e à própria corrida presidencial – ele se retirou em jejum de 21 dias, iniciado em 5 de setembro, em um já folclórico morro no Rio de Janeiro. Deputado federal, o soldado do Corpo de Bombeiros evangélico voltou a roubar a cena com suas constantes citações religiosas e o “glória a Deus” que já virou bordão de campanha.

Daciolo inclusive tomou para si a frase com que Ciro Gomes, no debate da TV Bandeirantes em 10 de agosto, devolveu-lhe uma acusação sobre a fictícia “Ursal”, que seria a “União das Repúblicas Socialistas Latinoamericanas”, e a respeito da suposta paternidade do Foro de São Paulo (“A democracia é uma delícia, uma beleza. Eu dei a vida inteira por ela, e continuarei dando, mas ela tem certos custos”, disse Ciro na ocasião).

Daciolo usou a frase por duas vezes, uma delas para rebater o próprio Ciro e outra para questionar Meirelles. Primeiro dirigiu a Ciro uma pergunta sobre propostas do pedetista para o setor da saúde. Encerrada a resposta, o deputado provocou. “A democracia é uma delícia… O senhor ficou doente e correu para o Sírio-Libanês. E o povo? O povo corre pra onde? Por que o senhor não foi para um hospital público?”, indagou, referindo-se ao procedimento a que Ciro foi submetido ontem (terça, 25) no hospital paulista.

Ao contrário do debate na Band, Ciro não ironizou a colocação de Daciolo e se limitou a responder que foi convidado a ser tratado por um colega médico. Em seguida, admitiu dispor de plano de saúde. “Tenho plano de saúde e não sou demagogo para dizer o oposto”, disparou o pedetista, encerrando a discussão.

“Democracia é muito boa mesmo… A democracia é uma delícia. Estamos diante da pergunta de um banqueiro para um cabo do Corpo de Bombeiros”

Depois sobrou para Meirelles, ex-ministro da Fazenda de Temer frequentemente associado a banqueiros e ao mercado financeiro. Ao responder a uma pergunta do ex-ministro sobre propostas de redução da pobreza, Daciolo fustigou. “Democracia é muito boa mesmo… A democracia é uma delícia. Estamos diante da pergunta de um banqueiro para um cabo do Corpo de Bombeiros”, ironizou o deputado.

“Se você quiser continuar se candidatando à presidência da República, você vai ter que estudar um pouco mais. Nunca fui banqueiro”, devolveu Meirelles, que mais uma vez defendeu no debate suas realizações como homem das finanças e com experiência em gestões de ministérios, Banco Central (no governo Lula) e grandes corporações multinacionais.

Acusações

Haddad foi um dos mais acionados no debate. Mas – agora que se posiciona em segundo lugar em pesquisas de intenção de voto, com chance de disputar o segundo turno – sem voltar à condição de alvo de todos os adversários, como aconteceu no encontro anterior, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na TV Aparecida, em 20 de setembro.

Na sua vez de interrogar Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente de Lula que apoiou Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno, nas eleições de 2014, o petista lembrou que ela se posicionou a favor da terceirização e da reforma trabalhista, duas das pautas mais impopulares da gestão Temer. “Você participou desse movimento pelo impeachment e ajudou a colocar Temer lá, para consequências conhecidas”, atacou o ex-prefeito de São Paulo.

“É muito engraçado, Haddad, você vir falar de impeachment, quando você foi pedir apoio a Renan Calheiros [MDB-AL], que também apoiou o impeachment”, rebateu a ex-ministra, referindo-se à aliança do ex-presidente do Senado e de seu grupo político com o PT em Alagoas.

Mais do mesmo

“Você é o Sérgio Cabral que não está preso! Cadê o dinheiro da merenda?”

No mais, o que se viu foi Geraldo Alckmin, em decadência em pesquisas de intenção de voto, com seu discurso de experiência e como representante anti-PT; Alvaro Dias com sua fala sobre moralidade e em defesa da “refundação da República”; e Guilherme Boulos, líder máximo do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), fiel à sua estratégia de enquadrar os “representantes do sistema” e fazer da melhor defesa o ataque. Logo na primeira pergunta, Boulos escolheu Alckmin e sapecou:

“Cadê o dinheiro da merenda?”, vociferou o candidato do Psol, referindo-se ao caso que ficou conhecido como “máfia da merenda escolar”, escândalo de desvio de dinheiro público que abalou o PSDB paulistano entre 2015 e 2016. Em resumo, trata-se de esquema de corrupção em que a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) forjava a compra de alimentos de pequenos agricultores para alimentação escolar, mas na verdade os produtos eram adquiridos junto a grandes fornecedores.

Alckmin até tentou se manter no âmbito da pergunta de Boulos sobre a gestão do setor de saúde em São Paulo durante o governo tucano. “São Paulo tem a melhor rede de ensino técnico da America Latina, tem as melhores universidades do país. Não fechamos nenhuma escola”, respondeu. Mas, diante da insistência do adversários na réplica (“O sentimento do povo nas ruas, Alckmin, é o de que você é o Sérgio Cabral que não está preso!”), o tucano acusou o golpe.

“Esse é o nível do candidato à presidência da República. Tenho quarenta anos de vida pública e sempre trabalhei, nunca fui desocupado, nunca invadi propriedade. Não tenho nenhuma condenação em 40 anos de vida pública”, rebateu o tucano, acrescentando que foi seu governo que descobriu o escândalo da merenda escolar – na verdade, as investigações foram feitas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo e culminaram na acusação de membros do PSDB e de sua base aliada na Assembleia Legislativa do estado (Alesp).

Foram convidados ao debate os candidatos que integram partidos ou coligações com pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional. O encontro durou cerca de uma hora e 45 minutos e foi dividido em três blocos. A dez dias das eleições, ainda restam debates nas emissoras Record e Globo.

Eleitor concentra votos em Haddad e Bolsonaro e se afasta do centro

O resultado da pesquisa Ibope divulgada na noite de ontem reforça a polarização da campanha a menos de duas semanas das eleições. O levantamento apresenta dois pelotões na corrida. O primeiro, formado por Jair Bolsonaro, do PSL, com 28% das intenções de voto, e o segundo por Fernando Haddad, do PT, com 22%, que estão a mais de dez pontos, no mínimo, dos terceiro, quarto e quinto colocados: Ciro Gomes (PDT), 11%, Geraldo Alckmin (PSDB), 8%, e Marina (Rede), 5%.

A pesquisa confirma a tendência de que o eleitor se afastou do centro, indo em direção aos polos representados pelos candidatos do PSL e do PT. Enquanto Bolsonaro parece não subir, Fernando Haddad, a partir da conquista de eleitores do sexo feminino e da classe de menor renda, que até então eram os mais indecisos, cresceu três pontos percentuais.

Na rabeira, aparecem João Amoêdo, do Novo, com 3%, Alvaro Dias, do Podemos, e Henrique Meirelles, do MDB, com 2%, e Guilherme Boulos, do PSol, com 1%. Cabo Daciolo, Vera Lúcia, João Goulart Filho e Eymael não pontuaram.

Em relação aos levantamentos anteriores do Ibope, Bolsonaro aumenta a sua rejeição – 42% a 46% – e perde intenção de voto nos cenários de segundo turno. O deputado, que está internado desde o início de setembro no Hospital Albert Einstein e impossibilitado de participar de debates e atividades de campanha, sairia derrotado se fosse confrontado por Ciro (46% a 35%), Haddad (43% a 37%) e Alckmin (41% a 36%) na segunda etapa. O líder das pesquisas empataria somente com a ex-senadora Marina Silva (39% a 39%), que despenca nos levantamentos.

Toffoli não acredita na hipótese de eleições contestadas como em 2014

O presidente da República em exercício, ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), não acredita na possibilidade de “terceiro turno”. Para ele, as eleições não serão contestadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como em 2014 

A avaliação de Toffoli é de que todos os candidatos que, hoje, disputam as eleições, têm conhecimento sobre o processo eleitoral. “Tenho certeza que eles têm clareza de que o respeito às regras do jogo faz parte da possibilidade de uma vitória em um eventual segundo turno. Ninguém vai se arriscar a desafiar a democracia no Brasil. Nós estamos atentos a defender a democracia”, declarou.

O otimismo de Toffoli, no entanto, não encontra amparo nas últimas declarações do candidato Jair Bolsonaro (PSL). A candidatura do capitão reformado do Exército protocolou representação no TSE reiterando a possibilidade de fraude às urnas eletrônicas. Acusa, ainda, o PT de disposição para alterar o pleito. O deputado lidera as pesquisas de intenção de voto e o candidato petista, Fernando Haddad, aparece em segundo. Do Correio Braziliense, editado.

“1 milhão de mulheres vão as ruas acertar as contas com Bolsonaro”, diz deputado

O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) usou sua conta no Twitter para reforçar o protesto das mulheres contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no próximo dia 29 de setembro no Largo da Batata (SP). “Se o Alexandre de Moraes alivia pro Bolsonaro no STF das denúncias de racismo, as mulheres vão acertar as contas com ele! Dia 29 de setembro, no Largo da Batata, vamos às ruas pra dizer ‘Bolsonaro não'”, afirmou o congressista no Twitter. O grupo do Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, criada para combater as ideias misóginas e preconceituosas de Bolsonaro reuniu em poucos dias mais de 1 milhão de seguidoras contra o candidato.

“Se o Alexandre de Moraes alivia pro Bolsonaro no STF das denúncias de racismo, as mulheres vão acertar as contas com ele! Dia 29 de setembro, no Largo da Batata, vamos às ruas pra dizer ‘Bolsonaro não'”, afirmou o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP)

Ao citar o ministro do STF, o congressista fez referência à decisão ao voto pela rejeição da denúncia contra o presidenciável do PSL. O julgamento, suspenso há duas semanas, estava empatado em 2 a 2 e coube ao ministro Alexandre Moraes dar o voto de desempate. Já tinham votado a favor de rejeitar a denúncia o relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, e Luiz Fux. Para receber a denúncia e transformar Bolsonaro em réu votaram os ministros Roberto Barroso e Rosa Weber.

A denúncia contra Bolsonaro -líder nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto- foi oferecida pela PGR em abril e se refere a uma palestra que o candidato deu no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, no ano passado. Na ocasião, na avaliação da PGR, Bolsonaro fez um discurso de incitação a ódio e preconceito direcionado a diversos grupos, como culpar indígenas pela não construção de hidrelétricas em Roraima.

Em seu voto de minerva, Moraes entendeu que, por mais “grosseiras”, “vulgares” e que denotam desconhecimento do assunto, as declarações de Bolsonaro não chegaram a extrapolar as garantias da imunidade parlamentar que ele possui.

*Com informações da Agência Reuters

 

‘MULHERES UNIDAS CONTRA BOLSONARO’ JÁ SÃO MAIS DE 1 MILHÃO E VÃO ÀS RUAS

Grupo do Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, criada para combater as ideias misóginas e preconceituosas de Bolsonaro reuniu em poucos dias mais de 1 milhão de seguidoras contra o candidato de extrema direita. Com a adesão surpreendente, o grupo pretende realizar atos em diversas cidades do país contra o fascismo e a extrema direita ainda em setembro.

“Então somos 1 MILHÃO, um milhão de vozes que gritam e exigem serem ouvidas, somo um milhão de olhos que miram um futuro que nos contemple, um milhão de braços erguidos pela luta, um milhão de corpos que existem e resistem, de corpos que não aceitam serem violados, deixados de lado. Somos um milhão de MULHERES que não performam o papel de coadjuvantes! SOMOS PROTAGONISTAS, SENHORAS DE NOSSOS DESTINOS! Queremos alguém que nos represente, que esteja de acordo com nossas necessidades, com nossas pautas! Não aceitaremos menos, NENHUMA A MENOS, POIS JUNTAS SOMOS MAIS FORTES!”, escreveu Ludmila Teixeira, uma das administradoras da página.

“O primeiro milhão de mulheres contra o Bolsonaro! É uma marca histórica em meio a tantos retrocessos e perseguições políticas! Estamos muito felizes de poder fazer parte deste momento, não está sendo fácil, mais aos poucos vamos conseguir mudar a realidade. Que esse marco seja também uma homenagem a nossas antepassadas, que com muita luta conseguiram colocar a mulher como ser político dentro da sociedade. Nosso discurso não bate, argumenta, não pune … ensina!”, completou.

O grupo fechado, que aceita apenas mulheres, viu o número de mulheres inscritas na página crescerem mais de 250 mil participantes em menos de 24 horas e recebe cerca de 10 mil pedidos de adesão a cada hora. Diante da procura, o grupo de moderadoras foi ampliado para cerca de 50 pessoas, além das nove administradoras da página.

Segundo uma das administradoras da página, a professora Maíra Motta, “o grupo foi criado para ser uma organização das mulheres contra o fascismo”. Outra colaboradora, Janete Moro, destaca que o grupo agrega mulheres com “uma diversidade de inclinações políticas de maioria no campo da esquerda, com um ponto em comum que é combater Bolsonaro e as forças fascistas promovidas pela mídia golpista”. Segundo as regras postadas no perfil da página não são permitidos discursos de ódio, bullying, promoção, spam ou postagens sobre outros candidatos.

Diante da mobilização, o grupo pretende realizar atos em diversas cidades do país contra o fascismo e a extrema direita. “Mulheres que se opõem à candidatura de Jair Bolsonaro não se calarão. Juntas, diversas, apoiadoras de diversas candidaturas dizem não ao crescimento da intolerância, recusam discursos de ódio, sexistas, homofóbicos, racistas”, diz a convocação para a manifestação marcada para o próximo dia 27, no Largo da Batata, em São Paulo. Mais de 11 mil pessoas já confirmaram que irão participar do evento.

A rejeição de Bolsonaro é grande entre as mulheres. Apesar de liderar a disputa presidencial com 24% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (10), e possuir 17% da intenção de voto do eleitorado feminino, ele é rejeitado por 49% delas. As mulheres somam 52% do total de eleitores do Brasil.

Bolsonaro, que foi esfaqueado durante um ato de campanha em Minas Gerais, já foi denunciado pelo crime de racismo por ter  usado expressões acintosas e discriminatórias contra vários grupos sociais.

“Fui em um quilombola [sic] em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador eles servem mais. Mais de um bilhão de reais por ano gastado [sic] com eles”, disse Bolsonaro durante um evento.

A denúncia, porém, acabou rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (11). Ele também é processado pela deputada federal Maria do Rosário (PT) por apologia ao estupro. Em 2014, Bolsonaro afirmou que a parlamentar “não merecia ser estuprada”.

O futuro nas mãos do voto feminino

Newsletter de O Globo aos assinantes sobre as próximas eleições:

Na eleição mais indefinida desde a redemocratização, por conta do enorme contingente de indecisos, as mulheres, 52,5% dos eleitores, são um desafio adicional para os candidatos: 80% ainda não escolheram um nome (54% estão indecisas e 26% declaram voto branco ou nulo). Entre os homens, esse índice é de 58%. A saúde é a área considerada prioritária para 46% delas.

“Você tem que maneirar”

Ainda sobre as eleições, a edição deste domingo traz conselhos de quatro colegas da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) para o candidato Jair Bolsonaro. Cadetes em 1977, quatro deles são generais de quatro estrelas na ativa, a mais alta patente do Exército.

Dando as cartas da cadeia

Reportagem revela como Lula, preso há cem dias, continua gerenciando as movimentações políticas do PT. O ex-presidente recebe até gravações das reuniões do partido em sua cela da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. do OExpresso

Bolsonaro é assediado por mulher e se esconde no banheiro do aeroporto.

O pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ) se “escondeu” dentro do banheiro do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na tarde desta terça-feira (3/7).

O deputado entrou no banheiro masculino para escapar de uma mulher que disparava palavras contra ele e passou a cercá-lo na sala de embarque do terminal, de acordo com a coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo. A confusão foi contida e Bolsonaro não registrou ocorrência na polícia.

Inteligência artificial revela as estratégias dos presidenciáveis no Instagram

Lula, Bolsonaro, Marina, Ciro e Alckmim: estudo inédito mostra como cada um deles quer ser visto pelos mais de 50 milhões de brasileiros que utilizam o Instagram

Lula, o “filho do Brasil”, sempre nos braços da multidão. Jair Bolsonaro, o trabalhador, um político em movimento, seja no Congresso, seja em atividades de pré-campanha. Marina Silva, a persistente, a mulher que dá entrevistas, participa de eventos e que gosta de produzir frases de efeito. Ciro Gomes, o “Cirão da massa”, o homem do povo. Geraldo Alckmin, o político que faz, o candidato com realizações concretas para mostrar.

Essas são as imagens que os candidatos líderes das pesquisas presidenciais tentam projetar por meio de uma das principais mídias sociais, o Instagram, que é acessado mensalmente por mais de 50 milhões de usuários brasileiros. As conclusões são de um estudo inédito, que concilia rigor acadêmico com técnicas de inteligência artificial e computação visual, a análise revela diferenças importantes entre os presidenciáveis.

Para produzir o trabalho Em busca do melhor ângulo: a imagem dos presidenciáveis no Instagram – uma análise quanti-qualitativa com inteligência artificial, o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (Ibpad) analisou todas as imagens publicadas neste ano no Instagram por Lula (PT) – cuja condenação e prisão na Operação Lava Jato põem sua pré-candidatura em xeque –, Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

“A gente aplica a inteligência artificial para analisar e descobrir objetos e conceitos que por vezes ficam subjacentes. O objetivo é analisar estratégias e quais tipos de elementos os pré-candidatos a presidente estão utilizando para se posicionar no período pré-eleitoral”, explica o coordenador do projeto e diretor de Pesquisa em Comunicação do Ibpad, Tarcizio Silva. “Por exemplo, o Alckmin é o que mais publica sobre iniciativas, de fato. O Lula é quem mais publica fotos de multidão, fotos com o povo. Conceitos de militarismo estão associados a Bolsonaro, ele utiliza isso de forma estratégica”, acrescentou Tarcizio, que é mestre e doutorando em Comunicação.

Nada é por acaso

O estudo parte do pressuposto de que não há escolhas aleatórias quando se trata de postagem em redes sociais. “Queremos comunicar aos espectadores controlando – na medida do possível – o modo pelo qual seremos enxergados pelo público. No caso de políticos, esse controle é – ou deveria ser – muito mais refletido, já que o aparato imagético publicado na internet ajuda a formar a sua figura pública”, diz o relatório.

Faz mais de uma década que as mídias sociais têm relevância, e relevância crescente, no complexo de comunicação que envolve as campanhas políticas no Brasil e no mundo. Plataformas como Facebook, Twitter e Youtube são usadas para criar uma linha de contato mais direta entre candidatos e público. O uso eleitoral do Instagram é fenômeno mais novo, assim como a própria plataforma. Nesse aspecto, o estudo explora uma área de investigação incipiente no país. Incipiente e reveladora.

O Instagram, aponta o pesquisador sueco Kirill Filimonov, tem sido cada vez mais usado estrategicamente em campanhas políticas com os objetivos de: 1) disseminar mensagens; 2) mobilizar eleitores; 3) gerenciar a imagem do candidato e; 4) amplificar e complementar outros canais de comunicação direta com os eleitores.

Para analisar as postagens dos pré-candidatos a presidente, os especialistas do Ibpad usaram um recurso de inteligência digital desenvolvido pelo Google, o Google Vision. A ferramenta permite “ler” expressões faciais e reconhecer os elementos presentes em uma imagem, como objetos, lugares, ações, pessoas e marcas. Uma das suas vantagens é que ela possibilita agrupar, por similaridade, grande quantidade de imagens com mais precisão e muito mais velocidade do que um ser humano é capaz. Feito o agrupamento, entra em ação a inteligência humana, insubstituível na interpretação dos dados visuais e textuais.

(Um parêntesis breve pros nerds na escuta. Da coleta à análise final, os pesquisadores do Ibpad usaram, além do Google Vision API, as seguintes ferramentas: Netlytic, LibreOffice, Notepad++, Gephi Memespector, ImagenetPlotter, Inkscape e, claro, Python).

O quinhão de cada um(a)

Rede social favorita de alguns milhões de brasileiros, sobretudo dos estratos populacionais urbanos mais jovens, o Instagram é um território em que o deputado militar Jair Bolsonaro demonstra grande vantagem sobre os seus concorrentes. Dos pré-candidatos à Presidência da República, ele é o único que acumula mais de 1 milhão de seguidores no Instagram.

Lula, o segundo colocado, tem menos de 260 mil seguidores. Marina, Ciro  e Alckmin ficam com números entre 95 mil e 120 mil.

O ex-governador de São Paulo é quem mais publica. Foram 514 posts nos primeiros cinco meses de 2018. Ciro foi o menos presente no Instagram: publicou apenas 16 imagens no mesmo período.

Veja a seguir como saem (literalmente) na foto os presidenciáveis que lideram as pesquisas.

Bolsonaro – contra os políticos


Líder no Instagram tanto em número de seguidores quanto em engajamento, Jair Bolsonaro é, dos cinco, o que deixa mais claro que está em plena campanha. Conforme o Ipad, ele “utiliza seu perfil no Instagram para mostrar trabalho, sendo frequentes pronunciamentos sobre questões importantes para seu eleitorado, imagens de eventos da pré-campanha e fotografias de momentos de trabalho do parlamentar”.

Mas o deputado também privilegia registros que põem em evidência a sua popularidade. Imagens mostrando mobilização popular ou o seu contato com simpatizantes são comuns. Também fica claro o pouco apreço que o parlamentar demonstra em relação a outros políticos. Quando são mencionados, ainda que de forma indireta, eles sofrem críticas. Os dois políticos mais criticados em seu perfil são Lula e Alckmim. Os posts de Bolsonaro trazem ainda referências constantes ao Exército, à bandeira nacional e à ideia de autoridade que o candidato pretende encarnar.

Tarcizio, o coordenador do estudo, enfatiza que isso é “elemento distintivo” nos posts de Bolsonaro. Somente neles, aparecem coisas que remetem à ideia de militarismo, como fardas e referências ao Exército. Perfis ligados ao Exército e ao PSC (partido conservador cristão ao qual o deputado foi filiado) também estão na rede de usuários que gravitam em torno de Bolsonaro.

* Fonte: Ibpad

Lula – gente como a gente


Segundo a pesquisa, Lula aposta numa abordagem mais “humanizadora” da sua figura, utilizando-se principalmente do seu carisma pessoal e de sua capacidade de causar comoção popular como “combustível para reforçar a sua imagem de ‘filho do Brasil’”. Ou seja, de um cidadão comum que, chegando ao poder, não perdeu suas raízes nem o compromisso com a maioria pobre da nação.

No Instagram, as imagens postadas no perfil de Lula são abundantes em registros sobre manifestações populares, contatos com fãs e com a militância do PT. Também há muitas fotos mostrando o apoio que o ex-presidente recebeu antes de ser preso, em 7 de abril. Imagens de campanha e de aliados políticos, além de fotos com familiares e registros de sua trajetória de vida, também são constantes no perfil do petista. “A mobilização popular em torno da figura de Lula reuniu diversas imagens de fãs, eleitores e simpatizantes em imagens de apoio – principalmente após a sua prisão. Menos frequente, mas ainda proeminente, foi o endosso de artistas/pensadores”, afirma o estudo.

* Fonte: Ibpad

Ciro – o menos conhecido


No caso de Ciro Gomes, três são os eixos principais de sua apresentação na rede social: atos de campanha/contato com simpatizantes, posicionamentos político-ideológicos e registros com a família.

“Ciro Gomes, que adotou em estratégia populista também o cômico apelido de ‘Cirão da Massa’, utiliza seu perfil no Instagram para reforçar a imagem de homem do povo. Seja em interação direta com eleitores ou em eventos políticos, o deputado está sempre em contato com o público”, observa o estudo do Ibpad.

A pesquisa também destaca que ele é, dos cinco presenciáveis analisados, o menos conhecido pelo público. Daí, suspeitam os pesquisadores, “a presença de várias imagens do candidato com membros da sua família”, o que o Ibpad interpreta como “uma estratégia para aproximar o candidato do seu público”.

* Fonte: Ibpad

Marina – a persistente


Trajetória política, contato com apoiadores e registros familiares são a tônica das imagens publicadas no perfil da ex-senadora, ex-ministra do Meio Ambiente e idealizadora da Rede.

“Marina Silva demonstra sua persistência também no Instagram: o perfil da senadora consiste, majoritariamente, em imagens com foco na campanha, seja em frases de efeito, posicionamento político e/ou atividades de trabalho (entrevistas, eventos etc.)”, aponta o relatório do Ibpad.

O tom das postagens é, em geral, de conclamação à militância. Alguns posts, por exemplo, buscavam mobilizar a sociedade pelo fim do foro privilegiado, que dá a um grupo restrito de autoridades – incluindo parlamentares federais e ministros de Estado – o direito de ter os seus crimes julgados exclusivamente pelo Supremo Tribunal Federal (essa regra foi revista recentemente e agora o STF só julga casos ocorridos durante o exercício do mandato).

* Fonte: Ibpad

Alckmin – gente que faz

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin é o presidenciável mais ativo no Instagram. Publica mais do que qualquer outro dos seus principais adversários, mas perde de todos eles em termos de média de engajamento por post.

Ele valoriza, acima de tudo, sua experiência como gestor. “Geraldo Alckmin exibe no Instagram diversas iniciativas e realizações que promoveu enquanto líder do estado. São imagens que reafirmam a eficiência do seu governo, tanto empírica (fotos em obras visitas, etc) quanto imageticamente (ilustrações com mensagens informativas)”, destaca o estudo.

A ideia é passar o conceito de que o político, que governou São Paulo por quatro vezes, está #preparadoparaobrasil, conforme a hashtag que ele utiliza. Fotos com eleitores são bem mais raras em seu perfil no que de outros candidatos. Quando aparecem, elas cumprem a função de humanizar o candidato e de retratá-lo “em situações cotidianas e mais mundanas”, acentua o Ibpad.

*Fonte: Ibpad