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Os eleitos e os eleitores reclamões. Constatações verdadeiras.

De um internauta:

O povo do Rio de Janeiro elegeu e reelegeu os deputados Eduardo Cunha, Jair Bolsonaro e Cristiane Brasil.

O povo de São Paulo elegeu e reelegeu Paulo Maluf, Tiririca e Marco Antônio Feliciano.

E depois gritam alto que 0 Nordeste não sabem votar.

Maluf e a chocante covardia que se tornou a justiça brasileira.

Em texto instigante que nos leva a reflexão, o historiador Fernando Horta destaca que quem está sendo preso não é aquele Maluf que roubava e tinha desde delegado até presidente para lhe proteger as costas. Aquele Maluf que sambou na cara do povo brasileiro por décadas. O que está sendo preso é um velho doente, sem mais qualquer ligação ou serventia aos atuais corruptos. Para Horta, o Maluf que está sendo preso é usado como troféu para mostrar como as “instituições brasileiras estão funcionando”.

Sou de uma geração para quem Maluf era o exemplo mais bem acabado do problema do Brasil. Todos sabiam que era corrupto, todos sabiam que roubava, e ainda assim ele fazia tudo e dava gargalhadas sobre nossas cabeças. Maluf ensinou que não se deve mexer com corruptos em altos postos. Era o exemplo da tese do Caligaris no livro “Hello, Brasil”. Maluf fazia e o Estado brasileiro, por conivência ou inépcia, aceitava.

Por anos quisemos Maluf preso. Quisemos ver aquele sorriso cínico atrás das grades. Por anos o Estado brasileiro nada fez.

O problema é que quem está sendo preso não é aquele Maluf. Aquele que roubava e tinha desde delegado até presidente para lhe proteger as costas. Aquele Maluf que chamava general de exército pelo apelido. Aquele Maluf sambou na cara do povo brasileiro por décadas. O que está sendo preso é um velho doente, sem mais qualquer ligação ou serventia aos atuais corruptos. O Maluf que está sendo preso é usado como troféu para mostrar como as “instituições brasileiras estão funcionando”.

O Maluf de hoje está na presidência. Zoando com a cara de toda a população. Tendo de delegado chefe da PF, até ministro para lhe proteger as costas. O Maluf de hoje rouba e coloca o dinheiro em malas filmadas e o Estado brasileiro nada faz. O Maluf de hoje, aquele da presidência, manda até prender o Maluf de verdade. Manda e o STF obedece porque o Estado brasileiro continua inepto ou conivente. Só que agora adicionou também o sadismo e as quebras das próprias leis. O novo Estado brasileiro, o que prende velhos decrépitos de 80 anos, tortura pessoas para obter “delações premiadas”, e forja e manipula provas para usar contra seus desafetos é pior que aquele Maluf, o velho Maluf. O Estado brasileiro se tornou putrefato e ao prender velhos de 80 anos com histórias criminosas continua mostrando que sempre existirá um Maluf que manda e que não tem nada a Temer.

Maluf se entrega à Polícia Federal em São Paulo.

O deputado federal e ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf (PP-SP) se entregou à Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (20). Ontem (terça, 19), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou recurso de Maluf e determinou que ele começasse a cumprir a pena de sete anos e nove meses de prisão em regime fechado imediatamente.

Maluf foi condenado, em maio deste ano, a sete anos e nove meses e dez dias de prisão em regime fechado, perda do mandado de deputado federal e pagamento de mais de R$ 1,3 milhão, correspondente a 248 dias-multa por lavagem de dinheiro. O STF confirmou a condenação em outubro. A defesa do deputado já afirmou que entrou com medida cautelar em favor de Maluf. Aos 86 anos, o deputado também está na lista da Interpol.

Maluf já foi preso em 2005, junto com seu filho Flávio, e passou 40 dias preso. Em agosto do ano passado, ao prestar depoimento ao STF, ele afirmou que nunca tinha sido preso, “só solto”. Na ocasião daquela prisão, o STF revogou a ordem de prisão dele e de seu filho.

Ele foi condenado por atos cometidos durante sua gestão como prefeito de São Paulo (1993-1997). Mais de US$ 170 milhões teriam sido lavados entre 1998 e 2006, nas obras da Avenida Água Espraiada. O entendimento foi de que Maluf “ocultou e dissimulou” valores provenientes de corrupção passiva. De acordo com a gravidade do crime, a Primeira Turma do STF decidiu, em entendimento confirmado pela maioria do pleno, que ele deverá cumprir a sentença em regime fechado. do Congresso em Foco