Arquivos de Tag: Bolsonaro

Jesus está bem demais de amigos!

Bolsonaro: incitação ao estupro, misoginia, xenofobia, apologia à tortura e ao racismo.

Flávio Rocha: condenado por trabalho escravo.

Magno Malta: indiciado na Máfia dos Sanguessugas.

“Bispa” Sonia Hernandes: estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Gilmar Mendes, Bolsonaro, Huck, Lula, Cunha, Temer… as “vítimas” das marchinhas do Carnaval 2018

No país onde a realidade surpreende constantemente a ficção, a política é grande fonte de inspiração para a maior festa pagã. Em todo Carnaval é assim: a tragédia política brasileira se repete na farsa de marchinhas bem-humoradas e provocativas. A sátira persegue, principalmente, quem está em maior evidência no momento.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Michel Temer, o ex-presidente Lula, o pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ), o apresentador Luciano Huck, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), e o empresário Joesley Batista estão entre as figuras lembradas. Evidentemente que há muito mais por aí. Outras devem ganhar os clubes e as ruas nos próximos dias. O blog Caso de Política apresenta, a seguir, uma seleção de marchinhas políticas para 2018. No vídeo de cada uma delas é possível ver a respectiva autoria:

Alô, alô, Gilmar

Habeas corpus do Barata

É melhor Jair, já ir embora

Bolsonaro e a Marchinha da Turma do Fuzil

Marchinha do Luciano Huck

Tio Lul lá no xilindró

Tem que manter, isso, viu…

Temer e a reforma da Previdência

Joesley e sua turma: É cana!

O folião, deus e o prefeito

Hino do Botafogo da lista da Odebrecht

Moreira Franco, o meu angorá

Libera o Cunha, Doutor!

Os eleitos e os eleitores reclamões. Constatações verdadeiras.

De um internauta:

O povo do Rio de Janeiro elegeu e reelegeu os deputados Eduardo Cunha, Jair Bolsonaro e Cristiane Brasil.

O povo de São Paulo elegeu e reelegeu Paulo Maluf, Tiririca e Marco Antônio Feliciano.

E depois gritam alto que 0 Nordeste não sabem votar.

Bolsonaro propõe cuidar de “cáries” para evitar “bebês prematuros”.

O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ), segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para a presidência da República Federativa do Brasil em 2018, falou em entrevista coletiva na cidade de Manaus (AM) realizada no última quinta-feira (14) sobre suas propostas para a área da saúde caso seja eleito. A fala que beirou o nonsense não teve repercussão na mídia tradicional mas desde segunda-feira (18) que o vídeo com suas ideias “clínicas” está circulando com força nas redes.

Ele disse que, como os gastos como neonatal no Brasil são “altíssimos”, vai encaminhar as mulheres grávidas, já no pré-natal, a um dentista. O objetivo: evitar que elas tenham cáries e, por consequência, partos prematuros.

“Uma criança que nasceu precocemente tem um gasto altíssimo no neonatal. E por que temos muito prematuro no Brasil? A primeira questão, segundo diz os médicos, é uma questão de cárie. Então, quando for fazer o pré-natal, a ideia é já mandar para um dentista”, disse.

Médicos tem a infecção dentária como um dos motivos que podem causar um parto prematuro – mas não chega a ser o principal deles. O que mais causa partos prematuros no Brasil é a má formação do feto logo no início da gestação e histórico de pressão alta da mãe.

Em sua curta fala sobre o tema saúde, o deputado federal ainda falou sobre o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e como cortar os gastos sobre esse tipo de tratamento. Sua ideia é “contratar profissionais de Educação Física” para “tirar a pressão” das pessoas e detectar hipertensão.

Assista:

Lula se consolida em 1º e Bolsonaro se fortalece no 2º lugar, diz Datafolha.

Lula tem 34% das intenções de voto no principal cenário; em simulação de segundo turno com Bolsonaro, Lula aparece com 51%

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está fortalecido em primeiro lugar em um novo levantamento para as eleições de 2018 feito pelo Datafolha e divulgado neste sábado (2). O petista aparece com 34% da preferência dos eleitores no principal cenário.

A pesquisa mostra também que Jair Bolsonaro (PSC) se consolidou em segundo lugar e aparece isolado na posição com 17% das intenções de voto.

Na sequência, Marina Silva (Rede) – que neste sábado lançou pré-candidatura à Presidência – ocupa o terceiro lugar com 9%, seguida por Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%, mesma porcentagem de Ciro Gomes (PDT).

Os números também apontam: Joaquim Barbosa (sem partido) 5%, Alvaro Dias (Podemos) 3%, Manuela D’Ávila (PCdoB) 1%, Michel Temer (PMDB) 1%, Henrique Meirelles (PSD) 1% e Paulo Rabello de Castro (PSC) 1%.

As intenções de voto branco/nulo, assim como em pleitos anteriores, são significativas:

12%. Outros 2% disseram não saber em quem votar.

Segundo turno

O ex-presidente Lula lidera também os cenários de simulação de segundo turno. Com Bolsonaro, por exemplo, Lula tem 51% das intenções de voto, contra 33% de seu virtual adversário.

Em uma hipotética disputa com Marina Silva no segundo turno, porém, a porcentagem a favor do petista cai para 48%, enquanto a candidata do partido Rede surge com 35%.

Contra Alckmin, Lula volta a subir nas intenções de voto com 52% se disputasse o segundo turno com o tucano, que aparece com 30% neste cenário.

Sem Lula

O Datafolha fez ainda um levantamento sem o ex-presidente Lula concorrendo à presidência. No principal cenário, Jair Bolsonaro tem 21% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (16%), Ciro Gomes (12%) e Alckmin (9%).

Condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso envolvendo o tríplex do Guarujá, no litoral de São Paulo, Lula pode ter sua candidatura barrada se a pena do juiz Sérgio Moro for confirmada em segunda instância.

Como a decisão cabe recurso, o Partido dos Trabalhadores crê que é possível manter seu principal candidato na briga pela Presidência ao menos até o pleito.

O instituto Datafolha fez 2.765 entrevistas entre 29 e 30 de novembro em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Dória e Bolsonaro tem popularidade alimentada pelo ódio à política.

Doria e Bolsonaro: nunca a política esteve em simbiose tão profunda com o marketing

Não sei se todos os leitores assistiram à série Black Mirror. Àqueles que não, recomendo, pelo que diz sobre as formas de dominação política na era das redes sociais. Há nela um episódio especialmente ilustrativo, chamado Momento Waldo.

Waldo foi uma criação virtual, feita para um programa de humor, que atacava os políticos num misto de agressividade e ironia. Levava seu público ao delírio com pegadinhas que encurralavam os “convidados”, destruindo qualquer margem para uma resposta racional.

Pesquisas mostraram a força do “fenômeno Waldo”. Tornou-se candidato – ele mesmo uma criatura virtual – com um discurso fácil de desmoralização da política e do debate. O fenômeno ganhou o mundo, passando por cima de seu criador e de qualquer escrúpulo.

Nunca a política esteve em simbiose tão profunda com o marketing e o espetáculo. Cada gesto é medido de acordo com sinais de audiência, grupos de pesquisa qualitativa e potencial de viralização nas redes.

Essa estereotipação da política foi responsável por acelerar o descrédito dos sistemas de representação “democrática” em todo o mundo. Vivemos uma crise de representatividade em escala global. Só num contexto como este é possível compreender como um bufão, apresentador de reality show, pôde tornar-se presidente dos Estados Unidos.

Trump e Waldo são o mesmo fenômeno. Na esteira da antipolítica, Trump ganhou as eleições, diferenciando-se dos candidatos com “discurso ensaiado”, do “politicamente correto”. Esta lógica desafiou os marqueteiros tradicionais: quanto mais disparates dizia, mais crescia nas pesquisas.

Ao misturar um discurso de senso comum com boas doses de machismo e xenofobia, construiu sua campanha vitoriosa. É evidente que não foi apenas isso. Trump soube mexer com ressentimentos profundos dos norte-americanos, mas sobretudo mostrou que a agressividade e a intolerância podem ser um trunfo para diferenciar-se do político bom moço, padronizado.

Ou seja, a antipolítica não é em si libertadora. Pode ser a porta de entrada do fenômeno Waldo. No Brasil, Waldo pode ser Jair Bolsonaro, ou João Doria, ou qualquer outro que venha a aparecer. A mesma lógica do espetáculo que acentuou a crise de legitimidade da política oferece sua saída trágica para ela.

Por outro lado, esta crise é expressão de frustrações reais e justificadas com as formas de representação. No caso brasileiro, temos um sistema político em pandarecos, incapaz de responder às demandas da maioria da sociedade.

A Nova República, inaugurada com a Constituição de 1988, faliu. Desmoronou por ter se demonstrado incapaz de promover democracia social, bloqueando o necessário enfrentamento aos escandalosos privilégios da casa-grande. E faliu também por ver expostas em praça pública suas entranhas, as engrenagens de funcionamento para a construção de maiorias políticas.

Waldo, de Black Mirror, a criação virtual feita para um programa de humor

O regime político da Nova República ainda vigora, é verdade. Aliás, mediante um governo que expressa da maneira mais acentuada as razões de seu fracasso. Não tem mais, porém, a capacidade de promover a coesão da sociedade. Perdeu hegemonia. Numa situação de transição como esta, há o risco de uma “solução Waldo”, mas também se abre a possibilidade de saídas mais interessantes.

A construção de uma alternativa de radicalização democrática, que ouse colocar o enfrentamento aos privilégios da elite econômica e política e, ao mesmo tempo, construa novas formas de participação, pode ser capaz de canalizar a rejeição à política para caminhos efetivamente libertadores.

Foi neste registro, por exemplo, que o Podemos floresceu como alternativa na Espanha diante do mesmo cenário de crise de representação, ali materializada no movimento dos Indignados.

Nesta encruzilhada, a esquerda brasileira tem duas opções. Pode combater a desmoralização da política, defendendo os valores do regime, reivindicando apenas a retomada da normalidade. Se o fizer, como esquerda da ordem, perde capacidade de dialogar com o sentimento difuso de rejeição à política, deixando que essa corrente de insatisfação deságue toda na direita.

Ou pode reinventar-se, trazendo ao horizonte um programa ousado de enfrentamento a privilégios e uma proposta de radicalização democrática como saída à crise da Nova República. Só assim poderá ser capaz de canalizar parte da onda antipolítica.

Não se fala aqui apenas da próxima eleição. Trata-se da disputa do projeto de País para as próximas décadas. Ou a esquerda se reinventa ou talvez tenha de assistir à solução Waldo cativar a maioria da sociedade brasileira.

Na calada da noite, Câmara aprova emenda para acabar com a Lava Jato.

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Por 313 votos a favor e 132 votos contra, a Câmara dos Deputados aprovou, às 01:23 da manhã desta quarta (30), uma emenda às “10 medidas contra a corrupção” (aprovadas por 450 votos a favor e 1 contrário) que define a previsão de “crimes de responsabilidade” para juízes e membros do Ministério Público.

A ampla votação dos deputados a favor da medida não tem a preocupação de garantir que todos sejam atingidos pela lei. O foco da medida, como apontado por políticos contrários e à favor da medida durante a sessão, é claro: permitir que Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e demais membros da operação Lava Jato que aterroriza centenas de políticos possam ser colocados no banco dos réus, praticamente acabando com a Lava Jato.

Uma das maiores defensoras da aprovação da medida durante a sessão foi Clarissa Garotinho, filha de Anthony Garotinho, que chegou a ser preso na semana passada pela acusação de compra de votos em campanhas eleitorais.

O projeto das “10 medidas contra a corrupção”, juntamente com a emenda aprovada, segue para votação no Senado, ainda sem data prevista.

Veja aqui a lista completa de votos por deputado e partido.

Bomba: lista de Furnas joga mais lama no caos político.

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