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Rio Grande da Serra oferece frutas da época no cardápio da merenda escolar da rede pública.

Abacate, ameixa, banana-maçã, caqui, mamão, tangerina e uva são algumas das frutas que em abril compõem o Cardápio da Merenda Escolar da rede pública municipal de Rio Grande da Serra.

De acordo com a nutricionista responsável da Prefeitura, Tamiris Cristina de Oliveira – CRN 36687, a utilização de frutas da época traz benefícios nutritivos. “É uma recomendação do Conselho Regional de Nutrição, o consumo de  frutas da época, já que estas frutas estão plenas em nutrientes, porque estão na época correta de serem colhidas”, pontuou.

Tamiris explica ainda que o cardápio das creches, Emeb´s – Escolas Municipais de Ensino Básico e dos integrantes do EJA (Educação de Jovens e Adultos) de Rio Grande da Serra tem por objetivo oferecer uma alimentação saudável e balanceada a todos os alunos e que, as refeições são elaboradas, de acordo com a idade e, com o tempo de permanência nas unidades de ensino.

Os cardápios contam com legumes, verduras e frutas frescas, além de leite integral, enriquecido com ferro, carne bovina, macarrão, frango, variados tipos de pães e biscoitos, sucos, achocolatado e gelatina.

Cardápios diferenciados

ODepartamento de Alimentação Escolar (DAE) também tem preocupação especial com relação às crianças que precisam de alimentação específica, como por exemplo, as com intolerância a lactose e as diabéticas que recebem cardápios personalizados.  Para estes casos, é elaborado pela nutricionista responsável, um cardápio específico com base em recomendações médicas e nutricionais.

Na internet

Os pais e interessados que quiserem acompanhar, diariamente, o que é servido nas escolas da rede municipal podem acessar o site da Prefeitura clicando aqui.

e ter acesso ao cardápio da merenda detalhado por faixa etária. O cardápio referente ao mês de abril já está disponível na rede.

Pais denunciam falta de merenda e uniformes em escolas estaduais de Ribeirão Pires.

Segundo denúncia de pais de alunos, o governo do Estado cortou o fornecimento de merenda escolar nas escolas estaduais de Ribeirão Pires.

Após receberem um bilhete lamentaram: “ É tão vergonhoso receber um bilhete desses… Chega dói no peito… Um direito tão básico das nossas crianças, o uniforme nunca chegou, a merenda agora foi cortada… Tenho pena das crianças, professores e funcionários… Essas crianças são o futuro da nação é assim que são tratadas por nossos “governantes afortunados”, disseram os pais.

O vereador Amigão Dórto (PTC), recebendo denúncia de munícipes, também recebeu denúncia em se gabinete, e analisa o caso como situação inaceitável. O mesmo dirigiu requerimento ao executivo municipal no sentido de solicitar providencias.

“Munícipes entraram em contato com o mandato para relatar problemas na distribuição de merenda na E.E. Francisco Prisco. Ingressei com um requerimento para cobrar providências por parte da Prefeitura junto ao Governo do Estado para que a situação seja normalizada”, disse D’orto.

No documento, Amigão de 16 de novembro questionou a prefeitura sobre quais medidas serão tomadas bem como solicitou manter gestões junto ao governo do Estado de São Paulo para que tal problema seja solucionado o mais breve possível.

Prefeitura cria revolta entre Professores que reclamam de proibição de consumo de merenda em Ribeirão Pires.

Professores das escolas municipais de Ribeirão Pires ficaram insatisfeitos com a decisão da prefeitura de Ribeirão Pires em cumprir uma lei federal que proíbe o consumo da merenda escolar.  Desde 2009 a lei federal número 11.947 (ver aqui) determina que professores de escolas municipais e estaduais não consumam a merenda escolar. A medida não era seguida na cidade.

A determinação da prefeitura em começar a seguir a lei foi posta em prática após a “Rede nº 13” de 20 de fevereiro de 2017 e gerou polêmica entre os professores.

Educadores que entraram em contato com o blog Caso de Política ressaltaram que entendem que a merenda deve ser exclusiva aos estudantes, no entanto, ressalta que a proibição gera transtornos.

“A gente sabe que há a lei que proíbe os professores de comerem a merenda escolar. Mas a gente pensa pelo lado dos professores que em função de baixos salários, ausência de auxilio alimentação muitas vezes ficam impedidas de levar comida de casa e ainda não se disponibiliza de tempo reservado para se alimentar”, comentou uma docente.

Outra professora não satisfeita com a decisão da prefeitura em pôr em prática a lei federal disse que para ela, a determinação prejudica os profissionais.

“A gente concorda que a merenda escolar é só para os alunos, mas tem muitos professores que saem de casa às 6h e só retornam às 18h. Nas escolas faltam geladeiras e micro-ondas e a notícia sobre o corte chegou de última hora para nós”.

Ribeirão Pires tem 33 escolas municipais com quadro de cerca de 1.661 profissionais. Dados mais recentes do Qedu (2015), apontam para o mesmo período, 7.581 alunos matriculados na rede.

No Plano Legislativo Federal a celeuma pode ser resolvida caso o PL 457/15 (ver íntegra do projeto clicando aqui) for ratificado. Aprovado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o Projeto tramita em caráter conclusivo, garante em seu texto alimentação ao profissional em educação em atividade, durante o período letivo, nas creches, pré-escolas e escolas da educação básica públicas, bem como nas escolas filantrópicas e comunitárias conveniadas com entes federados.

Enquete foi aberta por este blog às 9:33 desta manhã e encerrada as 18 horas, demonstra significativo apoio ao pleito dos professores municipais.

É preciso criar meios para que os profissionais da rede escolar possam se alimentar digna e adequadamente durante a sua jornada de trabalho. Porém, apesar de ser legal (dentro da Lei) a proibição, a decisão não deixa de ser injusta quando se trata de trabalhadores desse importante e valoroso ofício. Bom senso e sensibilidade devem ser o ingrediente principal para esta grave situação. Sobre a questão pedagógica, atrevo-me a dizer que a criança aprende também observando, quem sabe não se alimentariam melhor sentados na mesma mesa, lado a lado com seus professores. Luís Carlos Nunes