Arquivos de Tag: Eduardo Cunha

Cunha finaliza delação que vai atingir Temer, Moreira Franco e Jucá.

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já está finalizando os textos com as informações para o acordo de delação premiada que pretende fechar com a Operação Lava-Jato. O peemedebista já rascunhou mais de cem anexos para a colaboração. Ainda não se sabe quantos deles serão aproveitados no acordo oficial. Procuradores que integram a força-tarefa têm conversado com os advogados de Cunha e acompanham de perto cada passo que ele dá em direção a um acordo com as autoridades. A negociação tem sido considerada satisfatória e a expectativa é que ele entregue os documentos confessando e delatando crimes já na próxima semana. Cunha deve envolver diretamente o presidente Michel Temer, os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) em sua delação. O ex-presidente da Câmara dos Deputados integrava o núcleo duro do PMDB formado por Temer, Jucá e os dois ministros. O grupo liderou o movimento que culminou no impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Cunha teria participado não apenas das grandes negociações políticas mas também de esquemas de arrecadação de recursos para campanhas eleitorais do grupo e do recebimento de propinas. Ele teria provas sólidas das acusações que fará. Ao contrário do doleiro Lucio Funaro, operador de Cunha que foi transferido para a carceragem da Polícia Federal em Brasília para facilitar as conversas com seus advogados e finalizar sua colaboração, Cunha continua preso em Curitiba. As autoridades, no entanto, reservaram ao ex-deputado uma sala especial no Complexo Médico-Penal de Pinhais para que ele possa conversar com seus advogados, que devem redigir os anexos da delação baseados nas informações prestadas pelo cliente.

Aécio é notificado sobre prisão ao entregar passaporte ao STF.

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) não pode mais viajar para fora do Brasil.

Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, o senador afastado, Aécio Neves teve que entregar seu passaporte ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (24), num desfecho humilhante para quem, até poucos dias atrás, liderava protestos contra a corrupção.

Aécio também foi notificado sobre o pedido de prisão formulado pela procuradoria-geral da República e ganhou prazo de 15 dias para se manifestar antes da decisão do plenário da corte.

Depois que foi derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio decidiu incendiar o País – “só para encher o saco”, como disse num grampo com o empresário Joesley Batista, a quem pediu uma propina de R$ 2 milhões.

Ao não aceitar o resultado eleitoral e se aliar ao então ex-deputado  e hoje “detento” Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão, para provocar instabilidade econômica e, assim, lograr êxito no golpe parlamentar, Aécio atirou o Brasil na maior crise de sua história.

Áudio em que Temer autoriza a compra do silencio de Cunha é divulgado.

“Tem que manter isso, viu?”, diz Temer a Joesley (escute aqui a íntegra da gravação).

Temer necessita do silêncio de Eduardo Cunha para evitar a delação do antigo aliado e, assim, se manter no Palácio do Planalto.

Com a voz de Temer exposta ao público, todos os aliados devem abandoná-lo. Presidente do PPS já abandonou o barco. PSDB deve desembarcar em peso em breve.nesta noite.

Temer e Cunha são os mais odiados do país, aponta pesquisa IPSOS.

Uma nova pesquisa comprovou aquilo que as ruas já mostram: Michel Temer empatou com o ex-deputado Eduardo Cunha no posto de político mais odiado do Brasil.

A desaprovação a Michel Temer saltou nove pontos em um mês e agora, pela primeira vez desde sua posse, iguala-se à taxa do ex-deputado Eduardo Cunha, personalidade pública mais rejeitada do Brasil em reiteradas pesquisas.

Conforme levantamento da Ipsos realizado no início de abril, 87% dos brasileiros desaprovam a forma como Temer vem atuando. Em relação a Cunha, hoje preso pela Lava-Jato, as menções negativas alcançam 90%. Como a margem de erro é de três pontos, trata-se de um empate técnico.

“A aprovação a Temer também sofreu mudança relevante no período de um mês. Caiu de 17% para 10% (em outubro de 2016, em seu melhor momento, chegou a 31%). Nesse quesito, porém, ele aparece melhor que Cunha, aprovado por apenas 2%.

A Ipsos, que faz esse monitoramento mensalmente, ouviu 1.200 pessoas em 72 municípios entre 1º e 12 de abril. O noticiário sobre as reformas já era intenso. As entrevistas, no entanto, foram feitas antes da divulgação das delações da Odebrecht, que atingiram Temer e vários outros políticos da situação e da oposição.

No capítulo de avaliação do governo federal, a pesquisa também traz más notícias para o presidente. Os brasileiros que julgam a administração como boa ou ótima somam apenas 4%, a menor taxa desde a posse. É numericamente o mesmo patamar apurado no pior período da gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, entre setembro de novembro de 2015.

Na ponta oposta, a taxa dos que avaliam o governo atual como ruim ou péssimo sobe mês a mês. Era de 59% em janeiro e fevereiro, passou para 62% em março, atingiu 75% em abril.”

Os mais aprovados do país

Apesar do massacre midiático liderado pela Globo e da caçada judicial, o ex-presidente Lula aparece em primeiro lugar em aprovação, com 34% da preferência do eleitor. Em segundo lugar vem a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 24%.

Em terceiro aparece o senador José Serra (PSDB), com 18% de aprovação, seguido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), ambos com 14%. O presidenciável do PDT Ciro Gomes vem na quinta colocação, com 11%.

O senador Aécio Neves (PSDB), está na última colocação da preferência do eleitorado brasileiro, com apenas 9% de aprovação, empatado com o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

A Ipsos, que faz esse monitoramento mensalmente, ouviu 1.200 pessoas em 72 municípios entre 1º e 12 de abril, com uma margem de erro de três pontos percentuais. Números foram divulgados pelo jornal Valor Econômico.

O depoimento de Eduardo Cunha à Justiça.

Quem tiver paciência e estômago e quiser ouvir todo o depoimento do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, pode acessar no You Tube, clicando no link.

Contas de Eduardo Cunha foram encontradas zeradas; soma chegava a R$ 221 milhões.

DF - CUNHA/JORNALISTAS - POLÍTICA - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), concede entrevista aos jornalistas setoristas da Câmara fazendo um balanço do primeiro semestre do ano, em uma café da manhã oferecido no anexo IV na Câmara dos Deputados, em Brasília. 16/07/2015 - Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

A prisão do deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB, tomou conta das redes sociais e dos canais de notícias do Brasil. Entretanto, o episódio ainda reservava uma nova surpresa: as quatro contas bancárias do político, nas quais constavam cerca de R$ 221 milhões, estavam zeradas.

Descobriu-se o desaparecimento do dinheiro após o pedido de bloqueio das contas, enviado pelo juiz Sérgio Moro ao Banco Central. As investigações apontam que a quantia era originária, majoritariamente, de propinas e acordos ilegais firmados pelo ex-deputado.

Um desses acordos, por exemplo, mostra que Cunha teria negociado um campo de petróleo em Benin, no continente africano, para um empresário português por um preço bastante inferior ao de mercado em troca de R$ 5 milhões.

A ação teria sido mediada pela diretoria internacional da Petrobras, sob comando de Jorge Zelada, indicado pelo PMDB ao cargo.

A prisão preventiva de Cunha por Sérgio Moro aponta que o pedido se deve à representação de risco à “instrução do processo”, havendo “possibilidade de fuga em virtude de recursos ocultos no exterior e dupla nacionalidade”.

Possível delação de Cunha pode inaugurar novo surto de crise política

cunhapreso

A prisão do deputado cassado Eduardo Cunha e a possibilidade de que ele venha a contar o que sabe sobre escândalos de corrupção que também envolvem figuras do PMDB ligadas ao governo Michel Temer, seja por meio de delação premiada ou revelações espontâneas, têm capacidade de “causar um estrago enorme” e inaugurar “novo surto de crise política”, no Brasil. É o que diz o cientista político Aldo Fornazieri, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp).

Em entrevista à Rádio Brasil Atual na manhã desta quinta-feira (20), ele diz que uma eventual delação ainda depende de análise de critérios técnicos e jurídicos, além da vontade política dos operadores da Operação Lava Jato, mas ele acredita que Cunha deve ter amplo repertório de novas informações, uma das exigências para a efetuação da delação. Para o professor, novas denúncias podem reforçar o ‘Fora, Temer’ nas ruas. (Caros Amigos)

Entre deputados, cresce expectativa sobre possível delação de Cunha na Lava Jato.

cunha-delator

O respeitado portal de notícias online “Congresso em Foco” postou texto sobre a repercurssão da prisão do ex-deputado Eduardo Cunha nesta terça-feira (19). No posto o veículos diz que à poucos minutos após a divulgação da notícia sobre a prisão preventiva do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputados da oposição comemoravam a decisão. Aliados de Cunha, por outro lado, não foram mais vistos pelos corredores da Câmara para comentar o fato. Independente do posicionamento político, um sentimento parece ser unânime: a expectativa por um eventual acordo de delação premiada do peemedebista no âmbito da Operação Lava Jato.

“Mais um passo do que é o justo ocorre. A prisão dele deve desencadear todo um conjunto de mudanças do cenário político brasileiro. Nós sabemos que o governo hoje ilegitimamente liderado por Temer é um governo marcado pela corrupção e a minha expectativa é que é um governo que não se sustentará até o final de 2018″, disse Henrique Fontana (PT-RS).

A prisão do ex-presidente da Casa já era esperada por muitos. Porém, cresce a expectativa sobre os desdobramentos da ação. “A Câmara já treme. A República provavelmente vai tremer com a delação premiada de Cunha. Tomara que ele conte tudo o que saiba, e que todo mundo que praticou corrupção responda pelos seus atos”, disse Alessandro Molon (Rede-RJ).

O deputado Paulinho da Força (SD-SP) disse que, a princípio, estava certo de que Cunha não iria fechar acordo de delação premiada. “Mas isso com o Cunha solto. Com o Cunha preso não se sabe”, ponderou o parlamentar.

O líder do DEM, Pauderney Avelino (AM) disse que, apesar de esperada, a prisão foi surpreendente. “Para mim foi uma surpresa. Por mais que nós pudéssemos avaliar que ele iria ser preso, eu acho que foi antecipada essa decisão”, disse o deputado.

“Todos nós sabíamos que o ex-deputado Eduardo Cunha poderia ser preso. Eu imaginava que o juiz Sergio Moro iria intimá-lo para prestar depoimento, mas o juiz Sergio Moro mandou prender”, acrescentou Pauderney.

“Quero aproveitar essa oportunidade para dizer que hoje é o começo do fim do governo Michel Temer. O homem que tomava os melhores vinhos do mundo, que visitava os melhores hotéis, que ia nos melhores restaurantes do mundo. Esse rapaz, esse cidadão, esse senhor vai aguentar uma prisão em Curitiba e por outro lado ficar preocupado com eventual prisão da esposa dele? É evidente que ele vai fazer delação premiada”, avaliou Silvio Costa (PTdoB-PE).O protagonismo de Eduardo Cunha no desencadeamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff não foi esquecido pelos aliados da petista. “Ele é peça central no desfecho do processo brasileiro que se encontra hoje. Ele acompanhou, participou e tem posição ativa na construção do governo Temer. A expectativa que temos é que ele diga sua participação nos fatos que levaram ao impeachment”, afirmou o líder do PCdoB, Daniel Almeida (PCdoB-BA).

Retorno do Japão

Coincidentemente ou não, o presidente Michel Temer, que está em viagem ao Japão, antecipou seu retorno ao Brasil. O peemedebista já embarcou de volta e deve chegar a Brasília na manhã desta quinta-feira (20).

“É evidente que neste momento o telefone do Planalto está tocando ligando para as farmácias para pedir calmante. É evidente que Cunha tem um dossiê pesado. É evidente que ele conhece o modus operandi do PMDB”, acrescentou o deputado. “Esse chantagista derrubou a presidente Dilma. Mas a verdade no final sempre vence”, disse Silvio Costa.

“O Cunha sabe muito, sabe tudo. Ele mereceu cafuné seja do antigo governo do PT, quanto da antiga oposição, atualmente no governo. Ele é do PMDB, foi cortejado pelo PT, pelo PMDB, pelo PSDB, pelo DEM, por todas as grandes forças partidárias desse país, sabe muito, e pode e deve revelar à Justiça”, disse Chico Alencar (Psol-RJ).

O Psol, juntamente com a Rede, foi responsável pela representação no Conselho de Ética que resultou na cassação do mandato do deputado.

“Por que que a gente acredita que ele vá colaborar? Primeiro que a pessoa privada da liberdade, fica menos arrogante, menos cínica, às vezes até menos mentirosa. Ele, claro, prenuncia uma condenação pesada e pode querer diminuí-la diante da delação, mas ela tem que ser integral, e isso tá botando muita gente daqui, do Executivo, do antigo governo, do atual, de cenho franzido, preocupação com a desocupação laboral que Cunha vai viver agora na cadeia”, acrescentou Chico.

Questionado sobre a cassação de seu correligionário, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse, ao deixar o plenário da Casa na tarde desta quarta-feira que “não estava sabendo”. Questionado pelos jornalistas, o senador permaneceu em silêncio.

“Moro já tem álibi para prender Lula”, afirma jornalista.

prisao-de-lula

Para o jornalista Renato Rovai, que tem um blog no Portal Fórum, o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, já tem seu álibi para prender o ex-presidente Lula, depois de já ter determinado a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“A partir de agora, o homem de preto poderá dizer que não age de forma seletiva. Que já prendeu mais de uma dezena de petistas graúdos, alguns com base em indícios que depois foram se desmanchando no ar, como o tal JD, que era José Dirceu e depois virou Juscelino Dourado, ex-chefe de gabinete de Antônio Palocci. Mas que também foi ele que prendeu o ex-todo poderoso Eduardo Cunha”, observa.

“Se isso era o álibi que Moro precisava para prender Lula, como muita gente tem especulado na rede, só o tempo, senhor da razão, poderá dizer”, acrescenta, citando as pesquisas divulgadas nos últimos dias (ver aqui) que mostram Lula liderando a disputa presidencial de 2018. “Não há nada mais urgente para as elites internacionais e nacionais do que tirar Lula da disputa de 2018”, afirma Rovai.

Leia aqui a íntegra de seu artigo.

Cunha foi preso em Brasília pela Polícia Federal, sua casa no Rio foi alvo de operação de busca e apreensão.

cunha-preso

A prisão e a busca foram autorizadas pelo juiz federal Sergio Moro nesta terça-feira (18), que passou a tratar do caso do ex-parlamentar depois que ele perdeu o foro privilegiado com a cassação de seu mandato.

A casa de Cunha fica na Barra da Tijuca, na zona sul do Rio. O ex-deputado foi preso nos arredores do seu prédio em Brasília. A PF estava procurando o peemedebista desde o período da manhã.

Ele está sendo levado ao hangar da PF em Brasília e deve chegar em Curitiba entre 17h e 18h.

O ex-deputado é investigado sob suspeita de ter recebido propinas para liberar recursos da Caixa Econômica Federal, entre outros crimes.

Cunha é réu da Operação Lava Jato sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O processo estava no STF (Supremo Tribunal Federal), mas, com a cassação do peemedebista, desceu para a primeira instância, na Justiça Federal do Paraná.

O ex-deputado é acusado de receber R$ 5 milhões de propina em contas na Suíça, abastecidas com dinheiro originário de contratos de exploração de petróleo da Petrobras na África.

Ele nega irregularidades e diz que as contas pertencem a trusts (instrumento jurídico usado para administração de bens e recursos no exterior), e não a si próprio.

Sua mulher, a jornalista Claudia Cruz, já é ré pela mesma acusação na Justiça Federal do Paraná.

Eduardo Cunha é afastado do cargo de deputado e da presidência da Câmara.

eduardo cunha

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou hoje (5) o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato de deputado federal e, em consequência, da presidência da Câmara. O ministro atendeu a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que apresentou denúncia acusando Cunha de tentar interferir na condução das investigações da Operação Lava Jato. A decisão é liminar. Eduardo Cunha informou que vai recorrer da decisão. Mesmo afastado do mandato, Cunha permanece como deputado e com foro privilegiado.

Na decisão, Zavascki diz que, diante da denúncia apresentada por Janot, Cunha não tem condições de ocupar o cargo de presidente da Câmara e nem substituir o presidente da República. De acordo com a Constituição, com ausência do presidente e do vice-presidente do país, o presidente da Câmara é quem ocupa a Presidência da República.

“Não há a menor dúvida de que o investigado não possui condições pessoais mínimas para exercer, neste momento, na sua plenitude, as responsabilidades do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados, pois ele não se qualifica para o encargo de substituição da Presidência da República, já que figura na condição de reú no Inquérito 3983, em curso neste Supremo Tribunal Federal”, diz o ministro no documento, de 76 páginas. No inquérito, Cunha responde por corrupção, lavagem de dinheiro, manutenção de valores irregulares em contas no exterior.

Uso do cargo

Na decisão, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, argumenta que Cunha usou o cargo de deputado federal e de presidente da Casa “em interesse próprio e ilícito, qual seja, evitar que as investigações contra si tenham curso e cheguem a bom termo, bem como reiterar as práticas delitivas, com o intuito de obter vantagens indevidas”.

Janot citou 11 motivos para o afastamento de Cunha. Entre eles, o procurador-geral argumenta que Cunha determinou que parlamentares aliados apresentassem requerimentos contra empresários e empresas com intuito de pressioná-los ao pagamento de propina; convocou testemunhas para depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras (CPI) para intimidação; contratou empresa de investigação financeira para descobrir algo que pudesse compromete-lo e seus aliados em acordos de delação premiada na Operação Lava Jato; colocou em pauta votação de projeto que poderia eximi-lo de penalidade por manter valores não declarados fora do país; retaliou integrantes de partidos que apresentaram ação pedindo a cassação de seu mandato; apreendeu documentos que apontam o recebimento de propina; obstruiu a pauta de votações para evitar a apuração de conduta de aliados na Câmara e utilizou de manobras para trocar o relator no Conselho de Ética responsável por analisar processo contra ele.

“Isto demonstra que Eduardo Cunha deve ser afastado do cargo de deputado federal para impedir a reiteração criminosa, garantindo-se a ordem pública, uma vez que vem se utilizando há bastante tempo de referido cargo para práticas ilícitas”, diz Janot, no pedido de afastamento.

Diante dos argumentos de Janot, Teori Zavascki diz que “há indícios de que o requerido, na sua condição de parlamentar, e, mais ainda, de Presidente da Câmara dos Deputados, tem meios e é capaz de efetivamente obstruir a investigação, a colheita de provas, intimidar testemunhas e impedir, ainda que indiretamente, o regular trâmite da ação penal em curso no Supremo Tribunal Federal, assim como das diversas investigações existentes nos inquéritos regularmente instaurados”.

“Nada, absolutamente nada, se pode extrair da Constituição que possa, minimamente, justificar a sua permanência no exercício dessas elevadas funções públicas”, diz o ministro, além de que a permanência de Cunha “é um pejorativo que conspira contra a própria dignidade da instituição por ele liderada”.

<<Leia a íntegra da decisão do ministro Teori Zavascki>>

Leia também Cunha diz que vai recorrer de afastamento determinado por ministro do STF

Cunha recebeu propina de R$ 52 milhões, diz delator.

cunha ladrão

Em delação premiada à Procuradoria-Geral da República, na Operação Lava Jato, o empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, entregou aos investigadores uma tabela que aponta 22 depósitos somando US$ 4.680.297,05 em propinas supostamente pagas ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entre 10 de agosto de 2011 e 19 de setembro de 2014.

Segundo o empreiteiro, empresas relacionadas às obras do Porto Maravilha, no Rio, deveriam pagar R$ 52 milhões ou 1,5% do valor total dos Certificados de Potencial de Área Construtiva (Cepac) a Eduardo Cunha. A parte que caberia à Carioca era de R$ 13 milhões.

Sob pressão, Cunha recua e votação do impeachment começará por deputados do Norte.

votação do impeachment

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou atrás na decisão anunciada ontem (13) sobre a ordem de chamada de votação para o processo do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Pressionado por aliados do governo, Cunha recuou e anunciou hoje (14) que a votação será alternada, começando por um estado do Norte.

De acordo com decisão lida em plenário pelo primeiro secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), a ordem de chamada para domingo (17) será a seguinte: deputados de Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amapá, Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Acre, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas.

A votação no estados obedecerá a ordem alfabética. Na edição anterior, Eduardo Cunha havia determinado que a votações começaria dos estados do Sul para os do Norte.

Doleiro detalha como Cunha recebeu propina deUS$ 5 milhões.

eduardo cunha

O deputado Marcos Rogério (DEM-RO), relator do processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, questionou, há pouco, o proprietário do Laboratório Labogen, Leonardo Meirelles, se os recursos enviados a suas empresas no exterior tinham origem licita ou Ilícita.

“As transferências financeiras que teriam partido do empresário Julio Camargo para suas empresas em Hong Kong e, posteriormente, em uma outra transação, esses recursos teriam entrado no Brasil e teriam como destinatário o senhor Eduardo Cunha, como o senhor afirma ter ouvido de Alberto Youssef. Esse dinheiro era licito ou ilícito?”, indagou.

Em reposta, Meireles disse que o dinheiro destinado pela Vigela Associated [de Júlio Camargo] a suas empresas era de origem ilícita. “O contrato firmado entre minha empresa e a Vigela era fictício. O dinheiro, portanto, é ilícito”, afirmou.

Por sua vez, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) perguntou se poderia dizer que todo o dinheiro movimentado pelas empresas não foi declarado. “Não, até porque eu fui responsabilizado por isso”, respondeu Meirelles.

O deputado Sandro Alex (PSD-PR) questionou a testemunha sobre o valor total de recursos movimentados por suas empresas em cerca de 4 mil operações. Em reposta, Meirelles disse que suas empresas movimentaram cerca de US$ 140 milhões.

Alex então questionou se Alberto Youssef chegou a comentar se os US$ 5 milhões, supostamente repassados a Eduardo Cunha, tinham como objetivo quitar dívidas envolvendo contratos da Petrobras.

“Sim, porque, no principio das operações, as empresas de fachada usadas pelo Youssef eram prestadoras de serviço das empreiteiras e, por conta disso, a origem dos recursos foi a emissão de nota fiscal em contratos fictícios”, declarou. “Aí no Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] e no Banco Central, as informações vão sendo cruzadas e haverá mais informações ao longo do tempo”, completou. Da Agência Câmara

Mesmo com PMDB, oposição não tem números para depor Dilma do governo.

rodrigo vianna

O jornalista Rodrigo Vianna do Portal Forum, produziu texto intrigante que traça um horizonte com uma guerra psicológica que foi iniciada nesta terça-feira (29) com a saída do PMDB da base aliada e também do governo da presidente Dilma.

Segundo o escriba “essa guerra se estenderá por semanas e o objetivo de Temer/Cunha/Globo/Serra é criar uma onda, um clima de que ‘acabou o jogo”.

Para Rodrigo Vianna, essa afirmação é falsa uma vez que mesmo com adesão oficial do PMDB e de Michel Temer, não tem 342 votos para dar o golpe. Ainda não tem. Poderá ter mais à frente? Quem sabe…”, diz ele

Por Rodrigo Vianna, do Portal Fórum

Uma grande guerra psicológica teve início hoje (terça-feira, 29 de março). E essa guerra vai-se estender por semanas. Por isso, muita calma nessa hora.

Entidades empresariais (as mesmas que apoiaram o golpe de 64) pagam anúncios gigantes em jornais defendendo o golpe jurídico/parlamentar contra Dilma. E o PMDB (com transmissão pela TV) anuncia rompimento formal com governo…

O objetivo de Temer/Cunha/Globo/Serra é criar uma onda, um clima de que “acabou o jogo”.

Isso é falso!

A oposição golpista, mesmo com adesão oficial do PMDB e do traidor Michel Temer, não tem 342 votos para dar o golpe. Ainda não tem. Poderá ter mais à frente? Quem sabe…

Mil conversas estão rolando: pedaços do PR, PSD e PP podem ocupar no governo os espaços abertos por Temer traíra e seus golpistas.

E atenção ao PRB: PT articula nos bastidores o apoio oficial a Crivella na disputa pela Prefeitura do Rio, além de mais espaço no ministério – o que em tese poderia garantir 24 votos do partido contra o impeachment. As conversas avançam rapidamente, e podemos ter surpresas nas próximas horas.

Claro que esse jogo é volátil. Muda a cada minuto. Faz parte do jogo desanimar o campo adversário com uma onda de “agora já era”.

Com pedaços do PR/PP/PSD, o governo poderia sim reunir tranquilamente 30 votos na Câmara (principalmente nas bancadas do Norte/Nordeste). Contaria, ainda,  com ao menos 10 dissidentes do PMDB (nem todos os ministros entregarão cargos, alguns têm capacidade de reunir pequenas “bancadas” avulsas). E mais a articulação com o PRB.

Reparem: isso poderia garantir em torno de 65 votos. Seriam suficientes para (somados aos 110 votos da bancada de esquerda, firmemente contra o golpe na Câmara) barrar o impeachment.

Reparem também que, desses 65 votos de centro-direita que o governo precisa garantir nos próximos dias, nem todos precisam ir a plenário e votar “não” ao impeachment. Basta que se abstenham.

Fora isso, há reação nas ruas: a OAB golpista foi escorraçada na Câmara, um acampamento contra o golpe foi montado em São Paulo, e o dia 31 vem aí com marchas em Brasília e acampamentos contra o golpe Brasil afora.

E lembro a ação do jornalista Juca Kfouri, que sozinho pôs pra correr arruaceiros fascistas que o incomodavam de madrugada, em frente de casa – o que indica o caminho da indignação cívica e democrática contra o golpe, para além de qualquer defesa do PT (clique aqui para saber mais sobre a reação de Juca).

Isso tudo quer dizer que Dilma, necessariamente, fica?

Não. Quer dizer que o jogo está sendo jogado. E que a direita partidária, empresarial e midiática pretende desanimar a turma do lado de cá. Pelo que tenho visto nas ruas e nas redes, essa tentativa vai falhar.

Há cerca de 20% do país decidido a ir pra guerra contra o golpe. Se a esse pessoal o governo conseguir agregar setores centristas, mostrando que o golpe é paulista e joga contra os interesses do Norte/Nordeste, o impeachment será barrado. No voto.

Sem contar que há novidades para surgir no STF nos próximos dias. O tribunal pode ser instado a paralisar o processo de impeachment – já que o presidente da Câmara e ao menos 30 dos integrantes da comissão especial estão sob grave suspeita.

Mais que isso. Devemos ter claro que a defesa da democracia terá que se estender por muitos meses. Aconteça o que acontecer!

Se Dilma derrotar o impeachment, o país seguirá conflagrado. Mas ao menos teremos claro quem é quem. Teremos um governo sitiado, com uma base parlamentar pequena mas sólida. Temer terá ganho a pecha de traidor, de porteiro de filme de terror. E a esquerda poderá se recompor em outras bases. Na rua.

E se, ao contrário, Temer/Serra/Cunha/FIESP/Gilmar/Globo ganharem e derem o golpe, terão um governo que só se sustentará debaixo de porrada. Porque as ruas vão virar um inferno!

Portanto, não é hora de desespero, nem de euforia. O outro lado é muito forte. Mas não terá um passeio no parque pela frente.

Não está escrito nas estrelas, nem na tela da Globo, que o golpe paulista vai vingar. Com ou sem PMDB, pode ser barrado: nas redes, nas ruas e na ação miúda do governo.

Sem apoio de advogados e em meio a tumulto, OAB protocola novo pedido de impeachment na Câmara.

Brasília - Grupos pró e contra o impeachement da presidente Dilma se enfrentam no Congresso durante a protocolação de mais um pedido de impeachement (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Brasília – Grupos pró e contra o impeachement da presidente Dilma se enfrentam no Congresso durante a protocolação de mais um pedido de impeachement (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O Salão Verde da Câmara dos Deputados foi palco, na tarde de hoje (28), de manifestações contrárias e favoráveis ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, com troca de palavras de ordem envolvendo as duas partes. A mobilização foi motivada pelo pedido de impeachmentelaborado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que foi protocolado nesta segunda-feira na Câmara pelo presidente da entidade, Cláudio Lamachia.

Advogados e manifestantes contrários ao pedido entoavam palavras de ordem, como “Não vai ter golpe”. Os favoráveis ao afastamento de Dilma respondiam com “Fora, PT”. Houve tumulto e empurrra-empurra dos dois lados.

O Conselho Federal da OAB decidiu apresentar um novo pedido de impeachment, incluindo a delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS). O posicionamento da entidade causou reação de inúmeros membros da Ordem e de juristas, que divulgaram um manifesto pedindo à instituição que faça uma ampla e direta consulta a seus filiados sobre a entrega do documento.

O manifesto classifica a proposta da OAB de “erro brutal” e diz que “essa decisão, por sua gravidade e consequências, que lembra o erro cometido pela Ordem em 1964, jamais poderia haver sido tomada sem uma ampla consulta aos advogados brasileiros”.

#OABrepete64 foi uma das principais hashtags do dia no Twitter

Os inquisidores serão colegas de cela dos investigados em Curitiba?

impeachmentcp

Agora chegou a hora de nós, comuns mortais, nos perguntarmos: se os inquisidores supremos da Pátria, como Aécio Neves (PSDB), Paulinho da Força (SD), Eduardo Cunha (PMDB), Celso Russomano (PRB) e José Serra (PSDB), só para citar alguns ilustres políticos que estão entre os clientes do propinoduto da Odebrecht, com que moral julgarão seus pares?

Com a mesma cara de pau com a qual aparecem na Rede Globo de Televisão? São 25 partidos envolvidos no escandalo: DEM, PCdoB, PCB, PDT, PMDB, PMN, PP, PPL, PPS, PR, PRB, PRP, PSB, PSC, PSD, PSDB, PSDC, PSOL, PT, PTdoB, PTB, PTC, PTC, PTN e PV. veja a lista completa clicando aqui

Não se trata de destituir Governo. O caso é de dissolução do Congresso Nacional – que se assemelha a covil – e se convocar eleição de assembleia  nacional constituinte. Longe de defesa pessoal e paixão, somente por justiça, a senhora Dilma Rousseff não consta de seu nome na lista. Luís Carlos Nunes