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Ribeirão Pires: Morte de macaco provoca corrida por vacina contra febre amarela em postos de saúde da cidade.

A morte de um macaco da espécie sagui-de-tufos-pretos em uma área de mata na divisa entre Mauá e Ribeirão Pires provocou em ribeirão Pires uma verdadeira corrida aos postos de saúde da cidade em busca da vacina conta a febre amarela. Nesta quinta-feira (14), uma enorme fila se formava na UBS do centro de Ribeirão Pires.

Segundo a gestora da Unidade, Diva Bartolo, o centro de saúde vem vacinando com regularidade a todos aqueles que se dirigem ao local mas que após o aparecimento do mico morto com suspeita da causa da morte ser por febre amarela a demanda aumentou significativamente.

“Nosso atendimento para esta vacina acontece sempre as quintas-feiras nos horários das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas. Não a razões para preocupações uma vez que o ocorrido trata-se ainda de uma suspeita. Estamos abastecidos, mas peço a todos que mantenham a tranquilidade”, disse a gestora Diva.

De acordo com a Defesa Civil de Ribeirão Pires, a análise do material coletado do primata, e encaminhado ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, indicará se o animal estava infectado pelo vírus.

material coletado do primata encontrado está sendo  examinado para se saber se estava infectado

Apesar da preocupação em relação à possibilidade do avanço da doença, a Secretaria Estadual da Saúde alerta para que a população não maltrate macacos encontrados, já que os animais não são transmissores do vírus. Apenas mosquitos contaminados são capazes de propagar a febre amarela, por meio da picada.

A Secretaria Estadual da Saúde, até novembro deste ano, contabilizou 2.147 epizootias (morte ou adoecimento de primatas não humanos, como macacos, bugios e outros). Deste total, 501 animais ficaram doentes ou morreram em razão da febre amarela. Por precaução, pelo menos 15 parques foram fechados em São Paulo.