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Brasileiros querem juntar dinheiro em 2018, aponta pesquisa do SPC Brasil.

A grande meta dos brasileiros para 2018 é juntar dinheiro, diz pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Quase metade dos brasileiros entrevistados na pesquisa (45%) disse que pretende juntar dinheiro este ano ou sair do vermelho (27%).

Mais da metade dos brasileiros entrevistados (54% do total) disse ainda estar mais otimista com o cenário econômico para este ano e 58% acreditam que sua vida financeira será melhor. Apesar disso, a nota média dada pelo brasileiro para sua expectativa da economia, entre 1 e 10, foi 5,7. A pesquisa mostra que 13% acreditam que a situação da economia vai piorar em 2018 e 19% acham que o cenário econômico este ano será igual ao de 2017.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, a insegurança de parte dos brasileiros pode ser explicada por uma combinação de fatores. “De um lado, o cenário de incerteza em relação a eleição presidencial que se aproxima, com alto grau de imprevisibilidade e que também afeta a percepção do mercado; do outro, a lentidão do país para superar os obstáculos que impedem a retomada da atividade econômica, situação agravada pelos níveis de desemprego ainda elevados”, explicou.

Entre os principais medos para 2018 estão problemas de saúde (40%), ser vítima de violência ou de assalto (32%) e não conseguir pagar as dívidas (31%). Já o maior problema do país a ser resolvido neste novo ano está a corrupção, que foi lembrada por 86% do total dos entrevistados, seguida pela crise econômica (61%), a violência (58%), a saúde (47%), a educação (41%) e o desemprego (37%).

2017

Para a maioria dos brasileiros, a vida financeira piorou em 2017 (apontada por 55% dos entrevistados). Segundo a pesquisa, 85% tiveram que fazer cortes ou ajustes no orçamento no ano passado, cortando principalmente as refeições fora de casa (63%), a compra de itens de vestuário, calçados e acessórios (56%) e os itens supérfluos de supermercado (49%).

Pela estimativa do SPC Brasil, 59,9 milhões de pessoas tiveram seu nome negativado no ano passado. Entre os consumidores que ficaram com o nome sujo ao longo de 2017 (17%), 81% possuem parcelas no cartão de crédito pendentes, 69% estão com dívidas vencidas no cartão de lojas e 67% com parcelas pendentes em carnês ou boletos. Em média, o valor total da dívida em atraso somou R$ 3.902.

E 74% disseram ainda que conseguiram realizar pelo menos um projeto esperado para 2017, sendo que entre as metas estiveram o cuidado com a saúde (24%), ter mais tempo livre (15%) e poupar dinheiro (13%).

Brasil, um país apático, rumo a lugar nenhum. por Luiz Ruffato

Talvez com exceção dos seis bilionários, que detêm sozinhos a riqueza equivalente a 100 milhões de brasileiros, sabemos que o país está parado e que não há perspectiva de que volte a andar tão cedo

Contava-se a seguinte anedota, nos anos 1980, sobre o período da Guerra Fria. Stálin e o alto comando do Politburo viajavam de trem pelo interior da União Soviética, admirados com a beleza da paisagem e extasiados com os avanços tecnológicos propiciados pelo regime comunista, quando de repente sentem um tranco, que assusta todos os passageiros. Stálin, imediatamente, manda que alguém vá verificar o que houve. Momentos depois, o subalterno regressa e relata que acabaram os trilhos da estrada de ferro. Stálin não se dá por vencido: manda que todos continuem balançando o corpo, como se o trem continuasse em movimento.

A impressão que tenho a respeito do Brasil contemporâneo é exatamente essa: a de que acabaram os trilhos e continuamos nos balançando apenas para ter a sensação de que o trem se mantém em movimento. Mas todos, talvez com exceção dos seis bilionários que detêm sozinhos a riqueza equivalente a 100 milhões de brasileiros, sabemos que o país está parado e que não há perspectiva alguma de que volte a andar tão cedo. E nós, os passageiros, observamos, apáticos, a paisagem que não muda – embora haja também aqueles, os mais cínicos, que, entusiasmados, exaltam a beleza da paisagem que não muda.

Há quase um ano e meio somos governados por um homem que conspirou e liderou um golpe contra sua parceira de chapa – o que por si só já demonstra seu caráter – e que desde então acumula denúncias, homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de envolvimento com corrupção passiva, obstrução da justiça e organização criminosa. No entanto, por meio de negociações escusas com um Congresso desmoralizado – 24 senadores e 57 deputados federais estão sob investigação da Operação Lava-Jato, incluindo os presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia –, Michel Temer permanece no cargo, ostentando seu sorriso macabro e sua postura de estadista dos grotões.

Enquanto isso, afundamos na estagnação econômica. As estimativas mais otimistas apontam para um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,7% para este ano, um índice baixíssimo para fazer frente ao desastroso desempenho dos últimos três anos: 0,1% em 2014, -3,8% em 2015 e -3,6% em 2016. Segundo o IBGE, em agosto existiam 26,3 milhões de brasileiros desempregados ou subocupados, estatística que pode ser aferida pelo aumento significativo de famílias inteiras morando nas ruas. O Brasil, que tinha em 2014 deixado o Mapa da Fome – acima de 5% da população ingerindo menos calorias que o recomendado – pode voltar e ele este ano.

Se os índices econômicos são péssimos, os sociais são ainda piores. O Brasil figura entre os 10 países mais desiguais do mundo – 5% dos ricos detêm renda igual a 95% da população, segundo estudo da ONG britânica Oxfam. Além disso, enquanto os pobres gastam em impostos 32% de tudo o que recebem, os ricos despendem apenas 21%. A taxa de analfabetismo chega a 8% do total da população, enquanto o analfabetismo funcional chega a 17,1%, segundo dados do IBGE – ou seja, um em cada quatro brasileiros não sabe ler e escrever ou não compreende textos simples. Na faixa entre 15 e 17 anos, 22% dos jovens estão fora da escola, número que permanece mais ou menos o mesmo desde 2000. Enquanto isso, segundo o Atlas da Violência 2017, em 2015 foram assassinadas 59 mil pessoas, o que equivale a 28,9 mortes por 100 mil habitantes, e outras 47 mil pessoas perdem a vida no trânsito todo ano, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esses problemas estruturais só podem ser resolvidos por meio da política. Mas quem são os candidatos que se propõem a resolvê-los? Luiz Inácio Lula da Silva, duas vezes presidente da República, condenado a nove anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; a omissa Marina Silva, duas vezes candidata derrotada, em 2010 e 2014; o insípido e inodoro Geraldo Alckmin, candidato derrotado em 2006; o arrogante Ciro Gomes, candidato derrotado duas vezes, em 1998 e 2002; e as “novidades”, o fascista Jair Bolsonaro e o arrivista João Dória. O PMDB, maior partido brasileiro, deve, mais uma vez, esquivar-se de lançar candidato próprio – assim fica mais fácil montar seu eterno balcão de negociatas.

Apáticos, permanecemos parados, rumando para lugar nenhum.

Ministério da Fazenda autoriza novo aumento das tarifas dos Correios.

O Ministério da Fazenda autorizou, pela segunda vez este ano, o aumento das tarifas cobradas pelos Correios. Na edição de hoje (18) do Diário Oficial da União, o governo autoriza o reajuste “sob forma de recomposição” das tarifas dos serviços postais e telegráficos nacionais e internacionais. O reajuste ocorre em duas parcelas: a primeira de 6,121% será por prazo indeterminado e a segunda, de 4,094% vai vigorar por 64 meses.

A revisão das tarifas ainda depende de publicação de aprovação pelo Ministério das Comunicações, de acordo com o Diário Oficial. Com o aumento, a carta comercial de até 20 gramas passará a custar R$ 1,83. Anteriormente, o valor era R$ 1,23.

Em abril, o Ministério da Fazenda havia autorizado aumento de 7,485% nas tarifas dos serviços postais e telegráficos prestados pelos Correios. Na época, a empresa explicou que os serviços da estatal são reajustados todos os anos, com base na recomposição dos custos, como aumento dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e salários dos empregados. As tarifas são atualizadas com base no Índice de Serviços Postais, indicador formado a partir de uma cesta de índices, como INPC, IPCA, e IGP-M.

Vem aí novo reajuste nas contas de energia elétrica.

Foi autorizado nesta segunda-feira (16) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um novo reajuste nas contas de luz para consumidores do estado de São Paulo. Terão aumento de 24,37% na conta de luz os clientes da Bandeirante Energia S.A., que atende a 1,8 milhão de unidades consumidoras.

Também terão aumento na energia as cerca de 1,6 milhão de unidades consumidoras da Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) – Piratininga, cujo reajuste médio será de 17,28%. Os novos valores passarão a ser cobrados no dia 23 de outubro.

Para o cálculo desse reajuste, a Aneel considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais e atualização dos custos típicos da atividade de distribuição.

Por 50 votos a 26, Senado aprova reforma trabalhista de Temer.

Após longas horas de protesto e resistência de senadoras da oposição, que ocuparam a mesa da presidência do Senado para impedir a votação da reforma trabalhista de Michel Temer, os senadores aprovaram o texto-base da proposta pelo placar de 50 votos a 26. A proposta do governo Temer restringe direitos históricos dos trabalhadores.

Veja como votou cada senador (por partido):

DEM

Davi Alcolumbre (AP): Sim

José Agripino (RN): Sim

Maria do Carmo Alves (SE): Ausente

Ronaldo Caiado (GO): Sim

PCdoB

Vanessa Grazziotin (AM): Não

PDT

Acir Gurgacz (RO): Ausente

Ângela Portela (RR): Não

PMDB

Airton Sandoval (SP): Sim

Dário Berger (SC): Sim

Edison Lobão (MA): Sim

Eduardo Braga (AM): Não

Elmano Férrer (PI): Sim

Eunício Oliveira (CE): Não votou

Garibaldi Alves Filho (RN): Sim

Hélio José (DF): Ausente

Jader Barbalho (PA): Sim

João Alberto Souza (MA): Sim

José Maranhão (PB): Sim

Kátia Abreu (TO): Não

Marta Suplicy (SP): Sim

Raimundo Lira (PB): Sim

Renan Calheiros (AL): Não

Roberto Requião (PR): Não

Romero Jucá (RR): Sim

Rose de Freitas (ES): Sim

Simone Tebet (MS): Sim

Valdir Raupp (RO): Sim

Waldemir Moka (MS): Sim

Zezé Perrella (MG): Sim

PODE

Álvaro Dias (PR): Não

Romário (RJ): Não

PP

Ana Amélia (RS): Sim

Benedito de Lira (AL): Sim

Ciro Nogueira (PI): Sim

Gladson Cameli (AC): Sim

Ivo Cassol (RO): Sim

Roberto Muniz (BA): Sim

Wilder Morais (GO): Sim

PPS

Cristovam Buarque (DF): Sim

PRB

Eduardo Lopes (RJ): Sim

PR

Cidinho Santos (MT): Sim

Magno Malta (ES): Sim

Vicentinho Alves (TO): Sim

Wellington Fagundes (MT): Sim

PSB

Antônio Carlos Valadares (SE): Não

Fernando Bezerra Coelho (PE): Sim

João Capiberibe (AP): Não

Lídice da Mata (BA): Não

Lúcia Vânia (GO): Abstenção

Roberto Rocha (MA): Sim

PSC

Pedro Chaves (MS): Sim

PSDB

Aécio Neves (MG): Sim

Antônio Anastasia (MG): Sim

Ataídes Oliveira (TO): Sim

Cássio Cunha Lima (PB): Sim

Dalírio Beber (SC): Sim

Eduardo Amorim (SE): Não

Flexa Ribeiro (PA): Sim

José Serra (SP): Sim

Paulo Bauer (SC): Sim

Ricardo Ferraço (ES): Sim

Tasso Jereissati (CE): Sim

PSD

José Medeiros (MT): Sim

Lasier Martins (RS): Sim

Omar Aziz (AM): Sim

Otto Alencar (BA): Não

Sérgio Petecão (AC): Sim

PTB

Armando Monteiro (PE): Sim

Telmário Mota (RR): Não

PTC

Fernando Collor (AL): Não

PT

Fátima Bezerra (RN): Não

Gleisi Hoffmann (PR): Não

Humberto Costa (PE): Não

Jorge Viana (AC): Não

José Pimentel (CE): Não

Lindbergh Farias (RJ): Não

Paulo Paim (RS): Não

Paulo Rocha (PA): Não

Regina Sousa (PI): Não

REDE

Randolfe Rodrigues (AP): Não

Sem Partido

Reguffe (DF): Não

 

O que muda nos direitos trabalhistas

Confira abaixo dez pontos das regras trabalhistas que podem ou não mudar com a reforma:

  • Convenções e acordos coletivos poderão se sobrepor às leis
  • A jornada de trabalho pode ser negociada indo até 12 horas diárias
  • O tempo do intervalo, como o almoço, pode ser de no mínimo 30 minutos, se a jornada tiver mais do que seis horas
  • Os acordos coletivos podem trocar os dias dos feriados
  • As férias poderão ser divididas em até três períodos, mas nenhum deles pode ter menos do que cinco dias, e um deve ter 14 dias, no mínimo
  • O imposto sindical se torna opcional
  • A reforma define as regras para home office

Ex-funcionário não pode ser recontratado como terceirizado nos 18 meses após deixar a empresa

Gestantes e quem está amamentando poderão trabalhar em ambientes insalubres se isso for autorizado por um atestado médico. No caso das grávidas, isso só não será possível se a insalubridade for de grau máximo

O PIB negativo e o reflexo nas prefeituras. por Clóvis Volpi

O PIB negativo anunciado pelo governo Federal e uma das piores notícias para os prefeitos que iniciaram seus mandatos a 70 dias.

Todos tínhamos a esperança que a recuperação da economia poderia iniciar seu crescimento no segundo semestre de 2017 e os prefeitos ganhariam fôlego para fazer investimentos a partir dali e ter, pelo menos, 18 meses para cumprir seus compromissos de campanha e seus planos de governo. Não, isso não é mais possível.

A economia vai demorar pelo menos 3 longos anos para iniciar o processo de recuperação consolidada.

Os recursos para investimentos com origem nos Estados e na União serão congelados, contingenciados, o que significa dizer que o contrato assinado em 2017 somente será repassado aos municípios, na sua plenitude, em 2019/2020, já no fim dos mandatos.

Essa situação exigirá dos prefeitos cada vez mais a racionalização de seus orçamentos e com isso cortes não desejáveis de serem feitos.

Quem viver verá as dificuldades que terão os atuais prefeitos de recompor seus orçamentos para adequar à realidade.

Os reflexos de um PIB negativo arrebenta com o tesouro nacional mas a ponta mais frágil são os municípios, principalmente os que dependem rigorosamente de recursos repassados pelos Estados e União.

A queda do PIB tem reflexos nos tributos municipais (IPTU, ISS, IPVA) pois economia negativa não há emprego na indústria, comércio e o setor de serviços não produz como deveria.

Esse não é um texto que gostaria de estar escrevendo mas essa é a realidade.

Cada um de nós pode, ainda, imaginar outros reflexos que surgirão causados pelo caos que passaremos.

Esse cenário real é o reflexo da política implementada pelo PT em seus 13 anos de governo com a conivência inescrupulosa da câmara federal e do senado.

Ditadura econômica – por Clóvis Volpi

As ditaduras oprimem e sacrificam a massa populacional de um país ou região

Ao instalarem -se descumprem o sentido de seus propósitos e tornam-se perversos destruindo, também pela força, seus opositores normalmente fragilizados e com líderes aprisionados ou mortos.

O sistema capitalista reformulou essa proposta para impor-se à sociedade e subjuga-la: A dependência econômica.

Estatísticas mostram que a riqueza mundial está nas mãos de apenas – e no máximo – 5% da população o que significa que os outros 95 são pobres.

Os megas conglomerados econômicos (bancos e empresas diversificadas mas principalmente da alimentação e tecnologia) unem-se para aumentar seus lucros sem competirem entre si.

Por indução ao consumo o povo torna-se consumista a níveis excessivos e fragiliza-se como reféns de suas dívidas submetem-se a empregos e subempregos elevando ainda mais sua dependência econômica.

Vejam os lucros dos bancos publicados em seus balanços.

Com certeza o lucro excessivo está no crédito facilitado e seus instrumentos operacionais como cartão e cheques especiais.

Assim, por trás das cortinas, essas instituições comandam o novo sistema ditatorial do mundo moderno.

Quem proporá um novo sistema político para essa democracia mascarada?

Choque de gestão, por Clóvis Volpi.

De expressão forte e impactante “choque de gestão” virou sinônimo de capacidade de gestores em transformar o negativo em positivo num piscar de olhos.

Esse sentimento tem validade na empresa privada onde o objetivo final é o lucro e seus gestores são escolhidos por capacidade de análise e efetivação das ações necessárias para obtenção desse feito “lucro”.

Na pública, seja ela administração direta ou de seus agregados (empresas públicas), o sentimento pode ser o mesmo até o quesito análise, mas para chegar à efetivação dependerá muito de fatores políticos que nem sempre são lógicos e de mesmo princípio, até porque não há o lucro, mas sim o resultado das próximas urnas. O lucro é o voto futuro.

O choque de gestão na administração pública passa primeiro pelo princípio do vencedor na eleição e do executivo. Ele deverá se perguntar porque disputou a eleição e após vencer o que poderá fazer agora e de bom para ser um bom governante (é nele que começa o choque de gestão).

De atitudes e princípios de bom gestor à execução dependerá muito, mas muito mesmo de, quais foram seus apoiadores políticos e qual a formação intelectual dos secretários e seus princípios. Fica claro que choque de gestão não se fará sem um corpo diretivo competente e dos mesmos princípios e fundamentos do gestor-mor.

Acordos pré-eleição e composições futuras não darão ao gestor nenhuma garantia de sucesso, até porque na área pública os que vem para dentro do governo com indicação partidária ou de grupos tendem a governar para fora e para seus padrinhos e não para dentro onde está o princípio de governança central.

O choque de gestão na vida pública exige mais que análise, conhecimento, técnica, etc.  Exige coragem para impor o princípio de gestão sadia aos municípios e esse será o legado final. O choque de gestão no público não pode ser genérico e de uma só vez. É preciso escalonar prioridades e atuar diretamente nelas e diante da crise atual o ideal é iniciar por Finanças, saúde e educação.

Nesse momento, uma controladoria com poderes para dizer sim e não sobre propostas que possam quebrar o objetivo do gestor será de extrema importância.

Temer e Meirelles quebram tudo: agricultura, indústria e comércio.

Os dados do PIB do terceiro trimestre deste ano confirmam que a dupla Michel Temer e Henrique Meirelles, que prometia resgatar a confiança, aprofundou a recessão.

Os dois também conseguiram a proeza de derrubar todos os setores da economia: agropecuária (-1,4%), indústria (-1,3%) e serviços (-0,6%).

Com isso, o PIB do trimestre caiu 0,8% em relação ao segundo trimestre do ano.

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a contração foi ainda maior, de 2,9%, a décima seguida, o que comprova o altíssimo custo do golpe para a sociedade brasileira.

Em 2015, a economia brasileira caiu 5%, quando a aliança PMDB-PSDB colocou em marcha a política do “quanto pior, melhor” para tomar o poder.

Neste ano, a recessão será de 3,5%, já com Temer e Meirelles no comando, e 2017 também deve ser um ano perdido.

Leia abaixo matéria da Reuters:

Economia brasileira encolhe 0,8% no 3º tri, diz IBGE, 7ª queda seguida

RIO DE JANEIRO/ SÃO PAULO (Reuters) – O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encolheu 0,8 por cento no terceiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, marcando o sétimo trimestre seguido de contração.

Sobre o terceiro trimestre de 2015, o PIB despencou 2,9 por cento.

Pesquisa da Reuters apontava que a economia teria queda de 0,8 por cento entre julho e setembro na comparação com o trimestre anterior e de 3,2 por cento sobre o terceiro trimestre de 2015.

Faturamento de micro e pequenas empresas encolhe no ABC.

O faturamento das micro e pequenas empresas da região do ABC fechou em R$ 2,3 bilhões no mês de setembro, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado e um crescimento de 1,5% na comparação com agosto. É o que revela dados dos Indicadores Sebrae-SP divulgados nesta terça-feira (22/11).

Mesmo com o ligeiro aumento no curto período, a consultora da entidade, Letícia Aguiar, aponta que o setor não vislumbra retomada do desempenho neste final de ano. “As empresas ainda sofrem com a baixa demanda industrial, consumo do mercado interno fraco, o que reflete no nível de emprego e poder de compra da população em geral”, afirmou.

A pesquisa não desmembra o desempenho das empresas por setor na Região, mas é possível ter uma base a partir dos dados estaduais. Em setembro, a receita total do conjunto das MPEs paulistas foi de R$ 48,4 bilhões – R$ 5,4 bilhões a menos do que em setembro de 2015. A indústria apresentou queda de 18,6% no faturamento, enquanto nos serviços, a redução de receita foi de 11% e no comércio, de 6,6%.

“O perfil do ABC é industrial e, consequentemente, esse setor é o que mais sofre. Mas temos que levar em consideração os efeitos em cadeia, que reflete no comércio e na demanda por serviços de transporte e alojamento pelas empresas, por exemplo”, avaliou Letícia.

Com esse desempenho abaixo do esperado pelas empresas, o impacto é direto no nível de ocupação. Nas micro e pequenas instaladas na Região houve queda de 10,7% no número de trabalhadores nos nove primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. No geral do Estado, a redução foi de 3,2% no quadro de funcionários.

Sebrae Móvel leva orientação a empreendedores de Ribeirão Pires.

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O Sebrae-SP esteve durante todo o dia desta quinta-feira (25) em Ribeirão Pires, próximo ao palco da Vila do Doce onde realizou atendimento ao público em seu veículo equipado com computadores, internet, ar condicionado e cartilhas com informações e orientação para quem já tem ou deseja investir em um pequeno negócio.

Na oportunidade os consultores apresentaram ferramentas de gestão de negócios e informações sobre o regime de formalização pelo MEI, além de indicar oficinas, cursos e palestras que ocorrem nos escritórios regionais e demais pontos de atendimento da entidade, com foco nos principais temas de administração de negócios como abertura de empresa, vendas, marketing, finanças e gestão de pessoal, entre outros.

Turismo Industrial é tema de Congresso Internacional na sede do Consórcio Intermunicipal do ABC.

turismo

O presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (14), a integração dos municípios da região no roteiro do turismo industrial. Durante a cerimônia de abertura do Congresso Brasileiro de Turismo Industrial, Marinho sugeriu um debate regional sobre o segmento. O evento se encerra nesta sexta-feira (15), com programação de palestras e visitas monitoradas a fábricas.

Realizado pelo Consórcio, por meio do Grupo de Trabalho Turismo, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e o Senac São Bernardo do Campo, o Congresso busca debater experiências regionais e internacionais em oportunidades do setor turístico.

“O turismo industrial é uma bela iniciativa, e os números dizem isso. Nossa expectativa é que as outras cidades passem a integrar esse processo”, afirmou Marinho. No ABC, a modalidade surgiu em 2013, em São Bernardo, contando atualmente com 12 indústrias participantes. Até junho deste ano, a iniciativa soma 3.384 visitantes. Deste total, 55% vieram de outros Estados. O município recebeu ainda grupos de outros países, como Peru, Estados Unidos, Índia e Uganda.

O presidente do Consórcio ressaltou que o turismo industrial tem como estímulo a curiosidade do público em conhecer as instalações das fábricas e sua história, assim como entrar em contato com as pessoas que atuam na produção. “Com o congresso, esperamos que outras empresas possam integrar esse grupo seleto que tem coragem de abrir suas portas para as visitações. O conhecimento que pode ser adquirido em uma visita é enorme”, afirmou.

Marinho disse ainda que os números de todas as modalidades turísticas no Brasil ainda estão ainda aquém do potencial do país. No caso do ABC, defendeu que o turismo industrial pode ser explorado em conjunto com os segmentos histórico, religioso, esportivo e o ecoturismo.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, Giovanni Rocco; do gerente do Senac São Bernardo, Jurandir Santos; do diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) São Bernardo e vereador do município, Mauro Miaguti; e do chefe de gabinete da Secretaria de Turismo do Estado, Gilson Hiarita.

Em seguida, os participantes assistiram à palestra magna do congresso, sobre o turismo industrial português, ministrada por Alexandra Alves, coordenadora do programa de Turismo Industrial de São João da Madeira, em Portugal. O município, referência deste segmento, sediou a 4ª edição do Congresso Europeu de Turismo Industrial. Em quatro anos, a cidade recebeu 95 mil visitantes. “São João da Madeira soube se reinventar em nível turístico e hoje está entre as cidades com maior qualidade de vida em Portugal” afirmou.

De acordo com a coordenadora, o turismo industrial tem ainda potencial educacional, pois recebe desde crianças em idade pré-escolar a idosos. No caso dos jovens, acrescentou, as visitas ajudam a aproximá-los da indústria e também podem despertar o interesse de trabalhar no setor. Em 2015, a cidade portuguesa firmou Termo de Cooperação Técnica Internacional com a Prefeitura de São Bernardo do Campo para a troca de experiências permanente nesta área. A assinatura ocorreu após visita de missão do Consórcio e da Agência ao país.

Mutirão de crédito será realizado em Rio Grande da Serra.

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Após o 1° Feirão de Crédito do Brasil realizado em São Bernardo em junho, agora é a vez de outras cidades do ABC receberam a ação. Nesta quarta-feira (13/07), o Mutirão de Crédito Orientado será em Rio Grande da Serra, das 8h30 às 13h, no Centro Social de Solidariedade (rua do Progresso, 700 – Centro).

A iniciativa oferece atendimento em diferentes serviços ofertados gratuitamente aos micro e pequenos empresários da cidade. Na ocasião serão apresentadas novas linhas de crédito, com juros atrativos, por meio do Fampe (Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas) do Sebrae.

Durante o evento estão previstas palestras e rodada de negócios. A ação é realizada em parceria entre Sebrae, Agência de Desenvolvimento Econômico e o Consórcio Intermunicipal Grande ABC.

A próxima cidade a receber o Mutirão é Ribeirão Pires, no dia 20/07, seguida por Santo André, no dia 26. Os eventos seguem em agosto nos municípios de São Caetano, Diadema e Mauá, nos dias 9, 16 e 25, respectivamente.

Escassez de água pode reduzir crescimento econômico em 6%, diz Banco Mundial.

seca

Algumas regiões do mundo poderão ver as suas taxas de crescimento cair até 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas por um país – até 2050, caso nada seja feito para melhorar as políticas de gestão da água, alertou o Banco Mundial.

Num relatório intitulado High and Dry: Climate Change, Water and the Economy, o banco escreve que as alterações climáticas terão impacto, em primeiro lugar, no ciclo da água, com consequências na alimentação, energia, sistemas urbanos e ambientais.

O crescimento das populações, com maiores rendimentos e em cidades cada vez maiores, irá resultar num aumento exponencial das necessidades de água, mas a água disponível será mais errática e incerta, antecipa o relatório.

A redução da água doce disponível e a competição por parte de setores como a energia ou a agricultura poderão deixar as cidades em 2050 com até menos dois terços da água que tinham em 2015.

Segundo o Banco Mundial, se as políticas de gestão da água se mantiverem como estão e se os modelos climáticos se confirmarem, a escassez de água irá se estender a regiões onde atualmente não existe, como a África central e a Ásia oriental – e piorar gravemente onde já é uma realidade, como o Oriente Médio e o Sahel, na África.

Crescimento ameaçado

Estas regiões, prevê o relatório agora divulgado, poderão ver as suas taxas de crescimento econômico cairem em até 6% do Produto Interno Bruto até 2050, devido aos efeitos da escassez de água na agricultura, na saúde e nos rendimentos.

A boa notícia, revela o Banco Mundial, é que embora as más políticas possam exacerbar o impacto econômico negativo das alterações climáticas, as boas políticas podem ajudar a neutralizá-lo.

Algumas regiões poderão ver as suas taxas de crescimento aumentar até 6% com melhores práticas de gestão dos recursos aquáticos. Os autores do relatório recordam que os impactos da má gestão da água são particularmente sentidos pelos mais pobres, que têm maior probabilidade de depender da agricultura alimentada pela chuva e de viver em zonas mais suscetíveis a inundações, estando também mais vulneráveis ao risco de águas contaminadas e saneamento desadequado.

As mudanças na disponibilidade da água podem também induzir as migrações e incendiar conflitos civis, devido ao impacto que têm nos preços dos alimentos e no crescimento econômico, diz o estudo.

“É por isso que a gestão da água será crucial para o mundo alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as aspirações a uma redução da pobreza e a uma maior prosperidade partilhada”, ressalta o relatório,

“A água é a moeda comum que liga quase todos os ODS”, acrescenta o documento, numa referência aos objetivos definidos em 2015 pela comunidade internacional.

Otimizar a utilização da água através de melhor planejamento e incentivos, expandir a quantidade e disponibilidade de água, sempre que possível e reduzir o impacto dos extremos, da variabilidade e incerteza são as propostas do Banco Mundial para melhor gerir a água no futuro.

Idosos com mais de 70 anos têm direito a sacar R$ 7,5 bilhões do PIS/Pasep.

pis pasep
Cerca de 4,6 milhões de idosos com mais de 70 anos que contribuíram para os fundos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) têm direito a sacar cotas dos fundos. No total, R$ 7,5 bilhões estão disponíveis. O dinheiro pode ser retirado por trabalhadores que contribuíram com os fundos antes da Constituição de 1988.

Desse total, R$ 2,4 bilhões estão parados no Banco do Brasil, que administra o Pasep, formado pelas contribuições de servidores públicos. Responsável pelo PIS, formado pelas contribuições de trabalhadores da iniciativa privada e de empresas estatais, a Caixa Econômica Federal não divulgou o valor, mas relatório do Tesouro Nacional divulgado em setembro do ano passado estima que R$ 5,1 bilhões estejam parados no banco.

Em relação ao número de beneficiários que podem sacar os recursos, a Caixa divulgou que 3,79 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 70 anos têm direto a receber cotas do PIS. No Banco do Brasil, 860 mil participantes estão habilitados a sacar as cotas do Pasep.

O valor do benefício depende da contribuição de cada trabalhador. De acordo com o relatório do Tesouro Nacional, o saldo médio das contas corresponde a R$ 1.135. Alguns trabalhadores têm mais de uma conta no PIS/Pasep.

De acordo com levantamento divulgado em fevereiro pela Controladoria-Geral da União (CGU), existem cerca de 31 milhões de contas nos fundos do PIS/Pasep. Atualmente, o volume depositado está em R$ 34,7 bilhões. No entanto, só tem direito a sacar o benefício quem tem pelo menos 70 anos.

Até 4 de outubro de 1988, cada trabalhador tinha uma ou mais contas no PIS/Pasep e recebia o valor conforme as cotas de contribuição. A partir da Constituição de 1988, a arrecadação do PIS/Pasep deixou de ir para as contas individuais. Dois quintos da receita dos tributos passaram a financiar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e três quintos passaram a ir para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o abono salarial, o seguro-desemprego e financia cursos de capacitação profissional.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador que contribuiu até 1988 deve procurar uma agência do Banco do Brasil, no caso da contribuição ao Pasep, ou da Caixa Econômica Federal, no caso da contribuição ao PIS. No caso de falecimento do trabalhador, a solicitação pode ser feita por um herdeiro direto.

Em nota, o Ministério da Fazenda esclareceu que, desde novembro de 2015, a Caixa promove campanha para divulgar o direito de saque do PIS. Em relação ao Pasep, o Banco do Brasil iniciou o levantamento em fevereiro e enviará as cartas aos beneficiários até quinta-feira (14). Segundo a Fazenda, a dificuldade de o Banco do Brasil identificar os cotistas do Pasep com mais de 70 anos retardou o início da campanha. Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*

Receita libera amanhã programa gerador do Imposto de Renda

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O programa gerador da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2015 será liberado amanhã (25) no site da Receita Federal. A Instrução Normativa que aprovou o programa este ano foi publicada hoje (24) no Diário Oficial da União. .

Para enviar a declaração, o contribuinte deverá usar o Receitanet, que poderá também ser baixado do site, onde estarão disponíveis as configurações mínimas dos computadores que executarão o programa.

Embora possa instalar os programas no computador, o contribuinte só conseguirá enviar a declaração no dia 1º de março. As pessoas que enviarem as informações nos primeiros dias do prazo terão a chance de receber a restituição, caso tenha direito, nos primeiros lotes, que devem ser liberados a partir de 15 de junho. Têm prioridade, ainda, contribuintes com mais de 60 anos e quem tem alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave. O prazo termina no dia 29 de abril.

O comprovante de rendimento para o trabalhador preencher a declaração terá que ser entregue pela fonte pagadora, pessoas físicas e jurídicas, até o dia 29 de fevereiro.

Quem deve declarar

Estão obrigadas a entregar a declaração este ano, as pessoas físicas que ganharam, em 2015, R$ 28.123,91 em rendimentos tributáveis. Isso equivale a R$ 2.343,66 por mês, excluindo o décimo terceiro salário, que tem tributação própria.

Devem declarar, ainda, o Imposto de Renda Pessoa Física quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, acima de R$ 40 mil em 2015; quem obteve, em qualquer mês do ano passado, ganho de capital na venda de bens ou fez operações no mercado de ações; quem tem patrimônio individual acima de R$ 300 mil e proprietários rurais que obtiveram receita bruta acima de R$ 140.619,55.

O contribuinte pessoa física que não entregar a declaração no prazo pagará multa de 1% do imposto devido por mês de atraso ou de R$ 165,74, prevalecendo o maior valor. A multa máxima equivale a 20%, caso o contribuinte atrase a entrega por 20 meses.

O supervisor do Imposto de Renda, Joaquim Adir, estima que 28,5 milhões de contribuintes deverão enviar à Receita Federal a declaração . O número representa crescimento de 2,1% em relação ao ano passado.