Arquivos de Tag: greve

Ferroviários ameaçam entrar em greve dia 01 de agosto.

Em assembleia realizada na terça-feira (18/07), os Ferroviários da CPTM decidiram pelo “estado de greve” até o dia 31 de julho, o motivo é um desconto de 3,51% nos salários dos funcionários, por causa de dissídio realizado em 2011 pela CPTM.

No dia 31 de julho, será realizada uma nova assembleia as 18h, nos seus respectivos sindicatos, porém; os Ferroviários já informaram que no dia 01 de agosto, haverá a paralisação dos trens por tempo indeterminado.

Contra reforma da Previdência, ônibus e metrô vão parar nesta quarta (15).

Protestos contra a reforma trabalhista e da Previdência vão paralisar o sistema de transporte público da região do Grande ABC nesta quarta-feira (15). Diversas manifestações de movimentos populares e centrais sindicais estão previstas para o Dia Nacional de Paralisações. A maiores delas será na capital paulista onde manifestantes se concentrarão no Vale do Anhangabaú.

O Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC (Sintetra) confirma a interrupção na madrugada desta quarta-feira. A orientação é para motoristas de ônibus da frota municipal não circularem até às 8 horas.

Já o Sindicato dos Metroviários de São Paulo informou que os serviços devem parar a partir da 0 hora desta quarta-feira. A categoria realiza assembleia, nesta terça-feira, 14, às 18h30, para decidir se haverá a paralisação. No último encontro, em 6 de março, sindicalistas aprovaram a greve de 24 horas contra a reforma da Previdência. “Ou barramos a reforma da Previdência ou não teremos mais aposentadoria”, diz nota da categoria.

Na opinião de sindicalistas e lideranças do movimento social, os atos desta quarta-feira (15) contra o projeto de reforma da Previdência Social de Michel Temer serão expressivos e podem ganhar a adesão do cidadão comum. Para dirigentes, parcelas da sociedade que não fazem parte de movimentos organizados começam a se preocupar com a aposentadoria – o que deve fortalecer os protestos do dia 15.

EAOSA e Ribeirão Pires continuam greve.

greve-onibus

Empresas mantêm greve até que empresário pague salários atrasados.

Trabalhadores da viações EAOSA e Ribeirão Pires, que realizam itinerários de 14 linhas intermunicipais, decidiram na noite desta quarta-feira (16/11) manter a greve que começou na última sexta-feira (11/11). Conforme o sindicato que reúne a categoria, Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC (Sintetra), as empresas ofereceram quitar os salários atrasados apenas dos funcionários da Ribeirão Pires.

Nos 14 itinerários operam aproximadamente de 100 ônibus. Em solidariedade, os trabalhadores da Viação Ribeirão Pires decidiram por manter a greve até que a situação se regularize para todos os trabalhadores. No período da tarde desta quarta-feira, as empresas Riacho Grande, Imigrantes, Triângulo retomaram as operações das linhas metropolitanas gradativamente após promessa de pagamento dos salários.

Nestes dias de greve mais de 25.000 pessoas estão sem ônibus intermunicipais nas cidades de Mauá, Ribeirão Pires, Santo André e Rio Grande da Serra.

A paralisação afeta as linhas operadas pelas permissionárias da Empresa Auto Ônibus Santo André (Eaosa) e da Viação Ribeirão Pires.

Nos últimos três meses, funcionários da empresa Eaosa fizeram diversas greves por falta de pagamento. A Eaosa reconhece os frequentes atrasos nos salários, mas reclama de falta de repasse de subsídio referente à gratuidade para estudantes e idosos por parte da Emtu.

Na última greve da empresa, no dia 9 de setembro, a Emtu negou as acusações e disse não ter pendências financeiras com as empresas, incluindo o repasse do subsídio que garante a gratuidade para estudantes e idosos.

Em nota, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) informou que vai aplicar multa às viações para cada viagem que deixar de operar. Como alternativa, os usuários podem utilizar as linhas municipais, trens da linha 10 Turquesa da CPTM e linhas metropolitanas da empresa Rigras, que cruzam o município de Ribeirão Pires. São elas: 041, 117, 165, 165EX1, 165BI1, 215, 336, 215BI1, 374, 381, 381BI1 e 402.

Saulo em meio à crise contrata e concede gratificações a servidores.

Em momento de grave crise por que atravessa Ribeirão Pires, o prefeito Saulo Benevides (PMDB) vem concedendo uma série de portarias onde concede gratificações a servidores que chegam até a 100% de suas remunerações.

Foram encontradas desde 28 de junho de 2015 até o dia 01 de julho de 2016 exatos 111 nomes de servidores que foram agraciados por Saulo Benevides.

Desses, quase 23% ou 25 cargos de confiança receberam generosos acréscimos nas remunerações às vésperas do prazo legal que proíbe gestor público a avalizar tais atos. A maioria se concentra na Secretaria de Educação.

As informações são oficiais em constam no Diário Oficial de Ribeirão Pires.

 13615191_837374119740308_1386575992315889340_n

Recentemente, professores municipais organizaram grande mobilização e paralisação de suas atividades – onde após insistentes tentativas de negociação com o executivo – reivindicando o cumprindo de legislação federal e municipal que reconhece o direito de reposição anual das perdas inflacionárias.

O prefeito Saulo (PMDB) sob a alegação de queda na arrecadação e falta de caixa e com afirmação de temer a possibilidade de cumprir com futuros pagamento de salários em dia, negou o direito e negociou entre quatro paredes com entidade sindical sem representatividade legal sobre os profissionais da Educação.

Ainda em diversas publicações no Diário Oficial do Município, há significativo número de nomeações, bem como convocação de aprovados em concurso público.

Para a presidente do Sindicato dos Professores das Escolas Públicas Municipais (SINEDUC), Perla Freitas, é lamentável o desrespeito com os trabalhadores.

13615015_837374066406980_2886890166004104764_n“O prefeito novamente demonstra a sua postura de falta de compromisso com a educação e os professores. Ele vive alegando falta de dinheiro ao mesmo tempo em que dá gratificação a seus protegidos e nomeia novos comissionados inflando ainda mais a folha de pagamento. Isso é no mínimo um absurdo! O executivo está sendo injusto e desleal, não está respeitando o diálogo e se omitindo aos fatos se aproveitando para se beneficiar uma minoria em detrimento daqueles que constroem um ensino reconhecidamente de qualidade. Não a hombridade para tratar de questões sérias como o assédio moral tão comum nessa administração, plano de carreira, dentre outros pontos”, disse Perla.

Por outro lado o prefeito Saulo Benevides já atrasou o pagamento integral dos 50% a que fazem jus o quadro de servidores e a tempo vem postergando o repasse do duodécimo a que tem direito a Câmara de vereadores levando o órgão legislativo municipal a pagar juros em compromissos financeiros e estar em atraso inclusive com o pagamento do 13º dos seus funcionários.

Abaixo publicação feita no Diário Oficial de Ribeirão Pires data de 01 de julho.

13626560_837374263073627_108726251242748235_n

Professores em greve marcham, prefeitura pressionada cede e abre negociação.

_DSC0236

Após consumação de greve na manhã desta quarta-feira (22), os profissionais da educação de Ribeirão Pires fizeram concentração na frente do Sindicato dos Professores das Escolas Públicas Municipais (SINEDUC), saíram em marcha pelas principais ruas do centro da cidade com palavras de ordem, fazendo parada estratégica em frente a Câmara de Vereadores se deslocando em seguida ao Paço Municipal onde no estacionamento do poder administrativo foram realizados discursos e cobranças.

A notícia de que aos grevistas seriam recebidos por representante do executivo foi recebida com grande entusiasmo, quando foi passada orientação para a formação de comissão para negociação composta por representante do sindicato e professores.

_DSC0271

O secretário de Comunicação Thiago Quirino foi o nome designado pelo Paço para uma “mesa redonda” para tratar dos pontos reivindicados acompanhado pela secretária de Educação, Dalva Sensato e pelo secretário de Governo Valmir Copina. Em defesa do executivo, Quirino alegou queda de arrecadação em virtude da atual crise econômica que assola o país. “O governo reconhece o direito legal dos profissionais de educação, porém o momento é de dificuldades. O nosso maior temor é conceder o reajuste e lá na frente não conseguirmos honrar com compromissos, especial a manutenção do pagamento da folha de pagamento em dia. Estamos cortando na carne e revendo custos. Não podemos adentrar em gestão temerária. Ainda que haja direito, é preciso que também haja flexibilidade”, argumentou Thiago Quirino.

Em outra ocasião, entrevistado pelo Repórter ABC, o secretário Thiago Quirino reconheceu que se for concedido o percentual de 11,08% isso impactaria em valores próximos a 1 milhão de reais mês na folha de pagamento.

Perla de Freitas, presidente do Sineduc em sua explanação e exposição, argumentou que lamentavelmente a greve só ocorre em função de falta de diálogo por parte do executivo.

O Sineduc tem agido com extrema seriedade e respeito, tanto que não colocamos na pauta aumento real dos salários, o que reivindicamos é tão somente a reposição de perdas inflacionárias. Por outro lado não podemos aceitar atitudes do executivo, que muitas vezes sem critério concede gratificação de até 100% a alguns servidores mais próximos. Estamos a 22 dias batendo as portas da prefeitura tentando canal de diálogo, mas lamentavelmente foi necessário impor pressão”, falou.

_DSC0286

A presidente comunica sobre as negociações e propondo encaminhamento até a assembleia das 16 horas

“Conseguimos abrir as portas da prefeitura que estavam fechadas. Isso mostra o nosso poder de negociação. Quero dizer que estou emocionada com a luta que estamos travando. Os trabalhadores estão de parabéns! Vamos adiante, e mobilizados até a vitória!”, Perla de Freitas.

Após franco diálogo e apresentação da pauta que contém reposição de 11,08%, Reenquadramento Plano de Cargos e Salários, equiparação salarial para servidores concursados e contratados e assédio moral, uma proposta foi apresentada.

O executivo aceita fazer pagamento de 50% do reajuste no próximo dia 15 de julho e o salto até o mês de outubro.

Ficou acertado ainda, novo encontro para as 15 horas para acertar detalhes para que assim em assembléia marcada as 15 horas no Ribeirão Pires Futebol Clube a categoria decida se acolhe ou não a proposta.

Professores de Ribeirão Pires cruzam os braços por reposição inflacionária.

DSC0202

Profissionais da Educação em greve por reposição inflacionária em frente ao Sineduc

Conforme decisão em assembleia realizada na última quinta-feira (16), os professores de Ribeirão Pires paralisaram suas atividades hoje (22) como forma de protesto contra a negativa do prefeito Saulo Benevides em cumprir legislação que determina anualmente reposição de perdas inflacionárias. O Paço alega indisponibilidade de caixa por perda de arrecadação. Os trabalhadores apontam falta de planejamento do governo e farra com concessão de gratificações injustificadas e contratações desnecessárias de comissionados.

Segundo informou a presidente do Sindicato dos Professores das Escolas Públicas Municipais (SINEDUC), Perla de Freitas o movimento está sendo um sucesso.

“Os profissionais da Educação entenderam a importância da paralisação e cruzaram os braços. Temos no momento mais de 700 presentes que são aqueles que trabalham no período da manhã. Esperamos aumento dos trabalhadores com a chegada dos que trabalham no período da tarde”, disse Perla.

Os grevista cobram 11,08% de reajuste salarial referentes as perdas inflacionarias com os últimos 12 meses.

“Ribeirão Pires possui 33 escolas municipais, estamos fazendo levantamento o que confirma que nas escolas que poucos servidores não aderiram, em sua imensa maioria são cargos de nomeação do prefeito”, falou a presidente.

Assembleia está marcada para hoje, no Ribeirão Pires Futebol Clube para as 16 horas onde a categoria poderá decidir pela continuidade da greve ou não.

“Estamos no aguardo de uma possível decisão judicial que obrigue o prefeito Saulo Benevides a cumprir a legislação do dissídio e até mesmo que Saulo Benevides se sensibilize e chame o sindicato para uma negociação que confirme o pagamento dos 11,08% devidos aos trabalhadores”, concluiu Perla.

NOTA OFICIAL – Anúncio de paralização dos professores.

A Prefeitura da Estância Turística de Ribeirão Pires informa:

Como é notório e reconhecido publicamente, o Brasil passa por uma de suas mais severas crises, financeira e política. Como todas as prefeituras do país, Ribeirão Pires depende em grande parte de recursos do Governo do Estado e da União e, portanto, em meio à crise, esses recursos se tornaram verdadeiramente escassos.

Um sinal do agravamento da crise tem sido o decreto de calamidade pública em governos estaduais, como recentemente aconteceu com o Rio de Janeiro. E em meio a este cenário, a Prefeitura de Ribeirão Pires reconhece que o momento atual é de preservar conquistas e manter prioridades. Pensando assim a Prefeitura vem trabalhado para garantir ao funcionalismo público a integridade salarial, honrando as datas dos vencimentos desde o primeiro dia da gestão, mesmo diante da abrupta queda na arrecadação.

Mesmo cientes deste cenário, a Prefeitura não mediu esforços para reconhecer e valorizar seus funcionários estatutários, inclusive todos os professores a serviço da Municipalidade. Nos últimos três anos o Governo Municipal honrou o pagamento de dissídio e em 2015 os professores ainda receberam 7,25% a mais como reajuste pelo Índice do Piso Nacional. Além disso a Prefeitura garantiu aos servidores o Cartão Servidor, que substituiu a cesta básica; retornou a Licença Prêmio, um benefício tirado dos servidores há mais de 15 anos; e garantiu reajustes salariais e benefícios a diferentes categorias, como a GCM e os motoristas, cujos salários estavam defasados há anos.

Graças ao empenho do Poder Público e dos trabalhadores de cada setor da Prefeitura, temos conseguido contornar os efeitos da crise e nossa Educação Pública Municipal, por exemplo, se destaca como a melhor da região, segundo dados do IDEB. Diante disso é importante reforçar que em nenhum momento a Prefeitura se absteve do seu compromisso para com o funcionalismo. Ao contrário, o Governo continua com canal aberto para o diálogo como sempre esteve com qualquer classe de servidores. O entrave com relação ao pagamento do dissídio se deve apenas à queda na arrecadação e falta de garantias que a Prefeitura tem em conceder o índice da inflação e manter em dia o pagamento dos salários de todas as categorias, não só o dos professores. O Governo está concluindo um estudo para a viabilizar a concessão e esse estudo inclui cortes de despesas em diferentes setores.

Portanto, a Prefeitura de Ribeirão Pires estranha e lamenta a postura do SINEDUC (Sindicato dos Trabalhadores da Educação)que, além de convocar uma greve, desencoraja pais e alunos a utilizarem um serviço que é da população e é referência na região. Esta atitude está em desacordo com a maioria dos funcionários públicos, tendo em vista que o outro órgão representativo do funcionalismo, o SINDSERV, tem se mostrado mais interessado em dialogar, compreender e resolver o problema do pagamento do dissídio. Ainda há de se considerar que estamos em período pré-eleitoral e os dirigentes do SINEDUC estão ativamente ligados à pré-campanha de um grupo político, o que embora não seja ilegal, pode acarretar na mescla de interesses políticos partidários em contradição aos interesses do funcionalismo.

A Prefeitura então se vê na obrigação de convocar professores, pais, alunos e toda a população para uma reflexão: “Os interesses do Sindicato não podem nem devem prejudicar a população. Nesse momento de grave crise financeira é necessário seriedade, equilíbrio e bom senso para chegarmos a um entendimento”.

A Prefeitura quer o melhor desempenho na nossa Educação e vem demonstrando isso com sérios investimentos no setor, como ocorrido em 2015, onde a Prefeitura investiu 32% do orçamento total, em Educação, demonstrando que as ações voltadas à população são prioridade no Governo.

Por fim a Prefeitura de Ribeirão Pires reforça o convite ao SINEDUC para que reveja as “ameaças” de greve e não cerceie a população, especialmente pais e mães que dependem da assistência das creches e escolas municipais para manutenção de sua rotina diária. E que a população continue apoiando as ações que resultem na ordem e no desenvolvimento de uma cidade organizada e democrática.

Professores municipais decidem por paralisação na próxima quarta-feira (22).

_DSC9677

Com reivindicação de reposição inflacionária de 11,7%, categoria decidiu, em assembleia nesta quinta-feira (16), parar atividades dia 22, quarta-feira

 _DSC9724

Em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (16), os professores municipais de Ribeirão Pires decidiram paralisar as atividades na próxima quarta-feira (22). A mobilização serve como um indicativo de greve da categoria, que reivindica 11,7% de reposição das perdas inflacionárias.

O encontro foi realizado na área do estacionamento do Paço reuniu, segundo o Sindicato dos Professores das Escolas Públicas Municipais (SINEDUC), cerca de 300 profissionais (conforme assinaturas colhidas) que ao final do ato desfilaram por ruas da região central a cidade.

Segundo afirma Perla de Freitas, presidente do Sineduc, ‘houve por diversas vezes a tentativa de abertura ao dialogo com o executivo’.

_DSC9650

A paralisação por 24 horas é uma resposta as negativas de negociar com os trabalhadores. O prefeito Saulo Benevides insiste em manter a decisão de não dar reposição inflacionária. O que é mais lamentável é que a lei municipal que estabelece o direito é de autoria dele mesmo enquanto ainda era vereador”, argumentou.

A presidente do Sineduc informou ainda que este é o momento de nossa categoria afirmar sua dignidade e mostrar que há reação a desmandos e injustiças.

Não vamos admitir em hipótese alguma que haja ato anti-sindical (ato de coibir organização de trabalhadores). Já estamos recebendo denúncias de que há tentativa de intimidação e assédio aos profissionais da educação, especialmente aos contratados que são ameaçados de demissão caso os mesmos façam adesão às reivindicações. Nesta sexta-feira, estaremos nos reunindo com nosso departamento jurídico orientando para o combate”, falou.

Ficou ratificado na decisão por paralisação que ao final do dia 22 que nova assembleia será realizada para análise da mobilização e possível deflagração de greve caso não seja definido por parte do prefeito o pagamento dos 11,7%.

_DSC9624

O prefeito Saulo Benevides tem por obrigação executar e cumprir as leis vigentes. Nada justifica tamanho desrespeito com os trabalhadores. Na ultima terça-feira (14), foi aprovada as contas do governo do ano de 2013 com uma série e ressalvas onde o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) orientava o executivo municipal a rever pontos. Na verdade o TCE-SP oportunizou na ocasião que a administração do prefeito Saulo fizesse um planejamento capaz de cumprir e honrar com seus compromissos. Infelizmente nada disso foi feito! Ele (Saulo, nomeou muitos comissionados com salários e gratificações graúdas, muito acima do que paga aos servidores de carreira, que no caso dos professores que conseguiram elevar o IDEB de Ribeirão Pires ao topo na região do ABC. Estamos na luta por justiça e não vamos deixar que esse desrespeito continue. Se falta dinheiro é porque não teve gestão e muito menos planejamento. Estamos paralisando e ficamos no aguardo de que o executivo se sensibilize e tenha bom senso. Nossa assembleia foi muito participativa, e tenho certeza de que na quarta-feira todas as escolas estarão fechadas”, argumentou Perla.

_DSC9794

Numa última informação a sindicalista, disse estar preocupada com o 13º salário que deverá entrar na conta dos trabalhadores nesta sexta-feira.

Recebemos informações oficiosas de que o prefeito não pagará os 50% referentes ao 13º conforme determina a legislação. O que nos foi passado, é que somente a metade do que é devido aos trabalhadores entrará na conta corrente”.

A prefeitura

Em conversa reservada com o Secretário de Comunicação, Thiago Quirino, o mesmo informou a esta reportagem que a prefeitura está empenhada em solucionar o problema.

No momento o Paço concentra esforços para fazer o repasse aos professores. O impacto na folha com o reajuste reivindicado representará mensalmente algo próximo a R$ 1.000.000,00 (um milhão) mensalmente. Estuda-se corte de custos em diversas secretarias, mas hoje, a preocupação do executivo é honrar com o pagamento da folha de pagamento sempre em dia”, falou.

Sineduc convoca assembleia e professores podem deflagrar greve.

A diretoria do Sindicato dos Professores das Escolas Públicas Municipais (SINEDUC), está convocando para a próxima quinta-feira (16), às 17:30 horas, uma assembleia com local de encontro no Paço Municipal com os profissionais da Educação de Ribeirão Pires para deliberação ou não de greve da categoria.

Segundo informa a presidente da entidade, Perla de Freitas, foram feitas diversas tentativas de diálogo com o executivo que se omitiu em atender o pleito justo dos trabalhadores.

_DSC9399

“Procuramos por diversas vezes abrir um canal de diálogo com o prefeito sem sucesso. O Sindicato não fugirá de seu compromisso e seu papel de organizar e representar os trabalhadores. Quero deixar muito claro que medidas cabíveis estão sendo tomadas e tudo que for feito fora da lei, só nos prejudicará. Não estamos de braços cruzados. Apenas seguindo as leis”, declarou Perla.

A líder sindical solicita aos profissionais que “Este ano nada foi enviado à Câmara Municipal, e os órgãos competentes para tratar do tema não respondem aos inúmeros questionamentos e ofícios enviados pelo Sindicato cobrando que seja dada transparência à questão. A única informação que temos é que a prefeitura está revendo os valores e estudando os impactos de modo a garantir o benefício e que estudo será concluído em breve. Estamos em estado de atenção e se for o caso vamos fazer paralisação até que a reposição inflacionária seja repassada aos trabalhadores”, argumentou.

Em outra fala, Perla afirma que ‘a entidade sindical já acionou o seu departamento jurídico para ingressar junto ao poder judiciário com ação que obrigue o município de Ribeirão Pires implemente e pague a revisão com as perdas inflacionárias acumulada nos últimos 12 meses em 11,7%’.

“Este é o momento de nossa categoria afirmar sua dignidade e mostrar que cidadãos honestos reagem a desmandos e injustiças. Divulguem o desmando do Prefeito o máximo que puderem, esclareçam a população , peçam apoio porque se o bom senso do Prefeito não retornar, os trabalhadores na Educação pararão a cidade. Temos certeza de que contaremos com o apoio de todos os outros setores, afinal o dissídio é direito de todos e estamos ‘no mesmo barco’. Preparem se!” concluiu Perla de Freitas.