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A crise está tão feia que chegou até à prostituição. Acredite: agora programa é parcelado no cartão.

A crise chega a todos os setores da economia. Inclusive à poderosa indústria do sexo. O portal Metrópoles analisa, hoje, que diante dos altos índices de desemprego no país e com a recessão econômica, prostitutas usam a criatividade para sobreviver aos tempos difíceis. Promoções, pagamento parcelado no cartão de crédito e até rifas fazem parte das estratégias adotadas pelas profissionais do sexo a fim de garantir o sustento.

A presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), Cida Vieira, 48 anos, 22 deles como garota de programa, relata como ela e outras colegas de profissão têm se virado.  “A crise é geral e o mercado do sexo não ficou de fora. Negociamos pesado, damos desconto e trabalhamos mais. Não falta cliente, mas eles querem pagar menos”, afirma.

Em Belo Horizonte, garotas passaram a aceitar parcelamento no cartão de crédito, a depender do valor do serviço. Elas também criaram um tipo de “cartão fidelidade”. “O cliente que vai três vezes na semana, por exemplo, paga mais barato pela hora. Ele não fica sem se divertir e a mulher não perde o dinheiro”, diz Cida. Veja a matéria na íntegra clicando aqui.

Pelo andar da carruagem neste país de “suruba política”, “onde se diz obscenamente “tem que manter isso aí viu” e preços controlados são elevados com explicito descaramento, vai piorar muito ainda antes de melhorar. A vida não está mole nem pra elas que eram acusadas de levar uma vida fácil. Luís Carlos Nunes

Pesquisa aponta que pequeno empresário não pretende investir nos próximos meses.

Levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indica que 66% dos micro e pequenos empresários não têm intenção de fazer investimentos em seus empreendimentos nos próximos três meses. Ainda de acordo com o levantamento divulgado hoje (20), 80% não planejam tomar crédito nos próximos 90 dias.

Seguindo uma escala que vai de zero a 100, o Indicador de Propensão a Investir registrou apenas 26,6 pontos no último mês de junho. O resultado ficou abaixo do registrado em maio, quando foram registrados 27,2 pontos. Em junho de 2016 esse índice estava em 21,4 pontos.

Segundo o estudo, 37% dos empresários não veem necessidade em fazer investimentos para a melhoria de seus negócios. “A desconfiança diante da crise é mencionada por 31% dos que não planejam investir”, informou o levantamento. Além disso, outros 12% ainda aguardam o retorno de investimentos já feitos; e 10% sentem falta de crédito para poder concretizar melhorias nos negócios.

“A recessão e o alto custo de capital tornam os empresários mais cautelosos diante da possibilidade de expandir seus negócios e de assumir dívidas para fazer frente a investimentos”, explicou, por meio de nota, o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Entre os 19% de empresários que cogitam fazer algum investimento (7% dos pesquisados pretendem investir e 12% se dizem ainda indecisos), 33% pretendem aplicar na ampliação de estoque; 27% na compra de equipamentos e maquinários; 24% na reforma da empresa; 15% em comunicação e propaganda; e 13% na ampliação do portfólio de produtos.

De acordo com o estudo, a principal fonte de recursos dos investimentos a serem feitos virá do próprio capital das empresas, por meio de recursos guardados em forma de aplicação (44%) ou venda de algum bem (11%). Essa escolha se deve às altas taxas de juros cobradas pelos bancos (60%) ou pelo medo de não conseguirem pagar eventuais recursos emprestados (7%).

A demanda por crédito apresentou “ligeiro avanço” de maio para junho, passando de 13,1 pontos para 15,2 pontos. De acordo com o SPC Brasil e a CNDL, o resultado “ainda fica distante dos 100 pontos, mostrando que a demanda desses empresários por crédito segue baixa”. Quanto mais próximo dos 100 pontos, maiores são as intenções dos empresários para tomar crédito no prazo de três meses.

O estudo foi feito a partir de consultas a 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior.

Lá vai o Brasil, descendo a ladeira!

O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (14), o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) para o mês de maio, com queda de -0,51%. Para o período de 12 meses, a queda foi de -2,22%. O resultado é o pior para maio desde 2015, quando deu início ao golpe parlamentar de estado que depôs Dilma Roussef. Naquele ano, o país teve forte retração.

Se o desempenho de maio se repetir nos meses seguintes, descontando o fim do ano, quando sazonalmente a economia melhora, o crescimento poderá fechar o ano com resultado abaixo de -2%.

O PIB negativo e o reflexo nas prefeituras. por Clóvis Volpi

O PIB negativo anunciado pelo governo Federal e uma das piores notícias para os prefeitos que iniciaram seus mandatos a 70 dias.

Todos tínhamos a esperança que a recuperação da economia poderia iniciar seu crescimento no segundo semestre de 2017 e os prefeitos ganhariam fôlego para fazer investimentos a partir dali e ter, pelo menos, 18 meses para cumprir seus compromissos de campanha e seus planos de governo. Não, isso não é mais possível.

A economia vai demorar pelo menos 3 longos anos para iniciar o processo de recuperação consolidada.

Os recursos para investimentos com origem nos Estados e na União serão congelados, contingenciados, o que significa dizer que o contrato assinado em 2017 somente será repassado aos municípios, na sua plenitude, em 2019/2020, já no fim dos mandatos.

Essa situação exigirá dos prefeitos cada vez mais a racionalização de seus orçamentos e com isso cortes não desejáveis de serem feitos.

Quem viver verá as dificuldades que terão os atuais prefeitos de recompor seus orçamentos para adequar à realidade.

Os reflexos de um PIB negativo arrebenta com o tesouro nacional mas a ponta mais frágil são os municípios, principalmente os que dependem rigorosamente de recursos repassados pelos Estados e União.

A queda do PIB tem reflexos nos tributos municipais (IPTU, ISS, IPVA) pois economia negativa não há emprego na indústria, comércio e o setor de serviços não produz como deveria.

Esse não é um texto que gostaria de estar escrevendo mas essa é a realidade.

Cada um de nós pode, ainda, imaginar outros reflexos que surgirão causados pelo caos que passaremos.

Esse cenário real é o reflexo da política implementada pelo PT em seus 13 anos de governo com a conivência inescrupulosa da câmara federal e do senado.