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Bolsonaro teve 39% dos votos. Haddad 32%. Nulos, brancos e abstenções somaram 29%

O deputado federal e capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL-RJ) recebeu neste domingo (28) o aval dos eleitores para tomar posse, em 1º de janeiro, como o 38º presidente do país.

Com 100% da apuração concluída, Bolsonaro somou 57,8 milhões de votos, contra 47 milhões do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). Em termos de votos válidos, os percentuais de cada um são 55% e 45%.

Levando em conta os votos totais, no entanto, os números indicam que Jair Bolsonaro teve o voto de menos de 40% dos 147,3 milhões de eleitores aptos. Mais de 21% se abstiveram de votar. Votos nulos e brancos somaram, respectivamente, 5,8% e 1,7%.

Veja os números exatos:

Resultado final da eleição

Bolsonaro: 57.797.466 (39,3%)
Haddad: 47.040.859 (31,9%)
Abstenções: 31.373.290 (21,3%)
Nulos: 8.608.088 (5,8%)
Brancos: 2.486.591 (1,7%)
Apesar disso, Bolsonaro superou amplamente o adversário. Venceu em quatro das cinco regiões do país. Em termos proporcionais, sua maior vantagem foi registrada no Sul e no Centro-Oeste, onde teve 68% e 67% dos votos válidos. Haddad ganhou somente nos nove estados do Nordeste, no Pará e em Tocantins. No Nordeste, única região em que venceu, Haddad ampliou a vitória obtida no primeiro turno e chegou a 70% dos votos válidos, com vantagem de 40 pontos sobre o adversário. Enquanto Bolsonaro superou o petista com folga nas grandes cidades, o ex-ministro da Educação saiu-se melhor nos pequenos municípios. Foi o mais votado em 2.810 cidades, ante 2.760 de Bolsonaro.

Presidente eleito, Bolsonaro leu discurso em que assumiu o compromisso de cumprir a Constituição Federal e diminuir o tamanho do Estado. “O governo dará um passo atrás, reduzindo sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios para que as pessoas possam dar muitos passos à frente”, anunciou (veja abaixo a íntegra do discurso em vídeo e texto).

Naquela que foi certamente a mais acirrada e violenta campanha presidencial realizada no Brasil desde a Constituição Federal de 1988, Jair Bolsonaro alcançou a vitória com o apoio de setores bastante heterogêneos da sociedade. Entre eles, o agronegócio, a maior parte das igrejas evangélicas, o mercado financeiro, movimentos contra a corrupção e integrantes das Forças Armadas e das polícias civil, federal e militar.

Juramento a Deus

“Fizemos uma campanha como deveria ser feita”, disse Bolsonaro na noite deste domingo (28), pouco depois de confirmada a sua vitória. Sentado diante de uma mesa com vários livros e ladeado pela terceira esposa, Michele, e por uma tradutora de Libras, ele levantou uma obra do inglês Winston Churchill para afirmar que vai se inspirar no “exemplo dos estadistas”.

Disse que foi buscar na Bíblia os “fundamentos” de sua pregação eleitoral, que têm na “verdade” o seu eixo central. Também criticou o “extremismo da esquerda”. Ainda na mesa, um exemplar da Constituição Federal e uma obra do filósofo Olavo de Carvalho, filósofo de extrema-direita conhecido pela virulência com que investe contra os que pensam diferente dele.

Em seguida, enquanto uma multidão comemorava o resultado da eleição presidencial em frente à sua residência na Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Jair Bolsonaro, a família e vários políticos fizeram uma oração de agradecimento a Deus pela graça alcançada. O senador Magno Malta (PR-ES), derrotado no último dia 7 na tentativa de se reeleger, foi encarregado de fazer a oração.

Brasília-DF 28 10 2018 os eleitores do candidato eleito à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), concentram a comemoração pela vitória na Esplanada dos Ministérios.Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

Somente depois disso, leu o discurso oficial de celebração da vitória, iniciado por um famoso ensinamento bíblico (“conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”). Agradeceu as orações contra a “ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem”. Prometeu defender a Constituição, a democracia e a liberdade. E acrescentou: Isso é uma promessa não de um partido,  não é a palavra de homem, é um juramento a Deus”.

Para Bolsonaro, “o que ocorreu hoje nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade”. Além de prometer diminui o Estado brasileiro, ressaltou o compromisso com o trinômio “emprego, renda e equilíbrio fiscal”: “Quebraremos o ciclo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo ciclo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit, esse é o nosso propósito”.

Disse ainda que o Brasil reconquistará o “respeito internacional” e se livrará do “viés ideológico” na condução da política externa (veja abaixo a íntegra do discurso).

Rejeição ao PT

Deputado conhecido por seu perfil de extrema-direita, Jair Bolsonaro conquistou a vitória explorando a rejeição contra o partido do seu adversário. Os erros econômicos cometidos pelo PT no poder e, sobretudo, o envolvimento do ex-presidente Lula e de outras figuras importantes do petismo com a corrupção foram intensamente explorados pelo deputado.

Sua competente campanha eleitoral também procurou suavizar atos e afirmações que sempre o levaram a ser tratado como alguém que, enquanto congressista, era ou encarado como uma espécie de piada de mau gosto – que, portanto, não merecia ser levado muito a sério – ou como um perigoso radical de direita. O caminho para o poder foi facilitado por dois episódios: a inelegibilidade do ex-presidente Lula, que liderava todas as pesquisas de intenção de voto mesmo preso desde 7 de abril, por imposição da Operação Lava Jato; e o atentado a faca que ele sofreu em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro, que quase o levou à morte e, por efeito colateral, acabou por vitimizá-lo a despertar a compaixão em parcela do eleitorado.

Em Brasília, os eleitores do candidato eleito á  presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), concentram a comemoração pela vitória na Esplanada dos Ministérios.

Ingrediente decisivo de sua escalada para o Palácio do Planalto foi o uso das redes sociais para a comunicação direta com a população. Com frequência as redes dos seguidores de Bolsonaro foram acusadas de transmitir informações falsas – as famosas fake news – sobre outros candidatos. Mesmo eleito, Bolsonaro responderá a processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), movido pelo PT, com base em reportagem do jornal Folha de S.Paulo. Segundo a matéria assinada pela repórter especial Patrícia Campos Mello, o deputado foi beneficiado por um esquema de difusão massiva de mensagens via WhatsApp, com conteúdo contrário a Haddad, bancado por empresários. A lei veda as doações de empresas.

Mistificado pelos seguidores, que sintomaticamente adoram chamá-lo de “mito”, Jair Bolsonaro teve trajetória marcada por polêmicas e confusões com seus pares no Parlamento. Foi alvo de diversos processos judiciais por quebra de decoro parlamentar. Também foi réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime de estupro e injúria.

Problemas com a Justiça o perseguem desde que foi acusado, ainda na década de 1980, de idealizar um plano para explodir bomba em instalações militares como forma de protestar contra os baixos soldos. Ficou preso por 15 dias, mas o Superior Tribunal Militar (STM) reformou decisão da Comissão de Notificação, que havia deliberado por unanimidade pela sua expulsão do Exército.

Quase todos os principais veículos da mídia internacional – incluindo publicações conservadoras como o francês Le Figaro, a revista inglesa The Economist e os dois principais jornais econômicos do mundo, The Wall Street Journal e Financial Times – manifestaram preocupações com a possibilidade de ascensão de Bolsonaro ao poder. Além das ideias extremistas do capitão, tais veículos temem o seu temperamento explosivo, a sua total inexperiência administrativa e a inabilidade para administrar conflitos.

Assista o pronunciamento da vitória:

Íntegra do discurso da vitória de Bolsonaro:

Conhecereis a verdade e a verdade os libertará. Nunca estive sozinho, sempre senti a presença de Deus e a força do povo brasileiro, orações de homens, mulheres, crianças, famílias inteiras, que diante da ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem, colocaram o Brasil acima de tudo. Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido não é a palavra de homem, é um juramento a Deus. A verdade vai liberar esse grande país e vai nos transformar em uma grande nação. A verdade foi o farol que nos guiou até aqui e vai seguir iluminando nosso caminho.

O que ocorreu hoje nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade. O compromisso que assumimos com os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o país e o nosso povo e eu garanto que assim o será. Nosso governo será formado por pessoas que tenham o mesmo propósito de cada um que me ouve nesse momento, o propósito de transformar o Brasil em uma grande, livre e próspera nação.

Podem ter certeza de que nós trabalharemos dia e noite para isso. Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, andar nas ruas em todos os lugares desse país, liberdade de empreender, liberdade política e religiosa, liberdade de fazer, formar e ter opinião, liberdade de escolhas e ser respeitado por elas. Esse é um país de todos nós, brasileiros natos ou de coração. Um Brasil de diversas opiniões, cores e orientações.

Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda, proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, assim será o nosso governo constitucional e democrático: acredito na capacidade do povo brasileiro que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos, governo e sociedade, construir um futuro melhor. Esse futuro de que falo e acredito passa por um governo que crie condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo dará um passo atrás, reduzindo sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios para que as pessoas possam dar muitos passos à frente.

Nosso governo vai quebrar paradigmas, vamos confiar nas pessoas, vamos desburocratizar, simplificar, desburocratizar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha menos dificuldades para criar e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil.

Outro paradigma que vamos quebrar: o governo respeitará de verdade a federação, as pessoas vivem nos municípios, portanto os recursos irão para os estados e municípios. colocaremos de pé a federação brasileira. Nesse sentido, repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília. Muito do que estamos fundando no presente trará conquistas no futuro. As sementes serão lançadas e regadas para que a prosperidade seja o desígnio dos brasileiros do presente e do futuro.

Esse não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas, as reformas que nos propomos são para criar um novo futuro para os brasileiros. E quando digo isso falo com uma mão voltada ao seringueiro no coração da selva amazônica e a outra para o empreendedor suando para criar e desenvolver sua empresa. Porque não existem brasileiros do sul e do norte, somos todos um só país, uma só nação, uma nação democrática.

O Estado democrático de direito tem como um dos seus pilares o direito à propriedade. Reafirmamos aqui o respeito e a defesa desse princípio constitucional e fundador das principais nações democráticas do mundo. Emprego, renda e equilíbrio fiscal é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos.

Quebraremos o ciclo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo ciclo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit, esse é o nosso propósito.

Aos jovens, palavra do fundo do meu coração: vocês têm vivido um período de incerteza e estagnação econômica, vocês foram e estão sendo testados a provar sua capacidade de resistir. Prometo que isso vai mudar, essa é a nossa missão. Governaremos com os olhos nas futuras gerações e não na próxima eleição.

Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que fomos submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas, buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil.

Durante a nossa caminhada de quatro anos pelo Brasil, uma frase se repetiu muitas vezes: ‘Bolsonaro, você é a nossa esperança’. Cada abraço, cada aperto de mão, cada palavra ou manifestação de estímulo que recebemos nessa caminhada fortaleceram o nosso propósito de colocar o Brasil no lugar que merece.

Nesse projeto que construímos cabem todos aqueles que têm o mesmo objetivo que o nosso. Mesmo no momento mais difícil dessa caminhada, quando, por obra de Deus e da equipe médica de Juiz de Fora e do Albert Einstein, ganhei uma nossa certidão de nascimento, não perdemos a convicção de que juntos poderíamos chegar à vitória.

É com essa mesma convicção que afirmo: ofereceremos a vocês um governo decente, que trabalhará verdadeiramente por todos os brasileiros. Somos um grande país e agora vamos, juntos, transformar esse país em uma grande nação, uma nação livre, democrática e próspera. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

Saiba quais são os governadores eleitos em 2018

Além de escolher o novo presidente da República, brasileiros foram às urnas hoje (28) em treze estados e no Distrito Federal para escolher o novo governador.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, João Doria (PSDB) foi eleito com 51,75% dos votos contra 48,25% de Marcio França (PSB). Já no menor colégio eleitoral, Roraima, Antonio Denarium (PSL), que nunca ocupou um cargo público, venceu a disputa com 53,36%, contra 46,64% de José de Anchieta (PSDB).

No Distrito Federal, o advogado Ibaneis Rocha (MDB) ganhou com ampla maioria (69,79%) do atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que disputava reeleição e ficou com 30,21%. Novidade na política brasiliense, Ibaneis começou a corrida eleitoral com apenas dois pontos percentuais nas pesquisas. O advogado é fundador de um dos maiores escritórios de advocacia da capital e prometeu, durante a campanha, construir moradias populares e escolas.

No segundo maior colégio, o empresário Romeu Zema (Novo) foi eleito governador de Minas Gerais, com 71,81% dos votos contra 28,19% de Antonio Anastasia (PSDB), que volta ao Senado por estar no meio do mandato. Como no DF, Zema começou a corrida eleitoral com pouca intenção de votos segundo as pesquisas, atrás de Anastasia e do atual governador do estado, Fernando Pimentel (PT). Zema será o primeiro governador do parido Novo, fundado em 2015 e que lançou a sua primeira candidatura à presidência esse ano, com João Amoêdo.

No Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) também teve uma ascensão no final do primeiro turno e foi eleito com 59,87% dos votos, derrotando o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM), que obteve 40,13% do total. Witzel é juiz e deixou a profissão para entra na política. Ele recebeu apoio da família de Jair Bolsonaro (PSL), principalmente de seu filho Flavio – eleito para o Senado – o que o ajudou a conquistar a eleição no estado.

A senadora Fátima Bezerra (PT), que deixa o Senado para assumir o estado do Rio Grande do Norte a partir de 1º de janeiro, será a única governadora mulher no próximo quadriênio. Ela foi eleita com 57,6% dos votos, derrotando Carlos Eduardo (PDT), que ficou com 42,40% do total.

Decisão no primeiro turno

Em 12 estados, a eleição para o governo dos estados foi decidida no primeiro turno. No Nordeste, três governadores ganharam com uma grande vantagem. Foi o caso de Camilo (PT) no Ceará que obteve 79,96% dos votos. Em Alagoas, Renan Filho (MDB) foi reeleito com 77,3% dos votos e na Bahia, Rui Costa (PT) foi para o segundo mandato com 75,5%. No Paraná, o filho do apresentador Ratinho, Ratinho Junior (PSD) foi eleito com 59,99% dos votos.

Composição dos estados por partidos

Apesar de ter sido derrotado na corrida presidencial, o PT é o partido com maior número de governadores. Neste ano, a legenda conseguiu ganhar em quatro estados, todos no Nordeste: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. O partido, porém, perdeu o governo de Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, que era comandado por Fernando Pimentel, que a partir de janeiro passará a ser governado por Zema, do partido Novo.

O MDB foi a legenda que mais perdeu governos regionais: passou de sete em 2014 para três nestas eleições. O partido perdeu o Rio de Janeiro, que era governado por Luiz Pezão, Sergipe, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, manteve Alagoas e conseguiu eleger nomes no Distrito Federal e Pará.

Já o PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, que não possuía nenhum governo estadual, conseguiu eleger três governadores: Coronel Marcos Rocha, em Rondônia, Antonio Denarium, em Roraima e Comandante Moisés, em Santa Catarina.

O PSDB, por sua vez, passou de cinco estados para três, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. A legenda conseguiu manter o comando de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil e há quase 30 anos governada pelos tucanos.

O MDB e o PSB têm três estados cada e o PSD e PSC, dois. Já o PP, PHS, PDT, PCdoB e Novo conseguiram eleger um governador cada.

Veja a relação dos governadores eleitos e seus vices

UF Governador(a) Partido Vice-governador(a) Partido
AC Gladson Cameli PP Major Rocha PSDB
AL Renan Filho MDB Luciano Barbosa MDB
AM Wilson Lima PSC Defensor Carlos Almeida PRTB
AP Waldez PDT Jaime Pros
BA Rui Costa PT João Leão PP
CE Camilo PT Izolda PDT
DF  Ibaneis MDB Paco Britto Avante
ES Casagrande PSB Jaqueline Moraes PSB
GO Ronaldo Caiado DEM Lincoln Tejota Pros
MA Flávio Dino PCdoB Carlos Brandão PRB
MG Romeu Zema Novo Paulo Brant Novo
MS Reinaldo Azambuja  PSDB  Murilo Zauith DEM
MT Mauro Mendes DEM Otaviano Pivetta PDT
PA Helder Barbalho MDB Lúcio Vale PR
PB João Filho PSB Lígia Feliciano PDT
PE Paulo Câmara PSB Luciana Santos PCdoB
PI Wellington Dias PT Regina sousa PT
PR Ratinho Júnior PSD Darci Piana PSD
RJ Wilson Witzel PSC Cláudio Castro PSC
RN Fátima Bezerra PT Antenor Roberto PCdoB
RO Coronel Marcos Rocha PSL Zé Jodan PSL
RR Antônio Denarium PSL Frutuoso Lins PTC
RS Eduardo Leite PSDB Delegado Ranolfo PTB
SC Comandante Moisés PSL Daniela Reinehr PSL
SE Belivaldo PSD Eliane Aquino PT
SP João Doria PSDB Rodrigo Garcia DEM
TO Mauro Carlesse PHS Wanderlei Barbosa PHS

com informações: Congresso em Foco

Pesquisa Brasilis/Genial revela como os eleitores avaliam seus candidatos

Uma pesquisa das intenções de votos à Presidência da República, feita pelo Instituto Brasilis e contratada pela Genial Investimentos, divulgada nesta quinta-feira (27), inova ao traçar o perfil dos candidatos na visão do eleitorado brasileiro.
É a segunda pesquisa divulgada pelo Instituto, que ouviu 1 mil pessoas, feita por telefones fixo e móvel, de modo aleatório, entre os dias 25 e 26 de setembro, com uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Mas o que difere o levantamento de outros foi a pergunta relacionada aos “atributos dos candidatos”. Tratam-se de palavras-chave que indicam o que motivam os votos dos eleitores, também chamados de “key-drivers do voto”.
Nesse quesito, foram testados seis atributos de imagem: “combater a corrupção”, “ser pulso forte”, “tomar de volta o Brasil das mãos dos ricos”, “entender o problema dos pobres”, “ser gente como a gente”, e “fazer as pessoas comprarem e consumirem mais”.
De acordo com o cientista político e sócio-diretor do Instituto Brasilis, Alberto Carlos Almeida, a pesquisa detectou que cada candidato se caracteriza da seguinte maneira para o eleitorado:
Bolsonaro: o candidato que tem pulso forte para combater a corrupção;
Haddad: o candidato do social, tem o mesmo perfil de Lula em 2002 e 2006 e Dilma em 2010 e 2014;
Alckmin: os eleitores que ficaram com ele o valorizam mais por seu perfil social e, por isso, no segundo turno a maioria deles opta por Haddad;
Ciro: é o candidato que tem pulso forte para aumentar o poder de compra da população, e a proposta do SPC foi importante para formar esse perfil;
Marina: é a candidata que está ao lado do povo, mas não está associada à resolução de problemas, tal como a corrupção e o consumo da população.
De acordo com Almeida, duas características de Bolsonaro são a marca forte do candidato, uma vez que os números escolhidos para estas expressões (34,3% para “combater a corrupção” e 36,6% para “ser pulso forte”) se distanciam muito da média geral do presidenciável, que é de 27,9%.
Da mesma forma, isso revela, na visão do cientista político, “que seus eleitores têm poucos motivos destacados para votar nele”.
Já aqueles que votam em Marina Silva, Ciro Gomes e aqueles eleitores que restaram com Alckmin “têm características semelhantes aos eleitores de Haddad”, voltadas ao social.
Na visão de Almeida, a mudança no perfil de Alckmin, que até então não eram associados a medidas sociais, para o povo, ocorre porque o tucano perdeu os eleitores de centro-direita.
As características que os eleitores de Geraldo Alckmin assinalam é reveladora, demonstrando que ele “perdeu o eleitor típico do PSDB para o Bolsonaro, em particular por causa da característica ‘ter pulso forte, decidido’ que nas eleições anteriores esteve sempre exclusivamente associada ao candidato tucano”, apontou.
Assim, o diretor do Instituto Brasilis, responsável pela pesquisa, conclui que “o PSDB foi esvaziado pelo Bolsonaro”, e que, por isso, Alckmin não tem mais chances na corrida eleitoral: “ele já não consegue trazer para si o eleitor de centro direita”.
A pesquisa também registra o crescimento consistente da candidatura de Fernando Haddad (PT) e a queda de intenções de voto de Jair Bolsonaro (PSL).
No levantamento, Haddad teve um aumento de quatro pontos percentuais, atingindo 22% das intenções registradas, e Bolsonaro aparece com 27%, uma diminuição de três pontos percentuais em comparação ao levantamento anterior, divulgado no dia 21 de setembro.
Na simulação de segundo turno, Haddad vence com 44% das intenções de voto, contra 36% de Jair Bolsonaro, uma inversão na vitória de Haddad, em comparação à semana anterior, quando o candidato da extrema direita ganhava por 43% contra 39% do petista.
No relatório divulgado pela Genial Investimentos, Alberto Almeida também aponta que o aumento das intenções de voto do candidato do PT ocorre “em ritmo mais lento”, ainda que “sem sinais de reversão da tendência de fortalecimento”.
Enquanto que o enfraquecimento de Bolsonaro estaria, em sua visão, associado a ausência do candidato nos debates e atividades de campanha, além dos ataques da equipe de campanha do PSDB e à reação negativa de parte da sociedade, principalmente o eleitorado feminino.
Por fim, Almeida acredita que o resultado de Bolsonaro versus Haddad em um segundo turno já está definido: “Para que um dos demais candidatos se torne capaz de ir ao segundo turno, deslocando ou Bolsonaro ou Haddad, é preciso retirar para si, ao menos, 0,8 ponto percentual por dia dos candidatos favoritos a se qualificarem para o segundo turno. Não há sinais consistentes de que isso possa ocorrer”, concluiu.
Leia a íntegra do relatório da pesquisa abaixo ou clique aqui para download do arquivo

Eleitor concentra votos em Haddad e Bolsonaro e se afasta do centro

O resultado da pesquisa Ibope divulgada na noite de ontem reforça a polarização da campanha a menos de duas semanas das eleições. O levantamento apresenta dois pelotões na corrida. O primeiro, formado por Jair Bolsonaro, do PSL, com 28% das intenções de voto, e o segundo por Fernando Haddad, do PT, com 22%, que estão a mais de dez pontos, no mínimo, dos terceiro, quarto e quinto colocados: Ciro Gomes (PDT), 11%, Geraldo Alckmin (PSDB), 8%, e Marina (Rede), 5%.

A pesquisa confirma a tendência de que o eleitor se afastou do centro, indo em direção aos polos representados pelos candidatos do PSL e do PT. Enquanto Bolsonaro parece não subir, Fernando Haddad, a partir da conquista de eleitores do sexo feminino e da classe de menor renda, que até então eram os mais indecisos, cresceu três pontos percentuais.

Na rabeira, aparecem João Amoêdo, do Novo, com 3%, Alvaro Dias, do Podemos, e Henrique Meirelles, do MDB, com 2%, e Guilherme Boulos, do PSol, com 1%. Cabo Daciolo, Vera Lúcia, João Goulart Filho e Eymael não pontuaram.

Em relação aos levantamentos anteriores do Ibope, Bolsonaro aumenta a sua rejeição – 42% a 46% – e perde intenção de voto nos cenários de segundo turno. O deputado, que está internado desde o início de setembro no Hospital Albert Einstein e impossibilitado de participar de debates e atividades de campanha, sairia derrotado se fosse confrontado por Ciro (46% a 35%), Haddad (43% a 37%) e Alckmin (41% a 36%) na segunda etapa. O líder das pesquisas empataria somente com a ex-senadora Marina Silva (39% a 39%), que despenca nos levantamentos.

Amaury Dias declara apoio para seus candidatos

Peço o apoio para Márcio Alvino e André do Prado. Eles ajudaram muito para a vinda da Univesp

O vereador de Ribeirão Pires, Amaury Dias (PV) anunciou que vai participar ativamente das campanhas eleitorais em 2018. Ele (Amaury), já declarou seu voto e apoio a dois candidatos a deputados na região: Márcio Alvino (Federal) e André do Prado (Estadual).

Vereador Amaury Dias e o deputado Estadual André do Prado

“Perdi muitos anos da minha vida me ausentando da política e foi graças a diversos projetos e militância como advogado que me tornei vereador e descobri o grave erro que cometemos ao nos ausentar do voto, a principal ferramenta de construção de um futuro melhor” declarou o parlamentar.

Vereador Amaury Dias e o deputado Federal Márcio alvino

Segundo Amaury Dias, foi graças ao empenho e dedicação dos dois deputados que conseguimos por exemplo, a vinda da Univesp para Ribeirão Pires.

“O melhor que posso fazer pela minha cidade é contribuir na campanha de candidatos que conheço de perto e sei que têm experiência para contribuir com a região e especialmente com Ribeirão Pires. Márcio Alvino e André do Prado sempre estiveram presentes na cidade enviando emendas e apoiando projetos que beneficiam a população” disse.

“Nesse momento conturbado porque passa a política nacional, é muito importante avaliar um político pelo seu histórico. Eu apoio e recomendo que meus amigos, eleitores e população de Ribeirão Pires apoiem e votem em pessoas do bem e que dessa forma possam continuar a fazer uma política diferente da que estamos vendo ultimamente. Peço o apoio para Márcio Alvino, deputado Federal e André do Prado para deputado estadual”, concluiu Amaury.

Ministério Público Eleitoral pede impugnação de Chiquinho do Zaíra, Júnior Orosco e mais 1.117 candidatos

Após pedido do MPE o candidato Chiquinho do Zaíra aguarda decisão judicial

O Ministério Público Eleitoral de São Paulo de São Paulo, pediu a impugnação do Candidato a Deputado Estadual por Mauá, Chiquinho do Zaíra e também de Júnior Orosco a Deputado Federal.

No despacho, o procurador eleitoral Luiz Carlos dos Santos Gonçalves alegou que a solicitação tem como base a Lei da Ficha Limpa. O posicionamento do MPE será analisada e julgada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Na lista divulgada com pedido de impugnação, constam 108 nomes de candidatos das mais diversas região do Estado de São Paulo onde da região do ABC Paulista constam ainda Oswaldo Dias (PT), Aidan Ravin (Podemos), de Santo André, e Aldo dos Santos (PSOL), de São Bernardo do Campo.

Dos quase quatro mil pedidos de registro de candidatura recebidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), 1.117 foram impugnados. Destas impugnações, 1.101 foram apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral.

Os registros de candidatura, após serem submetidos à Justiça Eleitoral, podem ser impugnados (contestados) por candidato, partido político, coligação ou Ministério Público. O prazo para impugnação é de cinco dias a partir da publicação de edital dos pedidos realizados no Diário da Justiça Eletrônico.

Os candidatos que tiverem os seus registros impugnados podem participar de todos os atos da campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica. A validade dos votos atribuídos a eles, no dia da eleição, ficará condicionada ao deferimento de seus registros. Em caso de indeferimento, os votos são considerados nulos.

Veja a lista completa.

CANDIDATO
PARTIDO
FRANCISCO ESMERALDO FELIPE CARNEIRO
AVANTE
GILSON CARLOS DE ALMEIDA
AVANTE
CARLOS ANTONIO FERREIRA DOS SANTOS
MDB
HERCULANO CASTILHO PASSOS JUNIOR
MDB
ITAMAR FRANCISCO MACHADO BORGES
MDB
JUNJI ABE
MDB
MARCELO FORTES BARBIERI
MDB
SAMIR ASSAD NASSBINE
MDB
WILSON ABDALLA MANSUR ZAQUIA
MDB
FERNANDO CHIARELLI
PATRI
ANTONIO FERNANDES DOS SANTOS NETO
PDT
CARLOS JOSE GASPAR
PDT
FRANCISCO SILVIO MOURAO MARTINS
PDT
JOSE CARLOS OROSCO
PDT
LUIZ PEREIRA DE SANTANA
PDT
MARCELO DE SOUZA CANDIDO
PDT
SEBASTIAO ALVES DE ALMEIDA
PDT
ADEZIO DIAS BARBOZA
PMB
AIDAN ANTONIO RAVIN
PODE
ARLINDO AMARO DOS SANTOS
PODE
JOSUE PEREIRA SILVA
PODE
MARCIO APARECIDO MARTINS
PP
PAULO ADRIANO LOPES LUCINDA TELHADA
PP
VITO ARDITO LERARIO
PP
ANTONIO DIRCEU DALBEN
PR
APARECIDA BATISTA DIAS BARRETO DE OLIVEIRA
PR
LUCIANO BATISTA
PR
PAULO ROBERTO FREIRE DA COSTA
PR
AILDO RODRIGUES FERREIRA
PRB
APARECIDO SERIO DA SILVA
PRB
HENRIQUE ALBERTO ALMIRATES JUNIOR
PRB
LUIZ CARLOS DONEGA NETO
PRB
CRISTIANO PINTO FERREIRA
PROS
ODMIR ALVES PEREIRA
PROS
TEREZINHA VIEIRA MAIA
PROS
DANILO SILVEIRA MANHA
PRP
ENY NASCIMENTO JESUS
PRP
ERLON CHAVES CASTRO
PRTB
EDUARDO ANTONIO DA SILVA PIRES
PSB
VALDOMIRO LOPES DA SILVA JUNIOR
PSB
ADOLFO QUINTAS GONCALVES NETO
PSD
CARLOS ALBERTO BUENO
PSD
CARLOS EDUARDO PIGNATARI
PSDB
SAMUEL MOREIRA DA SILVA JUNIOR
PSDB
YUSSIF ALI MERE JUNIOR
PSDB
ANTONIO DE SOUSA RAMALHO
PSDB
LUIZ GONZAGA VIEIRA DE CAMARGO
PSDB
ALDO JOSIAS DOS SANTOS
PSOL
SILVIO JOSE DE SOUZA FILHO
PSOL
EDUARDO TADEU PEREIRA
PT
ELOI PIETA
PT
EDMILSON SOUZA SANTOS
PT
GERSON LUIS BITTENCOURT
PT
MARIO MAURICI DE LIMA MORAIS
PT
OSWALDO DIAS
PT
PAULO CESAR GOMES MARTINS
PT
SERGIO RIBEIRO SILVA
PT
TELMA SANDRA AUGUSTO DE SOUZA
PT
VALMIR PRASCIDELLI
PT
FRANCISCO PEREIRA DE SOUSA FILHO
PTB
MARIO BULGARELI
PTB
FABIO ALEXANDRE NOGUEIRA
PTC
ADENIR PORTILHO RODRIGUES
PTC
ANTONIO LUIZ COLUCCI
PV
EDUARDO BARTOLOMEU RECHE PERES
PV
PAULO HENRIQUE DE PAULA SANTOS
PV
DAVID JOSÉ BUENO GOMES
SOLIDARIEDADE
FRANCISCO PEREIRA DE SOUSA
SOLIDARIEDADE
PAULO PEREIRA DA SILVA
SOLIDARIEDADE

Candidatos já podem iniciar campanha eleitoral nas ruas e na internet

A partir desta quinta-feira (16), começa oficialmente a propaganda eleitoral de 2018. Pela legislação, as regras são rígidas e claras – exigem menos barulho e obediência a horários e normas. Os diretórios partidários deverão instalar nas sedes serviços telefônicos para atender aos eleitores.

Os partidos e as coligações só poderão utilizar alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos, das 8h às 22 horas. O horário para o uso de aparelhagem de sonorização fixa é mais flexível das 8h à meia-noite, podendo ser prorrogado por mais duas horas quando se tratar de comício de encerramento de campanha.

Até 6 de outubro, os partidos e coligações poderão distribuir material gráfico, promover caminhada, carreata, passeata ou utilizar carro de som pelas ruas para divulgar jingles e mensagens de candidatos.

Um dia antes, em 5 de outubro, será permitida a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução, na internet, do jornal impresso, de até dez anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão e de 1/4 (um quarto) de página de revista ou tabloide.

Carla Morando, candidata a deputada estadual faz reunião com lideranças de Ribeirão Pires

Dando o pontapé inicial de sua campanha em busca de uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de são Paulo, candidata a deputada estadual, Carla Morando (PSDB), participou de reunião nesta quinta-feira (16) com lideranças políticas de Ribeirão Pires.

Após uma breve apresentação sobre a participação política ao lado de seu marido e prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, ela declarou independência caso seja eleita deputada estadual.

“Eu nunca me imaginei disputando uma eleição, mas as circunstâncias me levaram a isso. A frente do Fundo Social de São Bernardo pude ver as necessidades da população e o quanto estamos abandonados e sem representação no legislativo estadual. Estou entrando na disputa para sair vitoriosa, e esta vitória não será pessoal. Essa vitória será para atender as necessidades da população e farei isso sem distinção a que partido ou grupo político pertença o prefeito. Se acaso o prefeito Maranhão me fizer solicitação de emenda, eu acolherei, porque o que importa é o cidadão”, disse a candidata.

Segundo ainda Carla Morando, “a classe política atual está desacreditada e compete a todos nós, pessoas de bem, levar a esperança de que é possível fazer política com decência e honestidade”, concluiu.

Participaram do encontro – e declararam apoio -, importantes e representativas lideranças políticas da cidade, entre elas: Professora Rosi, Lau Almeida, João Lessa, a ex-vereadora Cléo Meira, o vereador amigão D’orto, Dalto Hamada e outras diversas lideranças de diversas localidades de ribeirão Pires que demonstraram entusiasmo e disposição para a busca do voto.

A reunião política aconteceu em um restaurante da cidade e foi organizado pela primeira Dama da Estância, Flávia Dotto que coordena a campanha.

Doria não ganha de adversários na cidade em que governou, mostra Ibope

É destaque no jornal Valor Econômico desta terça (03) que João Doria Jr (PSDB) perde para Paulo Skaf (MDB), Márcio França (PSB) e empata com Luiz Marinho (PT) numa simulação de segundo turno eleitoral feita pelo Ibope, considerando apenas os votos da capital que o tucano governou durante 1 ano e 4 meses. Isso mostra, segundo o portal, a “dificuldade” que Doria terá na disputa pelo governo do Estado.
Segundo a pesquisa Ibope, Doria tem 19% das intenções de voto na simulação de primeiro turno para a corrida estadual (votos em todo o Estado). Tecnicamente, está empatado com Skaf, que tem a preferência de 17%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
No primeiro turno, observados apenas os votos da cidade de São Paulo, Doria e Skaf empatam com 18% cada. No segundo turno, contudo, a situação fica pior. Doria perde para Skaf por grande diferença: 22% do tucano contra 40% do adversário.
Se o confronto no segundo turno fosse entre Doria e Márcio França (PSB), ainda assim, na capital, Doria perderia por 27% a 34%.
Quando o adversário é Luiz Marinho, candidato do PT, Doria consegue um empate: 31% para cada lado, no cenário de segundo turno na capital.
A cidade de São Paulo representa 27% do eleitorado do Estado.
Pesa contra Doria o fato de que ele é o candidato na disputa estadual mais conhecido. Apenas 18% afirmaram ao Ibope que não conhecem o tucano. Já França e Marinho são desconhecidos por 54% e 52% dos eleitores, respectivamente. Skaf não é conhecido por 22%.

Melhor no interior

“Doria vai notadamente melhor entre os eleitores do interior e entre os que o Ibope chama de periferia – municípios do entorno da capital. É esse desempenho que lhe garante vantagem global na pesquisa contra Márcio França (34% a 25%) e Luiz Marinho (36% a 23%). Mesmo assim, ele aparece atrás de Skaf em todo o Estado na simulação de segundo turno: 33% para o emedebista ante 29% para o ex-prefeito”, assinalou o Valor.
A pesquisa Ibope foi feita entre 23 e 26 de junho, e divulgada no dia 29.
Leia a matéria completa aqui.

TSE divulga limite de gastos para as eleições 2018

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou o limite de gastos das campanhas eleitorais deste ano, bem como o limite quantitativo para contratação de pessoal

Para o cargo de presidente da República o teto será de R$ 70 milhões para o primeiro turno, valor que pode ser acrescido em R$ 35 milhões caso haja segundo turno.

O limite fixado às campanhas para deputado federal ficou em R$ 2,5 milhões. Para os cargos de deputados estadual ou distrital, o teto ficou fixado em R$ 1 milhão. No caso das campanhas para governadores e senadores, o limite de gastos varia de acordo com o eleitorado de cada unidade da Federação.

São Paulo, por exemplo, é a unidade federativa com maior teto de gastos para a campanha a governador (R$ 21 milhões, no primeiro turno e outros R$ 10,5 milhões em caso de segundo turno), seguido do Rio de Janeiro,  de Minas Gerais e da Bahia (14 milhões mais R$ 7 milhões em caso de segundo turno); Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (R$9,1 milhões mais R$ 4,55 milhões para o segundo turno).

Estados com população de até 1 milhão de eleitores terão seus gastos limitados a um teto de R$ 2,8 milhões, para a campanha ao governo estadual. Em caso de segundo turno, essas campanhas terão seu teto acrescido em R$ 1,4 milhão. Informações sobre o limite de gastos para o governo das demais unidades podem ser obtidas no site do TSE.

O TSE também disponibilizou em seu portal o limite de contratações diretas ou terceirizadas de pessoal, para serviços de militância e de mobilização nas ruas, tanto para a campanha presidencial como para as de senador, deputados e governadores.

Com uma população de 9 milhões de eleitores, São Paulo é o estado que terá direito a fazer o maior número de contratações: 9.324 para as campanhas à presidência e ao Senado; 18.648 para a campanha ao governo do estado; e 6.527 para a campanha à Câmara dos Deputados.

Inteligência artificial revela as estratégias dos presidenciáveis no Instagram

Lula, Bolsonaro, Marina, Ciro e Alckmim: estudo inédito mostra como cada um deles quer ser visto pelos mais de 50 milhões de brasileiros que utilizam o Instagram

Lula, o “filho do Brasil”, sempre nos braços da multidão. Jair Bolsonaro, o trabalhador, um político em movimento, seja no Congresso, seja em atividades de pré-campanha. Marina Silva, a persistente, a mulher que dá entrevistas, participa de eventos e que gosta de produzir frases de efeito. Ciro Gomes, o “Cirão da massa”, o homem do povo. Geraldo Alckmin, o político que faz, o candidato com realizações concretas para mostrar.

Essas são as imagens que os candidatos líderes das pesquisas presidenciais tentam projetar por meio de uma das principais mídias sociais, o Instagram, que é acessado mensalmente por mais de 50 milhões de usuários brasileiros. As conclusões são de um estudo inédito, que concilia rigor acadêmico com técnicas de inteligência artificial e computação visual, a análise revela diferenças importantes entre os presidenciáveis.

Para produzir o trabalho Em busca do melhor ângulo: a imagem dos presidenciáveis no Instagram – uma análise quanti-qualitativa com inteligência artificial, o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (Ibpad) analisou todas as imagens publicadas neste ano no Instagram por Lula (PT) – cuja condenação e prisão na Operação Lava Jato põem sua pré-candidatura em xeque –, Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

“A gente aplica a inteligência artificial para analisar e descobrir objetos e conceitos que por vezes ficam subjacentes. O objetivo é analisar estratégias e quais tipos de elementos os pré-candidatos a presidente estão utilizando para se posicionar no período pré-eleitoral”, explica o coordenador do projeto e diretor de Pesquisa em Comunicação do Ibpad, Tarcizio Silva. “Por exemplo, o Alckmin é o que mais publica sobre iniciativas, de fato. O Lula é quem mais publica fotos de multidão, fotos com o povo. Conceitos de militarismo estão associados a Bolsonaro, ele utiliza isso de forma estratégica”, acrescentou Tarcizio, que é mestre e doutorando em Comunicação.

Nada é por acaso

O estudo parte do pressuposto de que não há escolhas aleatórias quando se trata de postagem em redes sociais. “Queremos comunicar aos espectadores controlando – na medida do possível – o modo pelo qual seremos enxergados pelo público. No caso de políticos, esse controle é – ou deveria ser – muito mais refletido, já que o aparato imagético publicado na internet ajuda a formar a sua figura pública”, diz o relatório.

Faz mais de uma década que as mídias sociais têm relevância, e relevância crescente, no complexo de comunicação que envolve as campanhas políticas no Brasil e no mundo. Plataformas como Facebook, Twitter e Youtube são usadas para criar uma linha de contato mais direta entre candidatos e público. O uso eleitoral do Instagram é fenômeno mais novo, assim como a própria plataforma. Nesse aspecto, o estudo explora uma área de investigação incipiente no país. Incipiente e reveladora.

O Instagram, aponta o pesquisador sueco Kirill Filimonov, tem sido cada vez mais usado estrategicamente em campanhas políticas com os objetivos de: 1) disseminar mensagens; 2) mobilizar eleitores; 3) gerenciar a imagem do candidato e; 4) amplificar e complementar outros canais de comunicação direta com os eleitores.

Para analisar as postagens dos pré-candidatos a presidente, os especialistas do Ibpad usaram um recurso de inteligência digital desenvolvido pelo Google, o Google Vision. A ferramenta permite “ler” expressões faciais e reconhecer os elementos presentes em uma imagem, como objetos, lugares, ações, pessoas e marcas. Uma das suas vantagens é que ela possibilita agrupar, por similaridade, grande quantidade de imagens com mais precisão e muito mais velocidade do que um ser humano é capaz. Feito o agrupamento, entra em ação a inteligência humana, insubstituível na interpretação dos dados visuais e textuais.

(Um parêntesis breve pros nerds na escuta. Da coleta à análise final, os pesquisadores do Ibpad usaram, além do Google Vision API, as seguintes ferramentas: Netlytic, LibreOffice, Notepad++, Gephi Memespector, ImagenetPlotter, Inkscape e, claro, Python).

O quinhão de cada um(a)

Rede social favorita de alguns milhões de brasileiros, sobretudo dos estratos populacionais urbanos mais jovens, o Instagram é um território em que o deputado militar Jair Bolsonaro demonstra grande vantagem sobre os seus concorrentes. Dos pré-candidatos à Presidência da República, ele é o único que acumula mais de 1 milhão de seguidores no Instagram.

Lula, o segundo colocado, tem menos de 260 mil seguidores. Marina, Ciro  e Alckmin ficam com números entre 95 mil e 120 mil.

O ex-governador de São Paulo é quem mais publica. Foram 514 posts nos primeiros cinco meses de 2018. Ciro foi o menos presente no Instagram: publicou apenas 16 imagens no mesmo período.

Veja a seguir como saem (literalmente) na foto os presidenciáveis que lideram as pesquisas.

Bolsonaro – contra os políticos


Líder no Instagram tanto em número de seguidores quanto em engajamento, Jair Bolsonaro é, dos cinco, o que deixa mais claro que está em plena campanha. Conforme o Ipad, ele “utiliza seu perfil no Instagram para mostrar trabalho, sendo frequentes pronunciamentos sobre questões importantes para seu eleitorado, imagens de eventos da pré-campanha e fotografias de momentos de trabalho do parlamentar”.

Mas o deputado também privilegia registros que põem em evidência a sua popularidade. Imagens mostrando mobilização popular ou o seu contato com simpatizantes são comuns. Também fica claro o pouco apreço que o parlamentar demonstra em relação a outros políticos. Quando são mencionados, ainda que de forma indireta, eles sofrem críticas. Os dois políticos mais criticados em seu perfil são Lula e Alckmim. Os posts de Bolsonaro trazem ainda referências constantes ao Exército, à bandeira nacional e à ideia de autoridade que o candidato pretende encarnar.

Tarcizio, o coordenador do estudo, enfatiza que isso é “elemento distintivo” nos posts de Bolsonaro. Somente neles, aparecem coisas que remetem à ideia de militarismo, como fardas e referências ao Exército. Perfis ligados ao Exército e ao PSC (partido conservador cristão ao qual o deputado foi filiado) também estão na rede de usuários que gravitam em torno de Bolsonaro.

* Fonte: Ibpad

Lula – gente como a gente


Segundo a pesquisa, Lula aposta numa abordagem mais “humanizadora” da sua figura, utilizando-se principalmente do seu carisma pessoal e de sua capacidade de causar comoção popular como “combustível para reforçar a sua imagem de ‘filho do Brasil’”. Ou seja, de um cidadão comum que, chegando ao poder, não perdeu suas raízes nem o compromisso com a maioria pobre da nação.

No Instagram, as imagens postadas no perfil de Lula são abundantes em registros sobre manifestações populares, contatos com fãs e com a militância do PT. Também há muitas fotos mostrando o apoio que o ex-presidente recebeu antes de ser preso, em 7 de abril. Imagens de campanha e de aliados políticos, além de fotos com familiares e registros de sua trajetória de vida, também são constantes no perfil do petista. “A mobilização popular em torno da figura de Lula reuniu diversas imagens de fãs, eleitores e simpatizantes em imagens de apoio – principalmente após a sua prisão. Menos frequente, mas ainda proeminente, foi o endosso de artistas/pensadores”, afirma o estudo.

* Fonte: Ibpad

Ciro – o menos conhecido


No caso de Ciro Gomes, três são os eixos principais de sua apresentação na rede social: atos de campanha/contato com simpatizantes, posicionamentos político-ideológicos e registros com a família.

“Ciro Gomes, que adotou em estratégia populista também o cômico apelido de ‘Cirão da Massa’, utiliza seu perfil no Instagram para reforçar a imagem de homem do povo. Seja em interação direta com eleitores ou em eventos políticos, o deputado está sempre em contato com o público”, observa o estudo do Ibpad.

A pesquisa também destaca que ele é, dos cinco presenciáveis analisados, o menos conhecido pelo público. Daí, suspeitam os pesquisadores, “a presença de várias imagens do candidato com membros da sua família”, o que o Ibpad interpreta como “uma estratégia para aproximar o candidato do seu público”.

* Fonte: Ibpad

Marina – a persistente


Trajetória política, contato com apoiadores e registros familiares são a tônica das imagens publicadas no perfil da ex-senadora, ex-ministra do Meio Ambiente e idealizadora da Rede.

“Marina Silva demonstra sua persistência também no Instagram: o perfil da senadora consiste, majoritariamente, em imagens com foco na campanha, seja em frases de efeito, posicionamento político e/ou atividades de trabalho (entrevistas, eventos etc.)”, aponta o relatório do Ibpad.

O tom das postagens é, em geral, de conclamação à militância. Alguns posts, por exemplo, buscavam mobilizar a sociedade pelo fim do foro privilegiado, que dá a um grupo restrito de autoridades – incluindo parlamentares federais e ministros de Estado – o direito de ter os seus crimes julgados exclusivamente pelo Supremo Tribunal Federal (essa regra foi revista recentemente e agora o STF só julga casos ocorridos durante o exercício do mandato).

* Fonte: Ibpad

Alckmin – gente que faz

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin é o presidenciável mais ativo no Instagram. Publica mais do que qualquer outro dos seus principais adversários, mas perde de todos eles em termos de média de engajamento por post.

Ele valoriza, acima de tudo, sua experiência como gestor. “Geraldo Alckmin exibe no Instagram diversas iniciativas e realizações que promoveu enquanto líder do estado. São imagens que reafirmam a eficiência do seu governo, tanto empírica (fotos em obras visitas, etc) quanto imageticamente (ilustrações com mensagens informativas)”, destaca o estudo.

A ideia é passar o conceito de que o político, que governou São Paulo por quatro vezes, está #preparadoparaobrasil, conforme a hashtag que ele utiliza. Fotos com eleitores são bem mais raras em seu perfil no que de outros candidatos. Quando aparecem, elas cumprem a função de humanizar o candidato e de retratá-lo “em situações cotidianas e mais mundanas”, acentua o Ibpad.

*Fonte: Ibpad

STF julgará pedido de liberdade de Lula no próximo dia 26

Caso foi confirmado na pauta de julgamentos do colegiado prevista para a próxima semana, atendendo à solicitação do ministro Fachin
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin liberou para julgamento recurso protocolado pela defesa para suspender a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso deve ser julgado pela Segunda Turma da Corte no dia 26 de junho, conforme sugestão do ministro. Se a condenação for suspensa como foi pedido pelos advogados, o ex-presidente poderá deixar a prisão e também se candidatar às eleições.
O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP). A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos segunda instância da Justiça.
“Além de ver sua liberdade tolhida indevidamente, corre sério risco de ter, da mesma forma, seus direitos políticos cerceados, o que, em vista do processo eleitoral em curso, mostra-se gravíssimo e irreversível”, argumentou a defesa.
Além de Fachin, a Segunda Turma do STF é composta pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewadowski, Dias Toffoli e Celso de Mello.

Dias Toffoli vai presidir o STF no auge do caso Lula

Em um ano eleitoral que promete fortes emoções no Brasil, as atenções tendem a se voltar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por conduzir o pleito eleitoral deste ano. Mas o Supremo Tribunal Federal (STF) também pode ter um papel protagonista e com impacto nas eleições, graças à situação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência.

Como Lula foi condenado em segunda instância em janeiro, é provavel que estará inelegível até o período das eleições. Mesmo assim, o PT garante que vai registrar a candidatura em agosto e usar todos os recursos disponíveis para manter o petista na disputa. Nessa briga jurídica, o STF provavelmente será acionado e terá um papel importante na definição do futuro de Lula.

Entre as apostas do PT para garantir Lula na disputa pela Presidência da República está uma liminar do STF que permita Lula manter sua candidatura.

Se concorrer e vencer as eleições com a candidatura impugnada, Lula pode obrigar o STF a tomar uma decisão difícil: os ministros podem ter que analisar se o novo presidente, eleito nas urnas pelos brasileiros, deve ou não assumir o cargo. Os advogados petistas apostam que seria delicado para o Supremo impedir a posse se Lula vencer as eleições, mesmo com a candidatura questionada.

O PT aposta, ainda, que o STF mantenha o ex-presidente longe da cadeia. De acordo com o entendimento atual da Corte, condenados em segunda instância já podem começar a cumprir pena. Mas a defesa de Lula vai fazer o possível para evitar a prisão depois de esgotados os recursos no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Alguns ministros do STF já sinalizaram que podem mudar de posição sobre o entendimento pela possibilidade de cumprimento da pena a partir de condenação em segunda instância, mas a atual presidente do STF, Carmen Lúcia, já disse que não pretende pautar o assunto novamente.

Toffoli assume a cadeira de presidente do STF em 12 de setembro, mês que antecede as eleições gerais, marcadas para outubro. Ele vai ocupar o lugar da ministra Carmen Lúcia. O ministro foi indicado ao STF em 2009.

Justiça Eleitoral começa a chamar mesários em junho

Comunicação não é feita por e-mail com links e anexos

Em junho, terá início a convocação de mesários para as Eleições 2018. O eleitor que receber a comunicação deverá comparecer ao cartório eleitoral no qual é inscrito para assinar a nomeação e receber instruções sobre o trabalho.

A convocação é feita por carta enviada pelos correios, mas os cartórios eleitorais podem avisar sobre a necessidade de comparecimento também por telefone ou por outro canal.

Alerta

A Justiça Eleitoral alerta, porém, que os e-mails enviados não contêm links e nem anexos, e jamais solicitam a digitação de senhas ou a realização de cadastro. Caso o eleitor receba mensagem desse tipo, deve desconsiderá-la, por ser falsa.

Quem tiver interesse em trabalhar como mesário pode se inscrever no site do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) ou ir diretamente ao seu cartório eleitoral.

O poder da renovação. por Thiago Auricchio.

Vejo que muita coisa mudou no modo de pensar e agir da juventude em relação à política e às decisões de governos. O jovem de hoje, como eu, não fica mais distanciado, nem alheio aos efeitos e impactos dos atos políticos nas vidas das pessoas, principalmente no seu convívio social.

A juventude está participativa na realidade nacional, promove debates nas redes sociais e em suas comunidades, questiona imposições, compartilha insatisfações e acompanha de perto cada temporada da série que expõe um país afundado em indícios e denúncias de corrupção, e de impunidade que ainda prevalece.

Os escândalos noticiados diariamente em horário nobre, as prisões de ícones representativos da política nacional, o desmantelamento de organizações criminosas e o debate sobre a extinção do foro privilegiado para representantes do povo são bons exemplos que vão renovar a participação política e vão dar oportunidade aos jovens em lutar, cobrar e defender suas ideias e expectativas.

Acredito que após este caos, uma renovação virá para honrar o lado bom da política, aquela que enxerga o coletivo, que não é velha nem nova, e sim verdadeira e transparente.

Doação a pré-candidato por meio de “crowdfunding” já pode ser realizada.

Desde a última terça-feira (15), pré-candidatos nas eleições deste ano podem começar a pedir doações por meio de mecanismos de financiamento coletivo, o chamado crowdfunding. A ferramenta deve ganhar impulso neste ano com a proibição de doações por empresas e ajudar pré-campanhas de partidos que vão contar com fatias magras do recém-criado fundo público de financiamento de campanhas.

Em 2018, a novidade é que os candidatos vão poder contratar plataformas independentes e podem começar a arrecadar antes mesmo do início oficial da campanha.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quase quatro dezenas de plataformas solicitaram credenciamento junto à Justiça Eleitoral. Até agora, pouco mais de 20 receberam autorização. Entre elas estão startups novatas e braços de sites de crowdfunding que já atuam há anos no País.

Nas eleições de 2016, foram poucos candidatos que decidiram pedir doações pela internet. Não havia possibilidade de terceirizar o serviço e eram várias as dificuldades para habilitar doações por meio de cartão de crédito e débito em plataformas próprias.

Vereador Amaury participa de curso sobre ação política, campanha eleitoral e os desafios do Brasil em 2018.

O vereador de Riberão Pires, Amaury Dias (PV), participou na manhã deste sábado (05), de curso organizado pela Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS). O evento aconteceu no Espaço Fit Eventos, Bela Vista na capital Paulista e contou com 10 palestrantes especialista do direito eleitoral e estrategistas que se dividiram em sete temas.

“Só vamos construir um país justo de verdade se ele for para todos. E para ele ser para todos, ele precisa ser para cada um”, defendeu o vereador Amaury Dias.

Para ele, na democracia é importante garantir uma ampla participação, inclusive das pessoas que pensam diferente. “A representatividade é o que abre a possibilidade de termos leituras diferentes sobre o mundo, e, essas leituras são o que permitem reduzir a desigualdade de fato”, afirmou.

Constituída em maio de 2012, a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade – RAPS objetiva contribuir para o fortalecimento e o aperfeiçoamento da democracia e das instituições republicanas mediante o apoio à formação de lideranças políticas que colaborem com a transformação do Brasil em um país mais justo, próspero, solidário, democrático e sustentável.

Colaborar com a construção de uma sociedade mais justa, próspera, solidária, democrática e sustentável exige trabalhar com todas as lideranças políticas alinhadas aos valores e princípios da ética e da sustentabilidade. Através do diálogo, da troca de informações, da cooperação e da transparência e da Amizade Cívica, é fundamental buscar nas atuais lideranças políticas adesões à agenda da sustentabilidade e, principalmente, identificar, estimular e formar novas lideranças políticas comprometidas com esta agenda.

“É preciso empreender na política. Fica cada vez mais evidente que para provocar transformações reais num país democrático, como o Brasil, é necessário fazer política real, uma política transformadora que engaje parcela relevante da cidadania,” concluiu Amaury Dias.

Donisete Braga articula apoio no Jardim Caçula.

Em mais uma de suas andanças, cumprindo sua agenda como pré-candidato a deputado Federal, o ex-prefeito de Mauá, Donisete Braga (PROS) teve encontro com lideranças do Jardim Caçula em Ribeirão Pires. Braga conversou com Lau Almeida, que teve significativa votação nas eleições de 2016 e também com Marinel que tem sob a sua responsabilidade um projeto social ligado ao esporte.

Do encontro que aconteceu na sexta-ferra, 20 de abril, Donisete fortalece a sua caminha em busca de uma cadeira para o parlamento Federal em Brasília.

Eleição muda mapa do poder: PSB cresce nos estados, PSDB encolhe e PT perde sua única capital.

A mudança no controle de seis estados por causa do calendário eleitoral redesenhou o mapa do poder. Com o fim do prazo para que chefes do Executivo renunciem ao mandato para concorrer a outros cargos, no último dia 7, dois partidos ampliaram suas fronteiras: o PP, que herdou o Paraná, e o PSB, que ganhou São Paulo e Rondônia. Já o PSDB, com duas baixas, inclusive o maior colégio eleitoral do país, e o MDB, com uma, encolheram.

A paranaense Cida Borghetti e o paulista Márcio França assumiram o comando estadual graças à saída dos tucanos Beto Richa e Geraldo Alckmin, pré-candidatos ao Senado e à Presidência, respectivamente. Os novos titulares são candidatos à reeleição. Embora não tenha herdado qualquer governo, o PSDB preservou Goiás, mesmo com a saída de Marconi Perillo, já que o seu vice e candidato à sucessão, José Eliton, também é do partido.

No saldo final nos estados, o MDB, do presidente Michel Temer, ficou com uma unidade federativa a menos. Herdou Santa Catarina, com a ascensão de Eduardo Pinho Moreira, mas perdeu Rondônia e Sergipe com as renúncias de Confúcio Moura e Jackson Barreto. Assim como o ex-governador Raimundo Colombo (PSD-SC), Confúcio e Jackson renunciaram ao governo para disputar o Senado.

Em quatro capitais também houve dança das cadeiras. Com pouco mais de um ano de mandato, João Doria (PSDB) renunciou à prefeitura da maior cidade do país para tentar o governo paulista. Em seu lugar ficou o também tucano Bruno Covas.

Sem capital

Pela primeira vez desde 1988, o PT não administra uma capital estadual. O petista Marcus Alexandre abriu mão da prefeitura de Rio Branco para disputar o governo do Acre. O partido do ex-presidente Lula foi o grande derrotado das últimas eleições municipais. No lugar de Marcus entrou Socorro Nery, do PSB. Carlos Eduardo (PDT) passou o comando de Natal para Alvaro Dias (MDB). Carlos Amastha (PSB) cedeu a vaga à tucana Cinthia Ribeiro. Os dois também vão disputar o governo de seus estados.

Com Cinthia, o PSDB subiu seu domínio para oito capitais e se consolidou como a sigla que mais controla cidades desse porte. O MDB vem atrás com cinco. PSB tem três e o PSD, duas. DEM, PCdoB, PDT, PHS, PMN, PPS, PRB e Rede comandam uma capital cada. Na Câmara, após o troca-troca da janela partidária, o PT retomou do MDB o posto de maior bancada, segundo levantamento do portal Congresso em Foco. O partido do presidente Michel Temer foi o maior perdedor com as mudanças.

Veja quem saiu e quem entrou no comando dos estados:

Atila cogita esposa no lugar do pai para deputado estadual.

O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), pode lançar a sua esposa, Andreia Rios como candidato a deputado estadual, no lugar de seu pai e presidente da Câmara, Admir Jacomussi (PRP).

A possibilidade ganha corpo e musculatura dentro do governo e também entre lideranças políticas da região do ABC. A expectativa é de que a decisão sobre os representantes do Paço de Mauá seja tomada ainda no final de março, porém; a data limite prevista pela legislação eleitoral é de 7 de abril para que ocupantes de cargos públicos se desincompatibilizem de seus respectivos cargos. Andreia Rios é a atual presidente do Fundo Social de Solidariedade da cidade e assumiu recentemente a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres.

Segundo informações, Andréia vem demonstrando desenvoltura política o que vem atraindo olhares tanto do prefeito Atila como de lideranças políticas da região.

Um auxiliar próximo ao Paço de Mauá afirma que “Andréia é o melhor nome, por ser mulher, conhecer bem os meandros da política e ser pessoa da mais alta confiança do prefeito”.

Caso seja confirmado o nome da primeira dama de Mauá para disputar uma cadeira no parlamento estadual, o pai de Atila, Admir Jacomussi, presidente da Câmara de vereadores, disputará vaga de deputado federal.

Lula vai antecipar o lançamento de sua pré-candidatura.

O Partido dos Trabalhadores decidiu antecipar a pré-candidatura do ex-presidente Lula para a próxima semana, informa a jornalista Cátia Seabra, da Folha.

Segundo a reportagem, a decisão se deu após pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (31), que confirmou Lula como líder em todos os cenários na disputa presidencial, mesmo após a condenação pelo TRF4.

O ato deverá acontecer na próxima quarta-feira (07), em Minas Gerais.

Geraldo Alckmin reboca Márcio França para PSDB

Agora é para valer: o governador Geraldo Alckmin bateu o martelo (ou deu o murro na mesa?) para dar um fim no empurra-empurra no ninho tucano estadual paulista: o vice-governador Márcio França vai assinar ficha no PSDB e assim qualificar-se para concorrer à sua reeleição ao governo do Estado. Dória está certo: o partido que domina a Paulicéia desde 2002 terá candidato próprio à sucessão do quarto mandato do atual governador.

A decisão de Alckmin não é regional, mas nacional. Ele deu o xeque ao rei de França na condição de presidente do PSDB, e não como governador do Estado e muito menos como candidato. É uma decisão estratégica.

Alckmin comanda um grande partido. Embora o PSDB padece dos mesmos problemas das demais agremiações, é dos que está melhor estruturado para a competição. Ou seja: se não está melhor, também pior não fica na foto do momento- como dizem os marqueteiros sobre pesquisas quantitativas.

O grande problema dos partidos neste momento não é estas pesquisas das intenções de voto, mas sim de como estender no terreno as suas forças para a grande batalha de outubro. Como nas guerras do século XIX, no tempo da luta corpo a corpo, vence quem melhor aproveitar o terreno. Será o caso desta eleição sem dinheiro, que atenderá à máxima eleitoral que vale desde um pleito municipal até a presidência: sola, suor e santinho (papelucho com foto e dados do candidato, muito comuns no passado). Estas serão as armas neste campo de batalha.

Neste sentido, Alckmin está agindo com mão de ferro: a prioridade é vencer eleições onde for possível. De nada vale gastar pólvora em objetivos inalcançáveis. Nos estados que o partido tiver boas posições, haverá apoio nacional. Nos demais, apenas a marmita para não deixar morrer de fome.

Voltando a São Paulo, Alckmin vai cobrar a conta do prefeito João Dória, que lhe deve reconhecimento e disciplina partidária. Alckmin lembrará ao burgomestre que ele não é tão “dória” quanto pensa que é: sua eleição deveu-se a uma bolha de anti-política que não se repetirá em 2018. A força virá principalmente da mesma máquina partidária que produziu uma alternância de poder clássica em São Paulo.

Dória não é um disco voador. O PSDB sempre teve prefeitos ou candidatos fortes. Ele venceu surfando um momento de marketing, que aproveitou muito bem.

Nos próximos anos deverá provar que é um político de alto nível, com habilidade para compor as forças políticas em sua cidade, capacitando-se para a eleição estadual de 2022. França, como governador reeleito estará fora da disputa seguinte, mas sua máquina vai apoiar o candidato tucano no pleito subsequente.

A adesão de França ao PSDB não significaria um rompimento com o PSB. Pelo contrário, esse partido poderia compor a aliança, contribuindo com sua posição no Nordeste e sua parcela do fundão eleitoral. Este é o problema dos dirigentes partidários: como e para que prioridades distribuir os recursos escassos do financiamento público. Não obstante se ouve na mídia uma gritaria sobre o tamanho exagerado do fundo, a verdade é que corresponde a uma pequena fração do que se gastava em eleições no passado, no tempo das contribuições empresariais. Alckmin sabe que aí está a chave do sucesso.

A verdade é que a eleição terá de ser feita com esse fundo. As empresas têm medo de abrir o caixa dois e os políticos também estão ressabiados do látego da Justiça Eleitoral. A tendência é todo mundo, pelo menos nas disputas majoritárias, ficar dentro do figurino.

Por outro lado, França é admitido no PSDB como um parceiro leal ao governo do partido, liderado por Geraldo Alckmin. Muitos peessebistas dizem que o vice-governador paulista vinha há tempos deixando crescer o bico, tanto que hoje mais parece um tucano do que uma pomba socialista.

Assim sendo, parece que toma forma a máquina “alckmista” para enfrentar o PT e demais forças que estarão no embate. A verdade é que a eleição será disputada por candidatos de grande tradição e experiência política, como Lula, Alckmin, Marina, Ciro e, como não, também Bolsonaro com seus sete mandatos consecutivos de deputado federal.

Fundo eleitoral 2018 dará mais dinheiro público a 21 partidos.

Dos 32 partidos que participaram da eleição de 2014, 21 terão mais dinheiro em caixa para gastar com as eleições deste ano em comparação com quatro anos atrás. O aumento é decorrente da criação de um fundo eleitoral bilionário com dinheiro público criado pelo Congresso Nacional para compensar a proibição das doações empresariais. O levantamento é do jornal O Estado de S. Paulo. Entre os beneficiários estão, sobretudo, partidos pequenos e médios. O PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, receberá a maior diferença (R$ 56,8 milhões a mais em 2018); seguido por PDT (R$ 53,9 milhões) e PR (R$ 36,2 milhões a mais).

Embora continuem com a maior fatia do bolo do fundo eleitoral, PT, MDB e PSDB perderão recursos públicos em comparação com 2014. No caso do PT, o montante cai de R$ 316,3 milhões para R$ 212,3 milhões; do MDB, de 376,6 milhões para R$ 234,3 milhões; e do PSDB, de R$ 321,7 milhões para R$ 185,8 milhões.

O levantamento feito pelo Estado, com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), compara apenas as doações feitas em 2014 aos partidos com o fundo eleitoral, sem computar recursos enviados diretamente para os candidatos. Os valores foram corrigidos pela inflação do período. Quando somadas todas as doações eleitorais, inclusive as que foram diretamente aos candidatos, o número de partidos que terão mais recursos neste ano cai para cinco: PRB, Podemos (ex-PTN), PSOL, PCB e PCO, mostra o Estadão.

Na prática, os números reforçam a análise de que a reforma política aprovada no ano passado favoreceu as cúpulas partidárias, que terão ainda mais poder sobre as candidaturas. Pelas regras, num cenário geral de menos recursos para as campanhas, caberá à comissão executiva de cada partido definir como será a divisão interna do fundo eleitoral entre seus candidatos.

Em entrevista ao Estadão, o diretor executivo da Transparência Brasil, Manoel Galdino, diz que o financiamento público eleitoral deverá reduzir o “abismo” que sempre existiu em relação aos valores disponíveis para as campanhas. Para ele, os grandes partidos ainda continuam com grande vantagem em relação aos demais.

“Proporcionalmente, esses partidos menores serão beneficiados, porque antes recebiam poucos recursos de empresas, era mais de outros partidos. Com a proibição de doação de empresas, eles não perderam, pois, além do que vão receber do fundo eleitoral, continuam podendo vender seu tempo de TV, sua aliança, em troca de mais dinheiro”, afirma o diretor da Transparência.

O financiamento empresarial de campanhas foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 2015. Como alternativa, parlamentares aprovaram no ano passado a criação do fundo eleitoral, que terá R$ 1,71 bilhão e será abastecido com recursos do orçamento da União. A exemplo do que ocorreu nas eleições municipais de 2016, a doação de pessoa física também será permitida neste ano. Veja no Estadão os valores previstos para cada partido

Datafolha analisa que Lula deve crescer após condenação.

Infomoney – A condenação unânime em segunda instância dificulta e muito uma eventual candidatura do ex-presidente Lula. Porém, o impedimento pode demorar alguns meses para acontecer e o petista pode até mesmo entrar em campanha antes de uma decisão final sobre o assunto.

Neste cenário, se Lula conseguir concorrer sob judice, o maior beneficiário da condenação pode ser ele mesmo, segundo a avaliação do diretor do Datafolha, Mauro Paulino, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

“É possível até que ganhe mais intenção de voto. A trajetória anterior do Lula mostra que ele sai fortalecido de episódios como esse”, disse Paulino ao jornal. Ele lembra que, no auge do mensalão, o petista perdeu força num primeiro momento, mas logo se recuperou e impulsionou até mesmo a eleição da ex-presidente Dilma Rousseff.

“O mesmo aconteceu com depoimentos do Lula ao Sérgio Moro, que fizeram com que ele ganhasse mais intenção de voto, saiu 25%, 30% e chegou a 36%”, diz. A última pesquisa do Datafolha, de dezembro, apontou Lula com 34% dos votos, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) 17%, Marina 9%, Ciro Gomes (PDT) 6% e Geraldo Alckmin 6%.

Para Paulino, contudo, mesmo se Lula for impedido de concorrer, isso não significará que ele não será um agente importante na corrida eleitoral, apontando que um terço dos eleitores votariam com certeza em um candidato apoiado por ele.

De acordo com o diretor do Datafolha, 25% dos votos de Lula iriam para Marina Silva, no caso de impedimento do ex-presidente, sendo ela a principal beneficiária, 14% iriam para ex-ministro Ciro Gomes (PDT), enquanto o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) herdaria 6% dos votos do petista. Já um cenário sem o petista, cerca de 29% dos eleitores diz que votariam branco ou nulo. O restante se declara indeciso.

O PT, Lula e seu futuro próximo depois do dia de hoje.

Artigo de Marco Wense

Se a condenação de Lula for confirmada em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o PT vai ter que tomar uma posição mais clara em relação a disputa pelo Palácio do Planalto.

A legenda tem quatro opções: 1) manter a candidatura de Lula via recursos. 2) apelar para o plano B, com outro nome do partido. 3) apoiar um postulante fora do petismo. 4) Boicotar a eleição.

Opção 1 – O PT manteria a candidatura de Lula até o último recurso, que seria no Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima da Justiça, desafiando a Lei da Ficha Limpa.

Opção 2 – Substituir Lula por um nome do PT. Os mais cotados são Jaques Wagner e Fernando Haddad, respectivamente ex-governador da Bahia e ex-prefeito de São Paulo.

Opção 3 – A melhor escolha fora do PT, sem nenhuma dúvida, seria Ciro Gomes (PDT), o que tem mais viabilidade eleitoral entre os demais nomes.

Opção 4 – Boicotar a eleição, não apoiando ninguém para a sucessão do presidente Michel Temer, assentado no mote de que “eleição sem Lula é fraude”.

As opções 3 e 4 merecem alguns comentários. Ciro Gomes, além de ter sido ministro do então governo Lula, aparece acima dos 15% nas pesquisas de intenções de voto com o ex-presidente fora da disputa.

Outro detalhe é que Ciro foi um companheiro fiel a Lula e a Dilma Rousseff nos piores momentos de seus governos, sendo contrário ao impeachment de Dilma até o desfecho final.

O apoio a Ciro Gomes seria uma maneira do PT reconhecer essa solidariedade do ex-governador do Ceará. E se Ciro diz alguma coisa hoje do PT, ele tem toda razão.

Outro ponto é o fato do pré-candidato do PDT ser o mais preparado dos presidenciáveis e o que tem posições mais identificadas com o Partido dos Trabalhadores.

A opção 4, se o PT assim decidir, é uma lastima, um desserviço à democracia, um desrespeito ao Estado democrático de Direito e, por tabela, ao cidadão-eleitor-contribuinte.

E mais: reforçaria a impressão (ou constatação) de que o PT só pensa nele, que só quer apoio e não quer apoiar. O boicote ao processo sucessório seria um tapa na cara da esquerda.

O engraçado é que o PT põe o boicote como possiblidade de ser uma opção do partido, mas quer o apoio do PDT, PCdoB, PSB e do PSOL em um eventual segundo turno com Lula.

Sendo mais, digamos, didático, o PT se ficar fora da eleição, que se dane os “companheiros”. Se ficar dentro, quer o apoio dos comunistas, socialistas, pedetistas e a turma do PSOL.

Pois é. O PT continua o mesmo. Não faz o que já deveria ter feito há muito tempo: uma profunda reflexão.

Como bem disse o decano jornalista Carlos Alberto dos Reis Sampaio de ‘OExpresso’, “as dificuldades do pré-candidato Lula não serão só jurídicas. A reação no segundo turno do Centrão e da Direita, unidos, pode ser altamente negativa para o Ex-presidente. O grande problema do PT hoje é a capilaridade. O Partido tem poucos vereadores, prefeitos, deputados e senadores”. O mesmo acontece com seus coligados mais tradicionais. Aliás, uma posição que sempre foi reconhecida por Lula, que citava: “Para ganharmos as eleições em São Paulo, precisamos de um cinturão de prefeitos na Grande São Paulo.”

Tribunal decide futuro de Lula. Siga ao vivo o julgamento

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) analisa nesta quarta-feira (24) recurso do ex-presidente Lula contra a condenação, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a 9 anos e 6 meses de prisão imposta na primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, responsável por julgar casos da Operação Lava Jato em Curitiba. A decisão está nas mãos dos desembargadores federais João Pedro Gebran Neto, relator das ações da Lava Jato na segunda instância, Leandro Paulsen, revisor do processo, e Victor Luiz dos Santos Laus, decano do colegiado. Siga, ao vivo, a transmissão da sessão do TRF-4, em Porto Alegre:

Saulo Benevides recebe convite para coordenar chapa do PHS nas eleições de outubro.

O ex-prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides foi convidado pelo presidente estadual do PHS, Guilherme Sartori, a ser um dos coordenadores da montagem da lista de candidatos a deputados federal e estadual neste pleito eleitoral de outubro de 2018.

Saulo que ocupou cadeira no parlamento ribeirão-pirense por quatro mandatos (1997 e 2012) foi o principal nome a bancar o nome de seu sobrinho Anderson Benevides nas eleições de 2014 quando pelo partido PSC obtendo 38.163 ficando como primeiro suplente de deputado federal.

Com o convite para coordenar a campanha proporcional, o ex-prefeito de Ribeirão Pires deverá deixar o seu atual partido e junto com seu sobrinho e afilhado político se filiar ao PHS.

Se em 2016, quando tentou se reeleger prefeito de Ribeirão, ficando distante do vencedor Kiko Teixeira (PSB), em 2014 o atual prefeito da Estância ficou atrás do sobrinho de Saulo. Kiko ficou com a segunda suplência obtendo 31.720.

Saulo nega ser candidato. Atualmente o PHS tem tem bancada de sete deputados federais e nenhum eleito por São Paulo. A missão de Saulo é eleger um deputado Federal e dois estaduais.