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Amigão D’Orto se reúne com Vice-Governador e solicita melhorias para Ribeirão Pires.

O vereador Amigão D’orto, na tarde desta quinta-feira (08), foi recebido no Palácio dos Bandeirantes pelo vice-governador de São Paulo, Marcio França (PSB) para uma audiência em que apresentou diversos pedidos a exemplo do Programa Via Rápida de capacitação profissional, além de intervenções na área de infraestrutura, saúde e segurança pública municipal.

Segundo release distribuído para a imprensa, pela assessoria do vereador “o encontro foi positivo, tanto para aproximar a cidade do Governo do Estado quanto para lutar por pedidos antigos da população de Ribeirão Pires. Poderemos ter resultados positivos muito em breve”, comunicaram.

Numa análise da conjuntura atual, é fácil dizer do prestígio local o qual passa o vereador Amigão. O fato é que é pouco comum (ou mesmo raro) um vereador ser recebido em audiência por um político de tão alto nível e expressão como é Márcio França, atual vice-governador do Estado, que recentemente fechou questão com o governador Geraldo Alckmin que é franco candidato a Presidência da República. No acordo desembarca de seu atual partido, o PSB e pousa em ninhos Tucanos num grande acordo político que reflete nacionalmente. Com a saída de Alckmin, França assume o comando do estado, ganha musculatura e disputa uma reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.

A ida de Amigão D’orto com o seu PTC ao executivo estadual denota prestígio. Cotado para ser candidato a deputado Federal nas eleições que se avizinham, ainda que ciceroneado por seu ascendente, este fez papel emissário e emblemático. Foi representando a estrutura estadual da agremiação que desde o primeiro semestre de 2017 é sondado para em 2019 ocupar posto estratégico para o PTC em Brasília. O PTC vê o seu nome com bons olhos e promete articular número suficiente de lideranças distribuídas em pelo menos 30 município com seus edis, militância e lideranças para defenderem o seu nome em busca do sufrágio (leia-se voto).

Claro que esta agenda não foi firmada isoladamente pelo PTC. Afirmamos que não foi o acaso e muito mesmo fala isolada. Na região do ABC, vez por outra, o parlamentar Ribeirãopirense é visto em conversar afáveis com lideranças regionais, setoriais e locais. Parece ter trânsito. Ainda que toda a nossa análise não seja que toda certeira. Márcio França quer disputar reeleição, e para tal êxito, busca ampliar suas relações e no ABC quer ter nomes fortes. Aproveito esta ocasião para confessar algo: “jamais vi tamanha deferência e prestígio com vereador! Audiência exclusiva com vereador é raro e muito além do que um “pires na mão” em busca de recursos e projetos para Ribeirão Pires, Amigão D’orto atendeu convocação”. Luís Carlos Nunes

Geraldo Alckmin reboca Márcio França para PSDB

Agora é para valer: o governador Geraldo Alckmin bateu o martelo (ou deu o murro na mesa?) para dar um fim no empurra-empurra no ninho tucano estadual paulista: o vice-governador Márcio França vai assinar ficha no PSDB e assim qualificar-se para concorrer à sua reeleição ao governo do Estado. Dória está certo: o partido que domina a Paulicéia desde 2002 terá candidato próprio à sucessão do quarto mandato do atual governador.

A decisão de Alckmin não é regional, mas nacional. Ele deu o xeque ao rei de França na condição de presidente do PSDB, e não como governador do Estado e muito menos como candidato. É uma decisão estratégica.

Alckmin comanda um grande partido. Embora o PSDB padece dos mesmos problemas das demais agremiações, é dos que está melhor estruturado para a competição. Ou seja: se não está melhor, também pior não fica na foto do momento- como dizem os marqueteiros sobre pesquisas quantitativas.

O grande problema dos partidos neste momento não é estas pesquisas das intenções de voto, mas sim de como estender no terreno as suas forças para a grande batalha de outubro. Como nas guerras do século XIX, no tempo da luta corpo a corpo, vence quem melhor aproveitar o terreno. Será o caso desta eleição sem dinheiro, que atenderá à máxima eleitoral que vale desde um pleito municipal até a presidência: sola, suor e santinho (papelucho com foto e dados do candidato, muito comuns no passado). Estas serão as armas neste campo de batalha.

Neste sentido, Alckmin está agindo com mão de ferro: a prioridade é vencer eleições onde for possível. De nada vale gastar pólvora em objetivos inalcançáveis. Nos estados que o partido tiver boas posições, haverá apoio nacional. Nos demais, apenas a marmita para não deixar morrer de fome.

Voltando a São Paulo, Alckmin vai cobrar a conta do prefeito João Dória, que lhe deve reconhecimento e disciplina partidária. Alckmin lembrará ao burgomestre que ele não é tão “dória” quanto pensa que é: sua eleição deveu-se a uma bolha de anti-política que não se repetirá em 2018. A força virá principalmente da mesma máquina partidária que produziu uma alternância de poder clássica em São Paulo.

Dória não é um disco voador. O PSDB sempre teve prefeitos ou candidatos fortes. Ele venceu surfando um momento de marketing, que aproveitou muito bem.

Nos próximos anos deverá provar que é um político de alto nível, com habilidade para compor as forças políticas em sua cidade, capacitando-se para a eleição estadual de 2022. França, como governador reeleito estará fora da disputa seguinte, mas sua máquina vai apoiar o candidato tucano no pleito subsequente.

A adesão de França ao PSDB não significaria um rompimento com o PSB. Pelo contrário, esse partido poderia compor a aliança, contribuindo com sua posição no Nordeste e sua parcela do fundão eleitoral. Este é o problema dos dirigentes partidários: como e para que prioridades distribuir os recursos escassos do financiamento público. Não obstante se ouve na mídia uma gritaria sobre o tamanho exagerado do fundo, a verdade é que corresponde a uma pequena fração do que se gastava em eleições no passado, no tempo das contribuições empresariais. Alckmin sabe que aí está a chave do sucesso.

A verdade é que a eleição terá de ser feita com esse fundo. As empresas têm medo de abrir o caixa dois e os políticos também estão ressabiados do látego da Justiça Eleitoral. A tendência é todo mundo, pelo menos nas disputas majoritárias, ficar dentro do figurino.

Por outro lado, França é admitido no PSDB como um parceiro leal ao governo do partido, liderado por Geraldo Alckmin. Muitos peessebistas dizem que o vice-governador paulista vinha há tempos deixando crescer o bico, tanto que hoje mais parece um tucano do que uma pomba socialista.

Assim sendo, parece que toma forma a máquina “alckmista” para enfrentar o PT e demais forças que estarão no embate. A verdade é que a eleição será disputada por candidatos de grande tradição e experiência política, como Lula, Alckmin, Marina, Ciro e, como não, também Bolsonaro com seus sete mandatos consecutivos de deputado federal.

PSDB fecha questão a favor da reforma da Previdência, mas sem punir dissidentes.

Presidido desde o último sábado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o PSDB decidiu nesta quarta-feira (13) fechar questão a favor da reforma da Previdência. Na primeira reunião da Executiva comandada pelo governador paulista, a legenda decidiu orientar seus deputados a votarem a favor da reforma do presidente Michel Temer (PMDB).

Quando um partido fecha questão, seus parlamentares são obrigados a seguir a orientação da legenda sob pena de advertência ou expulsão aos contrários. No entanto, os tucanos decidiram não aplicar qualquer punição aos eventuais dissidentes. Além do PSDB, outros três partidos fecharam questão a favor da reforma: o PMDB, de Temer, o PPS e o PTB.

A decisão dos tucanos ocorre em meio à divisão da bancada em relação ao apoio a Temer, de quem é considerado o aliado mais importante. Até o momento, apenas 6 dos 46 deputados da bancada declararam voto a favor da proposta do governo, outros 12 são contra mexer no sistema da Previdência, dez se mostraram indecisos e 16 não quiseram responder, conforme último levantamento sobre o assunto publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Para ganhar tempo e tentar convencer deputados indecisos ou que já anunciaram votar contra o texto, o governo marcou a data da votação na Câmara para o dia 18 de dezembro. No entanto, sem o apoio necessário para aprovar o texto na Casa, 308 votos favoráveis,  Temer já fala em deixar a votação da proposta para o próximo ano.

No último mês, o PSDB chegou a se reunir para decidir se fecharia questão, mas, diante do impasse dos parlamentares da sigla, decidiram não decidir. Na ocasião, sob o comando de Alberto Goldman, então presidente interino, o partido apenas recomendou que os deputados aprovassem o texto.

Desde que a primeira denúncia contra o presidente Michel Temer chegou à Casa, os parlamentares se dividem sobre a aliança do PSDB com o PMDB. Em cima do muro, a ala chamada “cabeças pretas” do PSDB defende que a sigla abandone a base governista.

Nesta quarta-feira (13), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que anunciará até amanhã (quinta-feira, 14) a data em que a proposta será colocada em votação. Caso o texto não seja colocado na pauta da próxima segunda-feira (18), o projeto ficará para fevereiro. A expectativa de Maia é colocar a proposta à votação apenas quando o governo tiver o apoio garantido de pouco mais de 330 parlamentares.

Ministério Público do Trabalho reconhece direito da greve, Alckmin e Doria são contra mobilização dos trabalhadores.

Em nota oficial, o Ministério Público do Trabalho) reforçou a legitimidade da paralisação nacional convocada para esta sexta-feira, 28 de abril.

“Greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, bem como por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil, “competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”, diz o texto

O órgão ainda aproveita para reiterar seu posicionamento institucional contra a mudanças propostas por Michel Temer e sua base.

Confira abaixo a íntegra da nota

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, considerando a Greve Geral anunciada para o dia 28.04.2017, vem a público:

I – DESTACAR que a Greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, bem como por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil, “competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender” ( art. 9º da CF/88);

II – ENFATIZAR a legitimidade dos interesses que se pretende defender por meio da anunciada Greve Geral como movimento justo e adequado de resistência dos trabalhadores às reformas trabalhista e previdenciária, em trâmite açodado no Congresso Nacional, diante da ausência de consulta efetiva aos representantes dos trabalhadores (Convenção OIT n. 144);

III – REAFIRMAR a posição institucional do Ministério Público do Trabalho – MPT contra as medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores contidas no Projeto de Lei que trata da denominada “Reforma Trabalhista”, que violam gravemente a Constituição Federal de 1988 e Convenções Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho;

IV – RESSALTAR o compromisso institucional do MPT com a defesa dos Direitos Sociais e com a construção de uma sociedade livre, justa, solidária e menos desigual.
RONALDO CURADO FLEURY
Procurador-Geral do Trabalho

Alckmin solicita a justiça multa para impedir Greve de trabalhadores que lutam por direitos trabalhistas e previdenciário

Alckmin e Doria são favoráveis a retirada de direitos dos trabalhadores

“Na ação, o Governo do Estado alega que o objetivo da mobilização é “paralisar o Brasil”. “Isto é, não apenas transtornar a rotina das cidades, mas sim impedir o funcionamento dessas, mediante, entre outras coisas, a paralisação completa dos serviços de transporte público, o que impedirá grande parcela dos cidadãos de se deslocar para os seus locais de trabalho”

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu, em caráter liminar, multar em R$ 937 mil cada um dos sindicatos ligados ao sistema de transporte público da capital paulista que aderirem à greve geral desta sexta-feira (28). Caso todas as multas sejam aplicadas aos sindicatos que representam os trabalhadores do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o valor poderá superar os R$ 3,7 milhões.

Em decisão duvidosa, a juíza Ana Luiza Villa Nova em seu despacho diz que: “no caso em tela, sequer se trata de exercício de direito de greve” e a paralisação decorre “não em reivindicação de direitos trabalhistas da categoria em face de seus empregadores, e, sim, em apoio a movimento de iniciativa de centrais sindicais voltadas a pleitos relacionados às reformas da Previdência e Trabalhista”. “[Esses pleitos] não podem ser atendidos pelo Metrô e pela CTPM, mas apenas pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional”.

O prefeito de São Paulo, João Doria  que em passado recente defendeu Greve Geral contra Dilma, hoje quer cortar ponto de servidores que aderirem a mobilização.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que vai descontar o dia do trabalhador da Prefeitura que aderir à greve geral desta sexta-feira 28, que ocorrerá em protesto contra as reformas do governo Temer, que prejudica os direitos históricos dos trabalhadores.

Em 2013, no entanto, o tucano postou em seu Twitter uma mensagem que sinalizava apoio à greve geral que ocorreu em julho daquele ano. “Greve geral de amanhã pode ser o teste mais difícil do governo Dilma”, escreveu.

A greve geral daquele período foi a primeira realizada desde o início dos governos do PT, em 2003, ainda com o ex-presidente Lula. Oito centrais sindicais convocaram manifestações em todo o País com uma pauta única de reivindicações dos trabalhadores.

Em um vídeo divulgado ontem, Doria defendeu que “dia 28 é dia de trabalho” e que “só não trabalha quem não quer”. Ele ofereceu corridas de graça nos aplicativos Uber e 99 para o servidor da Prefeitura que tiver dificuldade de se deslocar.

Para 90%, Temer está no caminho errado, aponta pesquisa.

Uma nova pesquisa do Instituto Ipsos revela o grau de insatisfação da sociedade brasileira com Michel Temer

“Não adiantou liberar dinheiro do FGTS. Tampouco transpor o São Francisco. A popularidade de Michel Temer não aumentou em março. Pesquisa nacional Ipsos – divulgada aqui em primeira mão – mostra oscilação de 59% para 62% na taxa dos que acham o governo Temer ruim ou péssimo. Após passar por um vale em janeiro e fevereiro, o presidente voltou ao pico impopular que alcançara em dezembro. Mudar a pergunta não ajuda. Indagados se aprovam ou desaprovam a atuação de Temer, 78% ainda dizem desaprová-la”, conta o jornalista (leia aqui sua coluna). “As más notícias não param. Para 90%, o Brasil está no caminho errado. São 3 pontos a mais do que a taxa encontrada no mês passado. Mas não só: é a maior desde que Temer chegou ao poder.”

Golpe e Lava Jato destruíram o PSDB

O PSDB está hoje no fundo do poço. É o que mostra pesquisa Ipsos, divulgada nesta quinta-feira, que também apontou que o ‘Fora Temer’ é a única causa que unifica o Brasil (leia aqui).

De acordo com o levantamento, divulgado em primeira mão pelo jornalista José Roberto de Toledo (leia aqui), os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e José Serra (PSDB-SP), assim como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, estão entre os três políticos mais impopulares do Brasil.

Embora o PSDB ainda não tenha sido formalmente atingido pela Lava Jato, a descoberta de que seus principais nomes se beneficiaram dos esquemas da Odebrecht e de outras empreiteiras destruíram a imagem de seus três principais presidenciáveis.

Aécio, o “Mineirinho” que articulou o golpe que destruiu a democracia e jogou a imagem do Brasil na lama, é desaprovado por 74% dos brasileiros. Político mais delatado na Lava Jato, ele já foi citado por propinas em Furnas e na Cidade Administrativa, pelo recebimento de caixa dois nas eleições de 2014 e pelo pedido de R$ 50 milhões em Cingapura, que teria sido recebido por meio do amigo Alexandre Accioly (leia aqui).

José Serra, o “Careca”, foi acusado de receber R$ 23 milhões na Suíça e Geraldo Alckmin, o “Santo”, de receber recursos não declarados por meio do cunhado. Os dois devem ser também atingidos pelas delações de Adir Assad e Paulo Vieira de Souza, que prometem denunciar os esquemas de arrecadação no Rodoanel, maior obra tucana nas últimas décadas.

Dos tucanos, o menos pior, é João Doria, com 45% de desaprovação. O prefeito de São Paulo, no entanto, é aprovado por apenas 16% dos brasileiros, enquanto 39% dizem que não o conhecem suficientemente.

Todo mundo com o nome sujo no listão!

É tanto político neste listão da Odebrecht, que no futuro teremos que acrescentar, nas biografias da Wikipedia, um tópico positivo:

“O cidadão nunca esteve nas listas de Mensalão, Petrolão, Lava-Jato, Zelotes e outras, nem na famosa lista da delação do fim do mundo, de funcionários e diretores da Odebrecht.”

Toda a linha sucessória da Presidência da República, inclusive o próprio Presidente, está incluída no listão. De onde se deduz que a ministra Carmem Lúcia, do STF e CNJ, será a próxima Presidenta do Brasil. Temer, Rodrigo Maia e Renan Calheiros foram delatados. Jornalista Carlos Alberto Sampaio de OExpresso