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Ribeirão Pires: Bispo Dom Pedro celebra missa e emociona fiéis na Igreja Matriz.

 

Em celebração ocorrida no último domingo (19/03), no Dia do Santo Padroeiro de Ribeirão Pires e protetor das famílias, Dom Pedro e o pároco Nivaldo presidiram a primeira missa na nova mesa onde se realiza a ceia eucarística

Centenas de fiéis se emocionaram durante a celebração do Dia de São José, com as bênçãos do bispo diocesano Dom Pedro Carlos Cipollini, na inauguração do novo altar em mármore travertino, da Igreja Matriz São José de Ribeirão Pires, no Grande ABC.

Acompanhado do pároco Nivaldo Feliciano Silva, Dom Pedro iniciou o rito da dedicação e sagração do espaço, que envolve a unção com o óleo do Crisma, a incensação, o revestimento e a iluminação do altar. “É motivo de muito orgulho celebrar a missa de um santo querido e tão importante para a Igreja como São José, num dia de grande importância para a comunidade, com a inauguração deste altar, que é a mesa da Eucaristia, o centro da fé cristã”, agradece.

“Momento em que Cristo se apresenta como o Corpo e o Sangue, numa entrega total como alimento para nós, confirmada pela Ressurreição e pelo dom do Espírito Santo”, prossegue Dom Pedro. “A última peça adquirida da reforma do templo foi o altar, a mesa central, onde celebramos a Eucaristia, presença viva de Cristo no meio de nós”, completa padre Nivaldo.

Momento de emoção

“Hoje é um dia muito especial para nossa comunidade. Dia de celebrarmos um santo maravilhoso em todos os sentidos e o novo altar que contemplamos a presença de Cristo”, reflete a professora aposentada e ministra da eucaristia, Maria Bernardete. “Esse novo altar e as próximas reformas deixarão a igreja mais bonita e com muito conforto para os paroquianos”, elogia a integrante do Apostolado da Oração, Maria Francisca.

Ribeirão Pires comemorou 63 anos de emancipação político-administrativa neste 19 de março. Nesse mesmo dia, São José também é celebrado pelos devotos do santo. Novena, procissão, missa e quermesse fizeram parte da programação.

Restauração da Paróquia 

Segundo padre Nivaldo, a construção centenária passa por um processo de restauração desde meados de 2014. Além do novo altar, outras melhorias estão sendo realizadas no templo. A mesa da palavra é uma delas. “Nos próximos dias poderemos proclamar a palavra, a partir do novo ambão. Que essa palavra faça eco, alcance o coração das pessoas, iluminando a fé e promovendo a ação comum, anunciando Jesus Cristo como anunciadores do reino na atualidade”, enfatiza.

Outro benefício para a comunidade será a nova iluminação e a colocação de colunas de mármores em cada uma das capelas das imagens santas. Inclusive, os locais do calvário e de Santa Terezinha já foram restaurados.

De acordo com o pároco, as melhorias só foram possíveis após reuniões e muito diálogo com a comunidade. “Quero reforçar o convite aos paroquianos que procurem nos ajudar a melhorar a comunidade paroquial. O espaço bem cuidado faz com que as pessoas se sintam bem. E sentindo-se bem tem mais alegria em viver e testemunhar a fé”, declara.

A Igreja Matriz de São José está localizada na Av. Santo André, 110, Centro Alto, próxima da Estação Ribeirão Pires da CPTM.

Bispo dom Pedro Carlos Cipollini pede fim da corrupção aos prefeitos do ABC.

O bispo diocesano de Santo André, dom Pedro Carlos Cipollini, promoveu nesta quarta-feira (08/02) missa em homenagem aos prefeitos eleitos na região. Dos sete prefeitos, apenas Atila Jacomussi (Mauá) não compareceu ao ato ocorrido na igreja da Praça do Carmo. Dom Pedro pediu aos gestores que a corrupção seja extirpada de suas gestões.

“Não existe instituição perfeita; os integrantes são falhos, a Diocese de Santo André pode errar, outras religiões podem errar, ONGs podem errar. Vossos governos poderão errar tentando fazer o bem. Mas que o erro, nem da Igreja, nem do governo, nem de nenhuma instituição seja o erro da corrupção, tanto moral quanto financeira. Esse é um mal a ser extirpado”, discursou dom Pedro.

Nossas cidades são imagem da civilização que temos. por Dom Pedro Carlos Cipollini.

Dom Pedro Carlos Cipollini

De um lado a maravilha da técnica e dos dispositivos que favorecem o bem viver. De outro lado a miséria e o descaso com a vida. Apartamentos, casas, estabelecimentos comerciais, cafés, galerias de arte, teatros de um lado, de outro, o corre-corre para pegar ônibus lotados, mendigos, vendedores ambulantes, favelas e moradores de rua. Muitas pessoas vindas de lugares distantes descobriram que estar nas ruas, pode render seu sustento.

A globalização e a difusão da tecnologia da informação intensificaram o processo de urbanização, atraindo pessoas para as cidades que concentram as atividades econômicas. A maior parte de nossa população mora nas cidades. Diante deste quadro de riqueza e miséria, perguntamos se há solução para os problemas urbanos. Onde dormirão os pobres e desempregados em especial neste inverno que começa intenso.

As cidades continuarão a crescer com o avanço da globalização, porém, serão cada vez mais caóticas se não houver a globalização da solidariedade.

Com um esforço sério na administração pública, o combate à corrupção, metas claras e competência, ouvindo os anseios da população, é possível solucionar os problemas da cidade desde que o ser humano seja prioridade.

A solução dos problemas urbanos, como: moradia, trabalho, transporte, educação, segurança, passa pela  solidariedade e honestidade tanto dos cidadãos comuns como dos que governam. É preciso fazer a cooperação entre as pessoas superar a competição.

Aprimorar laços familiares, porque, em um ambiente acelerado como o as cidades, a família é um porto seguro de apoio e convivência, porque são laços afetivos duradouros em meio a relacionamentos curtos e parciais.

A Bíblia fala da cidade de Babilônia, sinal da confusão e desentendimento (cf. Gn cap. 9) e no final, fala da Jerusalém Celeste, concretização do sonho de Deus e da Humanidade (cf. Ap cap. 22). Esta é a cidade ideal, na qual Deus habita em meio aos cidadãos, como uma luz essencial que tudo ilumina e vivifica. Hoje, coexistem as duas cidades.

Egoísmo e concentração de renda de um lado e de outro a solidariedade, o amor e partilha. A Jerusalém Celeste vai prevalecer, Deus está comprometido com ela.

“Deus está presente na cidade” (cf. DAp n. 214), esta presença nos ajuda a superar a “cultura do descarte” e adotar a “cultura da inclusão”. O papa Francisco escreve: “O específico do cristianismo é conceber-se como fermento na massa. Isto equivale a sentir-se premiado por um Deus que já está vivendo na cidade, vitalmente misturado e unido a todos e cada um”.

Em nossa realidade existem gestos que confirmam esta realidade, como o da menina Catarina, que oferece café aos coletores de lixo que trabalham na noite fria da cidade (cf. Diário – Setecidades – 20.6.2016 p. 9).

Gestos assim de respeito e carinho em meio à indiferença e preconceito, mostram que Deus habita a cidade através das pessoas que fazem o bem. Que nossas cidades caminhem nesta direção, construindo a “Jerusalém Celeste” em nosso meio. O olhar da fé descobre e cria uma cidade renovada na presença de Deus que nela mora.

O Pecado da corrupção. por Dom Pedro Carlos Cipollini.

Dom Pedro Carlos Cipollini

Uma das maiores causas da grave situação que vivemos está na relação estabelecida com o dinheiro em nossa sociedade. Aceitamos pacificamente seu domínio sobre tudo. “A crise financeira que atravessamos faz-nos esquecer que, na sua origem, há uma crise antropológica profunda: a negação da primazia do ser humano”, escreve o Papa Francisco (cf. EG n. 55). A síndrome da adoração do bezerro de ouro promove a especulação financeira e a autonomia absoluta do mercado. Em meio a tudo isso a corrupção corre solta como se fosse “regra do jogo”. A lei da selva que impõe o consumo como bem supremo, impõe também a ganância e a corrupção como parte do modo de vida regido pela mesma lei da selva na qual os mais espertos e mais fortes levam vantagem em tudo.

Ao contrário do que poderíamos pensar, a corrupção não é um fenômeno de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Está espalhada pelo mundo todo. A corrupção é considerada pela ONU o crime mais dispendioso de todos, causa de muitos outros.

Ela tornou-se um dos traços característicos da sociedade pós-industrial. É um dos emblemas de nosso tempo: é a única “religião” que tem hoje uma vocação universal, sentencia Jean Marie Guéhemo. A corrupção moral, referente aos costumes, grassa em todos os setores da vida social, mas a corrupção administrativa e financeira é geral. Hoje estamos em uma situação na qual desaparecem os referenciais éticos quando se trata de lidar com o dinheiro.

Ninguém nasce corrupto, corruptor ou ladrão. Antes de chegar a sê-lo, é certo que houve uma lenta preparação interior, formada de insensibilidade pelos direitos dos outros, sedução pelas presumidas vantagens do crime e enfim, as condições favoráveis que induzem à prática do crime já consentido no coração e na mente: a ocasião faz o ladrão!Os furtos diários, principalmente os praticados por pessoas ou gangues são chocantes, sobretudo quando se configuram como latrocínio.

Porém, não deveriam ser menos chocantes os crimes de corrupção, em especial os de “colarinho branco”, que finalmente começam a ser investigados e punidos. O fato é que a corrupção também gera morte.

A burocratização da administração e da sociedade toda favorece a corrupção porque muitas pessoas e organismos acabam tomando decisão sobre vários assuntos e em meio a tantas pessoas e organismos que decidem, a corrupção é facilmente camuflada; e no fim, ninguém sabia de nada ou ninguém tem culpa de nada. Uma pergunta se impõe: é possível controlar a corrupção?

Somente uma reeducação para a justiça e o direito, no sentido de sobrepor o bem comum ao bem pessoal, a valorização dos princípios éticos no relacionamento social, poderiam coibir a corrupção. Torna-se necessária uma profilaxia moral, uma limpeza nas consciências e isto é em grande parte papel da educação. Aos que tem religião, se apela para que sejam praticantes, porque a prática da própria fé sempre indica o caminho da caridade, do altruísmo para com o próximo, o que exclui a exploração e a corrupção.

Na Bíblia podemos ler: “Não roubarás” (Dt 5,19), e ainda: “Nem ladrões nem os avarentos nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus” (1 Cor 6,10). Este é o sétimo mandamento da Lei de Deus dada a nós por Moisés, que prescreve a prática da justiça e da caridade na administração. Este mandamento é aceito pelas três grandes religiões monoteístas que perfaz em dois terços da humanidade: judaísmo, cristianismo e islamismo. É um mandamento contra os corruptos e corruptores.

Antigamente se dizia: “Ou o Brasil acaba com a saúva ou ela acaba com o Brasil”, hoje se pode dizer: “Ou o Brasil acaba com a corrupção ou ela acaba com o Brasil”. A corrupção é pecado porque destrói os relacionamentos na sociedade, é uma injustiça e passa a ideia de que não existe Deus além do dinheiro. É preciso combater a corrupção para sobrevivermos.

DOM PEDRO CARLOS CIPOLLINI – Bispo Diocesano de Santo André

Política e Solidariedade: Em quem votar?

Vivemos momentos difíceis e de grande sofrimento para a maioria de nossa população. A crise que atravessamos distribui seu peso de forma dramática entre a população mais fragilizada pelo desemprego e por necessidades básicas não atendidas.

A consciência de cada cristão deve recordar-se do que disse o Papa João Paulo II: “Sob toda propriedade privada pesa uma hipoteca social”. Há um dever de solidariedade que deve sobrepor-se à posse dos bens materiais que são dons de Deus. A Doutrina Social da Igreja propõe a solidariedade como uma luz na escuridão do egoísmo no qual nos movemos no sistema econômico que rege a economia. A solidariedade recorda que não há dever sem direito, nem direito sem dever. A solidariedade é saber, diante da noite, não ficar acusando as trevas, mas acender uma luz.

Existem muitas formas de solidariedade cristã, uma delas é a participação dos leigos e leigas na política. Política aqui entendida como o modo pacífico de trabalhar pelo bem comum. A verdadeira política não é um jogo de interesses e poder para dominar e enriquecer. “A política, do ponto de vista ético, é o conjunto de ações pelas quais os homens buscam uma forma de convivência entre indivíduos, grupos, nações que ofereçam condições para a realização do bem comum… é o exercício do poder e o esforço por conquistá-lo, a fim de que seja exercido na perspectiva do serviço” (Mensagem da CNBB para as eleições municipais de 2016).

Como a política tem influência decisiva em tudo que se faz na sociedade, inclusive no arroz e feijão que se põe à mesa, gostaria de alertar os cristãos católicos, e pessoas de boa vontade, que sonham com a justiça e a paz para todos, a respeito das próximas eleições que serão decisivas. Dirijo-me especialmente às nossas inúmeras comunidades que certamente contarão com pessoas dispostas a se candidatar nas próximas eleições. A pergunta inevitável é feita por todos: quais são os candidatos que merecem nosso voto?

Coloco as seguintes considerações para votar bem:

  1. Candidatos católicos, que tem vida ativa e participante em nossas comunidades;
  2. Que não sejam oportunistas, mas desejam trabalhar para o bem comum;
  3. Que nossas celebrações não sejam lugares de apresentar as propostas políticas dos candidatos. Os padres podem abrir espaço para os candidatos católicos exporem suas propostas, mas não nos momentos de celebração litúrgica;
  4. Que os candidatos apresentem propostas concretas e inteligentes para melhorar a vida do povo, e não promessas;
  5. Os candidatos e candidatas que se dispuserem a prestar este serviço ao bem comum, lembrem-se que, não são candidatos da Igreja Católica, mas são leigos que a partir de sua fé vivida na Igreja, querem a partir desta fé prestar um serviço à sociedade;
  6. Que os candidatos católicos não sejam discriminados nas comunidades. Vamos olhar para eles como irmãos que estão se dispondo a uma missão exigente: A política é uma forma exigente de exercício da caridade, dizia Paulo VI;
  7. Que os candidatos se comprometam a viver a vida na política como uma missão em favor dos irmãos, em especial dos mais necessitados, se comprometendo a combater a corrupção que é hoje no Brasil uma das causas do sofrimento da população;
  8. Que todas as comunidades rezem pelos irmãos e irmãs que se dispuserem à missão da militância política, para que não percam a fé, mas que possam dar testemunho de solidariedade.

Deus nos ilumine e abençoe para votar bem, com consciência e responsabilidade.

Dom Pedro Carlos Cipollini – Bispo Diocesano de Santo André

Bispo de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipolini fala sobre Fé e política.

Dom Pedro Carlos Cipollini

Nosso país vive uma crise. As dificuldades são preocupantes, porém os momentos de crise são momentos de crescimento, se soubermos aproveitá-los.

Não podemos nos deixar levar pelo pessimismo. Ele é a atitude de quem devendo escolher entre dois males, um maior e outro menor, escolhe os dois.

Nas eleições que se aproximam é necessário reagir e usar o meio pacífico de mudar a sociedade que é o voto. É preciso preparar-se para votar e votar bem, escolhendo os candidatos e votando com consciência. Após as eleições, fiscalizando os que ganharam, verificar se estão cumprindo as promessas. As promessas em geral são esquecidas pelos que ganham as eleições, mas não pelo povo. O que falta é cobrar pelo seu cumprimento.

A cidadania não se esgota no direito-dever de votar, mas se dá também no acompanhamento do mandato dos eleitos.

Escreveu o Padre Júlio Maria, intelectual brasileiro: “Todo o mal do Brasil é que a política é uma profissão; mas os políticos não são profissionais”. Aqui está o motivo da dificuldade na qual estamos atolados. Nossa crise é mais que tudo uma crise política, devido à incompetência e corrupção na política.

Nós cristãos católicos, a partir de nossa fé, sonhamos e nos comprometemos com um país próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação, mentiras e com oportunidades iguais para todos. Somente com a participação cidadã de todos é possível a realização desse sonho. Esta participação democrática começa no município.

Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As próximas eleições são um dos caminhos para atingirmos esta meta. A Igreja Católica não tem partidos nem candidatos próprios, respeitamos a consciência de cada um para escolher. A democracia começa por aí. Mas lembramos que os cristãos leigos e leigas, não podem abdicar da participação na política, devem trabalhar pelo bem comum, na perspectiva do Reino de Deus que é vida plena para todos (Jó 10, 10).

O Papa Francisco disse; “Para os cristãos, é uma obrigação envolver-se na política. Nós, cristãos, não podemos fazer como Pilatos: lavar as mãos. Não podemos!

Devemos nos envolver na política, pois a política é uma forma mais alta de caridade, porque busca o bem comum.

E os leigos cristãos devem trabalhar na política. Você, então me dirá: Mas não é fácil, pois a política está muito suja. E, então, eu pergunto: A política está suja por que? Não será porque os cristãos se envolveram na política sem o espírito do Evangelho? Faço-lhe outra pergunta: É fácil dizer que a culpa é de outro, mas eu o que estou fazendo?” (Audiência no Vaticano em 7.6.2013).

O cristão na política deve agir a partir da fé em Deus que o leva a trabalhar pelo bem comum, não pelos interesses pessoais ou de grupos.

Dom Pedro Carlos Cipollini – Bispo da Diocese de Santo André

Cultura do estupro deve ser combatida, diz bispo Dom Pedro.

dompedro

O quinto bispo da Diocese de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini, completa neste mês de julho um ano à frente da sede episcopal da região e afirma que ficou impressionado com a fé dos católicos do ABC, e que está sendo um desafio gerir as 100 paróquias da diocese. O líder religioso também afirma que a cultura do estupro está enraizada na sociedade e deve ser combatida. “Essa questão é antiga no Brasil. Então isso é uma cultura que ficou dos 400 anos de escravidão. E precisa ser mudado isso, o machismo latino-americano é muito grande”, diz.

Dom Pedro acredita que a cultura do estupro é uma chaga na sociedade e que a Pastoral da Mulher vem ao encontro das mulheres que estão marginalizadas. “Nesse sentido a Diocese de Santo André é muito atuante. Eu fiquei muito admirado e estamos levando à frente”. Ele afirma que as pastorais vêm ao encontro de diversos problemas sociais, sendo que a Pastoral da Saúde colocou o Brasil em uma avaliação positiva no sentido de diminuir drasticamente a mortalidade infantil. “E o que isso tem a ver com o estupro? Tem muito a ver com a questão da mãe, da mulher, da promoção da mulher, promovendo a criança. Uma mãe que vê filhos morrendo de fome, ela se sente promovida?”, questionou o bispo.

Outro tema tratado pelo Bispo foi a questão do menor no Brasil. Há casos recentes de crianças que foram vítimas fatais em confrontos com a polícia. Sobre o tema, Dom Pedro defende que a questão do menor infrator não deve ser vista como pontual ou caso isolado, mas sim como uma junção de fatores. “Sem resolver o problema da Educação, por exemplo, como vamos resolver o problema destas crianças na rua e no crime? Troca-se de ministro da Educação constantemente, ao mesmo tempo em que se troca de planos, planejamento; e o gasto é enorme, a perda de recursos é enorme e as crianças continuam nas ruas”.

Ainda segundo o bispo, muitos dos problemas enfrentados pela sociedade brasileira são frutos de uma política que precisa de “renovação da mentalidade”, “conversão” e “mudança de enfoque”. Ele é enfático ao dizer que precisa existir na política uma cultura que priorize a pessoa humana “É o dinheiro, a economia, não a pessoa. Então se quiser tirar criança da rua, acabar com a miséria, tem que priorizar a pessoa humana, e não os cofres abarrotados. Porque não está tendo crise para os bancos. A crise é para os pobres que estão morrendo, com fome”, concluiu.